Categoria: Teatro


terça-feira, 8 de dezembro, 2009

Estímulo para a cultura

Mundinho Animal, clique.

Postado por Arnaldo Branco às 9:58 | 1 Comentário | Permalink

terça-feira, 7 de abril, 2009

Dia do jornalista

Earl Williams: You don’t have to answer this, Mollie, but is it true what they said in the papers?
Mollie Malloy: Is what true?
Earl Williams: That you were going to marry me on the gallows.
Mollie Malloy: Well, if it’s in the papers, it must be true. They wouldn’t print a lie.

Em homenagem à data, e porque também estou revendo comédias para fazer um trabalho (mais sobre isso outro dia), um pequeno post em homenagem a “The front page”, peça de Ben Hetch e Charles MacArthur que teve várias versões filmadas em Hollywood - a melhor delas com Adolphe Menjou em 1931; e a de maior bilheteria, com Cary Grant, o sexo de um dos personagens principais trocado e outro título (”His girl friday“, aqui “Jejum de amor”, 1940). O vídeo acima é o trailer do remake de Billy Wilder (1974) com Walter Matthau e Jack Lemmon, muito bom apesar de ter ficado mais com cara de teatro filmado.

A história é simples: na Chicago dos anos 20, um grupo de típicos jornalistas-urubus esperam na sala de imprensa da prefeitura pela execução de um simpatizante comunista acusado de matar um policial. Um dos repórteres quer se aposentar, casar e mudar para Nova York contra a vontade de seu editor, um escroque, mas uma série de acontecimentos de vaudeville que põem à prova seu apetite por manchetes adiam seus planos. E com isso se faz o retrato mais alucinado, embora fiel, da profissão mais equivocadamente romantizada do mundo. Pauline Kael dizia que o texto influenciou Orson Welles e defendeu em seu ensaio “Criando Kane” que a obra-prima de Orson era a consagração de uma tradição de comédias sobre o jornalismo (da qual “The front page” era a jóia mais preciosa), mas descarnada do humor.

E, para mim, a peça (e as versões cinematográficas) tem a melhor frase de encerramento da dramaturgia ocidental: “O filho da puta roubou meu relógio”. Vale a pena conhecer o contexto para saber porque.

Postado por Arnaldo Branco às 18:09 | 5 Comentários | Permalink

segunda-feira, 30 de março, 2009

Os deuses devem estar loucos

Mundinho Animal, click and go.

Postado por Arnaldo Branco às 14:37 | 4 Comentários | Permalink

segunda-feira, 12 de janeiro, 2009

Very Incoherent People

Mundinho Animal da semana, clique.

Postado por Arnaldo Branco às 21:40 | 9 Comentários | Permalink

terça-feira, 25 de março, 2008

Stanislavski blues

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Postado por Arnaldo Branco às 12:37 | 3 Comentários | Permalink

terça-feira, 16 de outubro, 2007

Peneira

Mais uma tira no G1.

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E duas inéditas ;) (clique)

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Postado por Arnaldo Branco às 13:20 | 14 Comentários | Permalink

quarta-feira, 11 de abril, 2007

Working class anti-hero

Sei que isso aqui está devagar, e definitivamente estão faltando cartuns e quadrinhos, mas é que alguns frilas estão meio que absorvendo a força de trabalho. Esse texto abaixo, por exemplo, é de uma peça - de um famoso ator paulista, outro dia conto quem é - que ajudei a reescrever. É a história de um casal divorciado (ele sociólogo, ela rica) que sofre um assalto, o original tinha (ainda tem, mantive o tom) um teor de chanchada.

A cena é toda minha (as pessoas vão reconhecer piadas que já meti em cartuns e roteiros, só tive dois dias para entregar o texto, sorry), mas deve mudar bastante porque vai ser mesclada com o texto de outro cara - um comediante carioca, depois conto quem é - que trabalhou comigo nessa.

Ah, falando em trabalho absorvente. Chego amanhã 23 hs em Recife - com o Matias Maxx, que perigo o cara na capital latina da maconha… - para cobrir o Abril pro Rock, fico até segunda. Dicas do que fazer e convites para cervas na caixa de comentários, OK?

Ah, e outra coisa, também aproveitando a caixa de comentários. Estou adaptando (em mais uma corrida contra o relógio - em que o relógio sempre ganha, ainda que ao contrário de mim trabalhe de graça) “O Beijo no Asfalto” do Nelson Rodrigues. Queria dicas de filmes, livros, etc. sobre linchamentos (morais que sejam); sobre pessoas que são punidas pelas suas virtudes (exemplos: “Fúria”, do Fritz Lang, “Antígona”, “O Homem Errado” do Hitchcock, “Um Inimigo do Povo” do Ibsen…). Desde já, obrigado, folks.

(Trevas. Luzes na sala, com Rafy e Flora amarrados. Rafy está virado para a TV, que está ligada em filme falado em inglês. Barulho de tiros no filme, seguido de uma fala: “OK guys! Let´s take the money and escape to Brazil!”)

Rafy - Engraçado… esses ladrões de filme que fogem para o Brasil não tem medo de assalto?

Flora - Eles botaram essa TV alta para parecer que está tudo normal na casa mas esse filme tem tanto tiro que parece que estamos sendo assaltados…

(Surge Nélio com a empregada, uma toalha nas mãos em forma de trouxa com a prataria)

Nélio - Que porra de tiros são esses?! Ah… (vai até a TV e muda de canal)

Rafy - Ah, não na aberta é horário político!

(Deputado na TV: “Vote em mim, Nicolau Simplício, número 6868! Fui deputado cassado, exilado e ex-guerrilheiro! Fui barbaramente torturado na ditadura, mas não entreguei meus companheiros. Nicolau Simplício, o herói da resistência!”)

Rafy - Mas como falam que foram torturados esses caras que foram torturados e não falaram!

Nélio - Eu votei no Clodovil, o resto é tudo ladrão (desligando a TV). E cala a boca! Vamos brincar de Rio de Janeiro: vocês me levam pros pontos turísticos do mocó aqui e eu vou catando a grana e as jóias!

Empregada - Moço, eu precisava ir ao banheiro…

Nélio - Caralho… porra, te levo, mas se tentar alguma coisa, vai abrir uma vaga aqui na mansão. (Dá um tapa na nuca de Rafy, sai com a empregada)

Rafy - Mansão, pff… é engraçado, você é quem é rica de berço e quem ouve “burguês” o tempo todo sou eu. É mesmo uma sociedade machista, todo mundo pressupõe que o homem é o provedor…

Flora - Não é você quem defende esses tipos?

Rafy - Eu? Defendo que tipos?

Flora - Você! Sociólogo… blá blá blá melhoria no sistema carcerário…

Rafy - Qual o problema em melhorar o sistema carcerário? Sempre ouvi dizer que é um excelente lugar para tomar gosto pela leitura.

Flora - E blá blá blá tortura nas delegacias… e a gente? E a classe média que sofre com a violência?

Rafy - A gente também tem culpa! Qual é a diferença entre um Secretário de Segurança que vai para a TV dizer pela milésima vez que “Todas as previdências estão sendo tomadas” e a gente, que manda carta pela milésima vez para a Veja para dizer que “estamos todos indignados”? Ninguém toma nenhuma atitude nunca, a não ser as erradas!

Flora - Está querendo me culpar agora?

Rafy - Estou culpando também! Lembra quando você demitiu a Márcia?

Flora - Ela chegou três vezes atrasada na mesma semana!

Rafy - Foram três chacinas na área dela na mesma semana! Só a gente que “sofre com a violência”? (fazendo um aparte, bem calmo, dando um intervalo no discurso virulento) Queria estar com as mãos desamarradas para fazer o gesto de aspas nesse “sofre com a violência”. (Volta ao discurso inflamado) A gente quer que os pobres morem bem longe da gente, em um conjunto habitacional lá na putaqueopariu, mas que estejam as oito na nossa porta pra receber salário mínimo!

Flora - Mas o que tem a Márcia com esses marginais? Você acha que é só pobreza que justifica esses bandidos agirem assim? Se fosse isso, estávamos lascados, os serviçais iam cortar nosso pescoço quando a gente fosse dormir!

Rafy - (parecendo cansado, respirando pesado) É, acho que você também tem razão… Cristo, preciso da minha homeopatia.

Flora (ainda continuando o discurso, mas diminuindo de velocidade quando percebe que Rafy deu razão a ela, uma experiência inédita no casamento) - O problema é que vocês de esquerda compram o pacote todo, por que é que você foi assinar aquele manifesto que chamava o José Dirceu de injustiçado…? Você está se sentindo mal, Rafy?

Rafy - É, aquilo foi uma vergonha mesmo …um pouco, obrigado por se preocupar… é melhor mudar de assunto, não estou podendo me exaltar.

Flora - Rafy, eu… droga, Rafy. O que você veio fazer aqui hoje?

Rafy - Quer saber? Nem sei… sabia que não ia conseguir argumentar com você. Sabia que você tinha me superado. E acho até que esse dr. Reinaldo tem mais a ver contigo, um profissional liberal sessentão, o cara tem ’status’ escrito na testa, a sua família deve estar em festa, nada mais de discussões políticas constrangedoras no almoço de domingo…

Flora - Doutor? Como você sabe que ele é médico?

Rafy - Er… ah, azar. Eu mandei investigar.

Flora - Rafy!

Rafy - Mas isso não importa agora. Essa situação me mostrou que prefiro te ver bem, viva, com outro cara, do que em perigo. Fiz um estudo de campo para o meu próprio trabalho, que ridículo…

Flora (relutante) - Eu também.

Rafy - Também o que?

Flora - Percebi a mesma coisa. Morri de medo que algo acontecesse contigo.

Rafy (durante toda a discussão está um tanto arquejante, cansado) - Isso é muito bom… muito bom mesmo. Muito bacana da sua parte dizer isso.

Flora (bem relutante) - E queria dizer que “ter superado você” é uma expressão muito forte.

Rafy - Hummm… Flora, sabe o que reparei? Essa foi a nossa primeira discussão de relação que não se deu durante alguma transmissão de jogo de futebol. Ou de fórmula 1.

Flora (achando graça) - Ah, você mesmo me confessou que só assiste futebol para ver porrada e fórmula 1 para ver acidente…

(entram Nélio e a empregada)

Nélio - Porra, tu demorou pra caralho!

Empregada (falando errado) - É que eu tenho xistite!

Postado por Arnaldo Branco às 17:45 | 11 Comentários | Permalink







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