Categoria: Arte


terça-feira, 15 de dezembro, 2009

Petty criticism

Minha coluna Mal Necessário da semana: Licença Poética.

Postado por Arnaldo Branco às 11:40 | Sem comentários | Permalink

sexta-feira, 21 de agosto, 2009

Tara Page Patton Cliff

Hoje (21/09) tem a mais nova brasileira honorária lançando livro na La Cucarcha: Teixeira de Melo 31-H, Ipanema; começa às 20h. Quer dizer, se ela já não adotou a pontualidade local…

Clique para ampliar

Postado por Arnaldo Branco às 8:19 | Sem comentários | Permalink

terça-feira, 28 de julho, 2009

Povo sem educação

Minha coluna Mal Necessário para a Zé Pereira: Baixo elitismo.

Postado por Arnaldo Branco às 8:12 | Sem comentários | Permalink

terça-feira, 16 de junho, 2009

A porra toda

Mundinho, Seja na terra seja  no mar e a minha coluna Mal Necessário para a Zé Pereira.

Aqui,

Aqui,

e aqui: As agruras do fracasso.

Postado por Arnaldo Branco às 9:46 | 12 Comentários | Permalink

terça-feira, 2 de junho, 2009

Lost degeneration

Postado por Arnaldo Branco às 5:41 | 1 Comentário | Permalink

terça-feira, 20 de janeiro, 2009

Dealing with it

Mundinho Animal da semana, clique. Uma lição para mim também.

Postado por Arnaldo Branco às 16:40 | 4 Comentários | Permalink

segunda-feira, 11 de fevereiro, 2008

Proposta

Mundinho Animal da semana, das clicken.

teasermundinhojoaohelio.gif

Postado por Arnaldo Branco às 20:42 | 5 Comentários | Permalink

terça-feira, 11 de setembro, 2007

Traz a parada amada em três dias

prezanaparedesten.jpg

Sorocaba, SP

Postado por Arnaldo Branco às 21:25 | 9 Comentários | Permalink

quarta-feira, 11 de abril, 2007

Working class anti-hero

Sei que isso aqui está devagar, e definitivamente estão faltando cartuns e quadrinhos, mas é que alguns frilas estão meio que absorvendo a força de trabalho. Esse texto abaixo, por exemplo, é de uma peça - de um famoso ator paulista, outro dia conto quem é - que ajudei a reescrever. É a história de um casal divorciado (ele sociólogo, ela rica) que sofre um assalto, o original tinha (ainda tem, mantive o tom) um teor de chanchada.

A cena é toda minha (as pessoas vão reconhecer piadas que já meti em cartuns e roteiros, só tive dois dias para entregar o texto, sorry), mas deve mudar bastante porque vai ser mesclada com o texto de outro cara - um comediante carioca, depois conto quem é - que trabalhou comigo nessa.

Ah, falando em trabalho absorvente. Chego amanhã 23 hs em Recife - com o Matias Maxx, que perigo o cara na capital latina da maconha… - para cobrir o Abril pro Rock, fico até segunda. Dicas do que fazer e convites para cervas na caixa de comentários, OK?

Ah, e outra coisa, também aproveitando a caixa de comentários. Estou adaptando (em mais uma corrida contra o relógio - em que o relógio sempre ganha, ainda que ao contrário de mim trabalhe de graça) “O Beijo no Asfalto” do Nelson Rodrigues. Queria dicas de filmes, livros, etc. sobre linchamentos (morais que sejam); sobre pessoas que são punidas pelas suas virtudes (exemplos: “Fúria”, do Fritz Lang, “Antígona”, “O Homem Errado” do Hitchcock, “Um Inimigo do Povo” do Ibsen…). Desde já, obrigado, folks.

(Trevas. Luzes na sala, com Rafy e Flora amarrados. Rafy está virado para a TV, que está ligada em filme falado em inglês. Barulho de tiros no filme, seguido de uma fala: “OK guys! Let´s take the money and escape to Brazil!”)

Rafy - Engraçado… esses ladrões de filme que fogem para o Brasil não tem medo de assalto?

Flora - Eles botaram essa TV alta para parecer que está tudo normal na casa mas esse filme tem tanto tiro que parece que estamos sendo assaltados…

(Surge Nélio com a empregada, uma toalha nas mãos em forma de trouxa com a prataria)

Nélio - Que porra de tiros são esses?! Ah… (vai até a TV e muda de canal)

Rafy - Ah, não na aberta é horário político!

(Deputado na TV: “Vote em mim, Nicolau Simplício, número 6868! Fui deputado cassado, exilado e ex-guerrilheiro! Fui barbaramente torturado na ditadura, mas não entreguei meus companheiros. Nicolau Simplício, o herói da resistência!”)

Rafy - Mas como falam que foram torturados esses caras que foram torturados e não falaram!

Nélio - Eu votei no Clodovil, o resto é tudo ladrão (desligando a TV). E cala a boca! Vamos brincar de Rio de Janeiro: vocês me levam pros pontos turísticos do mocó aqui e eu vou catando a grana e as jóias!

Empregada - Moço, eu precisava ir ao banheiro…

Nélio - Caralho… porra, te levo, mas se tentar alguma coisa, vai abrir uma vaga aqui na mansão. (Dá um tapa na nuca de Rafy, sai com a empregada)

Rafy - Mansão, pff… é engraçado, você é quem é rica de berço e quem ouve “burguês” o tempo todo sou eu. É mesmo uma sociedade machista, todo mundo pressupõe que o homem é o provedor…

Flora - Não é você quem defende esses tipos?

Rafy - Eu? Defendo que tipos?

Flora - Você! Sociólogo… blá blá blá melhoria no sistema carcerário…

Rafy - Qual o problema em melhorar o sistema carcerário? Sempre ouvi dizer que é um excelente lugar para tomar gosto pela leitura.

Flora - E blá blá blá tortura nas delegacias… e a gente? E a classe média que sofre com a violência?

Rafy - A gente também tem culpa! Qual é a diferença entre um Secretário de Segurança que vai para a TV dizer pela milésima vez que “Todas as previdências estão sendo tomadas” e a gente, que manda carta pela milésima vez para a Veja para dizer que “estamos todos indignados”? Ninguém toma nenhuma atitude nunca, a não ser as erradas!

Flora - Está querendo me culpar agora?

Rafy - Estou culpando também! Lembra quando você demitiu a Márcia?

Flora - Ela chegou três vezes atrasada na mesma semana!

Rafy - Foram três chacinas na área dela na mesma semana! Só a gente que “sofre com a violência”? (fazendo um aparte, bem calmo, dando um intervalo no discurso virulento) Queria estar com as mãos desamarradas para fazer o gesto de aspas nesse “sofre com a violência”. (Volta ao discurso inflamado) A gente quer que os pobres morem bem longe da gente, em um conjunto habitacional lá na putaqueopariu, mas que estejam as oito na nossa porta pra receber salário mínimo!

Flora - Mas o que tem a Márcia com esses marginais? Você acha que é só pobreza que justifica esses bandidos agirem assim? Se fosse isso, estávamos lascados, os serviçais iam cortar nosso pescoço quando a gente fosse dormir!

Rafy - (parecendo cansado, respirando pesado) É, acho que você também tem razão… Cristo, preciso da minha homeopatia.

Flora (ainda continuando o discurso, mas diminuindo de velocidade quando percebe que Rafy deu razão a ela, uma experiência inédita no casamento) - O problema é que vocês de esquerda compram o pacote todo, por que é que você foi assinar aquele manifesto que chamava o José Dirceu de injustiçado…? Você está se sentindo mal, Rafy?

Rafy - É, aquilo foi uma vergonha mesmo …um pouco, obrigado por se preocupar… é melhor mudar de assunto, não estou podendo me exaltar.

Flora - Rafy, eu… droga, Rafy. O que você veio fazer aqui hoje?

Rafy - Quer saber? Nem sei… sabia que não ia conseguir argumentar com você. Sabia que você tinha me superado. E acho até que esse dr. Reinaldo tem mais a ver contigo, um profissional liberal sessentão, o cara tem ’status’ escrito na testa, a sua família deve estar em festa, nada mais de discussões políticas constrangedoras no almoço de domingo…

Flora - Doutor? Como você sabe que ele é médico?

Rafy - Er… ah, azar. Eu mandei investigar.

Flora - Rafy!

Rafy - Mas isso não importa agora. Essa situação me mostrou que prefiro te ver bem, viva, com outro cara, do que em perigo. Fiz um estudo de campo para o meu próprio trabalho, que ridículo…

Flora (relutante) - Eu também.

Rafy - Também o que?

Flora - Percebi a mesma coisa. Morri de medo que algo acontecesse contigo.

Rafy (durante toda a discussão está um tanto arquejante, cansado) - Isso é muito bom… muito bom mesmo. Muito bacana da sua parte dizer isso.

Flora (bem relutante) - E queria dizer que “ter superado você” é uma expressão muito forte.

Rafy - Hummm… Flora, sabe o que reparei? Essa foi a nossa primeira discussão de relação que não se deu durante alguma transmissão de jogo de futebol. Ou de fórmula 1.

Flora (achando graça) - Ah, você mesmo me confessou que só assiste futebol para ver porrada e fórmula 1 para ver acidente…

(entram Nélio e a empregada)

Nélio - Porra, tu demorou pra caralho!

Empregada (falando errado) - É que eu tenho xistite!

Postado por Arnaldo Branco às 17:45 | 11 Comentários | Permalink







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