Categoria: Sexo


terça-feira, 24 de novembro, 2009

First draft

Curiosidade. Abaixo, o roteiro original de Pussy Power, HQ que eu e Leo fizemos para a Vice. Foi até aprovado, mas a revista resolveu montar a sua edição de aniversário de 15 anos como se tivesse sido feita em 1994, e tivemos que mudar o ângulo. Está incompleto onde deixei marcado para o editor, mas gostei bastante. Lê aí e me diz.

Quadro 1:

Legenda: Os presidentes americanos nasceram para ser notas de dólares.

Imagem: Desenhos tipo efígie (os carinhas olhando para o infinito, etc) do Lincoln, Kennedy e Obama.

Quadro 2:

Legenda: No Brasil, temos presidentes de caricatura.

Imagem: Caricaturas dos presidentes (faixinha com nome embaixo de cada um) Getúlio Vargas, sorridente e com o charuto; General Figueiredo (que diz “Prefiro o cheiro de cavalo ao do povo*”) com os óculos escuros e quepe e do Fernando Collor, nariz enorme e cabelo cheio de gel (dizendo “Eu tenho aquilo roxo*”)

Legenda abaixo do desenho: * - Frases reais.

Quadro 3:

Legenda: Um desses inventou uma expressão para se referir as atribuições do mandatário supremo da nação: “liturgia do cargo”

Imagem: Caricatura do Sarney (faixinha com nome embaixo)

Legenda abaixo do desenho: (Foi o presidente mais impopular da História)

Quadro 4:

Mas há 15 anos um desses presidentes de caricatura quebrou a liturgia do cargo em um episódio digno de desenho animado…

(título): PUSSY / POWER

Imagem: Desenho/paródia da capa da Veja que ficou famosa, com o x na buceta da Lílian Ramos, com a legenda “O X da questão”)

Quadros 5-6-7: (Nesses três quadros, a descrição do episódio da buceta exposta e da reação bocó do Itamar em legendas-piadinhas nos quadrinhos, ainda falta elaborar)

Quadro 8:

Legenda: De certa forma, esse episódio foi libertador. 5 anos antes, Lula tinha perdido a eleição para o medo do “comunismo” - e por causa de um caso extraconjugal.

Imagem: Dois carinhas lendo a manchete “AMANTE” em uma banca de jornal

Popular 1 -  Se ele traiu a mulher, vai trair o povo.

Popular 2 - Povo perdoa mais fácil.

Quadro 9:

Legenda: E o mundo também mudou. Isso foi antes da proliferação das sex tapes.

Imagem: casal olhando um computador, da tela vem sons de foda.

Homem - Que absurdo, é o cardeal com a primeira-dama.

Mulher - É mesmo, ele não era gay?

Quadro 10:

Legenda: E antes que a intimidade das celebridades deixasse de ser apenas pauta dos tablóides ingleses para virar commodity da grande imprensa.

Imagem: Um editor com os pés em cima da mesa (plaquinha “Editor”) ao telefone. Do outro lado da linha uma voz diz:

Voz - Britney nua morde cachorro!

Editor - Onde está a notícia?

Quadro 11:

Legenda: E do insuperável Berlusconi.

Imagem: Mulher da alta sociedade, gostosa com roupa de madame, lendo um convite. O texto:

Convite para a XVII posse de Silvio Berlusconi. Traje: desnecessário.

Quadro 12:

Enfim, ainda vamos lembrar da história de Itamar e Lilian como um símbolo da ingenuidade daqueles tempos.

Imagem: Um travesti em um carro alegórico com a faixa presidencial. Um box com seta apontando para ele, com os dizeres: Carlos Roberto, primeiro presidente transexual. Ele está com uma puta ereção.

Carlos Roberto - Poder me deixa de pau duro!

Postado por Arnaldo Branco às 11:22 | 4 Comentários | Permalink

quarta-feira, 18 de novembro, 2009

Back to the future

O mote era: fale de um fato capital acontecido há 15 anos (por causa da edição de aniversário da Vice Brasil), mas como se eu e o Leo (novamente pilotando o nanquim fodão) estivéssemos ainda em 1994. Alguém lembra do affair Itamar Franco x Lilian Ramos? Clique na figura e vai nessa.

Postado por Arnaldo Branco às 15:32 | 2 Comentários | Permalink

terça-feira, 17 de novembro, 2009

Corujinha da Playboy

Minha coluna Mal Necessário da semana: Deixem o erotismo em paz.

Postado por Arnaldo Branco às 16:47 | 1 Comentário | Permalink

quarta-feira, 17 de setembro, 2008

Stronzo Journalism

Rough cut da matéria com As Pegadoras, para a MONET. Falando em sexo, AÍ WORDPRESS CHUPA O MEU PAU. Enjoy.

Bringing sexy back

Mulheres falando sobre sexo não é uma novidade na TV, ainda mais se pensarmos em todos os programas de debates com uma sexóloga de plantão – a diferença é que agora elas parecem realmente interessadas. O programa As Pegadoras, a nova atração da faixa sexytime do Multishow, reúne três lindas atrizes que, no papel de amigas que dividem um apartamento, tornam público aquilo que as mulheres conversam no banheiro – ou no quarto, antes da proverbial guerra de travesseiros.

As Charlie’s Angels do sexo foram escolhidas para sair do padrão loira-morena-ruiva: a japonegra Anna Tokiko é a DJ amante da noite Fê; a morena Mirella Payola faz Diana, uma praticante de esportes sócia-atleta da praia; e a mulata Ravine Chrispin é a designer antenada Bárbara. Elas formam um trio de personagens certamente eclético, mas que pode deixar o telespectador imaginando quando arrumariam tempo em suas agendas díspares para se encontrar.

O cast de As Pegadoras tem em comum a passagem anterior pelo catálogo do diretor Candé Salles, ex-diretor de elenco da Conspiração Filmes e um grande connoisseur da beleza feminina – e masculina também. É, nas palavras de Caetano Veloso, “o inimigo natural da hipocrisia sexual”. Candé é conhecido no meio como uma força da natureza, que consegue o que quer sem muito esforço – tanto é verdade que sua carreira de sucesso não foi planejada (”foi acontecendo”), e que a frase do Caetano entrou nesta matéria porque fez o repórter prometer que a incluiria.

O programa tem dois segmentos: em um, as Pegadoras conversam sobre sexo e lêem e-mails do público, no outro, uma história picante enviada pelo site www.multishow.com.br/pegadoras é encenada por um casal – ou por um casal com mais uma mulher, ou mais um homem… a idéia é dramatizar toda forma de amor. Homem com homem também? Anna Tokiko responde: “Por que não? Mandem as suas histórias”. As Pegadoras pode até roubar a oportunidade de mostrar o primeiro beijo gay na TV das novelas das 8 – que sempre adiam o evento baseadas em um suposto índice de rejeição do público. A produção chama as cenas de sexo simulado de animadas.

Coitus interruptus

Candé monta as animadas com um número de cortes de fazer inveja à cena do chuveiro de “Psicose” – ele aliás gravou uma cena de chuveiro em uma das encenações de Pegadoras, mas nela a mulher não toma banho sozinha, e seu companheiro não empunha exatamente uma faca. Se bem que Candé jura que “nenhum menino ficou excitado no set, em nenhum dos programas”. “Eu corto toda hora, fico dirigindo, falando em cima deles”.

Não é só Candé quem corta as tomadas. A externa com as Pegadoras, gravada em um clube no Recreio dos Bandeirantes, foi interrompida pelos alto-falantes do vendedor de pamonha e por uma obra nas cercanias da piscina. A produção teve que pedir para darem um tempo no quebra-quebra até o fim da cena. Candé brinca: “Ah, tudo bem, essas meninas estão acostumadas a interromper obra…”

Nessa gravação, a história escolhida para ser encenada – a filmagem da cena erótica seria no dia seguinte – é “Fui traída pela minha melhor amiga - e adorei!”. As Pegadoras se divertem com o tema e com as ordens de Candé: “Chupa o canudinho do drink!” Beija o tubarão de borracha!” e o bordão “Carão, carão, a palavra de ordem é carão!”, embora os câmeras recebam várias orientações para filmar bem mais que só o rosto das meninas.

A propósito, nos bastidores do programa teve origem o jogo “Batalha de carão”, que nada mais é aquela disputa entre duas pessoas pra ver quem pisca primeiro, ou não consegue controlar o riso, mas com os oponentes fazendo - muito sérios - caras e bocas de top model. Nem só as meninas do elenco se divertem, como se vê.

Seguindo o roteiro, as outras perguntam o que Diana/Mirella fez na noite anterior. Ela responde: “fiquei só batendo perninha”, alternando os dedos indicador e médio num gesto que pode sugerir um exercício de impulso em uma aula de natação, mas a gente sabe do que ela está falando - daquela jornada de auto-conhecimento que não ousa dizer seu nome. Ou ousa? “Todo mundo precisa de seu tempo sozinho no banheiro! Vamos bater perninha!”, continua o script.

Mesmo com essa campanha, os adeptos do sexo solitário não são exatamente o público-alvo de As Pegadoras. “É um programa pra você se divertir, um seriado de humor com sexo”, diz Mirella. “A proposta é para o casalzinho assistir junto, e depois…”, insinua Ravine. E o programa tem uma mensagem, digamos, política: “Tem que acabar com esse tabu do machismo, a mulher pode ser pegadora sim”.

Reality show

Em favor do realismo, às vezes a produção usa casais de namorados nas simulações e, na busca pela espontaneidade, improvisa: a figurinista Verena foi a estrela de um quadro em que Candé não estava satisfeito com a modelo escolhida. Aliás, o repórter que vos digita e sua namorada foram convidados para uma animada, mas infelizmente – para a elaboração desta matéria, não para o público do Multishow - declinei. Talvez numa próxima encarnação, menos tímida e com mais disposição para fazer abdominais.

Também na vida real, o elenco sofreu um desfalque: Romeu, o Yorkshire (”bem pequeno, pretinho com marrom, castrado”) de Mirella, que já participou das gravações com as Pegadoras, desapareceu. Mirella mora em Botafogo e espalhou cartazes pelo bairro para tentar recuperá-lo. Para quem devolver o cachorrinho, ela promete um beijo na boca - sem encenação coreografada ou dublê de corpo.

Postado por Arnaldo Branco às 15:03 | 4 Comentários | Permalink







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