4 de fevereiro de 2010 às 7h28
Grand monde

Ilustração do Fernando de Almeida
Mais uma das colunas que faço para a revista Monet, sempre usando um subertfúgio para ressaltar o nome da seção, Histórias INVENTADAS da Televisão. Abs.
Todos conhecem esses programas que entrevistam ricos e famosos – mesmo que eles não sejam tão ricos ou nem um pouco famosos – em festas pelo Brasil. Mas nem todos ouviram falar de uma atração idêntica, só que tão firme em seus princípios sobre o gabarito dos entrevistados que não durou tempo suficiente para virar nota de rodapé no Livro de Ouro da Alta Sociedade Brasileira.
O esnobismo do programa “Gente Bem”, tão antigo quanto a gíria que o batizou, começava pelo apresentador: Johannes de Castro Von Gripp, o Arquiduque de Consommé, um dos únicos brasileiros (naturalizado, naturalmente) que podia dizer que gozava da intimidade de Jacqueline Kennedy sem ouvir piadas grosseiras de pessoas de baixo nível – até porque não conhecia nenhuma. Ele comandava o show com sua coleção de gravatas-borboleta Hermès e a língua ferina que o transformou em persona non grata em mais de uma roda de bridge.
A primeira edição foi um desastre. Em uma recepção na maison Guinle, o Arquiduque não quis entrevistar uma Matarazzo porque “não falava com novo rico”. A senhora ofendida tentou argumentar que a fortuna da família tinha mais de meio século, o que Von Gripp interpretou como uma piada – muito engraçada, a julgar pela gargalhada que deu na cara da pobre milionária. Levou uma taça de Chandon na cara e uma bola preta preventiva do Country Club, lugar que não pretendia mesmo frequentar (“os toilettes são imundos”, disse).
No segundo programa, perguntou para Danusa Leão se alpinismo social também dava cãimbras (levou um tapa), limpou seus óculos na barra da farda de um general da reserva e chamou o anfitrião de “famoso cafetão” (depois se corrigiu: “cafeicultor, eu sempre confundo”). Conseguiu sair vivo por intervenção de Carmen Mayrink Veiga, que gostava dele apesar do apelido que ganhou do apresentador, Máscara Mortuária.
O programa durou pouco. Suas finas grosserias divertiam o público, mas desagradavam gente poderosa com influência sobre os patrocinadores. Por fim acabou desagradando os patrocinadores ele mesmo, quando comentou que usava o refrigerante que bancava seu show para limpar o escapamento de seu Lamborghini.
O mais anti-social dos colunistas sociais morreu sem amigos, principalmente porque sua misantropia aguda era sintoma de uma síndrome do pânico que acabou por isolá-lo em seu apartamento na Vieira Souto. Recusou a visita de um padre na hora final (“estou prestes a encontrar o proprietário, não preciso falar com o caseiro”)
4 de fevereiro de 2010 às 7h27
Mais um para a família
27 de janeiro de 2010 às 11h42
Nerds ahoy!
Amanhã, dia 28, quinta, vai rolar esse debate com gigantes da internet na Campus Party. 10:30 da manhã, amigos, dureza. Como é possível palestrar com o mínimo de isenção alcoólica nessa hora? Bem, vamos tentar. Espero vocês.

19 de janeiro de 2010 às 8h56
Fica na tua
Minha coluna Mal Necessário da semana: Falta de ambição
12 de janeiro de 2010 às 16h28
Prosa

A Pira > Sei que voce é um defensor do humor de texto, das boas tiradas, do diálogo ácido, e etc. Sei até de relatos de que voce é fã de Gilmore Girls. Já eu acho que aquele tradicional close no rosto do Lucio Mauro vale por 50 tiradas do Woody Allen. É o fim do humor da careta? Existe uma hierarquia no humor?
Arnaldo Branco > Não sou defensor ferrenho, só que ainda estamos na pré-história de humor de texto aqui. Queria muito que primeiro fabricássemos nosso Groucho Marx para depois negá-lo, gostaria de viver em um país em que o trash fosse apenas mais um dos subgêneros, ao invés de ser a única opção. E ademais, quem é o novo Lucio Mauro, o novo Costinha?
29 de dezembro de 2009 às 17h26
See ya!
Mundinho Animal. Partindo para as comemorações de fim de ano, 2009 foi o melhor ano da minha vida (não foi, Liv?), 2010 vai ter que rebolar. Até o dia 2, amiguinhos.





























