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Arquivo: Bizz

Problema de coluna

Uma primeira tentativa do que deve se tornar meu espaço na Bizz a partir do ano que vem, uma coluna misturando texto e desenhos. Mal aí a diagramação mandrake, isso é um trabalho para os editores de arte na real… clique na imagem.

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Post it

1) Não esqueçam a exposição do Dahmer hoje.

2) Terça que vem tem lançamento do livro “A feia noite” da excelente Simone Campos no Belmonte (R. Jardim Botânico, 617, segundo andar, 20 hs). Mas vou botar o convite aqui mais perto da data.

3) Atualizei o blog no site da Bizz.

4) Cartum da Bizz deste mês. Se tudo correr certo, em breve novidades sobre a minha participação na revista.

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Cristo, virei um blogueiro especializado em música, how low can I get?

Confundi e mandei antes pro ar o cartum da Bizz que está nas bancas agora – o da edição anterior é na real o daí abaixo. É o excesso de trabalho castigando as velhas artérias, mas pelo menos não estou pior que o Dahmer (ah, acompanhem as discussões da Confraria e se decepcionem conosco ou confirmem suas piores expectativas) que chama o tempo todo a Bizz, onde também trabalha, de Trip.

E falando em Bizz, atualizei minha coluna lá, com um assunto que me é muito caro: anos 80.

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Lidando com a rejeição

Falando em idéias que não vou aproveitar, todo mês mando para a Bizz várias opções de cartum (sem o desenho, só a descrição) para o editor escolher – melhor assim, divido a responsabilidade. Sempre sobra muita coisa que acabo não desenhando. Essas foram as três idéias inaproveitadas do mês:

1 – Legenda: “Amor à Primeira Vista” – Dois carinhas olhando uma revista pendurada em uma banca de jornais, um diz: “Essa é a minha nova banda favorita”. O outro pergunta: “Como é o som?” O outro: “Sei lá?! Capa da NME, cara!!”

2 – Legenda: “Em 2026…” – uma festa revival dos anos dois mil (o cartaz pode dizer Trash 00´s). Um camaradinha com uma camisa dos Strokes, uma mina vestida com a roupa da Uma Thurman em Kill Bill, etc. O papo nostálgico das pessoas na festa, todo mundo com drinks na mão, rindo: “Lembra dos direitos autorais?” E outro carinha: “E das gravadoras?”

3 – Legenda: “Half Hit Wonder” – Apresentação de uma bandinha de caras na casa dos 40, meio barrigudos, carecas, etc. Atrás deles um cartaz grande: “Show 80´s”. O vocalista diz: “Vocês não devem lembrar da gente, mas não acharam ninguém mais desqualificado para abrir para o Silvinho Blau-Blau…”

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Right Here, Right Now

Vou reproduzir aqui o texto desta semana no blog da Bizz, muita gente reclama que não comenta lá porque não tem paciência para se cadastrar e tal. Nem sei se cabe muito aqui no Mau Humor, mas enfim.

“Bob Dylan acaba de lançar mais um disco. A imprensa britânica ficou de joelhos. ‘Esplendoroso’ e ‘genial’ foram alguns dos adjetivos nas páginas e páginas dedicadas a analisar ‘Modern Times’. Se Osama Bin Laden aparecesse dançando ula-ula em um barco no Tâmisa, não ganharia tanto e tão nobres espaços no ‘Guardian’ e no ‘Independent’. Ok, Bob Dylan é lenda, e ‘Modern Times’ está longe de ser ruim, mas… Será que o mundo precisa tanto assim de um novo disco do Bob Dylan? (se fosse o New Order, tudo bem, claro). O que eu sei é que sempre precisamos de bandas como Automatic e Be Your Own Pet. Bandas jovens que fazem música para jovens.” – Thiago Ney, crítico da Folha de São Paulo

Clint Eastwood olha para a entrada de um Saloon em uma noite chuvosa. O caixão com o corpo de Morgan Freeman está ali em exibição, com um cartaz: “isso é o que acontece com assassinos por aqui”. Ele entra no bar e pergunta: “who’s the fella that owns this shithole”? O barman se apresenta e Clint atira com uma espingarda de dois canos. Gene Hackman, o xerife que também vai ser morto pelo forasteiro, diz: “você é um covarde que acabou de matar um homem desarmado”. Clint: “Ele deveria ter se armado se queria decorar o bar dele com o cadáver do meu amigo”.

Pequena introdução cinematográfica para justificar minha volta ao assunto música, que prometi não visitar muito por ser um diletante em uma revista de aficcionados. Mas esse Thiago Ney tentou enterrar meu ídolo, e devia estar preparado para a vingança. Não que meu ídolo se importe ou não possa responder sozinho (“Idiot wind, blowing every time you move your teeth / You’re an idiot, babe / It’s a wonder that you still know how to breathe”), mas vamos nessa.

Vou me eximir de ridicularizar a comparação da chegada do disco do Dylan à aparição de Bin Laden fazendo uma dancinha porque sei que humor é sempre uma tentação para quem definitivamente não é do ramo. Também vou levar em consideração que Thiago concede ao disco um “está longe de ser ruim”, evidentemente uma tentativa de atingir algum recorde mundial de análise rasteira. E que, a despeito da validade de sua argumentação sobre a premência de uma música jovem, é necessário dizer que batizar uma banda de Be your own pet é, para dizer o mínimo, uma má decisão profissional.

E também vou deixar passar o evidente desleixo com que escreveu esse texto, uma vez que fica óbvio que lembrou, um pouco tarde para se arrepender do preâmbulo, de uma banda velha que julga relevante, e fez a ressalva. Mas é meio esquisito que dentre todos os dinossauros em circulação, só o New Order ganhe salvo-conduto. Não tem uma vaguinha no cânon do Thiago Ney pro Kraftwerk também? Ouvi falar que o NO deve muito a esses carinhas…

Mais que revoltado com a insistência em Bob Dylan por jornalistas decerto contemporâneos de Guttemberg, Thiago parece especialmente chateado por se tratar da imprensa inglesa, famosa em prosa, verso e piadas por lançar hypes em uma velocidade que vai além da capacidade do resto da humanidade de assimilá-los. Parece se sentir traído por uma mídia que julgava livre de artistas velhos, como alguém que se aborrece com o resto da família que se recusa a meter no asilo um incômodo parente idoso.

Thiago Ney é só mais um jornalista que sofre com a necessidade de ser, como naquele slogan antigo de jornal, “o primeiro a dar as últimas”. A febre do novo pelo novo é uma pandemia, agravada pelo despreparo de críticos que são na verdade fãs com um amor muito descalibrado por sua própria coleção de discos. Caras que não sabem identificar bom-gosto em uma mesinha de centro ou a dose certa de sal em uma salada brincam de aferir “autenticidade” a essa ou aquela banda e chamam a isso crítica.

Necessidade de renovação é sempre uma boa tese, mas aplicada à Seleção Brasileira já justificou a entrada de Oséas no lugar de Romário. Acredito que é realmente importante manter a mente aberta para novos sons, e nunca recusei ouvir um CD por não ter “passado no teste do tempo” ou whatever. Mas nunca fiz o contrário, me empolgar porque está todo mundo dizendo que tenho que ouvir algum “novo som”. Talvez com a idade tenha desenvolvido uma defesa natural à idéia de seguir algum messias 15 anos mais novo que eu – e demore mais a me render. Mas se houver talento na jogada, me rendo.

E o que é um jovem? Bob Dylan nunca se sentiu à vontade com nenhuma idade. Aos 23 anos escreveu uma música em que transforma as recordações de sua curta vida em épico: “I was so much older then / I’m younger than that now”. Thiago Ney, como Dylan, talvez fique mais jovem com o tempo também.

Epílogo, uma breve parábola:

Lembram daquela banda, Jesus Jones? Era formada por uns carinhas de cabelo escovado pra frente que tocavam uma música chamada “Right here, right now” (acho que em 1990) sobre a queda do muro de Berlim, com este verso de uma exultante imodéstia: “Bob Dylan não tinha um assunto como esse para cantar a respeito”. Repito a pergunta: lembram daquela banda, Jesus Jones?

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Apanhado

1) Agora você pode acompanhar o epistolário dos casos de internação mais charmosos da internet: Allan Sieber, André Dahmer, Mr. Manson e minha pessoa em embates para a eternidade. Estamos poupando esse trabalho a nossos futuros netos inescrupulosos que fatalmente quererão compilar qualquer besteira que escrevermos para resgatar a memória deste país tão sem museus. Gênios trabalhando ou retardados matando serviço? Não responda agora.

2) Numa regra de três bem simples, o emo é o pagode do rock. Cabelos bizarros, roupas jacus e uma inebriante cornice romântica. Se a F. tivesse resenha de discos, Chico Barney era o cara para o serviço…

3) Quarta postei no blog da Bizz, mas nem avisei.

4) Falando nisso, cartum da penúltima:

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Bizzcate

Opa, atualização lá no blog da Bizz, abaixo, cartum da edição 203.

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Franquia

Agora esse blog tem uma filialzinha no site da Bizz. Não só para falar de música, assunto já de todo muito superestimado em blogs…

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There’s no success like failure

Cartum da última Bizz.

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Wild Cartoon Extravaganza

Esse saiu na F#3, no Arnaldo´s Crapbook.

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Esse saiu na Bizz.

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E essa tira do Mundinho Animal saiu no DM, reciclagem de uma série que ganhou o segundo lugar de um concurso da Folha de São Paulo, back in 99.

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Dead man walking

Cartum da última Bizz. Meu maninho Dahmer vai estrear uma tira lá, uma sacação/sacanagem genial em cima dos fãs fundamentalistas de rock.

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The who?

Cartum da Bizz.

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Unfinished Bizzness

Cartum que saiu na Bizz.

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Yesterday´s papers

Cartum que saiu na Bizz.

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