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Agrega.la

Cansado das mentiras e omissões da grande mídia? Quer uma alternativa aos canais corporativos que dominam o nosso país? Seus problemas acabaram! Chegou Agrega.la, uma plataforma independente reunindo notícias de diversos coletivos de mídia livre do Rio e do Brasil! Porque refém da Globo ficava  a sua avó!

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Tired of the lies and omissions of big midia? Looking for an alternative to the corporate channels which rule our country? Well your troubles are over! Agrega.la is an independent platform which brings together content from several free midia collectives in Rio and Brazil! Articles available in English, Spanish, Italian and French.

Carta aberta aos funcionários de bares, restaurantes e boates (ou ‘Por que não se deve negar água a ninguém)

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Essa carta é motivada por duas interações infelizes com funcionários de estabelecimentos comerciais na semana passada – mais especificamente o café D.R.I. (Parque Lage) e a boate La Paz (Lapa) Pra quem não sabe, a lei estadual no 2424/95, publicada em 22 de Agosto de 1995, diz que é “obrigatoriamente filtrada a água natural potável não mineral, a ser servida aos clientes nos bares, restaurantes e estabelecimentos similares do Estado do Rio de Janeiro.”

Apesar de existir há quase 20 anos, o cumprimento da lei nunca foi muito reivindicado pelos clientes nem exercido pelos estabelecimentos, e só recentemente o assunto voltou à tona. Mas apesar de ser uma obrigatoriedade legal, muitos ainda insistem em desrespeita-la, contando com a ignorância do cliente e se valendo daquela velha prática de, ao invés de oferecer e anunciar o serviço, fingir que não existe e só tomar alguma providência quando algum mais “chato” insistir. Como quase tudo por aqui, não existe interesse algum em estabelecer uma relação de honestidade e colocar à disposição do cliente algo a que ele tem direito.

Tomar um copo d’água torna-se então uma saga. Diversas vezes sou obrigada a discursar sobre a lei para garçons ou gerentes que dizem ignora-la, ainda que o artigo 3o da mesma afirme que: “ninguém se escusa de cumprir a lei, alegando que não a conheça”. E muitas vezes a insistência em não cumpri-la vem na forma de tentativas de constrangimento pessoal, como se eu estivesse criando uma comoção desnecessária ou sendo mesquinha por “criar tanta confusão por causa de um copo d’água” (ouvido do gerente do bar Leviano, na Lapa). Mas ora bolas, se eu peço e não me dão ou tentam me intimidar para que eu desista, não são eles que estão criando a tal confusão? Não seria mais fácil simplesmente ter um filtro ou, como ocorre em vários casos, apenas usar o filtro que já existe na maioria das cozinhas para atender o meu pedido? Tudo bem que o Rio (e o Brasil) tem sérios problemas de saneamento e nossa água da torneira ainda é imprópria pra consumo (outro assunto que rende bem…), mas filtros de todos os tipos e tamanhos já fazem parte da nossa vida há anos, então isso não é desculpa. Em um país onde pobreza é motivo de constrangimento e criminalização, tentam me envergonhar e me fazer desistir de um direito usando esse argumento velado de que pedir água é coisa de pobre – mas como eu não ligo para o que pensam de mim os funcionários dessas casas, continuo insistindo (o que sempre digo quando falam que não tem água filtrada é: “me dá um copo da água que você bebe”).

Fico me perguntando então: qual é o motivo de tanta resistência a providenciar algo tão simples que, a meu ver, nem deveria ser objeto de lei, mas apenas de pura e simples cordialidade humana? Pois creio que existem aí dois fatores que culminam em tal comportamento. O primeiro é essa visão bem brasileira de que qualquer beneficio ou cortesia oferecida significa perda de dinheiro e que as relações cliente / estabelecimento são pessoais. Aqui não existe visão a longo prazo quando o assunto é relação com o consumidor – preferem perde-lo de vez por conta de um serviço péssimo a analisar caso a caso e serem maleáveis com situações pontuais que necessitem de uma intervenção fora do padrão. A atitude, na maioria dos casos, é defensiva. São treinados para dizer “não”, e qualquer questionamento ou feedback negativo é interpretado como uma ofensa pessoal, travando assim uma batalha com o cliente. Isso, às vezes, é culpa de uma má administração ou gerência, que não passa para os garçons instruções de tentar entender uma situação antes de rebate-la negativamente, mas em casos como o do D.R.I, onde o constrangimento e tentativa de intimidação partiram da própria gerente, vê-se que é algo muito mais enraizado na nossa cultura. No país do “jeitinho” e do “farinha pouca, meu pirão primeiro”, serviços que não geram lucro imediato e são (erroneamente) percebidos como prejudiciais ao faturamento do estabelecimento, são negados com veemência.

Em países do dito primeiro mundo, é normal beber água da torneira. Em Londres, cidade onde morei por três anos, andava com a minha garrafa d’água pra cima e pra baixo e enche-la era a coisa mais fácil. Você pode pedir água em qualquer lugar – isso quando não há jarras cheias ao alcance do cliente para que o próprio sirva-se sem ter que “incomodar” o garçom. Aqui, até quem dá o braço a torcer o faz de maneira mesquinha: no Delírio Tropical você encontra água em jarras, mas elas ficam dentro do caixa de saída. Ou seja, você tem que cruzar o restaurante passando por todos na fila do buffet e na fila do pagamento segurando a sua bandeja cheia, se enfiar em algum espaço e pedir pra caixa (!), que está processando os pagamentos, um copo d’água. Questionei a gerente da loja da Gávea sobre a localização das jarras, se elas não poderiam estar perto das bebidas ou dos temperos espalhados por diversos balcões do restaurante, mas ela me deu uma meia dúzia de desculpas esfarrapadas como “a redinha que cobre a água precisa ficar no lugar” (como se os clientes fossem selvagens que iriam cuspir dentro da jarra. comunicação no local para garantir o bom uso da mesma? nem pensar). Seria cômico se não fosse trágico. Temos essas aspirações de “progresso”, de nos igualar aos “países desenvolvidos” mas quaisquer exemplos desses países que não sejam referentes a maneiras de ganhar-se mais dinheiro, são convenientemente ignorados (nossos sistemas de ciclovias e transporte público que o digam).

O outro fator, e esse sim é o que me revolta e assusta mais, é essa naturalidade com que a água em garrafa foi absorvida pela nossa sociedade, a ponto de virar sinônimo desse líquido que, até pouco tempo atrás, era tido como um bem comum. A minha recusa em comprar água engarrafada para a minha casa ou na rua tem a ver com uma ideologia de que água não é commodity. Eu tenho todo direito de não querer dar o meu dinheiro para a Coca-Cola, a Nestlé (aquela cujo presidente deixou bem claro seu posicionamento em relação ao assunto e que está ameaçando o Parque das Águas de São Lourenço) ou qualquer outra empresa gigante que se apropria das fontes de água potável do mundo causando desastrosos impactos ambientais e sociais. Sem falar que o lixo resultante dessas garrafas (que estão ficando cada vez menores e mais caras) é um problema ambiental seríssimo, e é criminoso sermos obrigados a consumir água nesses recipientes por falta de alternativas. Um atendente de bar que me nega água filtrada não está defendendo os interesses do seu patrão nem a sua subsistência, visto que o álcool ainda é a droga mais popular entre os frequentadores de casas noturnas e seu salário no fim do mês não tem nada a ver com quantos chopes ele vendeu. Ele está apenas perpetuando uma mentalidade capitalista que tomou de assalto a nossa sociedade desde o século passado, tornando a água mais uma fonte de lucro controlada por poucos. Então você, moça do bar do La Paz, não precisa ser irônica e me dizer “imagina se todo mundo vem pedir água de graça?”, pois você sabe muito bem que isso nunca vai acontecer, visto que a maioria das pessoas na boate quer mais é encher a cara – o que não impede que tomem uma água de vez em quando. E você, trabalhador desses estabelecimentos, pode também pedir a sua água filtrada quando estiver de folga e sair para se divertir, afinal, a lei vale pra todos – olha que coisa boa.

Essa nossa mania de aceitar certas imposições sem questionar a lógica por trás das mesmas ou não tentar mudar algo que “sempre foi assim” é o que permite que empresas se apropriem das nossas vidas, tornando-nos reféns das nossas necessidades básicas. Não se engane caro dono, gerente ou garçom do restaurante / bar / boate – as empresas de água, cerveja, refrigerante ou o que quer que seja que você venda, não se importam comigo, com você e muito menos com nossos filhos e netos. Vivemos em um país riquíssimo em recursos naturais que os olhos do mundo corporativo sempre enxergaram como bens a serem explorados, custe o que custar, doa a quem doer. Mas estamos mudando, estamos ampliando nossa comunicação e tomando consciência de que progresso significa também parar, olhar pra trás, entender que caminho é esse que estamos trilhando, e, se necessário, mudar o percurso. Sejamos mais responsáveis com o nosso consumo, mais conscientes sobre as nossas escolhas, e mais generosos uns como os outros – evolução é isso.

Pra quem quiser entender melhor de onde veio esse lance da água em garrafa, dois videos bem bons sobre o assunto:

Mais informações:

http://terrasolta.org/2012/05/agua-de-beber-engarrafada-da-torneira-e-que-mais-a-agua-e-a-forca-motriz-de-toda-a-natureza-leonardo-da-vinci

http://www.pragmatismopolitico.com.br/2014/03/garrafas-plasticas-de-agua-estao-proibidas-em-sao-francisco.html

http://planetasustentavel.abril.com.br/blog/planeta-urgente/onde-foram-parar-bebedouros-289581/

http://www.banthebottle.net/

Crowdfunding Projetação

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Você conhece o Coletivo Projetação? Pois devia conhecer!

O grupo foi criado em Junho, durante as manifestações. Suas intervenções ‘artivistas’ pelas ruas do Rio de Janeiro geram reflexões e questionamentos a respeito da situação social e política do nosso país. A idéia do coletivo é fazer um link entre a internet e o ‘mundo real’, trazendo os assuntos para perto do povo e criando situações de debate, reflexão e encontros nessa cidade que tanto precisa. Enquanto os reaças dizem que “o povo não sabe o que quer” ou que “as manifestações não tem pauta”, o Projetação prova exatamente o contrário.

Prédios públicos, instituições governamentais, sedes de empresas, áreas de grande circulação, veículos, pessoas…qualquer coisa vira tela para a luz do coletivo. Além das projeções de imagens e texto, o grupo colabora com outros coletivos e assembléias populares em aulas públicas e exibindo gratuitamente na rua, filmes com temáticas relevantes (as sessões mais regulares ocorrem na Praça São Salvador, em Laranjeiras).

Pois bem, para continuar nas ruas com equipamentos próprios que possibilitem melhor deslocamento e qualidade técnica, o Projetação lançou um crowdfunding, que termina daqui a 9 dias e ainda está longe da meta estipulada. Assim como qualquer tipo de ativismo, o que move o Projetação é a vontade de mudanças. Vivemos em um país problemático onde a regra costuma ser “farinha pouca, meu pirão primeiro”, mas o mundo está mudando, nossa sociedade se mostra cansada de tanta injustiça e desigualdade, e ações como essa são importantes para manter a bola rolando (rá!).

Portanto, se você ainda não colaborou, colabore. Se não pode contribuir financeiramente, divulgue para os amigos. Qualquer quantia é bem vinda e vai ajudar o grupo a continuar na ativa!

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Patricia Correta desmente William Bonner ao vivo! (Atualizado)

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E o video do Rafucko que postei ontem já foi tirado do ar pela Globo com justificativa de quebra de copyright.

A Globo, esse exemplo do jornalismo imparcial e “profissional” está aberta a críticas – desde que passem pelo crivo de seus editores, sejam publicadas no seus canais, com as suas palavras escolhidas a dedo.

Disse Noblat naquele ridículo editorial de mea culpa que mais soou como um tapa de luva de pelica: “Se há algo a que os jornalistas estão acostumados é a contrariedade que a publicação de fatos negativos sobre pessoas, partidos, artistas, políticos, empresários gera naqueles que os admiram, respeitam e os têm acima do bem e do mal. O fenômeno é diário, e recebido pelo jornal como algo natural.”

Engraçado que a mesma naturalidade e calma que tentam passar nesse texto pífio não dá as caras quando a contrariedade ao conteúdo parte deles né? Uma ação vale mais do que mil palavras falsas, O Globo – essa censura ao video genial do Rafucko mostra como são fracas as bases de seus argumentos quando confrontadas pelo humor inteligente e fatos incontestáveis. E aí, quem está se colocando acima do bem e do mal agora??

P.s: Querida Globo, o video continua rolando… Internet é isso aí: canais múltiplos!

O gênio Rafucko está de volta!

Ataque sonoro

Terça de madrugada recebi o relato de uma amiga contando que uma amiga dela havia tido seu carro interceptado por ninguém mais ninguém menos que nosso querido prefeito Eduardo Paes. O motivo? Uma música de protesto que tocava alto e incomodou Dudu. Indignada com o absurdo da situação, marquei pro dia seguinte um Flashmob Sonoro, com o intuito de espalhar a tal música pela cidade numa mesma hora. O povo curtiu tanto que resolvi estender a convocação para todos os dias, às 20:00, até a Copa.

Por conta do “evento” me toquei que muitos desconheciam a música de PH Lima e ficaram amarradões ao ouvir uma letra de funk totalmente política, falando tudo que a gente tem vontade de dizer, na lata. Isso só me leva a concluir que as pessoas precisam vir mais pras ruas! Voltem (ou comecem) a frequentar as passeatas, atos, debates, assembléias populares, sessões de cinema abertas e outras atividades políticas, mas também culturais, e vcs verão (ou melhor, ouvirão) que de onde saiu essa tem muito mais! Isso sem contar os gritos da rua que prometem tomar conta do Carnaval… ‘Alegria alegria’ é linda, mas temos as músicas de protesto do nosso tempo e elas merecem (e devem) ser conhecidas e tocadas também!


(só do Los Vânda poderia fazer uma playlist inteira)

Adorei o remix com os gritos da rua:

Hoje é um novo dia, de um novo tempo…

A volta pro Rio caiu como uma bomba de efeito moral. Cheguei perdida, numa cidade em ebulição, e apenas segui o fluxo da energia que pairava no ar. Esse video é uma mostra pequena, mas significativa, dessa energia, desse afeto, dessa força que ainda está na rua, e não tem a menor intenção de recuar. Todo mundo junto – midiativistas, manifestantes, ocupantes, moradores de rua, performers, estudantes, professores, black blocs – é assim que é e que vai continuar em 2014. A rua é sua, a rua é nossa, é de quem quiser, quem vier…

VEM PRA RUA VOCÊ TAMBÉM, VEM!

The return to Rio hit like a bomb. I stumbled confusedly into a bubbling city and just let the flowing energy guide me through. This video is a small yet significant sample of that energy, this affection, this force which is still out there, on the streets and will definitely not die out anytime soon. Everyone together – free media activists, protesters, teachers, occupiers, street dwellers, performers, students, black blocs – this is how it is and how it’s going to be in 2014. The street is yours, it’s ours, it’s of whoever wants it, whoever comes along…

(The video is a parody of Globo TV’s famous NYE videos where famous actors sing along to this song. We made our own little version using characters from the street protests which have swept over the city since June)

‘Das ist ein nazismo sustentáwel’

Outro dia num papo sobre a cosmocóca, Neville D’Almeida soltou a seguinte pérola proferida por Hélio Oiticica: “Socialismo no Brasil? Não tem a menor chance – o Brasil é o país mais fascista que existe”.

Pois o quadrinho sagaz do Contente deu um jeito de levar a coisa ao pé da letra de maneira genial! Tragicomédia rabiscada da melhor qualidade – tanto pelo dedo na ferida, quanto pelos traços minimalistas porém super expressivos e fluidos.

Claudinho, o guia turístico, recebe o sr Adolfo Himmler para um rolé pela cidade maravilhosa

 

e por aí vai…

Todo mundo nú!

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Ontem compartilhei um texto onde uma atriz questionava a repressão que sofrera na praia por estar com seios de fora – “os peitos femininos estão estampados nas bancas pra qq criança de qq idade olhar,os peitos femininos estão nos filmes,nos comerciais de cerveja,em todos os lugares menos no torso nu das mulheres,todo mundo pode ver peitos de mulheres pela cidade em toda parte menos no corpo das mulheres.”. Coincidência ou não, na mesma noite participei de uma catarse coletiva onde não só realizei um desejo de longa data – mergulhar na piscina do parque lage – como o fiz sem roupa, assim como a maioria das pessoas ali. Pode parecer um ato banal, sem propósito, uma baderna ‘sem vergonha’ aos olhos dos mais conservadores, mas o que vi e senti naquela sopa de gente foi uma liberdade imensa. Mesmo sendo espontâneo, enxerguei nesse ato uma manifestação física dos questionamentos do tal texto – um ensaio de uma realidade possível onde os corpos, masculinos e femininos, são alegres, livres, belos e, acima de tudo, iguais. Em tempos de criminalização da livre manifestação das nossas insatisfações, lutemos também contra as amarras de uma sociedade conservadora que teima em transformar em vergonha e violência algo que deveria ser celebrado, aceitando a nudez humana apenas quando essa gera algum tipo de lucro comercial. Os seguranças só olhavam, alguns curiosos, outros confusos, outros claramente repreendendo. Uma mulher de cara amarrada pedia pra sairmos da piscina, uma outra, simpática mas aflita, explicava que iria ouvir um monte da administração do local. Enquanto isso, todos dentro d’água cantavam e dançavam. Fiquei me perguntando o que seria tão grave em pessoas numa noite linda de lua cheia mergulhando, imaginem só, numa piscina?! Não é pra isso que ela está ali? Não é exatamente esse o seu propósito no mundo? Seria então a nudez? Ou seria a combinação de ambos? Como pode uma manifestação espontânea de alegria e liberdade incomodar tanto? Em tempos de questionamento do público x privado em todas as esferas, a noite de ontem foi, pra mim, mais um passo em direção a um futuro com menos proibições e julgamentos, e mais afeto e aceitação.

“A terra é nossa
a cidade é nossa
a rua é nossa
o corpo é meu”

p.s: A festa era a abertura do excelente TEMPO FESTIVAL

Yesterday I shared a text where an actress questioned the repression she suffered after exposing her breasts on the beach. “Female breasts are all over newsstands, for people all ages to see, they are in movies, in beer ads, everywhere but women’s naked torsos. Everyone can see felame breasts all over town, except on women’s bodies.” Coincidence or not, that same night I took part in a ‘collective catarsis’ where not only did I fulfill a lifelong dream – to dive into the Parque Lage swimming pool, but I did it naked, as did most of the people there. It might’ve seemed silly, without purpose or even, for more conservative folk, the act of shameless troublemakers, but what I saw and felt in that “human soup” was extreme freedom. Even though completely spontaneous, I saw in that moment as a physical manifestation of the questions raised by that text – a rehearsal of a possible reality where bodies, male and female, are happy, free, beautiful and, most of all, equal. In times of criminalisation of our right to protest agains our dissatisfactions, let us also fight the bindings of a conservative society which insists on turning into shame and violence something which should be celebrated, a society which only accepts nudity when it’s linked with some sort of commercial profit. The security guards just stared – some curious, others confused, and some clearly upset. A frowning woman asked us to step out while a nicer yet troubled one said she would get an earful from the park’s administration. Meanwhile, everyone in the water was singing and dancing. I wondered what was so serious about people, on a lovely full moon night, swimming in, go figure, a swimming pool?! Isn’t that’s what it’s for? Isn’t that its sole purpose in the world? Was it the nudity then? Ir was it both? How can a spontaneous manifestation of joy and freedom be so annoying to some? In times of public x private questionings in all areas, last night was, at least for me, another step towards a future with less prohibition and judgement and more affection and acceptance.

“The land is ours
the city is ours
the street is ours
the body is mine”

p.s: It was the opening party for the excellent TEMPO FESTIVAL