24 de outubro de 2009 às 19h25
Jornalismo subliterário, parte 5
Materinha que saiu no especial de verão da Bizz em 2007, uma pauta bem bizarra e perfeita para mim e para o Matias Maxx. Tinha esquecido de meter a tal na série de stronzo journalism que rolou aqui faz um tempo. Bela foto do Daryan Dornelles.

É um calor fudido
Missão: chegar na praia artificial favorita da Baixada Fluminense (o Piscinão de Ramos) estilo Romário, botando músicas estranhas bem alto para captar a reação da galera. Detalhe: o local é dominado pela facção criminosa Terceiro Comando, que estabelece regras como a proibição do uso da cor vermelha em represália ao grupo rival Comando Vermelho. Tem dúvida que o editor é paulista? Arnaldo Branco e Matias Maxx botaram os banhistas para ouvir:
1 – “A Love Supreme pt. 2 – Resolution”, John Coltrane – “Isso é blues?”, pergunta uma ninfeta com a camiseta Pan 2007 e calça da Gang. “Jazz”, corrige Madu do Piscinão, que aluga barracas na área. “Mas é som ambiente, não serve pra praia. Aqui cada lugar tem seu estilo: no calçadão é pagode romântico para a azaração e aqui na areia é funk para botar uma pilha”…
2 – “Isolation”, Joy Division – “Tira! Tira! Tira!” Não era um show de strip-tease, foi essa a reação da geral à entrada do tecladinho depois do baixo maleta do Peter Hook. “Eu não curto rock”, diz Luana Rocha de Almeida, fã de Ja Rule. “E Charlie Brown Jr.?” “Ah, sim”. Alguém fala: “rock é bom para relaxar”. Um dos garotos da roda, Paulo César Costa Alves: “relaxar é diferente de dormir”.
3 – “Tupi Guarani” – Pelvs – Recorde mundial de pedido de substituição. “TIRA ISSO!!”, aos 5 segs de execução. Um comentário solto inspirado pelo coralzinho no início: “Isso é pra igreja”, “É! Num funeralzinho…”
4 – “Caô Fudido” – De Leve – “Agradou, agradou!” “Mandou, mandou!”. Pergunta geral: “é o D2?” – a paródia de samba-rap parece familiar. Não: é o De Leve, zoando o D2: “Esse negócio de rap ainda não me deixou rico / Igual ao D2 / Mas se a mídia quiser um dia eu fico…”. Comentário de Marcos do Bacalhau, habitué: “Esse faz samba de breque, igual o Moreira da Silva”. Enquanto isso, “À procura da batida perfeita” tocou quase inteiro no som do bar mais próximo…
5 – “Essa ternura” – Daniela Mercury – A melodia é de “A Certain Softness”, de Paul McCartney, mas a audiência é de Ramos: “Bota o ZECA!!!” Ninguém mais tinha paciência para experiências. E ficamos sem saber qual seria o real impacto ambiental quando a música baiana encontra o backbeat…
19 Comentários








25 de outubro de 2009 às 15h32
Se vocês tivessem botado um punk ou um rock mais pesado ou acelerado o pessoal linchava…
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26 de outubro de 2009 às 8h32
Que linchar o que mané.
Uma vez fui no piscinão e tinha uma roda de pagodeiros tocando blitzkrieg bop dos ramones.
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26 de outubro de 2009 às 9h58
A foto é perfeita, parece cartaz de filme.
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26 de outubro de 2009 às 10h13
pqp! esse povo ñ tem cultura musical! ñ adianta!!!
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26 de outubro de 2009 às 10h15
Cultura musical, vulgo gosto diferente. Ê elitismo de pobre…
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26 de outubro de 2009 às 10h23
haha, Coltrane e Joy Division no piscinão de Ramos é algo surreal… essa experiência lembra uma comunidade no orkut: “Eu escuto Radiohead na praia”
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26 de outubro de 2009 às 10h26
a foto parece capa da finada casseta popular…
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26 de outubro de 2009 às 10h29
Pra ter “cultura musical” precisa gostar de Joy Division e do mala do Ian Curtis? Acho que prefiro ser um analfabeto…
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26 de outubro de 2009 às 16h09
Então pra ter cultura musical, é necessário NÃO gostar do Joy Division? Eu ainda sou careta, acho que todo mundo tem “cultura musical” independente do que ouça.
PS. eu gosto do mala do Ian Curtis.
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26 de outubro de 2009 às 19h20
E onde o cara falou que é necessário não gostar do Joy Division, Tiago? Acho que ele só quis ironizar a menina ali em cima.
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26 de outubro de 2009 às 21h14
ora pois, no comentário dele ué.
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26 de outubro de 2009 às 21h39
OOO Arnaldooo, você tem que ser o Ralph Steadman da parada, bicho!
rssss
P.S – Jonh Coltrane se estivesse presente, com muito maior inspiração, comporia A LOVE – A LITTLE BIT MORE – SUPREME!
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26 de outubro de 2009 às 22h25
Não ter cultura é como dizer que alguém não tem personalidade: isso não existe. A não ser no caso de pessoas criadas por animais: aí as duas afirmações são válidas. Todo mundo vivendo em sociedade (tirando psicóticos graves ou autistas) tem personalidade e cultura. Sejam elas boas ou ruins aehaehaehaehhae
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28 de outubro de 2009 às 1h37
O som pouco me importa!
O que interessa é o rabão gostoso da mulher da foto!
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1 de novembro de 2009 às 1h00
COMUNISTAS IDIOTAS!!!!!!
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1 de novembro de 2009 às 6h02
Esse imbecil que escreve em capslock sempre com alguma palavra de ordem aqui e no site do Allan é muito sem graça, pelamor.
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4 de novembro de 2009 às 9h00
Bah !gostei muito !hehehe
!acho que mostra que toda experiência é valida ou deveria ser……..
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15 de novembro de 2009 às 14h51
aquela mina realmente tem um rabão gostoso!
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15 de novembro de 2009 às 14h52
tbm gostei daquele rabão gostoso!
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