15 de novembro de 2007 às 12h59
Oposição responsável
Mal Necessário da semana.
Opa, a coluna Mal Necessário que saiu na Zé Pereira 3. Estou botando ela aqui precocemente só para avisar que por um erro de comunicação o último parágrafo da coluna principal (“Nonsense & sensibility”) saiu como se fosse um texto isolado, com fios e tal. My bad.
Mal Necessário da semana.
Mal necessário da semana. OK, semana passada não rolou, mas ninguém pediu mesmo ;D
Sei que Tropa de Elite é um assunto que já está fazendo a curva, mas é o tema do Mal Necessário da semana.
Um) Minha coluna no site da Zé Pereira.
Dois) Amanhã, sexta, na Bienal do livro, vou falar sobre a adaptação de “O Beijo no Asfalto”:
Às 17h: “Adaptação de clássicos – Prós e contras”, com Gustavo Bernardo, Arnaldo Branco, Luiz Antonio Aguiar (mediação: Beatriz Resende). No espaço O GLOBO/Sesc Rio (Pavilhão Azul, estandes 185/200)
1) Mal Necessário da semana.
2) Entrevista sobre O Beijo no Asfalto no site do Sidney Rezende (saiu ontem, não estranhem a convocação para o lançamento – que foi do caralho, se alguém tiver fotos favor mandar) e outra para o Quadro Mágico.
3) Já que o pessoal gostou do roteiro de animação abaixo, mais um projeto que não vai ser realizado por pura preguiça mental e física do idealizador. O programa de TV “Suicídio Comercial”, que ao contrário de todo programa para jovens, parte da premissa correta – a de que o jovem é débil mental.
Seria apresentado pelo Roberto Maya – quer dizer, pela imagem dublada do Roberto Maya apresentando o Documento Especial (o ideal é que fosse dublado pelo próprio Roberto Maya mas não se pode ter tudo) com o nome de Hunter Thompson (só pela psicodelia da coisa). Ele apresentaria os quadros e faria comentários a respeito dos assuntos em pauta.
Rolariam quadros como o Jornalismo Preguiçoso, onde um carinha chamado Enviado Especial ao Google passaria adiante todas as informações mal apuradas que se consegue através dessa maravilhosa ferramenta de busca. E um talkshow em que o entrevistador e o entrevistado fossem obrigados a beber (quantidade em hectolitros pré-estipulada) antes – com legendas, claro. Seria o conceito Jackass aplicado a uma grade inteira de programação. Enfim, trechinho da introdução abaixo.
Episódio do Dr. Kildare dublado – Dr. Kildare conversando com acompanhante de uma paciente.
- Doutor, o problema cerebral dela é grave?
- Sim. É caso de amputação.
- Mas doutor, ela vai conseguir viver sem o cérebro?
- Sim, mas vai precisar de uma programação de TV especialmente adaptada.
Fade. Roberto Maya, do Documento Especial, dublado.
- A MTV diz que não trata o jovem como débil mental. Mas na minha opinião, o jovem ainda tem que fazer por onde. Eu sou Hunter Thompson e vocês estão assistindo “Suicídio Comercial”.
Vinheta de abertura.
Roberto Maya, dublado.
- O maior comentarista social no nosso tempo não é a Fernanda Young. É o diretor de elenco da MTV. Sendo um profundo conhecedor do ser humano, escolheu…
(começaram a aparecer na tela uma série de VJs – novos e antigos – por ordem de retardo mental, fico na dúvida se a sequência deve acabar com o Marcos Mion, o Rafa ou o Edgar. A narração continua em off)
…entre os nossos jovens indivíduos representativos do material humano disponível nos dias de hoje. Percebe-se um padrão em sua crítica dos valores de nossa sociedade pela escalação de perfeitos exemplos da figura que melhor simboliza a juventude: o zé ruela.
E segue assim, com os quadros e tal. Acho que vou precisar de um gaveteiro novo…

