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Cool

Mundinho Animal (como “Mundinho Legal”) e Malvados (“Danados”) citados no ótimo livro Aparecida Blues, de Biu e Stêvz (que está lançando livro novo nessa quarta, acompanhem).

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Drama king

Mais páginas (além dessas) da adaptação que fiz de Vestido de Noiva (Nelson Rodrigues) com o desenho do monstro profano Gabriel Góes. Em breve (espero) nas livrarias:

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Modo de ver

Prefácio em quadrinhos que fiz para “Garoto Mickey”, graphic novel do Yuri Moraes.

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Orgulho do papai

Esta é a capa do livro do Mundinho Animal. Lançamento semana que vem em São Paulo, mais detalhes em um próximo post.

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Escala Richter

Mundinho!

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A pequena arte

http://www.oseminaristaolivro.com.br/

Mais um livro que mandam pela Frog (alô pessoal) para dizer o que achei. Sou fã do velho Rubem, mas dessa vez não desceu muito bem. Mas é aquilo, leiam e me digam.

Ars longa

Sou do tempo dos vilões sem pretensões intelectuais. Enquanto apertavam o torniquete na cabeça do herói, a única coisa sobre o que falavam era seu plano de dominação mundial. Não sei de quanto tempo para cá começaram a recitar Shakespeare e deixar subentendidos traumas psicológicos que justificam sua vilania.

Rubem Fonseca também é desse tempo, mas seus personagens, heróis ou vilões, sempre tiveram pendores eruditos. Seus delegados, ladrões e psicopatas geralmente têm expertise em alguma área: são enólogos, exadristas, literatos. O ex-seminarista do seu último livro, que também é um assassino profissional arrependido (dos assassinatos, não do seminário), sabe muitas frases de pensadores católicos em latim.

Esse cacoete literário nunca me incomodou. Mesmo seus personagens mais violentos sempre estiveram no limite do cômico, da caricatura, e os diálogos didáticos e sem nenhuma concessão ao coloquial servem para sublinhar o absurdo de cada situação. E ademais suas tramas bem urdidas quase sempre compensam essa minúcia, a verossimilhança (sem ironia aqui). Mas neste livro específico, hum, não sei não.

A história: pistoleiro de aluguel quer se aposentar, mas ainda tem algumas arestas para acertar em um dos últimos contratos que aceitou. Acaba tendo um caso com a filha de seu contratante no mundo do crime, intermediário de empregadores que não conhece, um sujeito que ressuscita sem maiores explicações depois de levar dois tiros na cara. Como numa trama noir clássica, todos começam a morrer ao redor do protagonista, embora hoje existam câmeras de segurança que não atrapalhavam os bandidos do Raymond Chandler; também surge um mcguffin para justificar a jornada do herói: um CD-r com dados que incriminam um empreiteiro.

Talvez porque nada no livro convença como motivação (lembrei do disco de dados com “spy shit” do filme “Queime depois de ler”) ou contexto (o matador, um pobre diabo, parece ter amigos em qualquer meio que seja conveniente para a narrativa), a construção rasteira dos personagens tenha ficado mais evidente. Aqui, ela não serve a nada, nem à trama, nem a uma comicidade que “O Seminarista” não tem.

O estilo econômico de sua escrita também não ajuda. Quando usado nas boas cenas de seus romances e livros de contos mais inspirados, dá um ritmo cinematográfico, de edição precisa, ao texto. Aqui, só deixa o fraco argumento desamparado.

P.S.: A cena de abertura, com o assassinato do Papai Noel, parece tirada de uma continuação ruim de Desejo de Matar.

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O mito

Amanhã (quinta), lançamento do ano. O livro está foda, amiguinhos, formato grande, papel couché e cores nas últimas páginas, capa grossa, coisa de fazer CPI. E dentro, o jornalismo X-9 de Allan Sieber. Digno do prêmio Pulhitzer (sic).

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“‘A Banda’ é insuportável!’ – Jaguar

http://www.osomdopasquim.com.br/

O Mini propôs meu nome para escrever sobre um livro, em uma ação de marketing misturada com meme, e indicou “O Som do Pasquim”, que já saiu tem um tempinho. Sei que vou levar chamada de uns e outros que não curtem esse tipo de ingerência neste espaço, mas bicho, é livro. Livro é que nem pizza, quando é ruim é bom – no mínimo vai te ajudar a fixar pontos de ortografia, se o escritor mandar mal mas o revisor for craque. Portanto, eis minhas impressões sobre esse relançamento (a primeira edição é dos anos 70, da editora do próprio Pasquim, a Codecri – Comitê de Defesa do Crioléu).

O tempo da indelicadeza

Nos anos 60 e 70 a cana era dura, mas temos a impressão que a vida era  mais leve. Hoje se pode falar de tudo mais abertamente – e o pessoal do funk proibidão (maneira de dizer) aproveitou a deixa – mas naquele tempo o compositor popular tinha que se virar com uma sutileza compulsória que deixava o cidadão bolado: aquela letra elíptica seria uma crítica social ou alusão ao ato sexual? Os decodificadores do duplo sentido devem ter ficado maluquinhos com a entrada em cena do Djavan – menos mal que hoje em dia estamos ligados que ele não queria dizer porra nenhuma mesmo.

Mas na hora das entrevistas, que diferença. Se agora todo mundo é amiguinho e cada uma das aspas arrancadas de um artista contemporâneo equivale a um ritual de beija-mão, naquele tempo, mermão, o couro comia. Depois de ler “O Som do Pasquim”, coletânea de conversas entre os jornalistas daquele hebdomadário e uma carrada de músicos de várias procedências, você vai entender o uso da expressão Anos de Chumbo.

Não se pode dizer aquela frase clássica sobre o remake de “O Som do Pasquim”, que esta é uma edição revista e ampliada – antes é uma edição revista e reduzida: limaram as entrevistas da Maria Bethânia, Ângela Maria e Roberto Carlos. Elas e ele não quiseram assumir o que disseram sob efeito do álcool (passivo que seja, o povo do Pasquim bebia paca) e da inconsequência da juventude – quer dizer, a Ângela Maria (1928) não tinha essa desculpa. A proibição do Roberto só faz sentido por conta de sua personalidade paranóide, porque sua entrevista é a mais inócua da edição original, mas Bethânia sabe onde está pisando: gasta quase duas páginas da sua descrevendo um briga (física inclusive) com o empresário Guilherme Araújo.

Mesmo assim a nova edição é um festival de, como dizia Nelson Rodrigues, rútilas patadas. Waldick Soriano: “Não gosto da música do Gil, nem do Caetano, nem da Gal, nem da Bethânia, nem de ninguém”. Moreira da Silva: “Paulinho da Viola é sofrível e Caetano é uma porcaria, um chato”. Agnaldo Timóteo foi (paradoxo) macho de deixar a entrevista como a concedeu, mas pela lista de pessoas para quem escreveu uma nota se desculpando, dá pra ter idéia de quantas ofendeu: Caetano Veloso, Maria Alcina, Chico Buarque, Milton Nascimento, Tom Jobim – curiosamente, não pediu desculpas a João Gilberto, de quem também falou mal.

Mas também se falou bem, duplo sentido aqui: o Ivan Lessa chega a citar o poema Kubla Khan, de Coleridge, para comentar uma resposta do Chico Buarque. Muito bom ver o Lupicínio Rodrigues se declarando não artista, mas boêmio – e reclamar, para acabar com a dúvida dos entrevistadores relapsos, que era sim o autor de “Felicidade” e que escrevera o hino do Grêmio, não o do Internacional. E Tom Jobim, respondendo porque voltou para o Brasil depois de sua temporada americana: “Voltei para me aporrinhar. Para responder a esse tipo de pergunta. Para ser um dos 5% dos brasileiros que pagam imposto de renda. Voltei porque nunca saí daqui”.

A teoria do homem cordial de Sérgio Buarque de Hollanda, pai do entrevistado Chico, não ganha exatamente uma base de sustentação com esse livro. Mas o leitor ganha muito.

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Terça, Pasquim, Jaguar; Quarta, Dahmer

Dois eventos imperdíveis: amanhã, terça, tem o lançamento do livro em homenagem aos 40 anos da maior idéia de jerico já perpetrada nesse país: a criação de um jornal para (entre outras coisas) falar mal da ditadura seis meses depois do decreto do AI-5 – além do terceiro volume da coletânea do maior hebdomadário do mundo. Também entra na roda o livro de um dos malucos que tiveram essa idéia: Jaguar, “Ninguém é perfeito”. Devo tanto aos dois que estou escrevendo esse post de pé.

E quarta, o novo livro do Dahmer, “A cabeça é a Ilha”, pra quem fiz o prefácio (trecho abaixo). Muito orgulho de ser amigo do cara.

Ele sempre fala em lançar um livro apenas com suas poesias, e esse é uma espécie de livro de poesia em quadrinhos: você vai achar graça, mas também sentir o desconforto de quem suspeita que no fundo, o autor da gag está falando sério. Bem a propósito – pra rir deste mundo, só com muita licença poética.

Estejam lá, para seu próprio bem.

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Vender livro pra burro

E minha versão e do Gabriel Góes em HQ para O Beijo no Asfalto, do Nelson Rodrigues, foi comprada pelo MEC para ser adotada em bibliotecas de escolas. Graças a um contrato draconiano em favor da família do Nelson, não vamos ganhar grandes coisas além da culpa pela má formação de algum aluno da rede pública ;) Mas o que vale é a intenção. Get rich or die trying, por enquanto dando coluna dois.

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Perdeu, playboy?

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O delegado Cunha adianta o que vou fazer com quem não aparecer hoje, 19hs, no lançamento de “O Beijo no Asfalto”, na La Cucaracha (R. Teixeira de Melo 31-H, Ipanema).

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Terça que vem

Reiterando: muita bebida, muita comida. Quem não for é oficialmente meu inimigo figadal e estomacal. Apareçam pois.

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O martírio de Jesus Cristo faz aniversário, mas quem ganha o presente é você!

Update: o código não estava funcionando, plz, tentem agora.

A grande Pati, da Conrad, manda essa dica de cupom virtual para quem quer levar um livro do Presença para casa com desconto:

O cupom pode ser usado por várias pessoas, restrito a uma compra por pessoa*

1. Acesse www.lojaconrad.com.br/cupomdados.asp
2. Informe o código do seu cupom: 17-CDOCP-000000-995142551 e clique em ‘OK’.
3. Você será redirecionado para a página inicial da loja. Faça suas
compras normalmente.
4. Quando o carrinho de compras ultrapassar R$30,00, você verá o desconto.

* Cupom válido até 27/04/2007 para apenas um pedido por pessoa.

E breve no site da Tim, wallpapers do Presença e do Joe Pimp para baixar no celular. Quem curte os personagens e não acha que devo me envergonhar por ganhar dinheiro com o meu trabalho – como os meus leitores católicos penitentes da Idade Média -, saiba que esse é o canal. Aviso quando começar a campanha.

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Bal masqué

Clique na imagem para baixar a sensacional máscara de carnaval do Capitão Presença. Só imprimir (em cartolina, acho que um bureau qualquer quebra essa), recortar olhos e nariz. E voilá. E dêem idéia no Allan para fazer uma do Bola Oito, do Dahmer para fazer um Malvadão, no Schiavon para mandar um Drogado Matador, no Sica para fazer um Cara de Plástico…

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Fazendo justiça eleitoral

Todo mundo sabe que essas enquetes de internet são uma furada. Se dependesse delas, Maradona seria melhor que Pelé, Jesus maior que os Beatles e a Cicarelli seria condenada ao fogo da danação por puritanos otários. Mas essa é por uma boa causa: mensurar a popularidade do candidato número um dos que dão dois, o nosso, o vosso e, pelo menos no que tange as percentagens do preço de capa do livro, o meu Capitão Presença.

Como o TSE não teve o bom-senso de colocar o Preza como opção nas urnas eletrônicas apesar do clamor dos meus familiares, está aqui a via alternativa para você mandar seu voto de protesto contra tudo isto que está aí, e ali também. Em uma atípica demonstração de fairplay, botei na enquete também o nome dos dois outros caras que concorrem, o atual presidente e o outro que não é o atual presidente. A idéia é fomentar a disputa entre essas duas coisas que não existem mais mas ainda mobilizam as massas (descrição que cabe também para definir o campeonato carioca): a esquerda e a direita, representadas por internautas com graus variáveis de credulidade no tal processo democrático, tadinhos.

A urna está aí na coluna da esquerda, o procedimento você conhece, e o candidato também. Até a Polícia Federal está ligada, e olha que os caras estão assim de trabalho ultimamente.

Bonus track, a ilustração que fiz para a próxima Vizoo, a lição toon de hoje é: quando você desenha mal, desenhe bastante para disfarçar. Cliquem para ampliar.

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p.s.: E aqui o motivo porque o Chico Caruso deve se ater a desenhar, porque quando se mete a pensar o estrago é grande – pra quem não sabe, escreveu um artigo esta semana no Globo defendendo o direito de beber e depois dirigir. Vejam os dois principais cabos eleitorais do Presença absolutamente breacos – e de onde tirei a idéia que o Alckmin bebe? Jeez. Quem quiser evitar um depoimento do Rogério Flausino declarando seu amor à house music, vá direto para o minuto 5 do vídeo.

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All apologies

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Então, sobre a apreensão do livro do Capitão Presença. Como já disse o Millôr, humoristas têm importância o suficiente para ser presos, e nenhuma para ser soltos… libera meu livro, seu guarda! Free Capitão Presença, a campanha.

O cara está concorrendo à presidência, no mínimo vai precisar justificar o voto e tal…

Será que posso processar o webmaster do site da PF por o cara ter me acusado de apologia sem passar pelas instâncias legais? E por ter chamado meu livro de “gibi”? Francamente…

Quem quiser prestar solidariedade ou esfregar um mandado na minha cara, estarei hoje (quarta, 20 de setembro) na 00 com Matias Maxx vendendo livros do Presença, detalhes no site aniversariante, o Urbe.

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Ritmo de campanha – e de festa

A campanha segue rumo a vitória final, ou a um resultado que nos livre da zona de rebaixamento. Preza Presidente, aperte e confirme.

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E o Capitão Presença estará esta quarta-feira no 00 fazendo um corpo-a-corpo com as eleitoras que não estão no mapa de tabulação do Ibope. É aniversário de 3 anos e meio do nosso vizinho de Gardenal, o Urbe, tocado pelo Bruninho Natal, caso crônico de hiperatividade benigna. Lista amiga de 10 pilas no e-mail falaurbe@gmail.com.

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Vendido!

Bizarro, o Matias estava fazendo o relatório de vendas do livro do Capitão Presença para a Conrad e se deu conta que só a loja dele vendeu 5% da tiragem… lista de best-sellers da Veja, aqui vamos nós…

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Update: vou estar com o Matias amanhã na Fundição Progresso (rua dos Arcos 24, Lapa, às 19:30) pelo projeto “Mandando uma letra” em um debate “literário” (está assim no programa) antes da famosa Batalha do Real, em que MCs saem verbalmente na porrada e meu genial amigo Rabu Gonzales é constantemente humilhado, deve ser medo de palco.

Detalhe que antes rola um curso de “português e música”, muito útil para quem está começando, tipo o Arnaldo Antunes. Colem lá, mas desgrudem depois.

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It´s alive!

Almirante Nelson – Meus ancestrais navegantes ficavam muitos meses no mar, para fazer a Rota da Seda e trazer o produto da Ásia. Hoje o usuário encontra seda em qualquer loja de conveniência, a dois minutos de casa. A modernidade matou o romantismo – ou é tudo vã nostalgia deste velho lobo do mar?

Capitão Presença – Pois é , Marco Pólo devia ser canonizado, trouxe para o ocidente a seda e o Miojo, Top 1 Larica de Todos os Tempos. Esse era preza. Eu prefiro facilidade, saca, vida de maconheiro já tem muito perrengue. Andar com o Mané Bandeira já é aventura suficiente – e na real sou a favor da legalização até para poder impressionar as gatas na seção de Importados do super… imagina as estantes: Jamaica, México…

Mais uma entrevista com o Capitão Presença, desta vez pelo Almirante Nelson (alterego do imediato Nelson Moraes) em seu mundialmente famoso Ao Mirante, Nelson! Esse Preza está muito saidinho – tipo o Amigo da Onça, que ficou tão famoso que levou seu criador (o cartunista Péricles Maranhão) ao suicídio. Ha, mato esse puto antes…

Clique na imagem abaixo e veja uma página colorida da versão de Lost (“Without”) do livro do Preza.

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Lente da verdade

Entrevista para o Pedro de Luna, do Bigorna.

1) Vivemos numa sociedade onde muito se fala em liberdade de expressão. Mas sabemos que a repressão ainda existe. Você nunca se preocupou ou nunca aconteceu algum tipo de censura, ameaça ou coisa do tipo com vc e o Capitão Presença? Por exemplo, todo mundo da sua família, do prédio, etc agora sabe que voce gosta muito da planta…

Liberdade de expressão… cara, um país em que existe o ditado: “quem fala o que quer acaba ouvindo o que não quer” só pode ser um país de censores enrustidos. Sempre achei que falar o que se quer e ser obrigado a ouvir o que não se deseja (ou concorda) fosse a base da democracia. Temos alma de síndico de prédio, estamos sempre reprimindo, dando palpite sobre o que fulano ou sicrano devia fazer ou dizer. Então já estou acostumado, o Presença é o de menos.

Bem, há o risco de ser enquadrado por apologia, mas essa lei é tão cheia de buracos e aberta a tantas alternativas de interpretação que acredito que um advogado do naipe do que cuidou do caso das vítimas do Palace II me livre dessa, se rolar acusação. Aliás, quer ver apologia de verdade? Pergunta sobre a erva para um paciente de glaucoma com permissão médica para se tratar com canabis…

Tem outra coisa nesse país: somos recordistas em analfabetismo funcional, não conseguimos entender claramente o que lemos e ouvimos – confundimos o personagem com o ator, achamos que um roteiro é improvisado na hora por quem declama as falas… então eu poderia (atenção para o futuro do pretérito) ser abstêmio para criar o Presença; meu super-poder é o da observação. Mas como disse, estou acostumado (aposto que você também) a ser mal-interpretado, então não me importo…

2) Vc prefere desenhar sóbrio ou chapado?

Sóbrio, sou profissional em relação a meus vícios, não deixo que nenhum hobby idiota como desenhar quadrinhos atrapalhe nenhum deles.

3) a coletanea que forma o livro foi toda tirada de material ja publicado na F e na net ou tem uma parte inedita?

A maior parte das minhas coisas (cento e blau páginas) é inédita, quando a Conrad encomendou o álbum eu só tinha tipo umas trinta tiras e duas histórias de duas páginas prontas. Tive que correr, porque me deram seis meses de prazo – com um trabalho de 9 às 6, mais tiras diárias e cartuns para a Bizz e para a Sexy para fazer, te asseguro que não foi fácil… mas me esmerei, meu objetivo era deixar a parada engraçada a ponto de fazer o delegado responsável pela minha prisão rir – e consequentemente, pegar mais leve comigo.

4) O Sieber que é teu parceiro não pensou em fazer o desenho animado ou o curta do Capitao Presença?

O Sieber vive atolado nos projetos dele, nem teria cara de botar o Preza na fila da Toscographics. Na real dá pra fazer com outros caras, eu é que sou preguiçoso demais.

5) qual o melhor fumo que ja te apresentaram? Foi o Matias quem botou?

Não lembro, na real – e não sei distinguir essas coisas muito bem, bebo muito no processo, saca? Sou bagaceiro de berço, pra mim chocolate suíço e Prestígio tinham o mesmo gosto.

6) dá pra ver que vc não se preocupa muito com técnica. O traço é simples, beirando o tosco, e vc só pinta no micro o necessário. A idéia é essa mesmo ou na verdade vc é mais um roteirista que um desenhista?

Odeio desenhar e odeio aprender. Quer dizer, odeio aprender da forma clássica. Por exemplo, no caso do texto: leio muito e vejo muitos filmes por prazer, e claro que isso vai fazendo a diferença na hora de bolar minhas coisas – costumo dizer que o segredo da originalidade é não lembrar direito onde foi que você já leu aquilo. Mas a técnica de desenho se aprende ou frequentando um curso ou desenhando bastante, e não gosto das duas coisas. Mas claro que gostaria de desenhar bem como o Crumb, o Angeli, o Sieber, o Leonardo, o Zimbres, o Jaca. Se pudesse fazer um download de traço, como em ‘Matrix’…

7) e por fim, gostaria de saber por que vc acha que a lei dos quadrinhos (ainda em votação lá em Brasilia) não é uma luta sua. O que pensa a respeito? És um anarquista? hehehe

A única política que apóio para a Cultura é a Condescendência Zero, em todos os setores. Talvez nem tivesse pudor em botar a mão em qualquer subsídio, trabalho com carteira assinada há dez anos e tenho toneladas de contracheques com o registro das mordidas mensais em casa – ia me sentir mais ressarcido do que culpado. Mas acho que ninguém pode se fiar nisso pra construir uma carreira artística – pra esses sugiro o funcionalismo público, forchrissakes.

E sobre as cotas para quadrin(h?)istas nacionais em publicações impressas, fala sério: um quadrinho que realmente cative o público, ou tenha qualidades evidentes, acaba chegando a um veículo ou outro através do boca-a-boca. A internet está aí, foi o caso dos Malvados, por exemplo. O critério tem que ser qualidade sempre (ou interesse do público – se uma tira de valor contestável atrai leitores, bem, há que se suportar essas franquias do Ziraldo e do Miguel Paiva). Preferia ver mais gente como Peter Bagge, Johnny Ryan e Kaz nos jornais brasileiros, por exemplo, do que um cartunista sem muito engenho – mas, vejam só, nascido em Quiprocó da Serrinha, brasileiro da gema…

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A luta continua

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Para ajudar a finaciar a campanha, hoje Matias Maxx (o alterego do Presença, não contem para ninguém da Entorpecentes) vai estar vendendo desenhos originais do sensacional curta de animação do Allan, Santa de Casa. A partir das 19 hs, na La Cucaracha – Rua Teixeira de Melo, 31-H, Ipanema. Tudo pela transparência!

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Notícias Populares

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Classe a manchete que saiu na capa de cultura do GlobOn: Herói maconheiro candidato à Presidência! Chama atenção para a matéria do Augusto Sales sobre o lançamento do “Aventuras do Capitão Presença” hoje em São Paulo – e sobre a candidatura do Preza, claro. Pra lembrar os lesados, o serviço:

Onde?
Lançamento em SP do livro Capitão Presença de Arnaldo Branco
Studio SP (Rua Inácio Pereira da Rocha, 170)
05 de julho de 2006 às 22h30
Atrações: autor presente no local autografando, show da banda Echo Sound
System, DJ Daniel Ganjaman (do Instituto) e livro a venda no local
Ingressos: R$ 15,00 sem nome na lista;
R$ 10,00 com nome na lista.

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Es Hoy

Não pude mandar esse spam pelo Orkut – onde tem muito brasileiro no meio nada funciona – então está aqui. Serviço do lançamento:

Hoje (sexta-feira, 23) lançamento do livro “As Aventuras do Capitão Presença” na boutique/gibiteria/galeria/headshop La Cucaracha (R. Teixeira de Melo 31-H, pertinho da praça Gal. Osório). O autor, Arnaldo Branco, começa a autografar as 19 hs até que a cachaça e a cerveja (que vão rolar de graça) o façam esquecer o próprio nome.

O livro vai estar mais barato hoje e este fim de semana: 20 reais na mão do Matias – um perigo, quem conhece o cara sabe.

Se não estiver familiarizado com o personagem ou se só acredita no hype vendo com seus próprios olhos, uma matéria d´O Globo de hoje (por Carlos Albuquerque, o Calbuque) para você:

E outra, d´O Dia, do Ricardo Calazans.

E mais uma, na Folha de São Paulo, Alexandre Matias:

Esperamos vocês e talvez alguma autoridade com um mandado. Abraços!

P.S.: Recomendado pelo Moacy Cirne (valeu Rafa)! O Harold Bloom dos quadrinhos, agora vou perder a vergonha de me dizer cartunista…

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Assumindo a paternidade

Festa de lançamento do livro do Preza esta sexta-feira, dia 23, na loja La Cucaracha (Rua Teixeira de Melo 31-H, Ipanema, pertinho da praça Gal. Osório). Vou estar lá autografando o bruto, assumindo a paternidade, sou um pai orgulhoso.

Cachaça e cerveja na faixa – até acabar, naturalmente, manjo meus amigos, são profissionais que raramente deixam de zerar a geladeira ou de fechar um bar. E costumam abrir os trabalhos cedo, então se adiantem – começa 19 horas, pra quem quiser depois esticar na balada, night, fervo ou qualquer desses nomes genéricos idiotas para designar programa.

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E com vocês os vencedores da promoção Preza Presidente! Você sabe, aquela em que os melhores itens de material da campanha do Capitão Presença bolados por vocês valiam um livro. Os trabalhos, se não cair a pauta, devem ser publicados na F.#5.

Alexandre Luna Freire Filho
Hemeterio R C Neto
Filipe Altino
Fernando Moutinho de Oliveira
Luciana Vasconcelos
Fábio Cezar da Silva
Daniel Paiva
Everton Rattay
Bruno (“bruno.ghost” no e-mail)
Gustavo Guz
Alexandre “Nego Lee” Popoviski

O Matias Maxx vai decorar a loja no dia de lançamento como se fosse um comitê do Preza. Provavelmente vamos botar uns bottons e camisetas no esquema (digo provavelmente porque está meio em cima, mas encomendados estão), alguns dos trabalhos estarão em exposição. Este, do Hemeterio, vai pra parede com certeza.

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Update: Matias manda avisar que na noite de autógrafos e neste fim de semana, na La Cucaracha, o livro vai estar saindo com desconto: 20 reais. É assim que se faz um best-seller, garoto! Depois do Código Da Vinci, o Código dá dois. Maravilha.

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Meu comovente amadorismo

Página da seção de quadrinhos do Mané Bandeira que esqueci de juntar ao livro do Presença

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E aqui, excelente texto sobre o livro do Preza do Rafael Guedes.

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