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Arquivo: Moda

Aproveitamento

Duas coisas que fiz recentemente: um mascote das Olimpíadas 2016 para uma matéria do jornal Extra, o Caipirito – sempre achei engraçado o drink nacional ser essa coisa débil de fazer, só perde em tosquice na categoria “bebida que representa o país” para a Cuba Libre. Toda vez que vejo esses turistas e artistas gringos fazendo hinos para a caipirinha, penso: não tem limão, gelo e açúcar na terra desses caras? Bem, talvez não em Cuba.

E essa é uma idéia não aproveitada para uma camiseta de bloco (a primeira que faço, rito de passagem cartunístico, emossaum), o Imaginô agora amassa – que é composto por advogados, talvez ficasse melhor em uma agremiação de médicos. Alguma interessada?

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Esporte fino

Quer ganhar essa camisa oficial do Flamengo (tamanho G, número 10)? Bota aí nos comments nome e email ativo. Amanhã sorteio e aviso o vencedor.

Promo encerrada, amiguinhos. O vencedor foi o comentário de número 140, Henrique Plácido. Parabéns, cara.

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“As nuvens alaranjadas do crepúsculo douram todas as coisas com o encanto da nostalgia, inclusive a guilhotina”

Mundinho Animal!

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D.O.A.

Dois projetos mortos no berço: uma tira para a revista Autoesporte, que chegou a ser aprovada, mas que não foi em frente por… na verdade não sei. Mas deu um certo alívio porque não entendo absolutamente nada de carros e, mal de cartunista (rápida lista: Jaguar, Angeli, Dahmer, Allan, Leonardo), não sei dirigir. Se bem que era pra desenhar temas sugeridos – a tira se chamaria Autoesperto (duh) e os leitores da revista pautariam meu quadrinho com as manias que acham mais irritantes no motorista médio brasileiro (estacionar em fila dupla, ultrapassar pelo acostamento, avançar no amarelo, não dar seta and such). De qualquer forma, o protótipo:

O outro seria inspirado naquele Look at this fucking hipster, sobre mais um assunto que não domino, moda, mas pelo viés do ridículo, de que entendo alguma coisa. Mas fiquei sem tempo, aí apareceu o Você não é hipster, e minha homenagem a esse povo que diz qual acessório ridículo você está provisoriamente liberado para usar – até perder o status de consumo irônico – ficou obsoleta. Eis o que seria o header do blog:

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Nazi hipsters fuck off

Minha coluna Mal Necessário, para a Zé Pereira: comento o nazifashionismo e a Cultura do carão.

Falando em gatos, na falta do Instant Tema dos Trapalhões (como há o Instant Beto Carrero e Instant Silvio), o Keyboard Cat comenta a competência da produção da festa Adidas:

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Lavoisier

Mundinho Animal da semana, clicar e talz.

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Fazendo a ronda

Nos últimos dias, nO Esquema:

1) O Mini comenta o revival dos 70, que pra mim (reitero: marco extremamente pessoal) começou em 89 com o Paul´s Boutique, dos Beastie Boys. Também não quero entender o viés psicológico da volta do veludo cotelê, mas acho curioso que a frase mais famosa sobre o período – “a década esquecida pelo bom gosto” – tenha sido dita nos anos 80 – uma época tão condenada pela posteridade que a reciclagem de seus horrores só pegou entre as vítimas (de sempre) da moda.

2) Bruno cita o Obra em Progresso, blog onde o Caetano Veloso comenta a preparação do novo disco e compra briga com dois jornalistas de São Paulo por causa do show que fez com Roberto Carlos em homenagem a Tom Jobim – com razão. Cara, com críticos desse naipe, quem precisa dos habituais bajuladores abjetos? Dois trechinhos comentados:

Na pequena série de espetáculos arrogantes e modorrentos, que começaram com as apresentações de João Gilberto (…) e terminariam (…) com o último dos concertos que reuniram os míticos Roberto Carlos e Caetano Veloso (…) Eventos elitistas, onde cantar baixinho sobre o amor, a saudade, o Corcovado e as belezas da orla carioca legitimavam o privilégio e a sofisticação de uma casta – Sylvia Colombo, Folha de São Paulo

- Só uma pergunta: o que a jornalista acha de Cole Porter?

O pianista Daniel Jobim, neto de Tom, usava o chapéu característico do avô, como que para reiterar a onipresença do compositor. Um gesto dispensável, já que o próprio repertório tinha essa função – Jotabê Medeiros, Estado de S. Paulo

- Nesse trecho, só fiquei lembrando do patrão do Michael Madsen em Kill Bill: “That hat. That FUCKIN’ hat”…

Larry Gomez: And…the hat. That fuckin’ hat. That fucking… How many times have I told you, don’t wear that fucking hat here? How many?
Budd: Customers wear hats.
Larry Gomez: Well, I’m not the boss of the customers. I’m the boss of you. And I’m telling you… that I want you to keep that shit-kicker hat at home.

3) Sobre o Matias, eu quase nunca sei muito bem do que ele está falando, mas parece que algumas festas importantes por aí estão acabando.

Nunca entendi bem essa dinâmica, esta de festas que acabam e tal, se o sucesso das festas que entram no lugar das festas que acabam geralmente tem a ver com o fato das festas que entram no lugar das festas que acabam não são mais as festas que acabam – mesmo que o som e os frequentadores sejam praticamente os mesmos.

Pros clubes, tem a ver com renovação, não exatamente do público, mas do hype; e pros frequentadores, tem a ver com nostalgia – dançando na nova festa quase igual àquela, vão poder comentar com os amigos: aquela é que era boa.

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Atrás das linhas inimigas

Opa, texto que escrevi para uma animação em Flash que saiu no G1 durante a São Paulo Fashion Week. Leigo total pagando de insider.

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Em toda edição da SPFW essas figuras marcam presença. Veja se a carapuça serve, e se o caimento está correto e orna com o conjunto.

As Atrizes deslocadas – Essas vão ao SPFW pela necessidade de estar em evidência mas também por instinto de vingança – para roubar um pouco de atenção das modelos assim como estas vêm roubando papéis em novelas. Na verdade, depois que se descobriu que tanto atrizes podem ter sucesso na passarela sem treinamento específico como modelos podem fazer carreira na TV sem abraçar árvores em aulas de expressão corporal, hoje em dia não existe muita diferença se você faz o curso do Antunes Filho ou da Socila.

Roupas: Por causa da falta de restrições de peso, atrizes podem usar decotes e saias curtas sem parecer que estão vestindo um jaleco de hospital, então é o que experimentam para ofuscar as top models, que são na verdade cabides ambulantes. É claro que devem evitar a rua Augusta em certos horários se não quiserem convites para montar… não exatamente Shakespeare.

A Estudante que quer trabalhar com Moda – Embora as pessoas que realmente importam estejam protegidas dela por uma parede de seguranças, a Estudante que quer trabalhar com Moda acha que a SPFW é uma oportunidade de ouro para se misturar com elas. Para isso, tenta parecer blasé e chamar a atenção por sua, ahn, produção – geralmente superposições de acessórios e roupas que justamente por não combinarem acabam chamando mesmo atenção. No mínimo espera virar personagem da coluna da Monica Bergamo como uma das vítimas da moda habituais do evento.

Roupas: optam geralmente por um look que varia entre a descontração estudada e a roupa para dormir pura e simples. Seu lema é “faça você mesma”, embora seja geralmente sustentada pela mãe.

A Rica com alma de pobre – Não importa quanto dinheiro tenha – ela está nessa FW pelos brindes, e vai usar recursos físicos desleais que nem um Somali faminto arriscaria para alcançar víveres distribuídos pela ONU antes da multidão de miseráveis em torno de si. É possível que esse traço de sua personalidade venha de antepassados que conheceram a pobreza, ou do convívio (em tribunais) com ex-maridos depenados, mas o fato é que ela não está nem aí para as aparências, por mais paradoxal que pareça.

Roupas: Casual-guerrilheira. O mais importante é o tamanho da bolsa, a resistência das roupas e a letalidade dos acessórios.

Os Jornalistas mortos de fome – Boa parte deles é deslocada de outras editorias para o SPFW, portanto acreditam que têm direito de ser recompensados com o maior número de peças do buffet e drinks de cortesia que puderem carregar. Também se aventurariam atrás de brindes, mas foram condicionados por anos de humilhação na redação e não têm a disposição férrea da Rica de alma pobre para disputar os itens.

Roupas: jornalistas se vestem de duas maneiras: em lojas de departamento ou em butiques que mostram os preços na vitrine, porque de outro modo não se arriscariam nem a entrar. Tem também os que fazem questão de cobrir o envento ostensivamente fora de moda para mostrar que não compactuam do clima de futilidade do evento – mas a verdade é que esses sabem tão pouco sobre o que está na moda que é capaz de acertarem no figurino.

Os Fashionistas inadimplentes – São a escória. Caçadores de autógrafo, tiradores de foto, geralmente entregam a origem humilde superpondo imitações baratas de peças de vestuário e acessórios de grife, e não adianta tirar as etiquetas geralmente enormes de marcas de araque com nomes tipo GUTTI e PRADA’S. O exemplo mais clássico é a bicha pobre vintage, mas o fashionismo de comunidade desconhece a barreira da opção sexual – heteros metros também são craques na modalidade.

Roupas: Tudo o que as grifes piratas entendem por estar na moda: calças de duzentos bolsos, bonés com lantejoulas e camisetas com aplique, um misto do que os estilistas viram em novelas ou em suas bandas de pagode favoritas.

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Through being cool

Mundinho da semana, é de clicar.

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Fashion victims

Le Petit Monde Animal, clique.

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Cérebro de tanquinho

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