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Pelo direito de dirigir embriagado

Primeiro, assiste o vídeo:

Ok, o cara é um babaca. Mas ele não tá dizendo mentira nenhuma. Parece que repetir esse discurso com certo orgulho é uma maneira que ele encontrou de ridicularizar a falta de rigor da legislação pra acidentes de trânsito. Claro que assumir isso é confiar no melhor cenário, mas acho que eu sou otimista.

E aí eu achei esse manifesto pelo direito de dirigir embriagado, que prega o fim da proibição de beber e dirigir, alegando que o crime que deve ser punido não é o de ter no sangue uma substância, mas sim o crime EM SI, no caso de a pessoa com a substância no sangue acabar fazendo alguma merda grande.

Eu não sei sobre isso. Se você raciocionar, existe realmente um aspecto Minority Report nas leis que proibem álcool e volante. Pos outro lado, punir só os motoristas embriagados que efetivamente cometerem algum crime parece impraticável num mundo com tanta gente (veja, talvez funcionasse em outros tempos: populações menores, maior senso de proximidade e cidadania etc).

E aí? Opiniões?

Domando o espírito selvagem do rum

Ontem, fui num bar lá na Bela Cintra numa festa que a Bacardi promoveu pra ensinar um bando de nerds uns blogueiros a fazer Mojitos.

amd_mojito

Isso é um Mojito

Eu não sabia do que era feito um Mojito e não via nada de legal nele, até saber que é um drink com RUM criado pelos PIRATAS, que misturavam limão e hortelã na bebida pra ficar mais fácil de beber. E bem, você sabe que tudo que envolve piratas é infinitamente mais divertido por causa do tapa-olho.

Enfim. Tinha um barman lá pra explicar como faz o MOJITO PERFEITO. Esse é o mote da campanha da Bacardi, COMO FAZER O MOJITO PERFEITO. Eu vou ser muito sincera que não ligo muito pro equilíbrio perfeito do Mojito, porque assim, eu tenho uma filosofia inovadora referente a bebidas alcoólicas: eu não gosto do gosto delas. Logo, se as bebo, estou em busca do efeito secundário provocado por elas, e ebriedade. Logo, na minha mente, que se dane o gosto da parada, né? É tudo ruim mesmo.

Mas assim, o Mojito até que é gostosinho. Não chega a mudar meu CONCEITO INOVADOR, mas é gostosinho. Vou ensinar a fazer, só pra pescar uns desavisados do Google:

MOJITO

Você vai precisar de várias coisas que ninguém nunca tem em casa, como:
Uma coqueteleira;
Um pilão;
RUM do BOM, pra não dar dor de cabeça;

E algumas que talvez você possa ter, como:
Hortelãs fresquinhas;
Gelo;
Água com gás;
Açúcar;
Limão;

Vamos ao preparo – é fácil, até eu consegui fazer lá na hora.

Esprema meio limão na COQUETELEIRA (deus, como eu amo essa palavra), joque açúcar a gosto (uma colher de sopa rasa é o padrão) e umas SETE FOLHAS de hortelã. Precisam ser sete OK. O barman que disse, EU SEI, não faz sentido.
Daí você pega o PILÃO e “MACERA SUAVEMENTE A NOSSA HORTELÔ.

Isso foi um quote do barman.

Daí põe uma dose de RUM. Não sei quanto é uma dose, vira a garrafa e conta até 8, sei lá. Depois, joga bastante gelo na parada, fecha a coqueteleira e chacoalha por uns 40 segundos.

Abre, põe no copo e dai acrescenta meio dedo de água com gás. Está pronto seu DRINK DOS PIRATAS. Pode pegar o tapa-olho e sair tirando onda.

Sobre os barmen, observei algo curioso. Alguns homens, pra impressionar as mulheres, compram um belo carro. Outros, se vestem com ternos importados. Outros ainda criam uma banda de rock, ou de qualquer outra coisa que seja sucesso de onde essa pessoa vem. Alguns fazem academia e ficam bombadões. Etc

Mas alguns, poucos, optam pelo caminho mais fácil: em vez de impressionar as mulheres fazendo algo incrível, eles preferem deixá-las bêbadas, assim abaixam o nível de expectativa delas e não precisam fazer algo tão incrível para impressioná-las. Astuto, eu diria.

Daí, para camuflar a estratégia, eles aprendem meia dúzia de receitas com bebidas, colocam uma regata e uma bandana bem zuada na cabeça, um gel no cabelo e aprendem a JOGAR GARRAFA PRA CIMA POR BAIXO DO SUVACO.

Barman-01

OEEE

Esses, Brasil, são os barmen. Sem contar os que se valem de artifícios linguísticos e poéticos: o de ontem disse, sério, que iríamos aprender a DOMAR O ESPÍRITO SELVAGEM DO RUM. Me valeu um belo título de post. Obrigada.

As pessoas estão aspirando vodca pelo nariz por aí

Algumas coisas não precisam ser provadas cientificamente pra serem verdade. Eu, como jornalista, e os amigos acadêmicos que acá frequentam, sei que estamos acostumados e buscar as fontes e a credibilidades delas todas as vezes que lemos uma generalização ou algo assim.

Mas tem uma verdade inegável sobre o ser humano, essa incapaz de ser comprovada assim, ipsis literis, por qualquer pesquisa científica – a gente é estúpido pra caramba.

Não que eu esteja reclamando. Se você reparar, boa parte dos textos desse blog só existe por causa dessas pessoas estúpidas. Mas poucas delas chegaram a esse nível de babaquice, ao nível de tomar vodca pelo nariz.

Vodca pelo nariz: mania nas baladas européias chega ao Brasil

Eu não gosto de beber por dois motivos – não aprecio o gosto da bebida e meu estômago embrulha muito rápido quando em contato com o álcool. Mas gosto de ficar bêbada eventualmente. Logo, a solução é apelar para drinks fortes, cujo efeito é sentido em poucas doses. Assim, eu me torturo menos. Tequila é a opção que eu mais aprecio.

Mas CHEIRAR VODCA? É o cúmulo da malandragem hipster descolada unida a sei lá o quê. Não sei o que é, é muita decadência. Eu entendo perfeitamente porque essas bandas tipo o Jonas Brothers, que pregam os valores da família, fazem sucesso. É que a nossa geração virou escrava da própria liberdade. De tanto poder fazer tudo, a gente chegou num ponto em que nada mais surpreende, nada mais é tabu, mais nenhuma sensação é suficiente, o vazio tá sempre lá. E como a geração seguinte vem pra quebrar o que a anterior fez, algum marketeiro percebeu isso e lançou três meninos que, indo contra a corrente, defendem a virgindade até o casamento. Esperto.

Já vi nego fumando fósforo, orégano, casca de banana só pra ver se dava barato (é sério). Devia ter suspeitado que iam chegar a cheirar vodca. Eu sou a favor da alegria baiana de viver, sabe? Quer fumar, fuma. Quer beber, bebe. Quer cheirar, cheira. Mas veja bem, até o ditado separa as coisas direitinho – “quer beber, bebe”, e não “quer beber, cheira”.

Cheirar vodca deve ser horrível. Imagino que é algo como se afogar em álcool. Se você, quanto arrota Coca-Cola, já fica com o nariz ardendo, imagina sentir VODCA passando pelas vias respiratórias e descendo pelo pulmão? E tudo isso porque você fica bêbado mais rápido? Não tem nenhum outro benefício. Basta começar a beber antes e pronto, você tem o mesmo efeito do jeito convencional.

É como se você tivesse com dor de cabeça, eu te desse uma aspirina e você enfiasse na bunda dizendo que a absorção pela membrana anal é mais rápida. Ok, MAS SERÁ QUE COMPENSA?

Pense nisso.