quinta-feira, 4 de setembro, 2008

“A oswaldomontenegreização de si mesmo”

Chico Barney, como eu, espera as quatro músicas que faltam do disco do Marcelo:

DOCE SOLIDÃO
Bastante suingada, é uma espécie de mea culpa: Camelo odeia Rodrigo Amarante, mas adora as fãs dele.

COPACABANA
Marchinha de Carnaval que manda avisar: chegou a Turma do Funil, e todos estudam jornalismo.

JANTA
Mallu Magalhães é a nova Luciana Gimenez. Ela sente em português, mas se expressa em inglês. Ou vice-versa? Boa canção, e temos inclusive uma imagem exclusiva dos bastidores da dupla em estúdio.

LIBERDADE
Mais uma música em que exibe toda a vontade que tinha de continuar tocando com os ex-colegas de banda. Rodrigo Amarante perdeu o emprego para a Mallu Magalhães.

MAIS TARDE
O que aconteceria se Dorival Caymmi acordasse metamorfoseado em um camelo? Teria meia corcova, de duas possíveis. Essa canção deveras kafkaniana parece ser sobra do Ventura.

MENINA BORDADA
Uma pegada meio folclore, mas sem esquecer o que é moderno. O disco exala saudades do futuro. Especialmente no trecho”Moça por favor, cuida bem de mim”, em que Freud explica a saudade E o futuro.

PASSEANDO
Um salto certeiro na oswaldomontenegreização de si mesmo. Musiquinha instrumental meio dedilhada finalizada por alguns gemidos sem muito nexo.

TUDO PASSA
O refrão deixa bem claro que a união com Amarante não era nada além de casual. Principalmente pelo refrão “Rodrigo, vê se me erra ô ô”. Duvido que Camelo estivesse falando do BARBA, ou mesmo que lembre que ele exista.

TÉO E A GAIVOTA
O nome da música é auto-explicativo. Sabe aqueles quadros feios de gaivotas voando num céu azul? A música passa a mesma coisa. É uma vitória da tradução artística, mas uma derrota do bom gosto.

VIDA DOCE
Sobra de estúdio de “Siderado”, do Skank. Mas com a letra alterada mais uma vez pra deixar claro o quanto ele não gosta de ler os textos do Bruno Medina no G1.


Por Alexandre Matias às 15:59 | | Permalink
Categorias: AHAHAH Brasil Indie Musica Talagadas
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2 Comentários

bullet Wil em 11 de setembro, 2008 às 10:37 pm

Depois de alguns anos sendo um leitor silêncioso, lá vai: eu até gosto do Marcelo Camelo, mas essa análise sobre suas canções são hilárias. Pelo menos é bem melhor que do Mauro Ferreira (Jornal O Dia) que não fala coisa com coisa sobre o disco. Li isso aí e pensei: tem fundamento. Rs


bullet Alexandre Matias em 11 de setembro, 2008 às 10:40 pm

Mas perceba que a analise das musicas desse post foi feita pelo Chico Barney!


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