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Arquivo: Capitão Presença

Endless summer

Trecho de HQ (com desenho do Leo) do Capitão Presença sobre o verão da lata. Em breve.

 

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O que andei fazendo 3

Seis roteiros para um desenho animado do Capitão Presença. Abaixo, um trecho:

AS AVENTURAS DO CAPITÃO PRESENÇA – EPISÓDIO 3 – “PRODUTO LOCAL”

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Completinha

HQ completa do Capitão Presença (com desenho do genial e e desaparecido Leonardo) que está na nova (e a melhor até agora) Tarja Preta. Aperta o click aí.

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Tarja na reta

Teaser da HQ do Presença para a próxima (próxima é jeito de dizer) revista Tarja Preta, com desenho do genial e sumido Leonardo:

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He’s back (the man behind the mask)

Tira do Presença que fiz para um negócio aí que não sei se saiu (sequela).

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Pronunciamento oficial

Ziggy Marley, que se apresenta no Rio na sexta, prepara lançamento de disco e HQ sobre um super-herói ‘diferente’

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Preza presente no carnaval

Promoção Salve o Carnaval: Matias Maxx, o Capitão Presença da vida real, vai dar um kit (com a revista tarja preta, sedas e outras paradas) quem sair de Preza nos blocos de todo o país. E a melhor fantasia ganha um bong sensacional. Mais detalhes aqui.

E você pode baixar a máscara do Presença (melhora fazer a sua pra ganhar o bong, né) clicando na imagem abaixo:

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Sonho meu

Duas cousas que gostaria de fazer: uma camiseta de bloco de carnaval (já me chamaram, mas rejeitaram meu desenho, nunca um espanto para mim, em favor de outro  – do Ziraldo) e ter um personagem em uma bandeira da torcida do Flamengo. Pegando o gancho da Fla Manguaça, torcida que praticamente vi nascer e que agora ocupa parte considerável da arquibancada, bolei esta facção. Quem sabe um dia.

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Completinha

A HQ do Preza, senhores, só clicar. Glória ao Leonardo, que arrebentou as usual.

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Presença de famosos

Não, você não fumou demais. Tem uma HQ do Capitão Presença com roteiro meu e desenho fodaralhaço do Leonardo na edição de hoje n’O Globo. Clique para ler um teaser e vá na banca mais próxima.

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Bailão Classe A

Então, uma festa para abrir o carnaval daquele jeito, amanhã, sexta, dia 20. Dos mesmos caras que bolaram a camisa do Obamis e ficaram ricos (o que não é motivo para você não comprar MAIS camisas do Obamis dos caras) eis que chega o tradicional baile Curinga. Nessa, tem Matias Maxx (eu não devia ficar entregando, mas trata-se do alter ego do Capitão Presença) nas carrapetas e o grande homenageado é o Preza. Mas se liga, só paga mais barato (R$ 10,00) quem for de fantasia, ou pelo menos máscara. Eu tenho uma sugestão: clique no thumbnail abaixo para ir com a cara do herói maconheiro mais querido do Brasil, desenho do Leonardo, que assume o traço quando a tarefa é pra profissional. E mais abaixo, todo o serviço da festa.

Baile Curinga saúda a todos com a abertura oficial do Carnaval 2009!

No abre-alas, Capitão Presença (o original, em pessoa, tipo assim, o próprio) vem salvar os foliões, embalados pelo samba-enredo deste ano – “Tô cheio de FHC” (autoria de Torrêncio Jones).
Qualidade.

Agora, ‘se liguis’.
É pra vir fantasiado, retardado.

Thiago Facina, nosso retratista oficial, vai estar no local preparado para registrar vc, montada.

Então vem bufão! Vem galhofa!

Solta o Bornay do armário!

: :

Baile Curinga de Carnaval
O único baile com personagens reais de quadrinhos em pessoa de verdade for real!

20 de fevereiro : : sexta : : 23h

Music & Video Colocators:
Tamba : : Marcos Ramos : : Sandro Menezes : : Zé 64 : : Del Mar

Convidado:
Capitão Presença/Matias Maxx
(La Cucaracha/Barracuda)

Espaço Multifoco: Av. Mem de Sá, 126 – Lapa. 2222-3034

R$ 10 c/fantasia ou máscara
R$30 s/fantasia ou máscara

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Queimando tudo

E para a fechar a Semana do Capitalismo Selvagem aqui no Mau Humor, cinzeiros do Capitão Presença para geral. Dois por R$ 46,00. Estão com a inscrição Malvadesca “Viva o câncer de laringe”, engano do fabricante que faz da bagaça peças únicas. Eles podem ser comprados em avulso na loja do Capitão Presença himself, Matias Maxx – La Cucaracha, na Teixeira de Melo, 31-H, Ipanema, Rio. Me ajudem a não precisar mais trabalhar com publicidade ;)

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Pesquisa de mercado

Queria contar com a colaboração dos queridos leitores, pra ver se me aventuro. Favor comentar se vocês se interessariam caso mandasse fazer uns cinzeiros e camisetas com essas estampas. Preços como os praticados pelo Dahmer e sistema de entrega parecido, e sobre isso vocês podem reclamar nos comentários também ;)

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I started a joke

Ontem, no Barbas. Mal aí, maluco, esqueci seu nome…

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Traz a parada amada em três dias

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Sorocaba, SP

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Mal Necessário

O site da Zé Pereira está no ar. Entre várias coisas mais interessantes, lá você também pode ler a minha coluna (em tese toda semana). Now get the fuck outta here.

Opa, aproveitando esse post para dar uma dica. O melhor sebo do Rio, o Beta de Aquarius (Rua Buarque de Macedo, 72 – Catete), está vendendo livros novos do Capitão Presença por 10 reais. Os caras volta e meia compram o estoque da Conrad, portanto você acha vários livros da editora por esse preço. Suehiro Maruo, Allan Sieber, quadrinho a dar com o pau. Corram!

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Bonus extended superplus megamix track

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Isenção alcóolica – Matias e Arnaldo entrevistam Rogerman (foto de Gilvan Barreto)

Essa é a extended version da matéria da Bizz sobre o Abril Pro Rock, sem aquela separação em episódios como saiu, e sem o erro de trocar o Santa Cruz pelo Náutico (mal aí, Lucio). Como deu pau nos comentários por esses dias, alguns tinham ficado por aprovar. Aqui, o direito de resposta da artista plástica citada na matéria (dê um scroll na página), que basicamente diz que nos vingamos nela porque não comemos ninguém. Também queria dizer para a Natália, que me chamou de mané porque não sabia do fim da Soparia do Rogê: infelizmente esse tipo de coisa não dá manchete no resto do país.

Eu, que vivo em uma cidade recordista em mistificação em outros estados, não consigo entender como alguém pode se sentir pessoalmente ofendido quando você não diz que o lugar onde ela mora é o paraíso na terra – que é mais ou menos como vejo Recife, e imaginava ter deixado claro na matéria.

Do diário de viagem: “Estávamos em algum lugar perto de Olinda, na fronteira do Recife Velho, quando a moqueca começou a fazer efeito…”

Vamos rebobinar a fita, ou voltar ao menu de cenas selecionadas no DVD. Arnaldo Branco, repórter da Bizz e desenhista de quadrinhos – criador do personagem Capitão Presença, o herói dos malacos que fazem uso daquele cigarro que passarinho não fuma – e Matias Maxx, repórter e fotógrafo da Bizz, inspirador do Capitão, estão chegando a Recife para cobrir o Abril Pro Rock 2007. A terra prometida dos maconheiros e seu lendário festival, que ajudou a projetar bandas como Los Hermanos e Cachorro Grande, parecem ser garantia de diversão para dois penetras bons de bico.

Mas a festa não é mais a mesma. A missão da dupla, além de dar um conferes na programação do festival (a propósito, bandas emo em excesso) para justificar o credenciamento, é se jogar em Recife atrás do que sobrou do Mangue Bit, das baladas pós-shows e dos frutos do mar para contar a quantas anda, ou se arrasta, a cena local – por uma ótica carioca-maloqueira-entorpecida. Com uma mala carregada de livros e camisetas do Capitão Presença, além de quilos da Tarja Preta, revista editada por Matias onde saem as tiras do super-anti-herói, tudo isso para garantir a grana dos aditivos, Arnaldo e Matias empreenderam uma viagem ao coração do sonho pernambucano.

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Com uma pauta dessas, levantar para uma entrevista coletiva em plena sexta-feira de sol, às dez da manhã, há de se convir. Mas como disse Matias, bêbado, no trecho da fita em que deveriam estar gravadas as impressões de Arnaldo sobre o show de Lee “Scratch” Perry (a grande atração do último dia de festival): “Zornalismo! Temos um compromizo com a realidade, com a verdade, com… whatever!”

Na coletiva, quase empate por WO: não aparecem os Mutantes e parte substancial da imprensa. Lúcio Maia e Jorge Du Peixe, que acordaram cedo apesar do atraso no vôo que os devolveu a Recife alta madrugada, reclamaram da falta de perguntas: “ah, não, agora vocês vão nos entrevistar, isso aqui tá parecendo a vez que a gente foi no Serginho Groissman junto com o Babado Novo, ninguém da platéia sabia o que perguntar pra gente…”. Fala, garoto! Alguém quer saber se eles já têm casa própria. “Não, a gente não é um fenômeno de vendas”. Outro insinua que eles têm bastante espaço na mídia. “Se aparecer na TV fosse garantia de sucesso, o Max de Castro…”, deixa no ar. Outro mártir do compromisso foi Marky Ramone, que bateu ponto para dizer que, comparado a “shitty bands” de glamour metal como Mötley Crüe, o emo parece até heterossexual.

A dupla de reportagem volta para o hotel, que tem serviço britânico, da parte da Escócia – graças a um numeroso grupo de adolescentes disputando uma olimpíada de matemática que faz lembrar o esquete “Todo espermatozóide é sagrado” do Monty Phyton. Não é a toa que o controle da natalidade ganha cada vez mais entusiastas. A demora na recepção para conseguir pegar a chave do quarto dava ganas de incorporar Borat, forçar um sotaque e perguntar em voz alta pelas mundialmente famosas prostitutas de 14 anos. Mas foi bom ter segurado a grosseria, breve estariam nos braços da hospitalidade pernambucana – para cariocas por natureza desconfiados, é difícil crer que este povo não receba algum incentivo monetário pra ser tão gente boa.

O almoço à base de peixe (a reportagem de Bizz adotou a dieta dos golfinhos durante a estadia) e cerveja serve para traçar o esquema de cobertura do Festival: vender quadrinhos e camisetas do Capitão Presença para garantir uma reportagem com um mínimo de isenção alcóolica. Dali direto para o Centro de Convenções infelizmente a tempo de pegar Os Canivetes (PE), a primeira de uma série de bandas de sarau que foram a tônica do palco 3, um puxadinho do Abril Pro Rock consagrado ao amadorismo.

Tudo pela arte, e alguma coisa pelo mico jornalístico. No primeiro rolé pelos bastidores, Arnaldo é atacado por uma artista plástica que o mete em um saco idem. Helio Oiticia faz escola, e seus alunos, pastiche. O festival segue com: O Quarto das Cinzas (performance teatral, herança maldita do rock progressivo, com vocalista gata, tendência de mercado), Bonnies, de Natal (volte até o trecho sobre os Canivetes), Moptop (RJ, boquete firme nos Strokes, os carinhas na platéia com o mesmo corte de cabelo gostaram), Ronei Jorge (BA, sugestão: dosar o experimentalismo). Agora, a diversão!

O mítico Capitão Presença e seu biógrafo são admitidos no camarim da Nação Zumbi, onde por razões óbvias o herói é bem-vindo – mas, em nome de sua lenda é triste dizer, absolutamente desnecessário. Deve ter um concorrente à altura em Recife… o tempo muda de velocidade até a hora do show dos caras. A Nação é o time da casa em excelente fase e jogando um amistoso – não conta ponto mas a torcida não quer nem saber, incentiva do mesmo jeito, com senso de humor inclusive: muitos cantam a versão pornô de “Meu maracatu pesa uma tonelada”: (“Pra comer seu – deduzam – falta uma polegada…”). E olha que tentaram desagradar: não tocaram nenhuma da fase Chico e mandaram (Lúcio) o hino do Santa Cruz, time em baixa e com torcida em inferioridade numérica.

Depois, Os Mutantes. A impressão é que Zélia Duncan aproveita a comoção das pessoas assistindo o esforço do Arnaldo Baptista para sair impune, mas funciona. Ficou ruim pra carreira solo da Rita Lee, que está fazendo hora extra desde mais ou menos 1979. O som é excelente e o repertório tipo Eurocopa, só clássico: “Top top”, “Ando meio desligado”, “Batmacumba”; passa a faixa amarela em torno da cena do crime, não há mais nada para se ver aqui. Fim do show, direto para o hotel curar o jet lag e poder aproveitar o sol no dia seguinte.

Dezessete cervejas antes do almoço é muito bom – pra quê não se sabe. A dupla de reportagem exagera à beira da piscina, enquanto troca impressões sobre edições passadas do festival, ênfase nas festas. Um das evidências da queda de importância do evento é a falta de uma programação pós-show. Ninguém sabe dizer qual é a boa depois das apresentações – nem o experimentado jornalista da concorrência que divide o almoço (caldeirada) com o bonde da Bizz. É hora de estudar o adversário, que afirma estar ali para uma cobertura tipo standard do Festival, a confirmar na próxima edição, pode ser blefe.

Perdida a conta das cervejas consumidas, Matias e Arnaldo chegam daquele jeito, e quatro shows atrasados, para o dia dos camisas pretas – nenhuma comemoração nostálgica da milícia fascista, só o balaio de gatos de hardcore, emo e metal da segunda noite do Abril Pro Rock. O tempo das tretas é passado remoto, estabelecidos novos recordes de convivência pacífica. Do palco 1, João Gordo fala mal “dessas bandinhas que neguinho fica chorando, tá ligado?”. Do outro lado do Centro de Convenções, sentados de costas para o Palco 2, carinhas de rímel e franjinha acham graça.

Depois do show, tentando uma entrevista, Matias é confundido com um traficante por João Gordo; o que não é de se estranhar – seu cavanhaque ralo e as camisas havaianas traem uma vocação inexplorada. Apesar disso, ou talvez por isso, ele consegue entrar com o gravador no camarim do Ratos, transcrição desse trecho da fita: ” ‘E aí, Gordo, falou mal das bandas emo no palco…’ ‘É, acho uma merda… ó a artista plástica aí, meu’ (a mina do parangolé conceitual fazia vítimas indoors). ‘Você foi ensacado também?’ – ‘É, fui’. ‘O que você acha de neguinho que baixa música na internet?’ – ‘Não’ (?). Clique, voz do Matias: ‘O Gordo não está cooperando’”.

Arnaldo assume o gravador para registrar o inacreditável vocalista do Udora: “Essa música é sobre o suicídio do meu paaaaaiiii!!!!”, antes de sair pulando (!) pelo palco, expondo toda sua angústia em inglês. Terapia de grupo já teve sua voga, agora é a terapia de banda. Chega, geração emo, não nos conte os seus problemas. Vamos logo às atrações principais.

Na coletiva, Marky Ramone respondeu a provocação de um jornalista dizendo que continuava a tocar Ramones porque “as músicas valem a pena”. Podia passar um abaixo-assinado no Abril Pro Rock, pogaram emos, punks e metaleiros em seu show com o genérico Tequila Baby. Depois disso, o Sepultura, também bastante desfalcado, cumpriu tabela – mas a essa altura a equipe de reportagem já está mais interessada em uma dica quente sobre a balada depois do encerramento do show.

Nosso heróis se metem depois no bar Garagem, que, como muitos avisaram bastante excitados, é uma oficina mecânica de meio período em um estabelecimento caindo aos pedaços. Na verdade é muito parecido com uma escola pública carioca média, mas a dupla finge um diplomático espanto. Lá dançava a atriz-sensação Hermila Guedes, que Matias ignorava até ouvir o relato das cenas em que a mina interpreta uma profissional da cama, à caráter, em “O Céu de Suely”. Quem diria que essa viagem fosse despertar no cara o interesse pelo cinema nacional, foi na hora trocar uma idéia. Em tempo, troca justa: Hermila ganhou uma Tarja Preta, Matias não conseguiu o telefone.

No dia seguinte somos levados pelo fotógrafo Gilvan para o que batizamos Turnê Cadê Rogê: uma volta pela cidade atrás dos pontos turísticos da história do Mangue Bit. A primeira parada é ao lado do hotel, a Soparia que foi marco zero e quartel general do Estado Maior manguetrônico; agora é uma oficina de motos. No soup for you! Seguimos para Olinda, para almoçar (adivinhem o que) e conversar com uma das eminências pardas do movimento, Rogério, ex-Edie e hoje no excelente Bonsucesso Samba Clube. Ele acha que o mangue cumpriu sua função em abrir os ouvidos do Brasil para o som vindo de outras praças, embora nunca tenha emplacado como campeão de vendas. E melhor, mesmo que tenha gerado várias bandas que tentaram entrar na onda contratando um sujeito para tocar alfaia (na viagem sentimos um certo enfado dos pernambucanos com os diluidores do legado de Chico Science), a valorização dos ritmos regionais expulsou definitivamente a axé music do carnaval de Olinda.

No dia mais eclético (mais na moda dizer flex) do festival, compasso de espera para o show do Lee Perry. Teve hip hop (Êxito D’Rua), rock´n´roll básico (Monomotores), forró (Mestres do Forró), banda-ruim-de-nome-grande-com-vocalista-Avril-Lavigne-wannabe (Canto dos Malditos da Terra do Nunca), banda-ruim-de-nome-pequeno-com-vocalista-Brian-Molko-wannabe (Valentina). Ainda rolaram as atrações – nome inadequado, os quiosques de cerveja atrairam mais gente – internacionais: o Moptop francês The Film e o argentino Los Alamos, que tocaram um blues – do delta do Prata? – que parecia perfeito para um bar temático e não para um show situado nos anos 2000. Ah, se toda banda de country raiz tivesse antes que estagiar em um campo de algodão, menos e melhores blues.

The Playboys ofereceram alívio cômico em um festival de tantas bandas angustiadas. Piada interna recifense, fizeram campanha durante anos para tocar no Abril Pro Rock, além de uma música dedicada ao organizador do festival, “Paulo André não me ouve”. Tocam com instrumentos de brinquedo rock básico (punk, 50´s, surf music) e deram uma sensacional sacaneada nas bandas que misturam eletrônico e maracatu com a paródica “Monólogo aos ouvidos dos imitadores”, imitando a misancene de Chico Science. Ah, ainda rolou Rebeca da Matta – Pior cover de Vapor Barato, e olha que a concorrência não é fraca não. Ou o correto é dizer o contrário?

Arnaldo Branco: sou obrigado agora a narrar em primeira pessoa. O Matias bebeu ou fez alguma outra coisa em excesso – não devemos desprezar as reações metabólicas causadas pelo camarão – e ficou impraticável. A partir desse ponto a cobertura do show do Lee Perry é prejudicada pela minha saga para mantê-lo vivo diante da ação hostil de seguranças e de meninas pouco compreensivas. O inevitável acontece: tenta invadir o palco dançando e é expulso pela equipe de apoio. Agora calculem: se um cara naquele estado sente vontade de dançar, imagine o público que pagou e esperou pra isso – apresentação memorável. Uma carona salvadora nos deixa a salvo no hotel para a volta no dia seguinte.

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“Arnaldo Branco e Matias Maximiliano! Arnaldo Branco e Matias Maximiliano! ÚLTIMA CHAMADA!”.

A voz da mina do sistema de som do aeroporto dá a entender que a última chamada foi precedida de várias outras. Lúcio Maia, recostado no balcão do bar em frente ao portão de embarque ri apontando para a dupla retardatária correndo com as bagagens de mão.

Adeus, Recife, e obrigado pelos peixes!

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Presença sobre Presença

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O martírio de Jesus Cristo faz aniversário, mas quem ganha o presente é você!

Update: o código não estava funcionando, plz, tentem agora.

A grande Pati, da Conrad, manda essa dica de cupom virtual para quem quer levar um livro do Presença para casa com desconto:

O cupom pode ser usado por várias pessoas, restrito a uma compra por pessoa*

1. Acesse www.lojaconrad.com.br/cupomdados.asp
2. Informe o código do seu cupom: 17-CDOCP-000000-995142551 e clique em ‘OK’.
3. Você será redirecionado para a página inicial da loja. Faça suas
compras normalmente.
4. Quando o carrinho de compras ultrapassar R$30,00, você verá o desconto.

* Cupom válido até 27/04/2007 para apenas um pedido por pessoa.

E breve no site da Tim, wallpapers do Presença e do Joe Pimp para baixar no celular. Quem curte os personagens e não acha que devo me envergonhar por ganhar dinheiro com o meu trabalho – como os meus leitores católicos penitentes da Idade Média -, saiba que esse é o canal. Aviso quando começar a campanha.

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Ordinário, marche!

Não curto passeatas, coisa de hippie e do PSTU, ainda mais agora com a adesão do Tico Santa Cruz à modalidade, quem diria que o cara ia se meter em algo mais chato do que Detonautas (para mais Tico Santa Cruz, comentário definitivo do Chico Barney). Mas essa é diferente, porque a causa é justa e atrai gatinhas: a marcha da maconha. Vai bombar em vários sentidos, ya know. Vou ver se faço algumas máscaras do Preza para os mais tímidos ;). Chega lá!

O Preza está nessa, claro. Clique na figura.

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Bal masqué

Clique na imagem para baixar a sensacional máscara de carnaval do Capitão Presença. Só imprimir (em cartolina, acho que um bureau qualquer quebra essa), recortar olhos e nariz. E voilá. E dêem idéia no Allan para fazer uma do Bola Oito, do Dahmer para fazer um Malvadão, no Schiavon para mandar um Drogado Matador, no Sica para fazer um Cara de Plástico…

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O Capitão e a Pantera

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Cotas para personagens

Uma tira dos Pretos de Preto, mais para postar alguma coisa aqui do que por vaidade autoral. E aproveito pra avisar que atualizei o blog da Bizz e dizer que os 470 votos que o Capitão Presença levou na enquete da coluna à esquerda não elegem nem um vereador em Cariacica… embora a vitória em pontos percentuais mostre que o Preza é mais carismático que o Lula e mais qualquer coisa que o Alckmin, cqd.

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Never say never again

Falei que não ia desenhar mais o Joe Pimp e tenho cumprido, mas vou colocar essas tiras antigas aqui 1) porque só tinham saído no Diário da Manhã e no finado primeiro blog da F. e 2) para provar a teoria de que desenhar mais dá a impressão de desenhar melhor. Essas foram as primeiras que mandei para o jornal, debitem o desenho menos tosco à empolgação inocente da época.

E a votação do Preza? Aí na coluna da esquerda, até agora 282 votos. C´mon, isso não elege nem o síndico do meu prédio… neguinho pedindo um canal para manifestar a descrença nos políticos, tô oferecendo na buena…

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Fazendo justiça eleitoral

Todo mundo sabe que essas enquetes de internet são uma furada. Se dependesse delas, Maradona seria melhor que Pelé, Jesus maior que os Beatles e a Cicarelli seria condenada ao fogo da danação por puritanos otários. Mas essa é por uma boa causa: mensurar a popularidade do candidato número um dos que dão dois, o nosso, o vosso e, pelo menos no que tange as percentagens do preço de capa do livro, o meu Capitão Presença.

Como o TSE não teve o bom-senso de colocar o Preza como opção nas urnas eletrônicas apesar do clamor dos meus familiares, está aqui a via alternativa para você mandar seu voto de protesto contra tudo isto que está aí, e ali também. Em uma atípica demonstração de fairplay, botei na enquete também o nome dos dois outros caras que concorrem, o atual presidente e o outro que não é o atual presidente. A idéia é fomentar a disputa entre essas duas coisas que não existem mais mas ainda mobilizam as massas (descrição que cabe também para definir o campeonato carioca): a esquerda e a direita, representadas por internautas com graus variáveis de credulidade no tal processo democrático, tadinhos.

A urna está aí na coluna da esquerda, o procedimento você conhece, e o candidato também. Até a Polícia Federal está ligada, e olha que os caras estão assim de trabalho ultimamente.

Bonus track, a ilustração que fiz para a próxima Vizoo, a lição toon de hoje é: quando você desenha mal, desenhe bastante para disfarçar. Cliquem para ampliar.

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p.s.: E aqui o motivo porque o Chico Caruso deve se ater a desenhar, porque quando se mete a pensar o estrago é grande – pra quem não sabe, escreveu um artigo esta semana no Globo defendendo o direito de beber e depois dirigir. Vejam os dois principais cabos eleitorais do Presença absolutamente breacos – e de onde tirei a idéia que o Alckmin bebe? Jeez. Quem quiser evitar um depoimento do Rogério Flausino declarando seu amor à house music, vá direto para o minuto 5 do vídeo.

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