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Endless summer

Trecho de HQ (com desenho do Leo) do Capitão Presença sobre o verão da lata. Em breve.

 

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Who loves the sun

Matéria que fiz pra Billboard de março sobre o Weezer Cruise, evento marítimo com 16 bandas (Weezer entre elas, claro).

Foto Liv Brandão

De19 a23 de janeiro aconteceu o Weezer Cruise, evento em que a banda anfitriã se juntou a mais quinze atrações musicais no transatlântico Carnival Destiny para fazer um cruzeiro entre Miami e Cozumel. Com shows quase emendados e atividades a bordo típicas dessa modalidade de passeio (bingo, karaokê, pegação), todas capitaneadas pelos músicos convidados, a viagem foi um grande sonho molhado para os apreciadores do rock indie.

A idéia de fazer shows em um cruzeiro tem um certo ranço de Las Vegas, de fim de carreira, mas os promotores contornaram essa noção enchendo o elenco de bandas novas (Wavves, Free Energy, Sleeper Agent) e arrumando um excelente pretexto: o Weezer tocaria na íntegra seus dois primeiros discos, aqueles que colocaram o quarteto de Los Angeles no mapa e tornaram possíveis para Rivers Cuomo, Brian Bell, Patrick Wilson e Scott Shriner coisas como lotar um transatlântico.

Foi uma jornada até bastante comportada para um lugar onde se serve muito álcool e o pessoal circula de roupão – e praticamente sem a válvula de escape da internet, muito cara e compreensivelmente instável. Acompanhe os pontos altos em nosso diário de bordo.

Dia 1

17:30 – Os passageiros receberam as boas-vindas a bordo e apavorantes instruções de segurança para depois correr ate o deck principal para o primeiro show do Weezer. Depois de uma sessão de embaixadinhas do líder Rivers Cuomo, um viciado em futebol que repetiu o ritual antes de todos os shows, a banda abriu os trabalhos tocando sucessos como “Photograph” e “Pork and Beans”, fazendo um breve intervalo para executar na ordem e na íntegra seu disco de estréia, o “Blue Album”. Muita gente chorou, o belo pôr do sol deve ter ajudado.

22:45 – Foi muito bonito ver o Dinosaur Jr. em ação com Lou Barlow e J Mascis, protagonistas de um divórcio litigioso em 1989, só sanado em 2005 com uma turnê de reunião. Lou, aliás, seria o recordista de shows a bordo: além de tocar com o seu velho companheiro e com sua banda Sebadoh, fez um set acústico solo cheio de músicas tocantes, como a que fez para um gatinho adotado e piadas, boa parte delas sobre as dificuldades de pais com filhos pequenos terem algo parecido com uma vida sexual. Falando nisso, circulou a história de que um casal, arrebatado pelo poder da música, o alimento da alma, tentou resolver as necessidades da carne ali mesmo no Palladium Lounge, sendo contido pelos seguranças – o que é um tremendo elogio ao poder de concentração do rapaz, já que o Dinosaur Jr. toca alto pra cacete.

O show dos dinossauros foi prestigiado pelo baterista do Weezer, Patrick Wilson, que posava com muito boa vontade para fotos (parecia ser a empolgação do primeiro dia, mas o sujeito manteve o padrão até o fim da viagem) e garantiu que a banda quer conhecer o que o Brasil tem para oferecer além de Curitiba, único lugar onde tocaram no país, em 2004.

24:00 – O dia foi encerrado com uma noite do pijama com cinema (no programa, “Jovem Frankenstein”, de Mel Brooks) comandada pelo guitarrista Brian Bell, garboso com seu robe de chambre e chapéu de comandante de navio (o adereço mais usado na viagem, vinte dólares na lojinha do Carnival Destiny). Impossível não lembrar de Roberto Carlos  no videoclipe de “Baleias”.

Dia 2

12:00 – As passagens para o cruzeiro davam direito a uma sessão de fotos com o Weezer, oportunidade que deve ter gerado fantasias de intimidade entre os fãs mais delirantes, mas que a dura realidade tratou de estraçalhar: cada grupo tinha poucos segundos com os integrantes da banda, que permaneciam sentados em fila enquanto os fãs se esgueiravam alguns palmos atrás para caber no enquadramento. Com certeza os participantes do cruzeiro tiveram mais tempo para ensaiar a pose quando tiraram retrato para o passaporte.

13:00 – No deck da popa, os caras do duo eletrônico The Knocks coordenaram um concurso de flip cup, um drinking game parecido com os que brasileiros fazem usando bolachas de chopp nos botecos: consiste em beber cerveja em um copo de plástico, pousá-lo na mesa e tentar girar o tal no ar de modo que caia de cabeça para baixo. Sim, é bem desse jeito, sem graça como na descrição acima.

13:30 – No deck principal, show do Yacht Rock Revue, banda tributo de músicas estilo prazer culpado, como “What a fool believes” e “Africa”. Com roupas retrô e bigodes lamentáveis, fizeram um bom fundo musical para quem queria brincar no tobogã ou jogar minigolfe – um feito e tanto, diga-se de passagem, com o vento forte constante típico de um rolé em alto mar.

15:00 – Rivers aproveitou o cruzeiro para lançar “The Pinkerton Diaries” uma espécie de livro de rascunho com recordações (manuscritos, polaróides) das sessões de gravação de Pinkerton, o segundo disco do Weezer que sobreviveu ao fracasso de crítica e a rejeição inicial do público para entrar gloriosamente  nas listas de álbuns obrigatórios dos anos noventa. Apenas alguns passageiros do Weezer Cruise tiveram acesso ao evento, nenhum deles integrante da equipe da Billboard :(

15:00 – Para quem não pôde assistir Rivers tentando ler seus próprios garranchos, o lance era acompanhar o quiz show com o resto do quarteto, com todo aparato de uma atração desse tipo, como as clássicas bancadas munidas de campainha e placar para marcar os pontos dos concorrentes – Pat, Brian e Scott acompanhados de alguns fãs em êxtase selecionados na platéia. Durante a brincadeira o público pôde aprender que os dois únicos animais que não desenvolvem câncer são o tubarão e a arraia e que a primeira mulher a ter uma canção no primeiro lugar da parada americana (dica do apresentador: “ela teve um ligeiro problema com drogas”) foi Whitney Houston. Uma das escolhidas para participar do quiz estava em avançado estado de embriaguez e tentou seguir Brian Bell até os camarins enganchada em seu braço; a segurança quase precisou de uma espátula para separar o casal.

17:30 – Destoando do clima geral de energia positiva, o Wavves representou o espírito punk no cruzeiro. O guitarrista e vocalista Nathan Williams desceu do palco para apertar a mão de um fã que havia ajudado a carregá-lo de volta para seu quarto na noite anterior (algumas meninas suspiraram de inveja) e perguntou para o público se era verdade o rumor de que haviam prostitutas embarcadas – um jornalista da concorrência jurou ter apurado a questão a fundo e registrado a ação em fotos, aguardemos.

22:00 – O primeiro dos shows fechados do Weezer (os dois no Palladium Lounge), com lados B (como “Mykel and Carli”) e o Pinkerton inteiro. Outra apresentação emocionante, embora Rivers parecesse bastante mareado com o balanço do navio, bem forte nesse ponto da travessia.

24:00 – Mais gente compareceu ao karaokê organizado pelos integrantes do Keepaway do que aos shows da banda. Teve patricinha fazendo gestual rapper para cantar “Gin and juice” (Snoop Dogg) e brasileiro zoando “Do ya think I`m sexy”, de Rod Stewart, talvez em vingança pelo plágio descarado de “Taj Mahal”, de Jorge Benjor. Mas nem tudo foi celebração: o baterista do Wavves, Jacob Cooper, foi retirado do palco sob protestos – do próprio Jacob, que tentou voltar algumas vezes, bêbado como um velho lobo do mar. E assim caiu a noite.

Dia 3

7:00 – O Carnival Destiny parou em Cozumel e os participantes do cruzeiro se dispersaram em vários grupos para aproveitar atividades (snorkel, trilhas) pela praia mexicana. No passeio de barco, um guia fanfarrão explica que no México não se diz “bebado”, e sim “confuso”, para em seguida liberar um open bar de cerveja e margaritas e largar todo mundo um pouco confuso e se achando rico em um centro comercial especializado em sombreros e maracas, uma espécie de parque temático cujo tema é “armadilha para turista”. Impressionante como alguns setores da economia mexicana se ajudam.

18:00 – A parada em Cozumel foi uma maldade com as bandas que se apresentaram em seguida, quase se podia ouvir o ronco em uníssono vindo das cabines. Devem ter sido os shows com menor quorum, mas foi impossível encontrar uma testemunha que estivesse acordada para confirmar.

22:00 – O Weezer pegou o pessoal levantando da cama e tocou mais lados B, destaque para a performance a la Freddie Mercury de Rivers em “The greatest man that ever lived”, com socos no ar e camisa regata do Kiss. E, claro, o Pinkerton outra vez.

24:00 – O dia fechou com a prom night, um típico baile de formatura com temática anos oitenta. Apesar dos figurinos baseados na década em que Cindy Lauper era um referencial para a indústria da moda serem facilmente reconhecíveis em qualquer continente, os brasileiros a bordo (trinta ao todo) se sentiram presos em uma grande piada interna americana. Por algum motivo os DJs (os caras do Yacht Rock Revue) decidiram que tocar oito músicas do Michael Jackson em menos de uma hora era o suficiente para mostrar serviço. O Karaokê com os integrantes do Ozma estava bem mais divertido, mas acabou cedo.

Dia 4

11:30 – O evento mais simpático: Scott Shriner deu uma de pastor e comandou uma renovação coletiva o de votos dos casais do cruzeiro. E aquele único casal gay a comparecer era mesmo formado por integrantes do Yuck?

13:00 – Falando na banda inglesa, ela foi uma das únicas a quebrar o dress code tropical do deck principal, todos seus membros se apresentaram de calças compridas e camisas quentes mesmo sob um sol de derreter transatlânticos. Menção honrosa também para The Nervous Wreckwords, que não so não abriu mão da indumentária rock como todo mundo tocou de preto.

24:00 – Uma festa do bigode (verdadeiros e fajutos) deu números finais ao evento.

O cruzeiro teve saldo positivo para algumas bandas, como o Free Energy, que ganhou público (era só comparar a minguada platéia do show que fez no primeiro dia com a pequena multidão que cantou junto no último) e o Ozma, que encerrou o festival com um show arrasador e levou o público a sugerir: “Ozma Cruise!”. O baixista e vocalista Daniel Brummel agradeceu e ressaltou o clima de confraternização no Carnival Destiny: “não ouvi ninguém falar uma palavra negativa nesses dias”. Melvin Ribeiro, baixista multitarefa de bandas como Carbona e Lafayette e os Tremendões, arriscou um palpite: “é porque não tinha internet”.

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Objeto de estudo

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Todas as homenagens não serão suficientes

Mais um cartum pro Millôr, este para o caderno Ilustríssima da Folha de S. Paulo.

 

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Il miglior fabbro

Cartum para o G1.

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My back pages

Cartum sobre os 50 anos de carreira do Bob Dylan que fiz pra Folha (acabou não saindo).

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La la la lies

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O que andei fazendo 4

A tira Mundinho Animal vai virar animação no programa Tosco TV, que conta também com personagens dos feras Allan Sieber, Fabio Zimbres, MZK e Schiavon. É um timaço, do qual sou o Negueba. Olha a página do face. Mais detalhes perto da estreia.

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O que andei fazendo 3

Seis roteiros para um desenho animado do Capitão Presença. Abaixo, um trecho:

AS AVENTURAS DO CAPITÃO PRESENÇA – EPISÓDIO 3 – “PRODUTO LOCAL”

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No place like home

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O que andei fazendo 1

Vou mandar  alguns posts meio que pra mostrar porque andei postando pouco. Hoje aproveito para agradecer a todo mundo que participou da gravação de Rock’n'roll, um piloto de programa pra MTV que escrevi e dirigi (com o auxílio luxuoso da melhor equipe do mundo, constatei pessoalmente que a tal Teoria do Autor é uma furada) e que talvez vire série – por isso recomendo para quem mandou currículo que não esmoreça porque existe a possibilidade de mais episódios.

Rock’n'roll fala sobre uma banda de garagem de caras que vivem em uma garagem e segue a vida dos sujeitos até sua gloriosa venda ao sistema. Falando nisso, a continuação do programa vai depender de votação popular, vamos disputar com mais cinco concorrentes. Na época certa volto aqui para mendigar seu voto.

Abaixo Daniel Furlan, Gabriel Labanca e  Juliano Enrico (O Estado Maior da Revista Quase) quebrando tudo.

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Legado

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Panorama

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Coerência

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Perfil do consumidor

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Circuito

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Balada

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Não se discute

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A nova criatividade

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So this is xmas

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Pecados

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