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Cylonmania

“So say we all”

E por falar em BG, a série só volta mesmo no meio do primeiro semestre do ano que vem (é até bom, assim não compete com Lost) e os produtores já divulgaram a lista com os episódios que faltam para encerrar a saga. Se você acompanha a série, talvez queira dar uma sacada nesta entrevista da revista SFX com o ator Aaron Douglas, o Chief, sobre o que pode acontecer na parte final da quarta temporada (escaneada pelo The Chief’s Deck). Se você quer evitar spoilers, nem leia, mas o que ele conta não é muito objetivo – apenas dá uma atiçada na amplitude do desenrolar dos fatos que assistiremos no ano que vem.

Mas se você não assiste ao seriado, eu recomendo que faça isso. Visto de fora, Battlestar Gallactica parece um dos muitos filhotes de Jornada nas Estrelas, aquele blablablá filosófico-político que se leva tão a sério a ponto de se tornar maçante. Mas é muito mais do que isso – é um aprofundamento drástico e dramático na história da ficção científica como entretenimento pop e está para o espaço sideral como os Sopranos para a máfia ou os Simpsons para o desenho animado. Funciona como homenagem e reinvenção do gênero ao mesmo tempo em que lida com questões que vão do trivial nunca perguntado (Como se renova o estoque de água em uma tripulação com mais de 50 mil tripulantes e passageiros? O que aconteceria se houvesse um motim em uma prisão do espaço? Como se comportariam políticos e militares em situações que podem por em risco, em curtíssimo prazo, a existência de toda humanidade?) a questões verdadeiramente inerentes à ficção científica, quando a relação entre humanos e robôs ultrapassa a idéia dos direitos civis e parte pro existencialismo que colocam Blade Runner, os Metrópolis (o japonês e o alemão), Matrix e 2001 como pilares de um mesmo cânone.

Não há nenhum aspecto que se sobressaia em Battlestar Galactica e é justamente a forma como elenco, roteiro e efeitos especiais trabalham juntos e equilubram-se que nos dão a certeza de estarmos assistindo a uma obra-prima da televisão. Outro dia eu desenvolvo mais sobre o assunto, enquanto isso, vá assistindo a tudo – o telefilme de 2003 que deu origem à reinvenção da série, as três temporadas e meia que já foram exibidas, o filme paralelo Razor e os webisódios de The Resistance e Razor: Flashbacks. Você tem até abril do ano que vem para acompanhar um dos grandes acontecimentos do entretenimento filmado de 2009.

Pra quem não sabe picas sobre a série, sua história começa nos anos 70, quando é criada como um subproduto de Guerra nas Estrelas. Ali é ela era apenas uma série de navinha e raio laser, com chavões e defeitos típicos de um subproduto. Mas em 2003, o produtor Ronald D. Moore, que já havia passado por duas séries-filhotes de Jornada nas Estrelas, resolve reinventar a série, colocando a guerra apresentada nos anos 70 literalmente no passado. Assim, o telefilme que dá origem a série começa com mais uma tentativa, depois de 40 anos, de entrar em contato com os robôs que fugiram do sistema planetário das Doze Colônias, o cenário original da humanidade. Depois de quatro décadas sem dar sinal de vida, eles voltam, agora com a aparência humana (simbolizada pelas curvas da impressionante Tricia Helfer) e graças à vaidade de um cientista egoísta e galã (Doutor Gaius Baltar, irônico até na interpretação de Jamis Callins) que, sem querer, entrega as defesas eletrônicas humanas de bandeja para os cylons, destróem toda a humanidade. O apocalipse da raça humana não chega a acontecer pois várias naves soltas entre os planetas juntaram-se na última frota espacial, liderada pelo veterano comandante William Adama, capitão da nave que batiza a série, um gigantesco encouraçado sideral que, durante o ataque dos cylons, fazia sua última viagem antes da aposentadoria. Mas os cylons “têm um plano”, que explica o fato de alguns humanos terem escapados com vida – e a série é sobre a execução deste plano final. Ao mesmo tempo, a tripulação da Battlestar descobre um lugar que pode servir como lar para o resto da humanidade: o planeta Terra.

E enquanto a série não volta, novidades pipocam: já começaram as filmagens do novo filme da série, The Plan, que conta uma história do ponto de vista dos cylons e está sendo dirigido pelo próprio Olmos; o blog Darth Mojo entrevistou o criador dos cylons originais (que seriam alienígenas, segundo sua concepção) e o ator John Hogman (o “PC” dos comerciais da Apple) também estará na nova fase da série.

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por: Alexandre Matias postado em: Ficcao Cientifica, Pop, Texto, TV tags:

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