22 de abril de 2009 às 12h22
Hagakure

Para mim relacionamentos são tragédias anunciadas em que as mulheres entram só para poder confirmar suas teorias sobre a imprestabilidade dos homens. Imagino que repitam a experiência tantas vezes por conta da necessidade de contraprovas, mas um dia, quando as conclusões forem definitivas, elas vão parar com isso.
Ou não. Pelo volume de reclamações, parece que mulheres querem mesmo se relacionar com homens, apesar das contraindicações. Lendo as queixas no twitter e outras ferramentas de lamentação em tempo real, decidi desenvolver um método – ainda lanço em livro – para que elas possam botar os carinhas em seu lugar, baseado no Hagakure, o Livro do Samurai.
Não, não envolve decapitação ou seppuku. O Hagakure prega que o guerreiro deve considerar que já está morto em combate, e combater com essa convicção. Até porque a morte é considerada uma honra para o Samurai e o fita sai ganhando de qualquer jeito. É tipo psicologia reversa, mas com assassinatos pela espada e tal.
Misturando essa filosofia com a premissa daquele livro/filme “Ele não está tão a fim de você” dá pra pegar a idéia geral. Acho que toda mulher devia agir com os homens como se nunca fosse dar certo, o que aliás é uma aposta razoável, e não esperar nada além de sexo casual, se isso não ferir princípios morais – porque se for o caso, o ideal é o celibato mesmo.
Como só as psicopatas se apaixonam antes de algum convívio mínimo – pelo menos até saber a opinião do sujeito a respeito das touradas e se respeita princípios básicos de higiene – o ideal é nunca dar uma segunda chance a ninguém que não se disponha a uma maratona de telefonemas angustiantes e espera interminável até conseguir uma nova audiência com você, Senhora da Situação.
Lembre-se, para você o relacionamento já deu errado e essa figura suplicante é como se fosse um ex-namorado que desceu um nível de status abaixo de Amigo Gay, e qualquer concessão que faça a ele deve ser pensada em termos de caridade, do tipo que nem espera qualquer gratidão. Se o sujeito sumir depois, isso estará nos planos, e é possível que ainda por cima te faça sentir aliviada.
Claro que depois dessa etapa a manutenção é mais complicada, mas rolam aquelas dicas óbvias sobre como o que os homens falam deve ser tomado ao pé da letra – tipo, se você perguntar se ele te ama e o cara responder que prefere ovos mexidos, o máximo de interpretação positiva que pode tirar disso é que talvez você tenha alguma chance contra ovos estrelados.
Mas ainda estou elaborando aqui.
50 Comentários








22 de abril de 2009 às 12h40
A idéia é muito boa e infelizmente eu tenho que concordar com vc: as mulheres colocam expectativas demais nos relacionamentos. Esperam que o cara ligue no dia seguinte – depois de ter enviado flores – que a amem na segunda semana, que prometam amor eterno e fidelidade cega (daqueles que o sujeito nem olha pro lado) no primeiro mês de “ficante”. E aí, é incrível: quantas histórias vc já escutou de amigos que fizeram tudo isso (ou coisas do gênero) e levaram um senhor pé na bunda?
Mulheres que ainda agem e pensam desta forma, pré-internet, civilização e sexo DE FATO casual, terão de ler o livro, ver o filme, comprar a camiseta e escrever todos os dias, no quadro negro, tipo Bart Simpson: “ele simplesmente não está afim de você”. Quem sabe, aprendem. Ou não. (e os caras, por favor, parem de dar moral pra mulher idiota)
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22 de abril de 2009 às 12h41
E o povo ainda implica quando digo que sexo sem amor é bem mais legal.
Beijos estratégicos…
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22 de abril de 2009 às 12h42
huahuahuahuahuahua
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22 de abril de 2009 às 12h42
já dizia o Bandeira: “corpos se entendem, almas não”
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22 de abril de 2009 às 13h05
Pô, Hagakure é a melhor parada. Uma das minhas leis pra vida saiu de lá, e merecidamente… aquela de levar a sério problemas simples, e os problemas complexos levar com calma. E sim, também serve pra este caso.
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22 de abril de 2009 às 13h13
Boa Lék… ficar abaixo do status do amigo gay é lamentável mesmo…
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22 de abril de 2009 às 13h32
Porra, que susto, achei por um microssegundo que vc fosse fazer resenha de anime ou algo do tipo.. ufa…
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22 de abril de 2009 às 13h51
Taí uma pessoa que colocou em palavras o que sempre pensei sobre relacionamentos.
Faço minhas as palavras da outra Denise!
Abraço
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22 de abril de 2009 às 14h01
muito bom. concordo contigo, as mulheres sofrem porque querem, criam expectativas, como se todo cara que conhecessem tivesse que ser o principe encantado.
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22 de abril de 2009 às 14h26
É.. as mulheres, as mulheres, as mulheres…
Quase não existem homens que querem casar no segundo encontro, que cobram, que surtam… Imagina…
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22 de abril de 2009 às 14h30
Muito bom o texto, até eu posso usar ele com as mulheres, já que sou sempre meio mulherzinha quando se trata de relacionamentos (e hagakure é um livro e tanto)
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22 de abril de 2009 às 14h31
Só comentei o caso específico de expectativa mulheral, até pq não dá pra entender que em plena era da informação vcs alimentem qualquer esperança nesse tipinho primitivo. Olha a mania de vítima…
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22 de abril de 2009 às 14h32
Os homens tão desesperados. Se vc for bonitinha, não fizer nada errado na cama, não encher muito o saco e demonstrar o mínimo sinal de equilíbrio mental já era… Vai grudar no seu pé e vai ficar pior do que qualquer mulher doida dessas por aí.
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22 de abril de 2009 às 14h34
É o seu caso? P.O.D.E.R.O.S.A.
Imagino então que o carinha que escreveu o tal “Ele simplesmente…” se baseou em ficção, e mulheres que alimentam expectativas frustradas estão na ordem do residual…
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22 de abril de 2009 às 14h37
Entendo e gostei bastante do texto! Mas essa questão da expectativa tem estado cada vez mais presente nos homens, e eu não vejo ninguém comentando isso por aí…
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22 de abril de 2009 às 14h41
Putz, quando vou responder sendo babacão a mina responde na buena. Fuén pra mim.
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22 de abril de 2009 às 14h45
Sthendal já dizia que o amor-paixão é impossível sem certa idealização. Concordo com ele. Às vezes é bom sermos ignorantes. Mas só às vezes, na medida certa. O difícil é saber a medida certa e conseguir optar, genuinamente, por amores mais saudáveis.
Claro que com 20 anos a gente idealiza mais. Antes de um ou dois casamentos motivados pelo amor-paixão, a gente idealiza mais. Depois fica tão cética que é uma delícia quando a gente percebe que tá idealizando (rs) e sendo burra!
Quanto às expectativas, bom, acho que é só questão de vivência mesmo. Bem mais fácil a sensatez de não alimenta-las depois de uns belos tombos. Nisso concordo com você. Neguinho mal se conhece e já imagina cenas dos próximos capítulos, incluindo um ‘the end’ com casamento dos mocinhos da história. Nesse caso, tô mais pra guerreiro casto do que pra psicopata (embora ache que ser psicopata é bem divertido, vide a Penelope Cruz em Vicky Cristina Barcelona).
Vou meditar mais sobre a sua teoria. Hehe. Mas tenho a impressão que uma espada no lugar de TPMs facilitam um pouco as coisas.
Beijo, querido!
Ah, e pra constar:
+ Homens (alguns, não tô generalizando) compram livros de auto-ajuda como “Pai rico, filho rico” (ou filho pobre, pai pobre, sei lá qual o nome dessa merda) mas jamais aceitariam qualquer conselho em público sobre sua vida emocional;
+ Tem muito mais moças bacanas sozinhas do que homens disponíveis nas mesmas condições. Estatística. Só a Austrália salva, beibe.
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22 de abril de 2009 às 14h48
Eheheh.. Cara, eu concordo que tem muita mulher assim por aí, muita. Por isso que eu disse que não precisa de muito pra um cara grudar no seu pé quando vc parece “tranquila”. Experiência própria: vc encontra um cara borbulhando de expectativas em qualquer esquina.
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Pingback por A ilusão das mulheres nos relacionamentos « Denise escreve
22 de abril de 2009 às 15h05
[...] de ler os textos do Arnaldo Branco e do Gravatai Merengue na Internet falando sobre o filme “Ele não está afim de você”, fiquei [...]
22 de abril de 2009 às 15h39
Tem gente que fala que há homens tão cheios de expectativas quanto as mulheres, quando o assunto é relacionamento. Eu acredito que eles sejam, o lance é que não representam nem 10% do geral… (enquanto nós, mulheres… todas já passamos por pensamentos e situações dessas. To-das)
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22 de abril de 2009 às 15h41
tá Arnaldo, o texto serviu para comer alguém ou não?
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22 de abril de 2009 às 15h42
Ainda estou na dependência da agenda da sua mãe, cara.
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22 de abril de 2009 às 15h46
Muito bom o texto.
Mas Branco, vc não imagina como é difícil entender os homens e a forma como nos classificam, reclamam das que precisam de romance, que criam expectativas, mas quando encontram uma mulher que não se liga nisso, que gosta mesmo é de uma boa sacanagem, ficam todos inseguros, cravam um carimbo de puta e vão procurar as chatinhas….
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22 de abril de 2009 às 15h49
Pois acho que são justamente esses caras que mais poupam trabalho a vocês: é pra descartar imediatamente e seguir com a vida.
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22 de abril de 2009 às 16h08
Respeito gente! Respeito! Qualquer relacionamento seja amoroso ou não se faz a base de respeito. Então mentir NÃO VALE, mandar flores com um cartão apaixonado pra conseguir umazinha NÃO VALE, inventar histórias mirabolantes pq não tá a fim de ver não vale. Chega na cara e fala q. tá a fim de sexo e só. Se sua escolhida for cheia de pudores e achar um absurdo sexo casual, ELA NÃO SERVE PRA VC, mande a merda e use a grana do jantar e do buquê de flores pra pagar uma puta! Muito mais digno!
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22 de abril de 2009 às 16h10
“Pois acho que são justamente esses caras que mais poupam trabalho a vocês: é pra descartar imediatamente e seguir com a vida”.
É o que eu sempre falo: homem que me julga de “puta” porque eu gosto de uma “boa sacanagem” não merece o que eu tenho pra dar – heh – e roda na mesma hora. Quer dizer, rodava, porque agora já achei o homem perfeito pra mim.
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Pingback por = x-tudo ou he’s just not that into you « senhorita rosa com o candelabro na biblioteca
22 de abril de 2009 às 16h18
[...] quiser opiniões politicamente corretas, mais inteligentes ou descoladas, vai até os posts do Arnaldo Branco, do Gravataí e da Denise, que estão ótimos, cada um do seu jeito, cada um com a sua opinião – [...]
22 de abril de 2009 às 16h20
Hahaha, claro que roda, gente, mas é que os homens (não todos, claro) parecem não estar preparados para este comportamento feminino, por mais que reclamem das mocinhas iludidas e grudentas.
Tou falando isso porque tem sido assim sempre, rs
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22 de abril de 2009 às 16h48
Acho que só deveria ter dados mais detalhes comportamentais (em lista, elencados, numerados, ilustrados) para que minhas pobres amigas solteiras sycho se reconhecessem, pois normalmente elas são cegas de si mesmas e acham que não fazem o tal papelão.
E, Evora, os homens estão muito mais preparados para a liberdade do que as moças, a não ser que estejam apaixonados e olhe lá (o que muda toda a hstória).
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22 de abril de 2009 às 18h06
Nossa, depois de ler todos esses comentarios, to me sentindo pessima!
Infelizmente, super me identifiquei com a “expectativa mulheral ” descrita pelo Arnaldo e mostrada no filme e ouco reclamacoes femininas O TEMPO TODO.
Nao me achava nenhuma psico, mas depois de ler todas essas mulheres maravilhosas e bem resolvidas, to mal.
Ah, Arnaldo eh a primeira vez que eu venho aqui, mas acho que estou apaixonada. rs
Adorei o texto. Vou seguir suas dicas!
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22 de abril de 2009 às 18h40
Zzzz. Tem uma amiga minha que ficou com um gringo e só pq ele ligou pra saber se ela chegou bem em casa, tá e enchendo o saco pra conseguir endereço do cara a partir do tel…(tenho meus meios)… fica a dúvida, alimento a esquizo dela ou mando a real pra ela e não dou a porra do endereço??
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22 de abril de 2009 às 18h44
Isabella, espero que esteja apaixonada pelo trabalho, pq o resto tem dona…
Haha, estou me sentindo o Will Smith em Hitch, o conselheiro amoroso ou whathefuck – bem, décimo-primeiro mandamento: NÃO EMPATARÁS FODA. Dê o endereço, vá em paz e não peque mais.
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22 de abril de 2009 às 18h56
pelo trabalho, pelo trabalho…
sabia que devia ter colocado a palavra ironia entre parenteses! rs
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22 de abril de 2009 às 23h45
Hahahaha odeio que empatem minha foda, então tens razão. Ei, vc ficou muito mainstream com esse papo agora, antigamente aqui era melhor, hein… (/purismo indie)
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22 de abril de 2009 às 23h55
basta ver a proliferação de blogs mulherzinhas reclamando dos homi-primitivos que além de só quererem uma trepada, fogem sem pagar conta de motel.
tudo bem não ter expectativas com os caras, mas dormir com um cara que tu nem conhece num motel, não é demais?
o que eu acho é que tem que ser desencanada mesmo, não vale passar por isso e depois ficar reclamando. tem que abdicar do posto de princesa e ser esperta. jogar como os caras. e se passar por uma dessa,porra, não se expõe em blog pensando que só por reclamar tá sendo masculina ou desencanada.
paixão é bom demais e concordo com tu arnaldo, tem que ter convivência. para as mulheres um conselho – que se fosse bom não tava dando de graça- paciência.
e mesmo que adorem uma sacanagem, abram o olho. sejam malandras!
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23 de abril de 2009 às 6h58
Lili, sexo é bom e todo mundo, ao menos, deveria gostar. Não tem nada de mais dormir com um estranho num motel se rola tesão e vontade. O ponto é que as mulheres têm que parar de achar que qualquer estranho de uma foda casual possa ser o homem da vida, o príncipe encantado. Às vezes nem conhecem o cara e já estão pensando em relacionamento! Pra sexo não precisa de muito contato, pro amor, sim. E se o cara não estiver disposto a conhecer a sujeita, nada mais acontece, certo? Não haveria nada de mau nisso se as mulheres não fantasiassem que todo o homem pode ser o último e já saírem babando e suspirando pelos cantos. Peraê!
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23 de abril de 2009 às 7h25
Isso mesmo. Fica parecendo que só homem gosta de sexo, e quando mulher dá é uma puta concessão.
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23 de abril de 2009 às 14h35
gentem, o que eu quis dizer foi dormir mesmo. Ir pro motel dar uma trepada acho muito normal, delicioso, etc.
Posso parecer careta, mas dormir não é muito íntimo? li dois depoimentos num desses blogs mulherzinha de duas meninas que tomaram o cano no motel. Uma acordou sem o cara do lado e com a conta para pagar e sem a grana para pagar e a outra a recepcionista telefonou e acordou a garota. Não é demais? Tô sendo muito careta?
enfim, eu gosto de sexo pra caralho. rs
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23 de abril de 2009 às 14h50
Mas ai tem sempre risco envolvido, não? E se o cara mandar um boa-noite cinderela, curtir dar porrada de punho fechado, quser acompanhar Vasco X River Plate durante? Dormir depois vai ser a menor das suas preocupações.
E ele tem que pagar necessariamente?
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23 de abril de 2009 às 16h46
ai que coisa. claro que não tem que pagar, mas que tal combinar antes?
enfim, foi só um exemplo.
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23 de abril de 2009 às 16h48
só para você ter uma ideia, em um dos casos, quando a recepcionista ligou a tal mina desceu, deu um beijinho no cara e saiu de mãos dadas com ele para não ficar parecendo que tinha sido largada no motel.
eu acho bizarro, você não? o que um carinha faria se fosse com ele?
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23 de abril de 2009 às 16h53
Bem, sexo casual tem desses riscos, mas não foi o fim do mundo, não? Aposto que todo mundo tem uma história de foda bêbada que quase acabou em desastre. O conselho é o de sempre: camisinha, cartão de crédito e dinheiro pro táxi.
Deixar de fazer o que se sente vontade por conta das possibilidades de revés me parece a nóia do carinha que não sai de casa com medo da violência urbana. But, hey, that’s me.
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23 de abril de 2009 às 18h16
Cara, eu acho que esse problema das mulheres (a maioria, easy babies!) sempre terem expectativas tá ligado a uma questão que sempre elas foram levadas a acreditar que existe um príncipe encantado esperando por elas e que os lobos maus vão estar sempre por perto. Isso que atualmente é reforçado pelos filmes da Drew Barrymore, onde o homem ele é necessariamente fdp e quando não existe o sujeito perfeito (Que não bebe, não fuma, não assiste futebol e faz massagens nos pés sem reclamar), o fdp vai se redimir no final. Eu admiro a sua coragem de ter visto o filme, mas eu sinceramente não consigo! e estou longe de ser pintado como o fdp dessa história. Mas ao menos as mulheres q aqui vieram demonstraram ser mais fáceis de lidar, o que, concordando com a Francine, deixa sim os homens mais interessados…
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24 de abril de 2009 às 12h33
É o seguinte nem lí todos os posts , mas eu acredito no amor..não faço sexo por sexo, sempre me entrego nos relacionamentos e não to nem aí se sofro depois.. e não me arrependo não.. eu adoro estar apaixonada…. quem não cria expectativas? quem tem medo. Pois eu não tenho encaro e sou feliz
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24 de abril de 2009 às 15h28
nunca vi tanto comentário em um post desse blog – e comentários que devem ter levado um bom tempo para serem escritos. de fato, fica provada uma teoria pessoal minha: conselhos sentimentais e frivolidades sobre namoro mobilizam mais que cartuns.
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29 de abril de 2009 às 8h22
Foi como uma vez um cara me disse numa boate em Porto Alegre: o não você já tem.
O nosso equivalente é essa “chegada” na noite (especialmente no Rio). Chega já pensando que não tem nada, o que vier é lucro.
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1 de maio de 2009 às 19h55
Não é só uma questão de expectativas demais, se apaixonar e tal. Às vezes o que incomoda é que hoje em dia eu me sinto obrigada a nunca estar envolvida ou mostrar que estou gostando. Para mim a questão toda parece ser o contrário. De tanto a gente fingir que nunca gosta de ninguém, torna-se geladeira. Que mal tem sair com alguém uma vez e ficar empolgada(o)? Esperar um telefonema? Não é ser psicopata e correr atrás de ninguém (estou me convencendo que sim, é o homem, merda, que tem que dar os passos atrás das donzelas aqui), mas estou cansada de ouvir todo mundo me falando que tenho que ser malandra, que se apaixonar é coisa de otária. Porra, ninguém nunca leu ou ouviu Vinicius de Moraes???
Viva o sexo, ótimo, pero sin perder la ternura, não pode?
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1 de maio de 2009 às 19h59
Vinicius de Moraes casou 8 vezes, meu parâmetro masculino de psicopata.
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5 de maio de 2009 às 3h35
Vinícius de Moraes mostra que se pode amar todas. De preferência ao mesmo tempo.
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8 de maio de 2009 às 14h27
Pensei em defender as mulheres apaixonadas e que criam expectativas. Depois em defender os homens que sofrem com essas expectativas. Mas depois de ler o texto e todos esses comentários, preferi só rir mesmo.
Muito bom td isso!
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