Eu nunca duvidei das conspirações. Meu interesse pelas coisas que ninguém pode saber existe desde que eu me lembro. Aos 8 anos já andava com revistas sobre U.F.Os debaixo do braço. Às vezes eu tenho certeza que vim de outro planeta.

Não sou cética, mas uma coisa a faculdade de Jornalismo me ensinou: nunca acredite em nada antes de checar. Isso contribuiu enormemente na minha busca pelo conspiratório, dado que agora sou mais seletiva com aquilo que leio e em que acredito. Na busca pelas fontes, acabo pesquisando mais e as coisas ficam mais fáceis de acreditar. É um paradoxo.

Numa dessas andanças, cai na coluna do Marcelo Del Debbio, no Sedentário&Hiperativo. Lá, encontrei muita informação sobre religiões, ocultismo, sociedades secretas e todas essas coisas que descabelam pastor evangélico. Uma delas foi o Zeitgeist.

Zeitgeist: the movie é um filme produzido em 2007. Dizem pelo Google por aí que a exibição foi proibida em diversos países, inclusive no Brasil, mas acho que é mentira porque não encontrei informação oficial acerca disso (além do mais, proibir o filme seria dizer que ele fala verdades, e isso é perigoso). No site oficial, você pode baixar o filme de graça, ou assistí-lo (com legenda em português) no Google Vídeos.

Num resumo criminoso, o documentário é o seguinte: três partes. A primeira explica porque Jesus e o Cristianismo são uma farsa, e que toda a idéia dele é na verdade uma amálgama de crenças anteriores ao Cristianismo. Beleza, meio impreciso e um pouco "superficial", mas é compreensível, já que o filme pretende ser didático e atingir o maior número possível de pessoas. Além disso, o filme sugere que Jesus, a figura histórica, nunca existiu, e eu não acredito nisso. Mas com essa tese inicial, o autor prova a força do mito na manipulação das massas. Beleza.

Partes dois e três: aí que o negócio dá medo. O documentário mostra a farsa 11 de Setembro (eu já estou convencida de que foi tudo forjado) e como a Guerra no Iraque e outras guerras americanas são parte de um plano minuciosamente arquitetado, cujo único objetivo é controlar o mundo e catalogar com um chip todas as pessoas.

Como assim, Bial?
Como assim, Bial?

Daí você pensa: "Putiz, que paranóia. É muita viagem pra ser verdade, e se fosse, alguém já teria feito alguma coisa". Lembre-se: é exatamente isso que eles querem que você pense.

Não custa assistir, não sem antes ligar o senso crítico. Nunca dá pra acreditar 100% em tudo, embora todas as fontes possam ser encontradas nos créditos do filme e no site oficial. Mesmo assim, se você não acreditar em nada, pelo menos deve gerar alguns questionamentos, e questionar-se nunca é ruim (só a igreja acha isso). Quanto a mim, já estou correndo para limpar meus registros online, trocar de nome e dissociar absolutamente meu "eu virtual" do meu "eu real". O Google vai ser fundamental no controle da população e eu quero estar bem longe quando isso acontecer.