20 de outubro de 2008 às 16h32
Downloads liberados
Materinha minha que saiu na capa do Link, cuja edição de hoje foi especial sobre música digital.
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Mudou tudo na música (menos a vontade de ouvir cada vez mais)
Por uma taxa fixa, será possível baixar ‘todas as músicas do mundo’; novo modelo pode ser uma saída para a crise da indústria fonográfica
Num mundo em que qualquer música pode ser baixada fácil e gratuitamente – ainda que de forma ilegal –, como a indústria pode convencer o público a voltar a pagar por música? E numa realidade na qual quem baixa MP3 de graça é rotulado de pirata, como legalizar o download? Que tal, em vez de comprar MP3 por MP3, pagar uma assinatura e poder baixar “todas as músicas do mundo”?
Essa é a proposta feita por dois fabricantes de celular que podem mudar o modelo de negócios da indústria fonográfica. O flerte entre telefonia móvel e música online era tendência que o Link já havia apontado no começo do ano (http://tinyurl.com/link-musica-no-celular). A novidade é que SonyEricsson e Nokia inverteram a lógica atual do comércio de música digital e inauguraram serviços em que você paga uma taxa fixa e tem direito a baixar quantos arquivos quiser.
Os dois serviços já estão funcionando em países da Europa e anunciados para chegar por aqui em 2009. Marcam uma mudança que pode ser a saída para a confusão em que o mercado de discos se meteu depois que a internet e o MP3 entraram em cena.
Há quem aponte para a rede mundial de computadores como a grande vilã da crise na indústria, mas o detonador desta foi a reação inútil das gravadoras à troca gratuita de MP3 via rede. Em vez de perceber que tinha uma ferramenta perfeita para levar a música direto ao ouvinte – sem intermediários –, as grandes gravadoras chegaram a processar seus próprios clientes. A reação do público fez com que a reputação da indústria do disco desabasse, abrindo espaço para a entrada de empresas sem tradição no mercado de música na história.
E, como o que é crise para uns é oportunidade para outros, assistimos à entrada de fabricantes de computadores e softwares, sites e redes sociais, operadoras de telefonia celular e empresas de videogame num meio que, durante décadas, sobreviveu do casamento entre rádios e gravadoras.
Mas, num mundo em que rádio e disco não são dominantes, agora é cada um por si. E as caixas de som abriram espaço para o fone de ouvido, novo símbolo da experiência musical. Graças a MP3-players portáteis e músicas baixadas no computador, ouvir música passou a ser um processo pessoal e intransferível – e cada um se torna, aos poucos, editor da trilha sonora da própria vida.
Cabe à indústria facilitar a vida do público. Em vez de dizer o que ele deve ouvir, os novos players do mercado de música oferecem mais e mais alternativas para o ouvinte ter acesso a cada vez mais música.
Baixar música online é fácil, o mais difícil é encontrar uma música em especial. Com esse novo modelo que toma forma no final de 2008, não é exagero imaginar que, ao fim desta década, o mercado tenha entendido algo que o público já sabe: música deixou de ser um produto (o disco) para se tornar um serviço.
3 Comentários



Profissão: autobiógrafo.


20 de outubro de 2008 às 19h02
Esses serviços de assinatura já pipocam nos EUA tem um tempinho. Uma ótima pedida é o Zune (concorrente do iPod) onde é possível baixar o q quiser pagando 15 doletas mensais. O player em si é tão bom qt um iPod nano, e o fato de poder baixar música direto dele sem precisar de um computador me fez fazer aposentar meu iPod velho de guerra.
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20 de outubro de 2008 às 22h45
Ué…
Mas no Brasil não é ilegal baixar músicas pra uso próprio. Ilegal é subir; distribuir.
Não?
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21 de outubro de 2008 às 12h30
a questão é que estas músicas “baixadas” via celular possuem algum tipo de bloqueio. Vc não consegue usar em outro aparelho que não o próprio celular. Ou estou enganado?
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