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19 de outubro de 2010 às 8h27
Defcon 4
Alguém lembra dos Borboletas Azuis? Eram os membros de uma seita que estabeleceu a data do apocalipse em uma matéria do Fantástico. Quando mandaram um repórter entrevistar seus líderes depois que o prazo expirou, ele só encontrou um aviso na porta da Sede: “mudamos”.
Minha coluna Mal Necessário da semana: Mudamos.

10 de agosto de 2010 às 9h56
Na rua
Cartuns que saíram no jornal MTV na rua, distribuído no metrô de São Paulo. Um cartunista por dia, de um elenco fixo com o Dahmer, Laerte, Mauro A. e Gilbert Shelton (!). Me sinto o Felipe Melo do time.

31 de dezembro de 2008 às 20h25
Bem apanhado
De novo, cata-corno da semana.
1) Mundinho Animal, clique.
2) Seja na Terra, Seja no Mar. Um 2009 mais feliz pro Mengão.
3) E minha coluna na Zé Pereira: Isto era Hollywood.
4) Feliz ano-novo, oras.
24 de dezembro de 2008 às 15h39
The pursuit of happiness
1) Seja na Terra, Seja no Mar, clique.
2) Mundinho Animal, idem.
3) Minha coluna para a Zé Pereira: Parem de formar o público leitor.
4) E não vou desejar feliz natal: felicidade é pra quem corre atrás, desejar de bobeira é contraproducente.
Estou zoando: boas festas aí.
31 de outubro de 2008 às 17h25
Público-alvo
O Mundinho da semana, clique na imagem:
E bonus track, tira antiga em homenagem ao dia de hoje.

30 de outubro de 2008 às 6h53
Out of time
O servidor caiu um dia inteiro e essa tira não subiu ontem, antes do jogo. Mas continua atual ;)

15 de abril de 2008 às 13h02
Sobras de estúdio
A tira de hoje e uma que fiz e nem mandei pro G1 porque imagino que lá poderia ferir suscetibilidades, e aqui é que é o lugar para isso. Grab your dick and double click for porn, porn, porn.
20 de dezembro de 2007 às 13h42
Réquiem para uma idéia

Escrevi esse roteiro para a fotonovela da F#5. Como vocês devem ter percebido, não rolou. Para, como dizem os gringos, adicionar insulto à injúria, o HD do Leo morreu e perdemos toda a sessão de fotos, com exceção das que ilustram esse post. Então está aí pra vocês, perdoem meu francês inventado. E saudades da Carlinha.
Os quadros de legenda tem fundo preto com letras em branco meio borradas como nos
filmes da nouvelle vague mesmo, tipografia na linha courier de máquina de escrever
meio falhada.
primeiro quadro (texto): F. Films Presentée
segundo quadro (texto):
Leo
como Jules
Carla Purcino
como Venérea
terceiro quadro (texto): FOTONOUVELLE VAGUE
un film de Pierre Derriére
quarto quadro (texto): Jules Bossal, artista do interior, chega a Paris.
quinto quadro: Léo de boina, lenço no pescoço e camisa colante com listras horizontais em
uma montagem com uma foto de Paris. Carrega um cavalete, ou uma tela.
Leo: Essa porra deve se chamar cidade das luzes porque todas essas bichas parisienses
vão no cabelereiro fazer balaiage.
sexto quadro: Leo em frente a uma tabuleta com o nome do estabelecimento: “Cafe des
mediocres”
Leo: – Vou conhecer a boemia local.
sétimo quadro (texto): Existencialismo.
oitavo quadro: dentro do bar só Arnaldo e Allan com cara de deprimidos olhando para seus
copos ou para o nada.
Leo (pensando): – O silêncio dos Intelectuais.
nono quadro: Legenda: o silêncio da Marilena Chauí.
Uma foto da Marilena Chauí (pode ser estourada mesmo, meio reticulada, como aqueles closes
que o Godard fazia de stills dos filmes dele) com uma tarja preta na boca. Embaixo da
foto, legenda entre parêntesis: Utopia.
décimo quadro (texto): Filosofia.
décimo-primeiro quadro:
Léo: – Um verdadeiro artista se conhece pelo vigor de suas pinceladas.
Arnaldo e Allan olham pra ele embevecidos, um balão de pensamento com o coração de apaixo-
nado sai da cabeça dos dois.
décimo-segundo quadro: Uma mulher está na mesa atrás da dos três. Leo olha para ela e
pergunta:
Leo: – Quem é?
Arnaldo: – Putain américain, o nome é Venérea Fischer.
décimo-terceiro quadro:
Léo: – Vou lá.
Allan: – Non! Você achou seu pau no lixo?
Léo: – Não sei, era muito novo pra lembrar…
décimo-quarto quadro (texto): Incomunicabilidade.
décimo-quinto quadro: Venérea e Leo sentados na mesma mesa, conversando.
Venérea: – Sei pouca coisa de francês.
Léo: – O que você sabe de francês?
Venérea: – Sei que francês é tudo viado!
décimo-sexto quadro (texto):
ENCULERS DU CINEMÁ
(Jules tenta romper a barreira do idioma e do esfíncter)
décimo-sétimo quadro: Léo está com a mão no pescoço de Venérea, por trás, como se a
acariciasse.
Léo: – Sabia que pescoço em francês é “cu”?
Venérea: – Pra vocês tudo é cu! Viades! Tira a mão!
Léo: – Pedala Robinho!
décimo-oitavo quadro: Léo e Venérea em um apartamento, um quadro pendurado na parede.
Legenda: Mais tarde, no quarto de pensão de Jules…
Venérea: – Acho que me apaixonei por você.
Léo: – Você não se apaixonou por mim, mas pelo artista.
Venérea (apontando o quadro): – Você pintou isso? Não, acho que o negócio é contigo mermo.
décimo-nono quadro (texto): Formação Cinematográfica.
Vigésimo quadro: Léo está na cama, olhando para Venérea em primeiro plano, de costas para a câmera com o rosto perto da cintura dele, insinuando um boquete.
Léo: – Essa cena me lembra aquele filme… Blow… Blow…
Venérea: – Blow up, de Antonioni?
Léo: – Blow job, de Stagliano.
Vigésimo-primeiro quadro (texto): Angústia pós-coito.
Vigésimo-segundo quadro: Na cama, Léo com uma cara angustiada e Venérea entediada.
Léo: – Sabia que orgasmo em francês significa “pequena morte”?
Venérea: – Achei que fosse o apelido do seu pau.
vigésimo-terceiro quadro: Os dois deitados olham o teto, deprês.
Venérea: Qu’est-ce que c’est?
Léo: C´est la vie.
Venérea: Vie de merde…
Vigésimo-quarto quadro: Despedida.
Vigésimo-quinto quadro: Leo segura um bilhete, com a mão na testa e cara angustiada. O
bilhete diz: Fui! P.S.: no verso, receita de Benzetacil.
Vigésimo-sexto quadro (texto): Jules e Gin.
Vigésimo-sétimo quadro: Leo no bar sozinho, com um copo de gin (rodela de limão e tal).
Léo: – Nenhuma mulher está a minha altura. Daqui pra frente só punheta.
Embaixo da imagem do Léo, legenda: Les raisins sont verts (as uvas estão verdes).
Vigésimo-oitavo quadro: uma foto bem granulada de umas gaivotas sobrevoando uma praia.
Sobre a imagem, com a mesma tipologia “falhada” a palavra: FIN.

cast & crew
29 de agosto de 2007 às 11h37
Me processa, Padilha

Tira antiga, pertinente
Tinha aquele personagem de humorístico na TV com o bordão “vai pra casa, Padilha!”. Depois dos protestos contra a pirataria do diretor de “Tropa de Elite”, José adivinhem, o punchline muda, mas a cornitude implícita é a mesma. É bizarro – o cara me faz um filme que denuncia entre outras coisas a corrupção na polícia (na PM, o Bope é sagrado) e fica revoltado com a inoperância da corporação para coibir a circulação de cópias ilegais. Devia estar contando com a ajuda do Homem-Aranha.
Vi “Tropa”, algum maluco dividiu em 12 partes e botou no Youtube. Não compraria uma cópia ilegal e nem tinha interesse real em assistí-lo; mas assim, de bobeira na minha frente, a curiosidade venceu. Menos mal que achei sensacional e vou querer rever no cinema. Tem uma coragem suicida em comprar a história do Bope, mostrando os métodos radicais sem questionamento moral. A pena de morte e ações que não discernem trabalhadores de traficantes vão ganhar mais adeptos – não estou fazendo juízo de valor, estou debitando dos méritos cinematográficos; a história de vingança faz o espectador acompanhar os policiais pela favela com sangue nos olhos também.
Tem uma cena durante uma manifestação de estudantes vestidos de branco pela paz (na PUC!) que vinga muita gente que sempre considerou esse tipo de coisa uma palhaçada inútil; grande performance do ator André Ramiro. O Wagner Moura faz um fascista por quem todo mundo torce, e até o humor de caserna, na parte da aula de Estratégia (“em inglês, strategy, em francês stratégie…”) é absolutamente crível.
Mas vamos ao problema: os maconheiros do filme. O Bope (e, por questões de estrutura, o roteiro também) precisa eleger um vilão e, claro, quem compra maconha financia o crime yadda yadda yadda. Mas os carinhas na tela têm o élan dos tipinhos das propagandas contra as drogas – que zoam quem não fuma e ficam doidões no primeiro tapa, uns cabeças vazias pela culpa evidente de serem usuários. Tem uma cena particularmente ridícula de um deles numa festa pedindo ao DJ (o mais solícito da espécie, creio, porque obedece na hora) para tocar “Polícia” dos Titãs com a intenção de constranger um dos membros do Bope. Outra vergonha alheia é a aula na faculdade de Sociologia em que se discute “Vigiar e Punir” do Foucault com uma turma inteira falando mal da polícia em um lero burrão para deixar claro que na classe média só tem idiota.
Mas vejam o filme, de preferência no cinema, a telinha do Youtube prejudica. Muito bom.
20 de julho de 2007 às 17h07
3 dias de cala-boca oficial
Um minuto de silêncio nos jogos de futebol; três dias de luto oficial pelos mortos de Congonhas – depois de ler as opiniões de todos esses especialistas em aviação que infelizmente estão desperdiçando a vocação em blogs e caixas de comentários, fica a pergunta: não seria melhor o contrário? Não é só a Edinanci, o silêncio também é de ouro…

Quem disse que contra fatos não há argumentos não conhece o brasileiro, que não desiste nunca
14 de julho de 2007 às 8h40
Dubwise

O mano Rafael Guedes toca o podcast Pancada! com sabedoria: ouçam essa edição em reverência ao rei, King Tubby.
12 de julho de 2007 às 12h20
Serviço Nacional de Informações
Mais uma Soul Baby Soul. Serviço aí abaixo e lista amiga (10 reais até a meia-noite) clicando aqui.
Nas carrapetas:
Peixinho – Baile da Pesada
Sir Dema – Club do Soul
Leandro Petersen
Lucio Branco
No telão:
noramusique
Na pista:
PC Capoeira e a velha-guarda do soul
Sábado, dia 14 na Gafieira Elite
Rua Frei Caneca, 4 – Centro.
Tel.:2436-6201 / 2232-3217
Atrás do campo de Santana
R$ 15 e R$ 12 com filipeta

Slave to the rhythm
10 de julho de 2007 às 14h01
You know how I know you’re gay?

E esse lance do Botafogo boicotar a Playboy da bandeirinha? Que botafoguense não gostava muito de futebol já estava claro na opção clubística – agora, não curtir mulher… só falta não beber, three strikes you´re out.
– Aliás, sabe qual a definição irlandesa para homossexual? Um sujeito que gosta mais de mulher do que de uísque…


























