OEsquema

Arquivo: Zé Pereira

Um dois testando

Um) Minha coluna no site da Zé Pereira.

Dois) Amanhã, sexta, na Bienal do livro, vou falar sobre a adaptação de “O Beijo no Asfalto”:

Às 17h: “Adaptação de clássicos – Prós e contras”, com Gustavo Bernardo, Arnaldo Branco, Luiz Antonio Aguiar (mediação: Beatriz Resende). No espaço O GLOBO/Sesc Rio (Pavilhão Azul, estandes 185/200)

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É 100%, 14?

É. Só chegar lá hoje e beber.

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Então senta o dedo nessa porra

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Se não me falha a lembrança

Mal Necessário da semana.

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Nos mínimos detalhes

Mal Necessário da semana.

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Total Flex

Mais um post multiuso.

1) “Curtindo a morte adoidado”, meu texto (sem revisão e portanto com erros vários, divirtam-se) sobre os 30 anos do desparecimento do Elvis. Ia sair na versão impressa da Bizz, mas como é finita, leiam no site. Não se preocupem, me pagaram pela colaboração…

2) Minha coluna no site da Zé Pereira. Entreguei semana passada, reclamem com o webmaster. E Zé: botar aspas em nome de publicação é muito Manual de Redação e Estilo…

3) Semana que vem – dia 21 (terça) – vai ter a festa de lançamento de “O Beijo no Asfalto” na La Cucaracha (Teixeira de Melo, 31-H, etc etc) – como demoramos a descolar uma data que conciliasse as agendas muito loucas do Gabriel, minha e do Matias, imagino que perdemos o elemento surpresa e vai ser mais difícil constranger os amigos a comprarem o livro. Mas ainda podemos suborná-los com a INACREDITAVEL QUANTIDADE DE BEBIDA E COMIDA que a Nova Fronteira gentilmente cedeu. Sério, a coisa lembra a provisão que o Hunter S. Thompson levou para Las Vegas naquela fatídica viagem. Apareçam ou se arrependam.

4) E os trinta segundos que abalaram o mundo. Um veemente desmentido.

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Mais estranho que a ficção

Fechando a colaboração para a Zé Pereira 2, taí minha coluna (“Mal Necessário”) e o cartum fiz para a primeira edição.

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A função da arte

Hoje em dia os melhores ficcionistas brasileiros trabalham no cinema – na área de captação de recursos. Não é nada fácil tentar explicar para algum funcionário do MinC porque o governo deveria arcar com o inevitável prejuízo monetário da sua obra de arte, mas alguns abnegados se prestam ao trabalho quando preenchem a lacuna “justificativa” no edital de incentivo a cultura.

A menos que você entenda por responsabilidade social não deixar seus amigos desempregados na mão, é mesmo complicado arrumar desculpas para descolar um financiamento – aliás, em qualquer setor, quem já tentou comprar uma casa sabe. Houve até uma época em que o ramo imobiliário e o cinematográfico experimentaram um convênio através da Embrafilme, espécie de BNH de cineasta.

Nesses casos, a verdade não faz bem a ninguém, como quando se declara imposto de renda. É preciso mentir com a proficiência de um aluno relapso explicando para a professora mais uma vez porque não fez o dever de casa. Pensando nisso, vão aqui algumas dicas para o requerente driblar a natural desconfiança do mítico sujeito que libera a verba em Brasília:

1) Arte pela arte – não bom.

Amor sincero pelo cinema pode ser um bom motivo (aliás, o único) para começar a rodar, mas com certeza não vai impressionar burocratas treinados para identificar utopistas com vínculos frágeis com a realidade, portanto despreparados para lidar com um mercado feito evidentemente para executivos empreendedores. Arte, não mencione a palavra.

2) Adjetivação

Quando for descrever o tema do seu filme em resumo (que é a palavra chave, quanto menos puder entregar da trama melhor), enfatize o papel social de cada personagem através da adjetivação. Se houver uma dona de casa na história, por exemplo, chame-a de oprimida dona de casa. E se houver um servidor público, faça-o um consciente servidor público. Não tem erro.

3) Geração de empregos

Deixe claro que seu filme vai gerar empregos (o governo sempre fica feliz em se ver aliviado de uma obrigação constitucional, e conta com todos os setores da sociedade, o crime organizado não é uma exceção), mesmo que os beneficiários sejam seus tais amigos sem trabalho. Enumere cargos que podem ser facilmente acumulados por um só membro da equipe, mas sem mencionar esse detalhe. Isso nos leva à questão do orçamento.

4) Dinheiro não é problema

Cinema é investimento e não filantropia, portanto não economize no orçamento. Você vai parecer tão mais bem intencionado quanto mais cara for a sua produção, vai dar impressão de profissionalismo e de metas mais elevadas. E é natural que suas boas intenções lhe garantam algum bônus das sobras do financiamento, mas também não mencione isso.

Presto! Você está pronto para colher os recursos necessários para realizar sua obra-prima. E, quem sabe, para me encaixar como consultor executivo no elenco.

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Mal Necessário

O site da Zé Pereira está no ar. Entre várias coisas mais interessantes, lá você também pode ler a minha coluna (em tese toda semana). Now get the fuck outta here.

Opa, aproveitando esse post para dar uma dica. O melhor sebo do Rio, o Beta de Aquarius (Rua Buarque de Macedo, 72 – Catete), está vendendo livros novos do Capitão Presença por 10 reais. Os caras volta e meia compram o estoque da Conrad, portanto você acha vários livros da editora por esse preço. Suehiro Maruo, Allan Sieber, quadrinho a dar com o pau. Corram!

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Everything in it’s right place

Sem material novo para botar aqui no blog, fui atrás de coisas inéditas mas prestes a sair. E aproveito para fazer propaganda das duas melhores peças de literatura do ano, escolha qualquer ano. Abs.

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Me dei conta relendo dois textos (um para o site da Zé Pereira, que deve sair até semana que vem, e outro para um lance de que não posso falar para não estragar a surpresa) que escrevi sobre a mesmo tema. Mas tal é a capacidade de enrolação de um ser humano que repeti poucas palavras. Trechos:

O Homem superando os meus limites

“Palpite, palpite, nasceu no crânio de quem teve meningite”, cantava Noel Rosa, que entendia de doenças infecciosas e suas conseqüências, já que morreu de tuberculose. É de se especular que o surto da doença que atingiu o país nos anos setenta e teve sua divulgação proibida pelo governo militar haja afetado toda a população, porque não conhecemos limites para nossa capacidade de dar opiniões desabalizadas* sobre qualquer assunto.

Alguém já disse que contra fatos não há argumentos, mas o brasileiro com sua mundialmente famosa criatividade prescinde destes e usa o que tiver a mão, inclusive objetos sólidos e arremessáveis, como um babuíno no zoológico. Blogs, caixas de comentários, seções de cartas dos leitores, artigos de jornal, onde for possível deixar sua marca o Opinador Médio Nacional lá estará, geralmente usando um pseudônimo ou a imunidade do cargo para evitar que sua intervenção corajosa fique à mercê da ação deletéria de algum processo penal.

Crime de opinião

Dizem que quando o artista precisa se explicar para o público, um dois dois é imbecil. E o que acontece quando o sujeito é uma espécie de artista e é por força de ofício um especialista em explicação? Talvez seja mais justo considerar que haja um empate entre ele e seu público. O assunto de hoje são os colunistas.

Colunista é um cara que vive da escrita, embora a escrita possa viver muito bem sem ele, e portanto é alguém em constante exercício de humildade. Certo? Errado. Embora possam usar seu espaço para coisas de maior utilidade pública como dar telefones de serviços de primeira necessidade, preferem preenchê-lo com um artigo irrequisitado e de baixíssimo valor de mercado: a opinião deles.

* – Eu sei que essa palavra não existe, Sherlocks.

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Dahmer e Allan vão lançar seus livros na Travessa de Ipanema dia 7 de agosto (não vou deixar você esquecer), e posso assegurar que são a melhor coisa (os dois, houve um empate técnico) já publicada em quadrinhos este ano e nos próximos, apesar do que o resultado geralmente equivocado do HQ Mix possa apontar. Escrevi a quarta capa do livro do Dahmer, e faria o mesmo pelo Allan se o espaço já não estivesse ocupado pelo cara que mais entende da obra, o próprio. O quanto cobrarem por eles vai ser a oferta do século.

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Falando em Dahmer, achei também isso aqui: um roteiro meu para um personagem dele, o Doutor Tenso. Só pela curiosidade.

Primeiro quadrinho: legenda – 11:45, demitir o estagiário
- Um carinha novo diante de um computador falando: “leio blogs no trabalho para combater o sistema por dentro” – atrás dele, o Doutor Tenso com o indefectível suorzinho no rosto.

Segundo quadrinho: legenda – 14: 50, demitir a secretária
- Doutor Tenso dizendo para uma gostosa que chora: “Coxas carnudas atrapalham a produção”

Terceiro quadrinho: legenda – 17: 20, demitir o diretor de arte
- carinha meio modernoso dizendo para o Doutor Tenso: “Minha homossexualidade o deixa perturbado?” Doutor tenso (bastante tenso): “por favor, dirija-se ao RH…”

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