20 de junho de 2009 às 10h10
Jornalismo subliterário
Em meu curto período como jornalista freelance consegui desagradar entrevistados, furar deadlines e me embriagar no processo (vide foto da matéria com os Raimundos, a que me valeu mais retorno e o desprezo do carinha com o dedo apontado aí embaixo). Mas o meu maior, embora pequeno, orgulho jornalístico foi esse texto sobre o programa Ídolos, tema um pouco indigesto, mas que acho que cerquei bem. É arqueologia, mas enfim.

O pesadelo do pop
Vivemos em um tempo em que o ídolo do povão é o Lula, o do Flamengo é o Obina e o da molecada é o Chorão. Triste é o país que precisa de heróis, ainda mais com essa safra.
Mas o panorama desalentador não parece intimidar os realizadores de “Ídolos”. O programa do SBT escolhe entre 20.000 vítimas da moda um sujeito para gravar um CD e encarar o mercado musical, que constantemente dá lições a vencedores de reality shows sobre a verdadeira realidade. Que o digam os ganhadores do programa correlato da Globo, “Fama” – puxando pela memória só me lembro daquela mina gorda, alguma coisa Jackson.
Ano passado, “Ídolos” consagrou Leandro (“Pica-pau” por causa do cabelo vermelho) Lopes, de Santíssimo, zona oeste do Rio de Janeiro. Entrevistei o cara em Belo Horizonte, vestido e penteado como um personagem de animação japonesa. Lançou em setembro passado um CD (“Por você”, basicamente baladas e rock light FM) e segue em turnê. Deve ser complicado para os novos aspirantes ao título se guiarem pelos gostos do vencedor do ano passado: os ídolos do Ídolo são Zé Ramalho, Iron Maiden e Mamonas Assassinas (“pra mim a maior banda brasileira; misturavam Rush, Belchior e Raça Negra e dava certo”). Se achou bem representado pelo disco (“sou um cara do pop rock, e a Sony me deu carta branca para escolher o repertório”), apesar de, para um dos jurados do programa, Arnaldo Saccomani, ter um problema de posicionamento: “não é chique para tocar na Jovem Pan e não é brega para tocar na Nativa”. Apesar disso, Arnaldo gostou de “Por você”: “só acho que esse caminho de Sandy & Júnior, da Wanessa Camargo, do KLB, isso já era, cara”.
A primeira fase de “Ídolos” serve para reduzir a 150 os vinte mil candidatos inscritos em etapas em cinco cidades (Salvador, Belém, Belo Horizonte, Campinas, Florianópolis). Como faz parte da dinâmica dos reality shows satisfazer o sadismo da audiência, esta fase é uma das mais populares. Nela, concorrentes com graus variados de desamor pela própria imagem são esculachados por um júri na verdade mais paciente do que exatamente sádico.
Escalado para cobrir duas etapas em Salvador e BH, recebi uma série de instruções da assessoria de imprensa do SBT sobre quem poderia entrevistar e a que locais de gravação teria acesso. Alguns dias depois de voltar da antepenúltima etapa em Minas Gerais, Silvio Santos, fiel a seu estilo zagueiro-zagueiro de chutar para onde o nariz aponta, desativou a assessoria sem maiores explicações – o que, em tese, me liberaria para incrementar a matéria com detalhes dos bastidores secretos do programa, mas na real a coisa toda é até bem desinteressante.
Basicamente: as audições se dão em hotéis de luxo, e no primeiro dia a fila (em média 4000 candidatos) é só para confirmar inscrição, ninguém canta. No segundo, os concorrentes cantam para a produção, que aprova todo mundo que tenha alguma afinação ou potencial para ser zoado – o que dá em quase a fila inteira. No dia seguinte, ainda sendo apenas avaliados pelo pessoal da produção, começam as filmagens e a carnificina, que reduz a mais ou menos trezentos os coitados que enfrentarão – em uma maratona de dois dias – os jurados Carlos Eduardo Miranda, Cynthia Zamorano, Arnaldo Saccomi e Thomas Roth. Daí, é com eles – o número de candidatos aprovados em cada etapa varia, de acordo que 150 sobrevivam para as finais em São Paulo.
O desgaste do processo
Em Salvador acompanhei o processo até o último dia antes da entrada em cena dos jurados. O mais impressionante nessa etapa é o segundo dia, o tal em que a produção manda para casa os que não tem a habilidade musical nem o talento humorístico involuntário que justifiquem desperdício de tempo de gravação. Nem tanto pelo número de eliminações (são muitos os aprovados; supõe-se que os responsáveis pelo programa acreditam bastante na máxima “todo mundo tem potencial”), mas pelo sistema em si. Em um galpão com 10 barracas de camping perfiladas, os candidatos tem muito pouco tempo para mostrar a que vieram, e o som vazando deixa no ar uma cacofonia de trinados, dós de peito e – me pareceu – gemidos de desaprovação. Mas o que mais se ouve são os constantes pedidos de “mais um! Mais dois!” do pessoal que organiza a fila que leva ao abatedouro.
Embora em tese não devesse estar ali – o galpão era um dos lugares vetados -, a produção dá uma força: trazem até mim um sujeito que, explicam, tem grandes chances de emplacar como figura, “para a sua matéria ficar legal”. O cara se apresenta como Filé da Bahia, e pergunto por que se chama assim: “não me chamo não, são as meninas na ladeira que me chamam…”. Vai precisar de muito carisma se continuar apelando para piadas velhas… também falo com Cláudia Rizo, clone falhado da Beyoncé (gravou uma vinheta como se fosse a própria, cercada pelos seguranças do hotel): “uso cabelo assim tem 4 anos, ela é que me imita”.
Sabemos, pelas transmissões do carnaval em Salvador, que baiano é imune à insolação, mas a resistência do pessoal da fila me deixou pasmo. Espantavam o tédio da espera dançando a última manifestação musical da sexualidade tatibitati baiana, uma tal de “A Rocha” (“arrocha”, entenderam?). O refrão dizia algo como “piriripompom” e o pessoal se esfregava com vontade – deu vontade de sugerir que descolassem logo um quarto, de preferência com isolamento acústico.
Baiano não nasce, estréia, diz o ditado. Esqueceram de dizer para vários candidatos que esperaram horas pela audição. Nem de gente que veio para concorrer, nem de malucos que querem aparecer na TV: a maior parte da fila é constituída de desavisados. Paula Tarsila, 27 anos, nenhuma caracterização excêntrica além do aparelho nos dentes, esperançosa: “comecei a fazer aula de canto tem dois meses…”. Leo Souza, 27, visual black, tipo de som preferido? “Black music!”. E vai cantar o que? “Roupa Nova”.
No dia seguinte o bicho pega. Perto do hotel vejo logo vários crachás de participante rasgados no chão – e, sem acesso a essa etapa, fico do lado de fora esperando os eliminados, que estão bem a fim de falar. “Não me deixaram nem começar, só falei que ia cantar Ivete Sangalo e me cortaram”, disse Gisele da Silva Oliveira, 18. “Mataram o meu sonho”. “Uma menina cantou parabéns para você e foi aprovada pela produção”, reclama o roqueiro Nino Rezende, que foi só dar uma força para a prima e a irmã que concorreram em Salvador. “Queriam me chamar porque me visto assim todo dark, pegaram um cara que estava vendendo mungunzá na fila e nem sabia da inscrição…”. Nino também estava dando uma força para amigos de Recife acampados em frente ao hotel e que chegaram à capital baiana num fusca megadetonado com a logo de ” Ídolos” que apelidei de “Anonimóvel”. Todos foram eliminados.
Ainda em Salvador, de carona com a produção, vi os apresentadores gravarem chamadas em pontos turísticos e aproveitei para conversar com eles. Uma é Lígia Mendes, loirinha de beleza padrão-apresentadora e que diz para a câmera textos decorados para vinhetas do programa, quase todos do naipe deste: “Salvador! Terra musical! Terra de João Gilberto, Caymmi, Caetano, Gilberto Gil…” O que Lígia curte em matéria de som? “Herbie Hancock, Dave Brubeck, Keith Jarret, Satie!”. Ela, que ganhou o nome por causa da canção de Tom Jobim, fala com bastante autoridade sobre mercado, preconceito da crítica e sobre o trabalho em TV – tinha um programa próprio em Minas Gerais. Tive que usar a minha mão livre – a outra estava com o gravador, Sherlock – para segurar o queixo. “Mas tenho um repertório brega maior do que qualquer um dessa fila!”, disse como se para tentar consolar o entrevistador que não poderá mais usar seus preconceitos na matéria.
O outro é Beto Marder, que mantém um sorriso lambaeróbico ao dividir com Lígia a responsabilidade de dizer as vinhetas e animar os candidatos e também está ligado: fala sobre como o rhythm and blues é o referencial do programa gringo que inspirou ” Ídolos” e como aqui vários gêneros podem reclamar o rótulo “popular”. É dessa palavra – de uso indevido em alguns partidos políticos e em um certo estilo de música universitária – que deriva a silabazinha mágica “pop”, a que precisei desenvolver uma tolerância de barata durante as entrevistas para este artigo. Alguns depoimentos para ilustrar:
“Faço pop sertanejo romântico”, manda Fabio Soares, 26, bem colocado na fila do primeiro dia da etapa em Salvador. Tarso, dreadlocks, na bica de enfrentar os jurados em Belo Horizonte: “Um lance Rappa, tipo pop rock, sacou?” Leandro, carioca, também em BH: “vou cantar uma música country, uma sertaneja e uma pop”. Além de ser evidentemente um expert que sabe distinguir country e sertanejo, achei inspirador seu otimismo em achar que conseguiria chegar à terceira música…
Mas de volta à cronologia. Encerrados os trabalhos em Salvador, era hora de partir para Minas.
Noção, artigo em falta
Em BH cheguei depois da fase da fila, já com os concorrentes reduzidos aos que iriam encarar os jurados. Confinados em uma sala do hotel e só podendo sair para ir ao banheiro em turnos similares aos de banhos de sol em presídios, os candidatos exultavam toda vez que alguém da produção abria a porta para anunciar mais um nome aprovado. Esperava não encontrar muita gente interessante, porque se em Salvador o povo notoriamente expansivo ficou um tanto retraído nas entrevistas, temia que em BH o povo notoriamente retraído fosse definitivamente lacônico. Estava errado.
Às vezes me identifico com o programa: também sou o maior pára-raio de maluco. Um cara ao meu lado levanta e começa a tocar flauta; percebo que está sem crachá de concorrente. Antes que consiga me dar conta, o sujeito estende a ponta de uma faixa, que seguro por reflexo, e se afasta para abrí-la: tem algo escrito sobre o apocalipse – e um número de 0800. Trechinho do discurso dele que gravei enquanto ajudava a mostrar a faixa para o auditório: “…nós como seres divinos, e o planeta como um todo, está crescendo. O sol não está atendendo os nossos pedidos e então o câncer está fazendo uma limpeza em nosso planeta, isso é um conceito da física quântica…”. O 0800 deve ficar ocupado direto.
A produção destaca da fila um candidato para gravar depoimento, sinto que é alguém importante. Não estou (?) enganado: é Mike, ex-cantor e dançarino do Dominó. Ele não é da formação, se o termo se aplica, clássica: de 2002 a 2004, teve o privilégio de levar adiante a chama do grupo que já contou com os talentos e os mullets de Alfonso e Nill. Marombado “sou coreógrafo de hip hop, faço roda-moinho, dou mortal” e cheio de tatuagens, diz a que veio: “Apesar do meu background pop rock, eu vim da igreja, vou agarrar com unhas e dentes essa oportunidade que Ele está me dando, tenho muita fé no Senhor”. Senhor ou Senor (Abravanel)? Não me escapa a ironia do Deus evangélico oferecer a tal oportunidade através de um empresário judeu… repertório? “Mais soul, Ed Motta, Djavan, Boyz II Men, Brian McKnight”. Talvez o Senhor ouça melhor quanto mais o cantor se estenda nas sílabas, creio que essa é a idéia…
Também na sala de espera em BH, Claudiney, um rapaz delicado e de voz melíflua escolhido pela produção para dançar e cantar (em embromês) “I’m A Slave 4 U”, de Britney Spears (o que lhe rendeu de pronto o apelido Brit-Ney): “Vou cantar uma música de uma dupla regional da minha terra, que é meio country, meio pop”. Uma tatuagem de Peter Pan (“me identifico muito com ele, adoro crianças, quero apresentar um programa de TV para elas”) toma toda extensão de suas costas. Com essas credenciais, nem precisaria perguntar quem inspira a coreografia que fez ao dublar Britney: “Michael Jackson, lógico”.
Outro concorrente é uma ex-semi-celebridade, participante do Big Brother Brasil 4, Cristiano, sósia do Vinny (sinto que minhas referências não estão ajudando a refrescar a memória do leitor). Falei com ele logo após sua eliminação, a que reagiu com serena humildade: “além de estar gripado, rouco, na área de música ainda tenho muito a aprender”. Mas não deixou de reclamar do modo como é tratado pela imprensa: “antes do BBB já tinha apresentado um programa e fiz alguns musicais, sou ator formado – e mesmo assim a mídia sempre coloca: ‘Cristiano vira ator’”. Perdi essa polêmica, Cristiano, mas bola pra frente.
A calma de Cristiano é exceção – a eliminação faz com que os candidatos cuspam no prato em que queriam comer: “Isso aqui é um produto da mídia!” reclama Sérgio Coelho (que cantou “Popstar” para os jurados em Belo Horizonte), com discurso mais para o punk do que para o pop rock. A bronca vai principalmente para os critérios de julgamento, tanto do pessoal da produção quanto do júri. “Tem muita gente com potencial que foi eliminada porque não tinha o cabelo engraçado”, motivo que Sérgio, estranhamente oxigenado, não poderia alegar.
Tribunal de exceção
Em Belo Horizonte também entrevistei os jurados, que são, como na versão gringa da franquia, a alma do programa. Não temos um Simon Cowell, o bad motherfucker de “American Idol”, sujeito com uma sinceridade e uma marra de fazer inveja ao Romário, mas há um pouco dele diluído na bancada de avaliadores. Mesmo em Cyntia Zamorano, Cyz para os íntimos e Florzinha (por sua atitude simpática até com os candidatos mais freaks) para os íntimos do programa: “Parece que todo mundo no Brasil ouve a mesma rádio!”. E se você acha que os candidatos que vão fantasiados – na etapa de BH um marmanjo vestido de bebê teve que ser retirado da sala de espera por estar cheirando como se tivesse feito uso das fraldas – são casos terminais de carência, ouça Cyz: “tem gente que vem para pedir autógrafo! Tipo ‘não sei cantar não, vim só dizer que sou seu fã, dizer oi’”. Em um país em que as pessoas levam cartazes de “Filma eu, Galvão!” a eventos que a Globo nem está transmitindo, o chavão “população carente” ganha novo sentido.
Já Miranda não é nenhuma flor. “É uma praga! Jorge Vercilo, Djavan, Ana Carolina, sabe aquele pesadelo recorrente em que você corre, corre, corre e não sai do lugar? Então! Parece que eles (os candidatos) combinam lá fora só para me sacanear!”. Talvez o sotaque gaúcho, talvez a figura bonachona, mas essas considerações de funcionário insatisfeito só provocam o riso de todo mundo em torno. “Tem candidato que viro de costas”, falando dos figuras que querem aparecer. A falta de paciência dele com esses tipos é mesmo uma das coisas mais engraçadas da primeira etapa.
Usando um figurino que provavelmente seria gongado por Miranda, Thomas Roth (produtor, compositor, cantor, instrumentista) é o policial bonzinho do interrogatório. “É preciso que o cansaço do esforço repetitivo de ter que ouvir as mesmas coisas não afete o julgamento”, mas admite que é difícil. “As pessoas estão sem referências”. Thomas acusa, em maior escala, a massificação da mídia – mas sobra também para os aparentemente inocentes karaokês e bares de música ao vivo, ambientes propícios à monocultura das músicas de elevador.
Arnaldo Sacomani (breve currículo, só como produtor: Rita Lee, Tim Maia, Mamonas, Jeito Moleque) é um vilão – o terror da fila, segundo pesquisa informal conduzida pelo repórter – a contragosto: “a gente não curte esculhambar, só que tem uns caras que parece que entraram em uma porta errada”. Como os outros, tem críticas sobre as escolhas das músicas pelos candidatos, mas garante que é assim também com cantores consagrados. “Trabalho há mais de 40 anos, já produzi grandes ídolos, e se fosse deixar que escolhessem o repertório sozinhos, estariam ferrados – a primeira atitude de uma gravadora que se desinteressa de um artista é dizer para ele: ‘faça o que você quiser’”.
Miranda e Cyz são um júri dentro do júri, e não perdoam os colegas. Miranda, rindo e apontando para Arnaldo e Thomas: “sabe que música esses dois escreveram juntos? Aquela “o nosso amor é lindo / tão lindo / nada pode ser mais lindo / do que o nosso amor”! (“Fica comigo” sucesso com o grupo Placa Luminosa). “Imagina, cara, os dois cada um com um violão, compondo de frente um pro outro, se olhando…”. Cyz, florzinha de cactus: “com uma lareira no fundo…”
Sobrou para a imprensa também, que não estaria fazendo a ponte entre artistas interessantes e o público bitolado pelo que toca na rádio. Miranda: “a imprensa musical está muito sucateada, porque hoje o referencial do moleque que ouve música é o amigo do moleque”. Cyz aparta: “Artista e jornalista tinham que andar em parceria, crítico tem que conhecer o músico bem, a cabeça dele, para poder escrever” Quando digo que essa proximidade pode ser perigosa também, porque pode levar à distorções como a do jornalista que faz a resenha do disco da namorada, Miranda diz: “Ele está falando do ________, um cara lá do Rio”. Me sinto em um show de mágica no qual descobrissem a carta do baralho em que estou pensando…
Depois dessa, percebi que não é preciso ser candidato para ouvir reprimendas dos jurados. Antes que me mandassem mais cedo para casa, recolhi o gravador e tomei a iniciativa, com cinco fitas de entrevistas gravadas cheias de clichês de jogador de futebol, como “estou preparado para o que der e vier”, “confio na minha vitória” (antes das audições) e “agora é levantar a cabeça” e “bola pra frente” (depois). E ainda com alergia aguda à tal maldita sílaba.
24 Comentários








20 de junho de 2009 às 10h47
Que houve depois da matéria dos RAimundos? Tava relendo ontem mesmo e sempre achei uma matéria bem boa.
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20 de junho de 2009 às 11h30
Rá, rá, rá! Esses programas já nascem piadas, e depoiis ainda reclamam dos humoristas. Perdão: dos jornalistas.
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20 de junho de 2009 às 12h02
Acho que já li essa matéria. Foi da Bizz, né?
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20 de junho de 2009 às 15h55
Ficou bom o texto. Só o tema que é um lixo. :P
Abraço!
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20 de junho de 2009 às 15h55
Caralho, matei uma quantidade descomunal de trabalho pra ler, mas é realmente um texto maneiro. Quem são o jornalista e a cantora?
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20 de junho de 2009 às 16h41
Parabéns pelo texto, Branco! Tá sensacional, demonstração de crítica sem partir de preconceito, coisa rara hj em dia! Já sou seu fã
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20 de junho de 2009 às 18h56
Arnaldo, você é, definitivamente, um cara com estômago forte – e nem é da barriguinha ‘cençual’ que estou falando :B
“Thomas acusa, em maior escala, a massificação da mídia” aheuehueheh Esse pessoal é engraçado.
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21 de junho de 2009 às 1h18
Muito foda. Parabéns.
Cara, aproveita e manda a matéria dos Raimundos também!
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21 de junho de 2009 às 15h49
Pô Arnaldo, sobe a matéria do Raimundos tb.. A bizz não existe mais e não achei o texto de jeito nehum.. na época não acompanhei essa história.
Ah, e parabéns pelo seu texto.. ironia e critica (como se completam bem, hein) na dose certa
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21 de junho de 2009 às 17h06
Muito bom! Curti a leitura!
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21 de junho de 2009 às 19h05
Muito bom, rsrsrs.. e quem diria que depois o SBT iria perder o idolos para a Record, e depois ia ter q fazer um generico com esses mesmos jurados, só que com foco exatamente nas bizarrices… Espero que ao menos eles ganhem bem para fazer esse trabalho…
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21 de junho de 2009 às 19h06
Aliás, mandae a materia do raimundos…
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22 de junho de 2009 às 0h45
é, manda a matériada bizz
depois de ouvir sobre ela no podcast do zé flávio jr procurei na internet ou alguém que tivesse e não achei, põe ah e.
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22 de junho de 2009 às 0h57
é, manda a matériada do raimundos na bizz
depois de ouvir sobre ela no podcast do zé flávio jr procurei na internet ou alguém que tivesse e não achei, põe ah e.
Responder
22 de junho de 2009 às 11h07
Parabéns. Excelente texto.
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22 de junho de 2009 às 12h34
Esse texto podia ser incluído como um capítulo entre o Purgatório e o Inferno, na Divina Comédia… reescreve ele em cânticos que acho que até passa pra uma próxima edição revisada. hahaha
Teve até uma passagem que eu já estava lendo ‘então houve dor e ranger de dentes’ durante a seletiva de Salvador. ahahahah
Abraços!
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22 de junho de 2009 às 21h30
Excelente! Fez com diploma ou sem?
abrazón
RB
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22 de junho de 2009 às 21h38
A IDÉIA DO PROGRAMA JÁ É UMA BOSTA, MAS QUANTO VOCÊS GANHAM PARA BABAR O OVO DO ARNALDO???
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22 de junho de 2009 às 21h43
A maior grana! Mas não contrato analfabeto funcional que escreve em caps lock. Se fudeu, CALDWELL.
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22 de junho de 2009 às 23h46
Nosso emprego realmente é muito invejado…
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24 de junho de 2009 às 13h23
Arnaldo, vc provavelmente vai achar que é perseguição etc, mas não é: tem muito erro de português. Muito. PQP!! Que diabo é esse que jornalista não sabe escrever direito? Se fosse adolescente punheteiro, mas não é. Depois reclamam quando uns e outros (eu incluído) dizem que a internet é quase que só lixo. Seu texto não é lixo definitivamente. Mas é muito esquisito ler tanto erro básico de português num texto – insisto – jornalístico. Quais erros? Lê seu texto de novo. Procura. Pergunta pro Pasquale se não acredita em mim. PQP!!, sobra o que pros leigos? Se jornalista derrapa assim? E o pior é que essa porra é em tudo quanto é canto. Jornalão, revistinha muderna, a galera simplesmente não sabe escrever. Não sabe. A verdade é essa. Estilo é uma coisa, desconhecimento da língua é outra. Insisto que a intenção não é ofender. Mas você é adulto, não é? Sabe reconhecer erro seu, não sabe? Pois ajuda a salvar a língua e o país. Ajuda a salvar do Lula, dessa gentalha horrorosa e populista que quer nivelar tudo ao nível mais baixo, que é justamente o deles.
Quando for produzir qualquer texto, reescreve, lê de novo, vai ao dicionário etc. Desculpe se ofendo. Não é a intenção. Abraço
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24 de junho de 2009 às 13h36
Não tenho problema nenhum com gente corrigindo o que escrevo, sempre agradeço a ajuda – mas esse teu paternalismo de fachada é escrotão. E, cara, não existem todos esses erros não. Aponta ou deixa de show.
Dá para ver pelo jeito como vc escreve que não é nenhum campeão da língua: tem erro no seu mimimi demagogo tb, e eu pelo menos tenho a desculpa do tamanho.
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24 de junho de 2009 às 14h04
Fato. Dez linhas de comentário e você derrapou numas três ou quatro conjugações no imperativo, vírgulas demais ou de menos e acentuações.
Já que a brincadeira é ser purista, garanta-se.
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26 de junho de 2009 às 20h46
Pô, eu acompanho um monte desses programas de calouros. Vejo até Raul Gil, qualquer porcaria onde tenha gente cantando. É minha frustração por não trabalhar com música. Mas a ideia do programa é mesmo de uma crueldade sem tamanho. No começo é esculachar, depois pressionar os que passam e por fim coroar um idiota pra ter uma carreira de mentira. Tudo por causa desse sonho maldito do estrelato. A gente criou (e alimenta) um circo de horrores: a indústria das celebridades. Tenho ainda esperança de que a internet – santa internet – ajude a diluir esse mito da fama e que os verdadeiros talentos ganhem seu espaço – mas não sejam absolutos. Ninguém tem que ser rei de nada nem ganhar tanto dinheiro só por encarnar um personagem.
Mas deixa minhas utopias pra lá. O texto ‘tá muito legal!
Bjos!
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