29 de agosto de 2008 às 11h28
Serra e o fumo
A causa é “nobre”, condizente com a carreira do político tucano e tem muita gente comemorando com razão, mas não custa lembrar que proibir o cigarro é mais uma afronta à liberdade individual conquistada pelo ser humano. Queria ver a cara dos animadinhos que estão assinando o voto pro Serra depois dessa declaração de guerra ao fumo em locais públicos se, daqui uns anos, viessem lhe propor uma lei que proibisse o consumo de álcool e de carne vermelha, o uso de automóveis, falar palavrão, usar minissaia ou vestimentas que denunciam sua religião em locais públicos.
Se liga: viver demanda uma certa margem de risco. E o ditado “os incomodados que se retirem” não é um clássico à toa.
21 Comentários




Profissão: autobiógrafo.


29 de agosto de 2008 às 11h41
vamos peidar e arrotar na cara dos outro s e eles que se mudem então…
acho eu ponto de vista lamentável.
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29 de agosto de 2008 às 11h45
Dificil educar proibindo, hein.
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29 de agosto de 2008 às 13h40
Sinto que cada vez estou mais próximo de ser transformado num criminoso.
Enquanto isso, o que não falta é comercial de cerveja com gostosa.
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29 de agosto de 2008 às 16h02
serra? o mesmo que criou a calçada anti-mendigo em pleno natal?
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29 de agosto de 2008 às 16h12
daqui a pouco vão querer proibir a gente de fumar maconha.
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29 de agosto de 2008 às 16h16
Então o certo é ficar em casa em pleno sábado a noite porque eu não posso ir pra boate ouvir um som massa porque to incomodado com a catinga de cigarro e tenho que me retirar?
Isso pra mim cheira(olha o trocadilho) com coisa de fumante ressentido…
Onde é que eu assino essa parada mesmo?
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29 de agosto de 2008 às 16h19
Nao, vc pode ir a uma casa noturna em q OS DONOS proibam cigarro. O poder publico nao pode mexer com as liberdades individuais a esse ponto.
Vc assina no voto. Vota lah no Serra, entao :P
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29 de agosto de 2008 às 17h38
eu acho que a escolha de cada deve ser respeitada, afinal, anos atrás as mesmas pessoas que são contra, faziam comerciais pró. Se a pessoa quer fumar, que fume, cada um sabe sobre si mesmo.
Esse tipo de ação faz com que o fumante seja cada vez mais oprimido por quem não fuma, chegando ao nivel de preconceito. e ninguem pode ser tratado mal apenas por ser fumante.
que se crie areas de fumantes em boates e lugares assim, e que se respeite a escolha de cada um.
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29 de agosto de 2008 às 18h09
a vigilância agora opera até ao “ar livre”
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29 de agosto de 2008 às 19h23
Poisé. Daqui a pouco não se pode nem bebê, nem fumá, nem fodê.
:(
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30 de agosto de 2008 às 14h06
mas essas proibições não já estão naquela lei federal que entrou em vigor esse ano?
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31 de agosto de 2008 às 17h27
Matias, na boa, discordo de vc.
E as pessoas que trabalham nas casas noturnas e bares? Que se danem elas e seus pulmões e suas alergias e a saúde de modo geral?
Acho o seguinte: do jeito que estava, a legislação defendia o fumante, e prejudicava o não-fumante. Afinal, qual dono de casa noturna ou bar vai querer, por iniciativa própria, proibir o fumo, se ele sabe que isso vai gerar queda de público e faturamento?
O argumento em defesa da liberdade individual é falho num ponto: as leis existem para nos proteger, inclusive de nós mesmos. Cinto de segurança, por exemplo. Se vc bater e morrer, problema seu — e no entanto lá está o governo te obrigando a usar, para seu próprio bem.
O mesmo vale para o cigarro. Se a nova legislação “pegar” mesmo e o fumo em locais público e fechados for proibido, os não-fumantes serão protegidos.
Eu honestamente não vejo porque o direito de alguém fumar em local público (e fechado, é bom frisar) deve ter prioridade sobre o meu direito de querer conservar minha saúde ao frequentar estes lugares.
Abraço,
Antonio
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31 de agosto de 2008 às 17h32
Finalmente um pouco de sensatez. O drama dessa historia toda tem mais a ver com a proibicao do q com o problema do fumante passivo. Eh exatamente como a Lei Seca: as leis que ja existem nao sao suficientes? Pra q proibir?
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31 de agosto de 2008 às 17h45
Alexandre,
O problema com o cigarro é que ainda não inventaram uma maneira de enfiar a fumaça fedorenta todinha dentro do fumante. Ele tem que soltar ao vento, que não tem partido político e tá pouco se lixando se infecta ou não que não fuma.
Não voto no Serra. Na verdade, não voto em ninguém. So acho cigarro errado e pronto. Deixe de ser ranzinza e pare de fumar. A sua saúde e a minha agradece.
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31 de agosto de 2008 às 17h56
Deixa de ser ranzinza e comece a votar ;)
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31 de agosto de 2008 às 18h15
Matias, acho o problema do fumante passivo importante sim. Eu, que sou alérgico pacas a fumaça, sofro quando tenho que ir a um lugar desses. Imagino a quantidade de pessoas que trabalham em bares e boates e que sofrem o mesmo. Não deve ser fácil, te garanto. Mas é claro que este não é o único lado da questão.
Não sei se entendi sua comparação com a lei seca. De qq forma, fica a pergunta: que leis já existem sobre o cigarro? Que não pode vender pra menor? Que os maços devem exibir imagens escabrosas? Nada disso protege o não fumante.
Abraço,
Antonio
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31 de agosto de 2008 às 23h39
mesmo eu q odeio cigarro não acho q tem ser proibido geral, só em lugares totalmente fechados. pode até ser chato pra quem fuma mas eu tb não devia ser obrigada a ficar doente e tossindo toda vez q quero simplesmente me divertir ou então o povo q trabalha toda noite, como o colega colocou muito bem. é muito ruim!! :-(
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1 de setembro de 2008 às 15h40
bem observado. e mais: como é que eu quero que legalizem as drogas se o movimento com algo (ainda) legal como cigarro está andando na contramão? em miúdos, faz sentido legalizar maconha, cocaína, etc., e ao mesmo tempo começar a banir o cigarro da vida pública?
tinha que ter um meio termo aí, não tinha?
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1 de setembro de 2008 às 15h45
e vem cá, o argumento de que leis existem para nos proteger até de nós mesmos (antonio) é meio furado. trecho da entrevista com a juíza maria lucia karam, que absorveu um réu que portava 7,7 gramas de cocaína:
“a proibição das drogas é inconstitucional. a constituição garante a liberdade individual. na democracia, o estado só pode intervir na conduta de uma pessoa quando ela tem potencial para causar dano a terceiro, e a decisão de usar algum tipo de droga é uma conduta privada, não diz respeito a terceiros. numa democracia, qualquer proibição é uma exceção. a regra é a liberdade individual.”
o exemplo do cinto de segurança não foi o dos melhores.
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1 de setembro de 2008 às 17h48
Oi Joana
Há um meio termo aí sim. Eu também sou a favor da legalização das drogas. Mas sou contra a pessoa poder fumar maconha na rua ou cheirar pó no bar. Ou seja: se quiser fazer, faça em casa — e ninguém tem nada com isso. O mesmo vale para o cigarro (com a óbvia diferença de que, se o cara quiser fumar em lugar aberto, na rua, não tem problema nenhum).
E porque o argumento do cinto é furado? O fato de o Governo exigir que nós usemos o cinto de segurança vai contra a nossa liberdade individual. Porque você não reclama dessa lei também? Aliás, porque você não reclama de muitas outras leis que restringem ou atropelam nossa liberdade individual? Você não pode sair nua na rua. Você não pode tomar cachaça com 17 anos (em tese, claro :-). Você não pode fazer um esporro danado de madrugada. Você não pode…
Enfim, acho que deu pra perceber onde quero chegar. De um modo geral, a lei vai contra a liberdade do indivíduo — mas faz isso em nome de um bem maior, seja a segurança do próprio indivíduo, seja simplesmente em função do bem comum.
Sou contra o fumo ou o consumo de drogas em locais públicos porque isso pode prejudicar outras pessoas. Minha liberdade começa onde termina a do outro, não é?
Beijos,
ps – by the way, sou o Antonio, amigo do Fils.
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20 de setembro de 2008 às 18h41
Essa perspectiva do problema é reflexo de ignorância e nada mais.
Está mais do que provado que fumar passivamente mata, 7 pessoas por dia morrem por esse mal só no Brasil.
“Lamentável a proibição de colocar veneno na bebida dos outros, os incomodados que se retirem do barzinho que sempre vou.”
Vai poluir o ar da sua vovó!
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