15 de abril de 2009 às 10h20
Birth control

Se existe tráfico de bebês, existem viciados em bebês? Madonna e Angelina Jolie têm agido de modo suspeito, claro, mas nem sempre excentricidade é sinônimo de vício. Imagine a polícia abordando uma mulher grávida como se ela fosse uma traficante em potencial. “Esse é para consumo próprio, juro!”. Como a droga, que é algo que substitui um sentido para a vida, pelo menos na falta de um reconhecível, a procriação também pode servir de paliativo para quem não tem nenhuma outra perspectiva de realização neste mundo. Mas também como a droga, substitui a vida por algo que é na verdade sua negação – você vive para seu filho/sua droga em vez de viver propriamente.
Até sou a favor da paternidade, se a criança se comprometer a dividir a responsabilidade. Se existisse um sistema bem organizado de devoluções, por exemplo. O filho saberia que existe a vaga ameaça de ser recolhido por alguma instituição governamental caso não tenha desempenho satisfatório, e se orientaria desde cedo para cumprir metas estabelecidas por seus provedores – ou não, se fosse um caso perdido. Punição/recompensa, não é assim que operam a maior parte das religiões?
8 Comentários








15 de abril de 2009 às 12h02
pois entao veja o novo trabalho no cinema de Sacha Baron Cohen e prepare-se para ficar terrivelmente vexado:
http://www.thebrunomovie.com/
o rapaz é fueda!
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15 de abril de 2009 às 12h49
Meus pais são viciados em netos.
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15 de abril de 2009 às 14h01
A maior parte das pessoas que procriam o fazem por motivos ruins, como ter a barriga acariciada por toda a vizinhança, poder sentar no ônibus e descontar do Imposto de Renda. O que desestimula as pessoas sensatas a terem filhos.
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15 de abril de 2009 às 14h55
Tem também a relação de troca, Simone: você limpa a bunda de alguém hoje pra ela limpar a sua amanhã.
É a que mais me tenta, confesso.
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15 de abril de 2009 às 14h57
Coração, pra isso é que existe asilo, para onde os filhos acabam mesmo te mandando. Pq não eliminar o intermediário?
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15 de abril de 2009 às 15h21
E tem muita mulher que tem filho na esperança (burra) de prender um homem. Alías, vale a pena ler o artigo do link http://veja.abril.com.br/blogs/reinaldo/2008/11/eu-fiz-vasectomia-voc-ainda-quer-ir-ao.html
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15 de abril de 2009 às 21h58
Eu sei, é o amor que ninguém mais vê…..
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16 de abril de 2009 às 14h44
Troco meu precioso leite materno agora por uma cota vitalícia de cerveja no futuro. Ser mãe já é padecer no paraíso, então não me venham com nada quente!
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