OEsquema

Apanhado

1) Agora você pode acompanhar o epistolário dos casos de internação mais charmosos da internet: Allan Sieber, André Dahmer, Mr. Manson e minha pessoa em embates para a eternidade. Estamos poupando esse trabalho a nossos futuros netos inescrupulosos que fatalmente quererão compilar qualquer besteira que escrevermos para resgatar a memória deste país tão sem museus. Gênios trabalhando ou retardados matando serviço? Não responda agora.

2) Numa regra de três bem simples, o emo é o pagode do rock. Cabelos bizarros, roupas jacus e uma inebriante cornice romântica. Se a F. tivesse resenha de discos, Chico Barney era o cara para o serviço…

3) Quarta postei no blog da Bizz, mas nem avisei.

4) Falando nisso, cartum da penúltima:

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Niggaz 4 life

Well, entonces, Joe Pimp. O negócio é que a Playboy comprou o passe do Allan e agora na Sexy eu e Leonardo promovemos mudanças na nossa colaboração com a revista. Vai vendo.

Sem um dos vértices do nosso triângulo das Bermudas criativo, acabamos com a Ilha de Sexy. Uma pena, achava do caralho, e o melhor eram as reuniões para bolar e fazer os quadrinhos na vila da Toscographics em torno na nossa churrasqueira portátil Montana. A gente desenhava (eu só rabiscava uma ou outra gostosa figurativa) sem quase nenhuma luz e às vezes pingava cerveja ou gordura na arte-final. Ah, aqueles eram os dias.

Mas chega de nostalgia do mês passado! Bolamos uma outra parada para a última página, equilbrando texto e desenho. Vocês vão adorar, claro, mas já devem estar se perguntando que porra isso tem a ver com o Joe Le Pimp. A questão é que agora a tira dele sai na seção Qualquer Nota, à esquerda de quem começa pelo ensaio da gostosa mais cara. E desenhada pelo Leo.

Came quite handy, porque tinha mesmo planos de lançar um livro do Joe – já fui sondado por uma editora e tal – mas não queria desenhar. E o Leo é simplesmente o cara para o serviço. Então é isso, Joe Pimp vai levar seu machismo de raiz pra onde ele gosta: pro meio das gatinhas – e ainda por cima faturando. Life ain’t nuthin’ but biaaatches and monyyy!

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One city under a groove

Vacilei e deixei passar a última edição da Soul Baby Soul (que rolou excepcionalmente no Casarão Cultural dos Arcos), mas nem foi preciso – se entrasse mais uma pessoa rolaria um revival daquela festa maneira naquela boate argentina no ano passado. Dessa vez não tem caô: este sábado 2 é oficialmente o Shakin´ Ass Day.

A Soul agora ganhou mais espaço na Gafieira Nova Estudantina, lugar clássico para uma festa clássica. O Quarteto Fantástico do Funk continua o mesmo, Sir Dema, Peixinho, Leandro Petersen e Lucio Branco, mas o esquema para entrar e beber é diferente: tem uma lista amiga para entrar a 8 reais (e-mail para soulbabysoul@gmail.com) e lá dentro a cerveja de garrafa é 3 reais (o lance que mais pegava pra mim no Cabaret Kalesa era a latinha pelo mesmo preço…).

Então, chega lá. E um link para um standard pertinente…

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Restless farewell

Não é das melhores, mas está aqui porque é a última tira do Joe Pimp que faço. Foi mal-desenhado enquanto durou…

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Máquina de pinhead

Mundinho Animal a granel, clique na figura. Quando o Zimbres voltar da sua turnê mundial vai para o site da Tonto.

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Vendido!

Bizarro, o Matias estava fazendo o relatório de vendas do livro do Capitão Presença para a Conrad e se deu conta que só a loja dele vendeu 5% da tiragem… lista de best-sellers da Veja, aqui vamos nós…

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Update: vou estar com o Matias amanhã na Fundição Progresso (rua dos Arcos 24, Lapa, às 19:30) pelo projeto “Mandando uma letra” em um debate “literário” (está assim no programa) antes da famosa Batalha do Real, em que MCs saem verbalmente na porrada e meu genial amigo Rabu Gonzales é constantemente humilhado, deve ser medo de palco.

Detalhe que antes rola um curso de “português e música”, muito útil para quem está começando, tipo o Arnaldo Antunes. Colem lá, mas desgrudem depois.

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“To you I’m an atheist; to God, I’m the Loyal Opposition”

Tempão que não fazia um cartum aqui pro Mau Humor…

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Money makes more money go around

Vocês devem estar estranhando dois Mundinhos em uma semana (mesmo esquema, primeiro aqui – clique na figura – e depois no site da Tonto quando o Zimbres atualizar), mas estou pensando em publicar em livro e tenho que tirar um atraso monstro…

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Questão de ordem

Pergunta de uma entrevista para um fanzine, salvei o txt mas não consegui achar
o e-mail.

Como você mesmo diz, quadrinhos sobre maconha tem um “índice de rejeição”. Muita gente acha que o sucesso do Capitão Presença se deve ao tema polêmico e não à qualidade do material. Quem você está querendo atingir? Provavelmente muito cara que não curte quadrinho vai comprar só pela capa…

Primeiro: quanto mais livros conseguir vender para desavisados que olhem para a capa e só consigam pensar “hey dude! Tem uma folha de maconha, quanto custa?!”, mais contente vou ficar – como nas palavras de W.C. Fields, “é imoral deixar que um otário conserve a sua grana”.

Caras que curtem quadrinho mas não compram o livro porque estou “apelando” para o tema – com esses não tem discussão; nunca ocorre a essas antas que muitas pessoas escrevem sobre certos assuntos porque a incidência deles na vida do autor é banal, ou mesmo porque o autor desconsidera o potencial para a polêmica deles, uma vez que lhes são indiferentes. Todos esses caras que reclamam que a mídia apela muito para o sexo: fazem pouco. Espero que seja um público residual, como seus neurônios.

Caras que curtem quadrinhos mas acham que o tema é limitado, que me repito e tal. Bem, talvez… mas parte desses gostam de quadrinhos de super-herói, e quem tem alguma familiaridade com o gênero (eu tive, até meus 16 anos) sabe que tudo neles é preâmbulo para a cena em que os dois antagonistas vão se porrar, como os diálogos nos filmes pornôs são pretextos mambembes para as cenas de ação. Sei lá, Sargento Tainha massacrando o Zero, Bob Cuspe cuspindo, Charlie Brown errando a bola… quadrinho de humor é meio eterno retorno.

Ademais, em hq underground o que mais deve ter é personagem maconheiro, e nem todos (principalmente no Brasil) conseguiram a repercussão do Preza. Algum grau de originalidade ele deve ter. Gimme a little credit, will ya?

E quanto mais conseguir desagradar leitores que gostam de uma determinada classe de quadrinho adulto de cunho poético quase todo narrado (ao invés de nos balões de diálogo) nas legendas de pensamento do protagonista – geralmente um tipo urbano esperando o telefonema da mina que ele ama em vão; provavelmente como o autor da história, um sujeito solitário igualzinho porém menos magro; ufa, melhor.

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Homem chora

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Você sabe o que é ter um amor, meu senhor…

Mundinho Animal, primeiro aqui (clique na figura), depois na Tonto.

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Sex and the country

Falando em entrevistas, Xico Sá, para a F#5.

Allan – E aí Xico, fale-me sobre cactos e bananeiras.

Xico – Cara, eu demorei muito pra conhecer mulher na minha vida, é por isso que hoje eu gosto tanto assim.

Allan – Mas demorou quanto?

X- Eu fui comer… a seqüência foi: vegetais que era mais fácil, não tinha trabalho… normalmente era bananeira. Eu era um otário rural na categoria, no meu universo. Meus primos eram foda, comiam porcas por exemplo. E dizem que porca é uma das maiores fodas da história. Nego rola na lama, e o cu da porca é apertado. E eu era um otário rural da pior espécie, eu era mais magro, faltava força física pra encarar, aí eu pegava seres inanimados, uma bananeira (…) quando eu via a porra de um bananal – qual é o coletivo de banana? Um harém?… Aí eu via de longe só uma se mexendo, não tinha vento pra nada, porque lá não tem vento nem nada, e uma se bolindo assim… era alguém comendo, era algum primo comendo. Mas era uma imagem foda, tudo parado e de longe você via uma única bananeira se mexendo, era uma imagem linda, de cinema iraniano (risos).

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Mais do mesmo

A tal entrevista na Simples, que não vai sair na íntegra – só um perfil e uma foto em que finjo (como de hábito) desenhar…

1 – Sou um gênio do mal! Ou um retardado do bem…

34 anos, torcedor do Flamengo.

Apesar de formado em jornalismo e trabalhar como webmaster, me apresento (e sou mais conhecido como) cartunista, profissão que não convence nenhuma mãe. Trabalho na Bizz, na Sexy, edito a revista F. (junto com Allan Sieber e Leonardo – na revista saem vários personagens meus) e acabo de lançar o livro “As aventuras do Capitão Presença” – esses dois últimos empreendimentos são publicados pela editora Conrad.

2 – Posso dizer que o Capitão Presença nasceu em laboratório: conheci Matias Maxx, observei seu superpoder de ter sempre unzinho em cima e o personagem estava criado, com o cavanhaque ralo do Matias e tudo. Isso foi em 2003, e juro que depois de duas piadas achei que a idéia estava esgotada – até começar a receber histórias do Presença desenhadas por outros cartunistas e perceber que o Preza, diferente dos Zumbis e do Alckmin, tinha vida própria. Então continuei a desenhar o Capitão para a revista – “Tarja Preta” – que o Matias lançou compilando as HQs do Preza de vários colaboradores que recebemos.

3 – Depois que o sucesso do Presença pegou mesmo, o Matias veio me dizer: “cara, já cobri turnê do Planet Hemp – em todo lugar que eles passavam ganhavam presença o tempo todo. Depois que vc inventou esse personagem, acontece o contrário comigo: os caras vivem me pedindo, é um saco”.

4 – Foi meio pedreira, porque a Conrad me procurou depois de uma entrevista no Estadão em que eu dizia que estava produzindo um álbum – mas era mentira, só tinha prontas as 30 tiras publicadas nos quatro números da Tarja Preta e na F#3. Tive que correr, porque tenho um emprego de 9 as 6 e o prazo era só de seis meses para um livro de 150 páginas.

5 – Tem bem mais histórias inéditas, comecei com muito pouco material – e ainda bolei uns passatempos do Presença, rascunhos, e uma coisa inédita em um álbum de quadrinhos, páginas bônus com os “erros de gravação”…

6 – Ele já era open source mesmo antes d´eu conhecer o conceito. Sem combinar nada, depois que postei as primeiras tiras no meu blog www.gardenal.org/mauhumor, vários cartunistas (inclusive alguns ídolos de adolescência – portanto ídolos até hoje – que não conhecia pessoalmente, como o MZK e o Schiavon) se apossaram do personagem. A idéia do Creative Commons é perfeita, transforma em direito uma situação que já acontece de fato, que é a interação de outros artistas com a sua obra. O sampler é isso, as intervenções urbanas… ao invés de estabelecer uma relação paranóica tipo o Lars “meus fãs estão me roubando” Ulrich, o bacana é liberar o personagem para que o público, reproduzindo sua imagem por aí em criações próprias, te ajudem a divulgá-lo.

7 – O livro tem 20 páginas de histórias de vários colaboradores.

8 – Lendo “Breve história do espírito”, do Sérgio Sant´anna, pra mim o melhor escritor do Brasil, e em matéria de filmes e música estou indo fundo no baú: o último filme que vi foi “Rififi” (1955, de Jules Dassin) e tenho ouvido muito dub dos anos 70, tipo Tapper Zukie.

9 – Escritores geralmente ficam ricos escrevendo sobre a época em que eram pobres, como Henry Miller, George Orwell e Bukowski – com os cartunistas é parecido, sem a parte de ficar rico depois. O mercado editorial parece desconhecer as leis trabalhistas, ou esteja tomando a iniciativa de modificá-las para poupar esse trabalho às autoridades constituídas. Portanto, se uma garota quer – mesmo contra a vontade de seus pais – namorar um cartunista, deve estar preparada para uma rotina de comida congelada e muitas reclamações.

10 – Webmaster de um site de notícias, mas estou tentando parar…

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Não existe pecado do lado de baixo do Equador

E já que o assunto é racismo, republicando esse quadrinho. Ainda mais que o cara transformou a obsessão dele em livro. Nada contra obsessões, o Kamel é uma das minhas.

O livro poderia se chamar “Não somos racistas, temos preconceito de cor, é diferente”, subtítulo: “eufemismo rules, fuck yeah!”. Engraçado, tem racismo na Inglaterra, na Alemanha… enfim, em países onde o sistema de educação funciona – aqui, onde boa parte das pessoas aprende civilidade na rua, não tem. Então tá.

Sim, quem tem raça é cachorro. Mas nunca vi um cocker spaniel parar um basset para “averiguação”. Mais capaz de ficarem cheirando a bunda um do outro, democracia racial é isso aí… já sugeri o método ideal para decidir quem deve levar as vagas das cotas nas universidades: é só botar a calourada para tomar dura, polícia sabe sempre quem é preto e quem não é.

Os caras que usam o argumento “conceito de raça não existe” tinham que se apresentar como voluntários para explicar isso a sujeitos como um camarada que estudou comigo, para quem negro era “sub-raça”. Hoje opera no mercado financeiro, I´m told, espero que mais versado em biologia.

Acho que o mito da democracia racial brasileira faz parte do pacote que nos tentam empurrar sobre nossa suposta singularidade, e que se reflete naquelas piadas em que um alemão, um americano e um francês se fodem em uma situação – pra no desfecho o brasileirinho sagaz dar o jeito dele. Sim, não somos racistas, somos cordiais, temos a melhor música e futebol. Somos os maiorais.

A posição de merda que ocupamos em vários rankings por aí é um mero detalhe, como diria o Parreira…

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Medo do rapa

Sou a favor das cotas para negros em universidades. Todo mundo que conheço é contra, por motivos louváveis, mas juro que tenho argumentos excelentes, que podem fazer eco até na cabeça de um sujeito que só consegue repetir “racista!” enquanto eu tento falar. Tenho mesmo. Mas resolvi nunca mais tocar no assunto depois de uma discussão – total na buena – com um grande amigo que atacava as vagas reservadas.

Virei para ele (na real já estava virado na direção dele, nunca entendi essa expressão, quem é que se volta subitamente para alguém a quem dava as costas para dizer alguma coisa? – talvez alguém em intercurso carnal passivo, não era o caso, veja bem) e disse: “cara, quanto tempo a gente levou para se formar?” “6 anos e meio, de 4 anos do curso de jornalismo” “é isso aí – e por quê?” “porque a gente matou aula para beber em todos os semestres – em algum deles perdemos tipo seis matérias de sete em curso”.

Claro que o diálogo não foi assim, só as pessoas nas novelas do Manoel Carlos falam desse jeito. Mas o importante foi a conclusão que tirei dele: se levei com esse nível de seriedade minha educação formal, por que é que ficaria perdendo tempo discutindo a dos outros? Azar se o critério de seleção for cotas, vestibular ou guerra de comida; já me formei, sem mérito algum e com um CR tipo de 4 pontos, tenta a sorte aí calourada.

Acho engraçado que esse assunto incendeie tantos barracos por aí, enquanto outra lei injusta, a que dá direito (ou dava, parece que caiu outro dia, not sure) a cela especial para pessoas com terceiro grau completo, nunca tenha despertado nenhum debate nacional. O tal “homem branco pobre” prejudicado pelas cotas e que foi invocado em vários bate-bocas teria ficado agradecido. Deve ser porque a classe média se irmana com os miseráveis apenas nesse sentimento profundo e universal: o medo do rapa.

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Talk is cheap

Conte-nos como é a vida de cartunista e se isso realmente dificulta as coisas com as garotas – como você diz no prefácio do seu livro.

Escritores geralmente ficam ricos escrevendo sobre a época em que eram pobres, como Henry Miller, George Orwell e Bukowski – com os cartunistas é parecido, sem a parte de ficar rico depois. O mercado editorial parece desconhecer as leis trabalhistas, ou estar tomando a iniciativa de modificá-las para poupar esse trabalho às autoridades constituídas. Portanto, se uma garota quer – mesmo contra a vontade de seus pais – namorar um cartunista, deve estar preparada para uma rotina de comida congelada e muitas reclamações…

Outra entrevista, desta vez para a revista Simples, a sair.

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Bizzcate

Opa, atualização lá no blog da Bizz, abaixo, cartum da edição 203.

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Something less than a chance

Eu sei que essa aí está curtindo um ostracismo e nem deve ter planos (ou chance) de voltar à vida pública, mas enfim…

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Franquia

Agora esse blog tem uma filialzinha no site da Bizz. Não só para falar de música, assunto já de todo muito superestimado em blogs…

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Ars longa, paciência brevis

Mundinho Animal.

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“Já fui pobre e já fui rica. Rica é melhor.”*

“Todo mundo na merda, eis o paraíso socialista” – Wolinski

Então o Fidel subiu no telhado, e geral comemorando. Mas, como dizia Nelson Rodrigues, o que é Cuba? É uma Paquetá. Foda-se ela e seus cursos-modelo de cinema – pra vocês terem uma idéia como são equivocados, é lá que cineasta brasileiro se gradua. Putz.

Nunca tive simpatia nenhuma pelo tal povo que dizem ser pobre, mas feliz – frase que é eufemismo para otário: vide o brasileiro, pra quem a descrição também cabe. Deve ser por isso que o Chico Buarque se liga tanto na ilha, pesquisa de campo hardcore sobre o Homem Cordial que o pai dele tanto prezava. Nem Jó sofreu tanto, os caras levam as sete pragas do Egito nos cornos o tempo todo e continuam lá, rindo e rumbando.

Embora não seja nenhum entusiasta da democracia, macumba pra nativo que funciona melhor no discurso do que em qualquer condomínio cabeça-de-porco, ditadura é foda. Então é isso aí, fora todos os ditadores, Fidel Castro, Idi Amin, Pinochet, Videla, eeee, whatever.

Mas e a China? Lá a cana é dura. Se o tal sistema de educação de Cuba não vale um paredão, acho que nenhuma prosperidade econômica justifica as milhares de execuções. E a Veja acaba de lançar uma edição com mais de sua metade dedicada ao “exemplo da China”, onde a repressão política entra em uma ressalva de duas páginas. Me dei conta dia desses que não sei quem é o número um daquela bodega desde a morte do Deng Xiaoping, enquanto o Fidel não pode nem brigar com um jornalista sem nos lembrarem que ele é um tirano filho da puta.

Ah, o Ocidente e seus livre-pensadores. Lembro daquele maluquinho que impediu a progressão de uma coluna de tanques a caminho da Praça da Paz Celestial para reprimir as manifestações dos estudantes. O cara tinha voltado pra casa impunemente, até que a imagem ganhou o “mundo livre” e o governo Chinês saiu em sua caça, até executá-lo. Os belos discursos foderam com o cara. História da nossa vida.

* – Bessie Smith

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Pagando para ver

Opa, queria agradecer todo mundo que estendeu a mão para este cartunista oferecendo oportunidades e carinho. Graças a isso – e uma dose de simancol por parte de um empregador atrasado com suas responsabilidades pecuniárias – posso respirar esse mês, o suficiente para mais alguns posts e picaretagens. Luv.

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Geladeira (herdei do Allan) estilosa porém vazia no apartamento novo, responsável principal pelo meu estado de falência.

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“Where´s the money, Lebowski?”

Decretando minha falência no dia 2, que beleza. Então é o seguinte: qualquer trampo de que vocês souberem, tradução, revisão, frila de texto, aula particular de quadrinho (the great comic book swindle), bring it on: arnaldo.brancoarrobagmail.com. Quanto mais cedo conseguir qualquer coisa, mais cedo volto a tocar essa bodega – no momento, don´t feel like it. Sério.

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It´s alive!

Almirante Nelson – Meus ancestrais navegantes ficavam muitos meses no mar, para fazer a Rota da Seda e trazer o produto da Ásia. Hoje o usuário encontra seda em qualquer loja de conveniência, a dois minutos de casa. A modernidade matou o romantismo – ou é tudo vã nostalgia deste velho lobo do mar?

Capitão Presença – Pois é , Marco Pólo devia ser canonizado, trouxe para o ocidente a seda e o Miojo, Top 1 Larica de Todos os Tempos. Esse era preza. Eu prefiro facilidade, saca, vida de maconheiro já tem muito perrengue. Andar com o Mané Bandeira já é aventura suficiente – e na real sou a favor da legalização até para poder impressionar as gatas na seção de Importados do super… imagina as estantes: Jamaica, México…

Mais uma entrevista com o Capitão Presença, desta vez pelo Almirante Nelson (alterego do imediato Nelson Moraes) em seu mundialmente famoso Ao Mirante, Nelson! Esse Preza está muito saidinho – tipo o Amigo da Onça, que ficou tão famoso que levou seu criador (o cartunista Péricles Maranhão) ao suicídio. Ha, mato esse puto antes…

Clique na imagem abaixo e veja uma página colorida da versão de Lost (“Without”) do livro do Preza.

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Do it yourself

Muito classe esse site gerador de tiras, dica do bromco, ideal para quem como eu detesta (e não sabe) desenhar. Infelizmente não tem muitos iconezinhos para escolher – fiz um Mundinho Animal com os parcos recursos disponíveis, depois redesenho com os bichinhos de praxe…

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