Conheci um cara que era adepto da 'prática'. Ele já tinha estado em um relacionamento de 5 pessoas, daí foi contando o desenrolar - saia um, entrava outro, ai entrava mais outra, saia uma...

Eu conheço muita gente da minha faixa etária e especialmente das gerações posteriores que engata namoro atrás de namoro. É um de 3 meses, outro de 5, outro de duas semanas, sem pausa entre eles. Não é pegação, é uma parada de gostar fácil das pessoas, mesmo. É engraçado como eu consigo ver que isso, em vez de ser um facilitador pro Poliamor, é um impedimento. Acho que se você gosta muito de todo mundo, muito fácil, você não gosta é de ninguém. E aí como poderia diferenciar as pessoas pelas quais realmente se apaixona? (é algo fundamental, parece, nesse negócio aí, saber identificar de quem você realmente gosta).

Todo mundo com quem eu comentei sobre meu amigo Poliamor, na época em que eu o conheci, achava esse arranjo um absurdo. As caras de WTF se comparavam às reações que as pessoas têm aos grandes tabus, tipo incesto. Importante lembrar que monogamia, o 'os dois viveram felizes para sempre', é parâmetro inteiramente cultural. Não tem nada de instintivo, não é uma organização social natural.

Mas quer saber? Engraçada uma sociedade que aceita traição como algo que 'acontece' - e é verdade, acontece - e não aceita a possibilidade de um relacionamento múltiplo.