OEsquema

Perdido no Espaço

Monotonia à enésima potência

Já postei aqui que o Bono e o Edge estão fazendo um musical na Broadway sobre o Homem-Aranha que vai custar 40 milhões de dólares. É sério, vou repetir: musical na Broadway, Homem-Aranha da Marvel, Bono e Edge do U2. Óbvio que dá pra duvidar da qualidade artística de uma empreitada dessas, mas, por outro lado, é uma fonte inegável de renda – junte estes três elementos e, por mais insossa e sem graça que a mistura se torne, ainda haverá incautos e curiosos pra pegar filas pra assistir a uma joça dessas. Por anos, até.

O show de Kanye West, que abriu a parte pop do Tim Festival deste ano, conseguia ser uma mistura mais esdrúxula do que a descrita acima. Numa vergonhosa tentativa de criar um grande fio condutor de ficção científica para quase duas horas de show, um dos principais popstars de 2008 criou uma ópera rap arrastada e megalomaníaca, executada de forma chinfrim e com tantas camadas de vernizes de breguice que era quase impossível distinguir o artista por baixo de tudo.

Quando se fala em topo do pop, ainda mais quando o assunto é apresentação ao vivo, o jogo de cena vai para muito além do que foi visto na quarta passada. E nem precisa sair do Brasil. É lembrar da cobra cuspindo fogo no show dos Stones, no palco do Macca girando em “Fool on the Hill”, Madonna descendo dependurada num globo de discotaca, o arco dourado do U2 ou o N Sync voando no palco do Rock in Rio. Há tempos a música pop nos oferece a possibilidade de freqüentar o parque temático de si mesma e não importa se é a volta dos Pixies, Brian Wilson tocando Pet Sounds, a versão robô do Kraftwerk ou Roger Waters cantando o Dark Side of the Moon, a previsibilidade tornou-se uma das principais moedas da música pop do século 21 e shows seguem à risca a lógica pré-riscada no disco.

Kanye West passeia neste território mas… e essa tal Glow in the Dark, sua turnê-espetáculo? É só isso? Um dinossauro surgindo no meio do gelo seco? Crateras cobertas com carpete? Um telão falante? Peraê, peraê, tem algo de errado nessa história…

Por mais estranho que possa parecer, há uma corrente histórica de cultura popular que traça os paralelos entre a música negra e a ficção científica. É uma linha de pensamento que diz que os negros que foram capturados na África para trabalhar à força no novo continente foram submetidos a dois estereótipos típicos da ficção científica: a abdução extraterrestre (afinal, vem uma nova cultura e te seqüestra de seu habitat natural) e a consciência robô (em que empregadores não cogitam a possibilidade de você ser algo a mais do que uma simples máquina de trabalhar). Esta corrente, chamada afrofuturismo, encontra eco em diferentes manifestações da música pop do final do século passado, seja no jazz fora de órbita de Sun Ra, na conexão com a nave-mãe do P-Funk de George Clinton, o Planet Rock de Afrika Bambaataa, o techno de Detroit ou as teorias em movimento de DJ Spooky ou do Deltron 3030.

Kanye pega toda essa tradição e transforma numa comida de avião. Tudo é mastigado ao máximo, de sua presença no palco – sozinho (diziam que a banda estava atrás do palco, mas ninguém sabe, ninguém viu) – aos clichês tanto de ficção científica quanto de megalomania popstar. E assistimos a uma jornada em que Kanye, “a maior estrela do universo”, precisa voltar para Terra. Sozinho – tanto no palco quanto na história – conversa com uma nave personificada num olho eletrônico centrado num telão, que fica em frente a uma tela ainda maior, no fundo, em que durante praticamente todo o show, vemos o espaço sideral.

E o show não acaba. Se a produção ao menos fosse digna do tipo de história que o rapper se propõe, até dava-se um desconto. Mas até o Eddie no terceiro ou quarto show do Iron Maiden parece mais crível do que a tal superprodução do show de Kanye. Canhestro, o espetáculo não sai do casulo e suas referências oitentistas sem querer resvalam em outro lado – ver Kanye sozinho, no canto do palco enquanto o telão exibe um por do sol daqueles power point que a sua tia te manda por email, ouvindo “Don’t Stop Believing”, do Journey (a única referência explícita à bandidagem de todo o show, já que a música toca em uma cena-chave do seriado Os Sopranos), pouco antes de cantar Stronger convence tanto quanto assistir a um clipe de banda brasileira no Fantástico nos anos 80. A previsibilidade só era superada pela monotonia. “Cromaqui” e “playback” eram palavras que inventavam a atmosfera do palco.

Mesmo em seus parcos hits (um do Daft Punk, outro de Ray Charles, um terceiro de Curtis Mayfield), o rapper megalomaníaco insistia na soberba e segurava os hits por dez longos minutos, transformando cada passagem em uma cena de seu musical particular. Que era algo tão consistente quanto uma mistura de Eu Sou a Lenda com Wall-E. E não faltaram adjetivos para descrever a breguice: a Ligelena sintetizou o show como se o Tracy Jordan, personagem do 30 Rock, fizesse um espetáculo no Holiday on Ice; não foi só o Terron que achou que estava assistindo a uma gravação do Xou da Xuxa e o Marquinhos tinha certeza que era uma ópera-rap sobre O Pequeno Príncipe.

Ao final do show, o sujeito ainda emendou uma ladainha interminável sobre como ele era um cara legal e como foi difícil trazer “esse espetáculo” para o Brasil, que os produtores não tinham a grana que ele havia pedido mas que depois arrumaram, e como ele era legal e uma pessoa boa e linda e maravilhosa. Nem o ego do Bono é tão grande: nessa hora, o vocalista do U2 começa a falar em direitos humanos, em paz entre os povos e outros lennonismos. Mas Kanye, não, precisava falar dele. Por um instante, pensei que fosse aparecer um divã com rodinhas, onde, deitado, o MC, falaria de seus problemas – mas não rolou.

Em vez disso, rolou “Love Lockdown”, uma música que me dá vergonha toda vez que eu escuto. E não é só ela. Todas as músicas do disco novo de Kanye West vão atrás de um vintage oitentista que faz tempo que não é mais vanguarda – seja nos timbres do Justice, na cafonice da Ladyhawke, no technopop do Cut Copy ou nos hits farofa do Chromeo. A diferença das músicas do disco novo de Kanye e das desses outros artistas, é simples: todos eles sabem a importância de um refrão, Kanye ignora a existência disso.

Indiesmo. Hitmaker do bom sabe o poder de um bom refrão e nenhuma música de Kanye West tem um refrão memorável. Todas se ancoram em hits do passado para embalar um rap genérico e umas quatro ou cinco palavras de ordem superposta sobre a base sampleada. Essa é a fórmula de Kanye. No disco, engana bonito. Ao vivo, dá sono.

Mas engraçado foi ver como o show dividiu opiniões – e quem gostou demais do show quase sempre tem um interesse maior no hip hop. Foi como se o Radiohead viesse fazer um show e o show não fosse grande coisa, mas como é o Radiohead, ninguém pode falar mal. Ouvi neguinho falando em “show do ano” e “inesquecível”. Tenho pena de quem vive assim…

57 Comentários
por: Alexandre Matias postado em: Musica, Pop, Talagadas, Texto, Video tags: ,

57 Comentários

Comentário por flávia d.
24 de outubro de 2008 às 4h22

show do ano e show da vida não foi mesmo mas gostei demaisss! mas é aquilo, entendo quem não gostou, tem q entrar na vibe do cara. como adoro o cara, hip-hop e viadagem me amarrei!

aliás, dos meus amigos, os heteros odiaram e os gays todos gostaram.

pra mim o + absurdo mesmo foi o “i want some pussy” já q diz a lenda q ele é gay. chorar tanto pela mãe só comprova…

vc leu esse texto do hec? curti demais!

http://goma.blogsome.com/2008/10/23/tim-festival-kanye-west-o-astronauta-emo-preso-no-planeta-ego

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Comentário por flávia d.
24 de outubro de 2008 às 4h24

ah, e a papagaiada toda do palco não era lá essas coisas mesmo. e só conseguia ver bem quem ficava lá no fundão. da grade não dava pra ver quase nada, mal vi o dinossauro barney, ehuehaueuahea

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Comentário por cultura
24 de outubro de 2008 às 5h37

vontade de gostar do kanye west travestida de critica inteligentete

Responder

Comentário por Rômulo Martins
24 de outubro de 2008 às 10h25

Até que enfim leio uma crítica falando mal do show, nossa mentalidade tupiniquim baba ovo demais dessas porcarias gringas, se tiver uma produçãozinha mais elaborada então… lendo o primeiro comentário fiquei de cara, eu não sabia que o rapper era uma diva da irmandade gay…mas se bem que isso explica muita coisa.

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Comentário por flavia
24 de outubro de 2008 às 10h32

nunca me enganou. crap.

Responder

Comentário por Denis
24 de outubro de 2008 às 10h55

afrofuturismo? Que doidera isso, nem fazia idéia… e “eu sou a lenda com wall-e” foi foda, hahahaha

no mais, Kanye é demais, hip hop é demais, mas superprodução demais aí não dá, rs

é a vez do Lupe Fiasco! Ah, garoto!!! rs

Responder

Comentário por tunga
24 de outubro de 2008 às 11h55

frente ao cavaleiro indie da espada minúscula só resta linkar a única resenha decente do show até agora: http://maissoma.com/2008/10/23/kanye-west-no-tim-festival-2008 legal é o klaxon, né gordinho

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Comentário por Alexandre Matias
24 de outubro de 2008 às 11h58

“Gordinho”? hahahaah, esse eh o teu nivel de argumentacao? Pelo jeito, nem me conhece, neh… Vai lah babar o ovo da Nike, vai…

Responder

Comentário por tunga
24 de outubro de 2008 às 12h42

Quem tem boca fala o que quer pra ter nome,
pra ganhar atenção das muié e/ou dos homens

Responder

Comentário por Alexandre Matias
24 de outubro de 2008 às 12h43

Deixa de mimimi, baba-ovo de playboy…

Responder

Comentário por juiz e tribunal
24 de outubro de 2008 às 13h05

“tenho pena de quem vive assim”??
se enxerga, messias…

Responder

Comentário por Tiago Mesquita
24 de outubro de 2008 às 13h37

Não fui ao show, mas acho o kanye um craque do cancioneiro. Sujeito que tem fineza ao escolher os samplers e harmoniza-os muito bem. Com ânimos menos acirrados que o seus, eu nem passaria na porta do show do Radiohead, esse sim uma bobagem desinteresante.

Responder

Comentário por Alexandre Matias
24 de outubro de 2008 às 13h38

Nem na do Kanye, neh… Pq se passasse…

Responder

Comentário por Tiago Mesquita
24 de outubro de 2008 às 13h39

Agora, me perdoe, para quem faz um alarde danado nessa história de mash up, reclamar que o produtor usa os samplkers muito na cara (uma qualidade dele) é bobagem, né não?

Responder

Comentário por Alexandre Matias
24 de outubro de 2008 às 13h41

Eh, tanto q eu nem reclamei disso e sim da producao do show, um Spinal Tap do rap. As musicas do cara sao boas, mas nao tao boas qto os fans fazem parecer. Ele nao eh o novo Michael Jackson nem o novo Stevie Wonder – e tah a alguns centimetros acima do Puff Daddy…

Responder

Comentário por Ligelena
24 de outubro de 2008 às 13h49

Hahahaha olha, quero deixar bem claro que Tracy Jordan + Holiday on Ice é ELOGIO, eu curti o show! Cantei junto, dancei e dei risada, então pra mim o saldo foi positivo :)

Responder

Comentário por Lauro Mesquita
24 de outubro de 2008 às 13h55

Eu nem vi o show do Kanye (até gostaria, mas 250 mangos não dá), só acho que essa coisa de afrofuturismo tem de ser olhada com mais cuidado. Afinal é uma invenção dos anos 90, que vem da literatura e contamina a cena do rap underground dos EUA. Os Mike Ladd e Anti Pop Consotium da vida iam levar a temática para a música. Mas os Jeff Mills, George Clinton e Sun Ra da vida – que soam de um jeito muito diferentes – foram classificados assim a posteriore. É a mesma coisa que eu falar que o Sousandrade fazia poesia concreta – por que os concretos se identificaram com ele isso não é certo.
Fora isso acho errado comprar essa coisa de afrouturismo como um tronco da música negra. Primeiro por que são músicos muito diferentes entre si e que não se comunicam (Sun Ra, Clinton e Jeff Mills, por exemplo) e depois o que os coloca em comum é um interesse que toda a música do mundo tem com tecnologia e o futuro com a corrida espacial dos 60 aos 80 e a invenção e proliferação dos sintetizadores.
A música negra americana adaptou isso a uma realidade, os roqueiros alemães a outra, o Emerson Lake and Palmer a outra. E não germofuturismo ou um anglofuturismo. Por que cada coisa soa de um jeito.
Quanto ao lance do Kanye com a música dos outros, eu acho é bem legal sabe? Em “Golddigger” e “Stronger”, que você menciona, ele o Kanye retrabalha inteiramente as duas músicas de um jeito bem próximo do que o começo do rap fazia. Incrementa o sampler do Daft Punk com uma batidona cheia de tambores e absurdamente dançante. Acho isso demais. Como não estive lá não sei como funciona no show, mas não acho isso um simples requentado de música dos outros não.

Responder

Comentário por Alexandre Matias
24 de outubro de 2008 às 13h57

Opa, Lauro, concordo q o afrofuturismo eh um canone montado de tras pra frente, mas, sim, ha uma tradicao relacionada aa musica negra, q eh bem diferente da musica feita na Europa, por exemplo – compare os robots do Kraftwerk com os do hip hop, que dancam break. Eh outra pegada – e faz parte do canone.

E se o problema do Kanye fossem as musicas, pode ficar tranquilo que nao seria um problema. “Gold Digger” e “Stronger” sao, claro, hits. Mas “American Boy” (q ele deu de lambuja pra Estelle) eh mais.

Responder

Comentário por Tiago Mesquita
24 de outubro de 2008 às 13h59

Eu acho ele um craque da trivia. Um sujeito que pega uma porção de clichês da música pop, sempre com um pézinho na baranguice (o que eu acho legal) e compõe bem a beça. O aproveitamento de trechos gravados é usado desde que o rap é rap. Sem lágrima clara sobre a pele escura, ele tem um talento melódico e mesmo rítmico que é impressionante. O Stevie Wonder é para mim um dos dez grandes compositores da música popular em disco, portanto, não é por aí. Agora, ele faz uma trivia melhor que qualquer neptunes (que lançou um disco em que cada música é feita com um gênero pré-estabelecido), por exemplo. ele não faz o que se espera com o que escolhe mesmo. O sampler do Labbi Siffre (que é um compositor parecido com o Kanye) e com o Steely dan são muito ineressantes.

Responder

Comentário por Tiago Mesquita
24 de outubro de 2008 às 14h02

Agora, enganação mesmo é o Radiohead. Acabei

Responder

Comentário por tunga
24 de outubro de 2008 às 14h02

o blogueiro quer ser a Veja do indie!

Responder

Comentário por Alexandre Matias
24 de outubro de 2008 às 14h03

Mas ae Tiago, o Kanye tem algum disco melhor q o In Search Of, do N*E*R*D? Acho q nao, hein…

Responder

Comentário por Lauro Mesquita
24 de outubro de 2008 às 14h03

[corrigido] Eu nem vi o show do Kanye (até gostaria, mas 250 mangos não dá), só acho que essa coisa de afrofuturismo tem de ser olhada com mais cuidado. Afinal é uma invenção dos anos 90, que vem da literatura e contamina a cena do rap underground dos EUA. Os Mike Ladd e Anti Pop Consotium da vida iam levar a temática para a música. Mas Jeff Mills, George Clinton e Sun Ra – que soam muito diferentes entre si– foram classificados assim a posteriori. É a mesma coisa que eu falar que o Sousândrade fazia poesia concreta – por que os concretos se identificaram com ele isso não é certo.
Fora isso acho errado comprar essa coisa de afrouturismo como um tronco da música negra. Primeiro por que são músicos muito diferentes entre si e que não se comunicam (Sun Ra, Clinton e Jeff Mills, por exemplo) e depois o que os coloca em comum é um interesse que toda a música do mundo tem com tecnologia e o futuro com a corrida espacial dos 60 aos 80 e a invenção e proliferação dos sintetizadores.
A música negra americana adaptou isso a uma realidade, os roqueiros alemães a outra, o Emerson Lake and Palmer a outra. E não há germofuturismo ou um anglofuturismo por causa disso. Por que cada coisa soa de um jeito não é uma cena. O pós punk mesmo, no projero que o Simon Reynolds atribui a eles de “europeizar” o rock, também iam buscar a tecnologia, mas pra fugir da tradição do country e do blues.
Quanto ao lance do Kanye com a música dos outros, eu acho é bem legal sabe? Em “Golddigger” e “Stronger”, que você menciona, ele o Kanye retrabalha inteiramente as duas músicas de um jeito bem próximo do que os músicos do começo do rap faziam. Incrementa o sampler do Daft Punk com uma batidona cheia de tambores. Acho isso legal demais e do ponto de vista pop, a coisa funciona horrores, assim como funciona a voz do Chrs Martin em Homecoming, ou o sampler do Can em “Drunk and hot girls” ou o retrabalho com o Labbi Sifre em “I wonder”.
Como não estive lá não sei como funciona no show, mas não acho isso um simples requentado de música dos outros não. Ele pega um trecho de uma música , retrabalha com outro, cria texturas com sintetizadores e novas batidas. Essa não é a lógica de todo tronco que vem do dub, do Kraftwerk, do rap e da disco eletrônica e que vai desembocar na música pop atual?

Responder

Comentário por Alexandre Matias
24 de outubro de 2008 às 14h04

Nah, Tiago: explica pq o Radiohead eh enganacao ae.

Responder

Comentário por Tiago Mesquita
24 de outubro de 2008 às 14h05

todos os três. ele é mais composior. O NERD causou muito impacto, e eu acho esse disco legal, embora não conheça tão bem. Mas o negócio é o seguinte, no fim eles sempre apelam para as palminhas do kit deles e para a coisa do gênero. Enquanto tem gente que acha o Kanye west bom como um fundamentalista do rap, eu não, acho ele bom de canção comercial mesmo, de trivia.

Responder

Comentário por Alexandre Matias
24 de outubro de 2008 às 14h06

Bicho, escuta esse disco, nao tem formula ali nao… Os outros dois nao sao tao bons (embora sejam bons), mas o primeiro eh ouro – nas duas versoes, a mal gravada e a produzida.

Vai atras.

Responder

Comentário por Tiago Mesquita
24 de outubro de 2008 às 14h08

é uma bobagem retrô. para mim o radiohead é o simple minds de hoje em dia. Sempre que eu escuto eles cantando lembro o que a imprensa musical falava do disco zooropa do U2 (uma das maiores merdas jamais feitas)

Responder

Comentário por Alexandre Matias
24 de outubro de 2008 às 14h10

E, po, o Zooropa eh bonzaço, dos melhores discos do U2, facil!

Responder

Comentário por Lauro Mesquita
24 de outubro de 2008 às 14h11

É Alexandre, mas daí dizer o que é mais hit é complicado né? Por que até aí, “I will always love you”, da Whitney Houston, é mais hit que todos esses citados. “Another day in Paradise” , do Phil Collins tb. Isso não faz deles necessariamente melhor que o Kanye (pelo menos na minha opinião).
Acho o “In Search for”, como o aparecimento do Neptunes, bastante importante para a música pop americana, mas não consigo ver uma cara que o Neptunes dê as músicas, é muito disco de produtor, acho que falta cara própria. Nessas eu sou mais o Kanye.

Responder

Comentário por Tiago Mesquita
24 de outubro de 2008 às 14h12

escutarei sim. talvez ele mereça mais carinho. Mas essa coisa deles com gêneros musicais me dá no saco. Parece que eles se reunem no estúdio e dizem: agora vamos fazer um funk o metal, agora um ritmo da georgia. Mas eu conheço muito pouco de rap. depois eu dou meu palpite.

Responder

Comentário por Lauro Mesquita
24 de outubro de 2008 às 14h13

Mas tb preciso ouvir melhor. Tinha o disco em MP3 e apaguei do computer.

Responder

Comentário por Alexandre Matias
24 de outubro de 2008 às 14h14

Hit = musica memoravel

O lance eh q mta musica virou hit pq as gravadoras transformavam em jingles – e de tanto martelar no ouvido das pessoas, elas comecaram a repetir e a achar q gostavam.

Qto ao Kanye ser melhor q o N*E*R*D, aih eh gosto, neh…

Responder

Comentário por Tiago Mesquita
24 de outubro de 2008 às 14h16

mas aí não dá né? quando você acha a música uma baba foi imposição das gravadoras, quano ela guarda na sua memória é hit? calma aí. I wanna hold your hand e nikita do elton john são igualmente hits. Tanto quanto thriller e a música do titanic

Responder

Comentário por Alexandre Matias
24 de outubro de 2008 às 14h17

Generalizei, mas nao tava falando dessas musicas especificamente. Mas a musica da Whitney e do Elton SAO memoraveis, tem elementos q ficam na cabeca do sujeito, q fazem vc lembrar da musica depois de ouvi-la.

Mas tem mta musica q a gente soh lembra pq tocou muito. Como jingle de comercial, eh exatamente a mesma logica.

Responder

Comentário por Lauro Mesquita
24 de outubro de 2008 às 14h19

É gosto mesmo.

Mas o lance do “I will always love you” é emblemático. O negócio é ruim pra desgraça, mas vai em qualquer concurso de cantora baranga pra ver se as meninas (e alguns caras que tb gostariam de ser meninas) não acham o máximo. hahaha

Responder

Comentário por Mateus Potumati
24 de outubro de 2008 às 14h58

Paga pau da Nike forçou, hein Matias? Ensina a gente a fazer uma revista sem anúncio então, vai. Ou eu posso sugerir pro Kanye ir atrás de um patrocínio da Natura, se for mais legal pra você.

No mais, eu respeitei seu primeiro review pré-show, apesar de discordar do teu pressuposto inicial disso tudo (o que, a gente sabe, é a “atitude” do Kanye – aliás, não sei quando começou essa mesquinharia, o Lou Reed e mais uma penca de gente muito boa não teriam carreira se fôssemos por esse critério), mas é difícil dialogar com uma crítica tão assumidamente desdenhosa e feita com má-vontade.

Responder

Comentário por Arthur
24 de outubro de 2008 às 15h01

Matias,

Numa boa, você é meu amigo, e acho que você pode criar suas reflexões, vagas ou não, a vontade. Beleza. Agora, que PORRA É ESSA DE PAGAR PAU PRA NIKE? Presta atenção no que você fala, pô! Pagar pau pra playboy? Justo nós, que tratamos com respeito e interesse música e cultura feita da ponte pra lá? Não vou cair no papo do racismo e classismo. Mas é interessante um comentário tão xababa vindo de alguém que acha o Beastie Boys o melhor grupo de rap da história, a Nação Zumbi o maior grupo de rock do momento no mundo e o Klaxons alguma coisa de importante. Por favor né?

E curioso que tudo que você cita como defeitos no Kanye West você gosta muito em outros artistas, cara. Tô te falando tudo isso numa boa mesmo. Porque se fosse um Lúcio Ribeiro ou Thiago Ney da vida não me daria o trabalho de respondder.

Agora, além desse “pagar pau pra Nike” soar mal pra caralho, é injusto também com dois profissionais que assinaram o texto, eu e o Mateus Potumati, porque você não chega nem a esboçar crítica ao texto, e sim uma bravata. Vamos falar grosso porque aqui não tem criança né, Matias?
E você sabe escolher bem os “inimigos” né? Porque falar que pagamos pau para a Nike (a maior anunciante da revista) é igual falar que a Trip paga pau pra Natura ou Gol, e a Rolling stones para uma marca X ou Y. Toma cuidado com o que fala, né? Se é para ser firme no que diz, que leve o raciocínio até as últimas consequências e não dê uma de malandro.

Responder

Comentário por Alexandre Matias
24 de outubro de 2008 às 15h07

Po, Mateus e Artur, troca Nike por Louis Vutton entao. Citei a Nike como poderia ter citado qq outra grande empresa – o playboy nao eh a Soma, e sim o proprio Kanye!

Desculpa se deu a entender isso, mas nao tava criticando nem a tua resenha, nem a tua revista – e sim o comentarista espertinho q nao assina com o proprio nome.

Responder

Comentário por tn
24 de outubro de 2008 às 18h05

ce nao entende a dor e as lagrimas do palhaco neh?, seu verme, jornalista q nao flagra nada eh foda, soh vai em show de festival e acha q tem autoridade pra falar. o q mais me impressiona no texto eh a falta de referencia, vem querer falar de afro futurismo e nao sabe nada,
pra vc e pra sua turma do pig, os que estao elegendo o kassab, lugar de negro eh na senzala neh. palcao soh pro bono vox bunda branca

Responder

Comentário por Alexandre Matias
24 de outubro de 2008 às 18h10

Ai, que sono me dao esses comentaristas anonimos… Ainda mais qdo vem com esse argumento que fala sobre racismo, etc. Se “ser oprimido” fosse condicao basica para se gostar de musica, tu devia estar ouvindo folclore, nao esse milionario alucinado tirando onda de coitado.

Responder

Comentário por tn
24 de outubro de 2008 às 18h25

eh bom que vc assume o oposto disso neh, musica soh pra opressores. voce e os seus mash ups de sucesso, isso sim eh musica de qualidade, vai misturar klaxons com o jingle do kassab e dancar no banheiro seu bobo. vc devia ter pendurado as chuteiras junto com o seu patrao quercia no correio popular

Responder

Comentário por tn
24 de outubro de 2008 às 18h26

e se ta com sono vai dormir

Responder

Comentário por Alexandre Matias
24 de outubro de 2008 às 18h36

Nao tem trabalho aih, nao? Ah, se o seu patrao (ou seu pai) descobrir q vc fica fazendo polemica em blog em vez de trabalhar…

“seu bobo”, olha a argumentacao do sujeito… Tb, qm assina soh com pseudonimo e nem coloca o email de verdade, nao tem mto o q falar, neh…

Fora a desinformacao tipica: o Quercia nunca foi dono do Correio – e sim do Diario.

Se informa um pouquinho e depois ve se consegue juntar A com B pra travar alguma especie de dialogo…

Quer uma dica de musica oprimida? Vai ouvir o Nove Mil Anjos, nunca vi uma banda tao oprimida qto eles…

Cada palhaço…

Responder

Comentário por tn
24 de outubro de 2008 às 18h38

eh q vc eh bobo mesmo, nao existe uma palavra na nossa rica lingua portuguesa que te defina melhor. no ingles tem “asshole”

Responder

Comentário por Alexandre Matias
24 de outubro de 2008 às 18h41

Mimimi, criancinha mimada q nao pode falar palavrao…? Pois saiba q “asshole” pode ser traduzido como “cuzao” – bem a tua cara, alias.

Responder

Comentário por tn
24 de outubro de 2008 às 18h57

palavrao eu sei falar mas eh q como eu disse antes vc eh apenas um bobo e cuzao em ingles

Responder

Comentário por Alexandre Matias
24 de outubro de 2008 às 18h59

Mimimi… Nao tem serviço aih nao?

Responder

Comentário por tunga
24 de outubro de 2008 às 19h16

pelo visto, nem aí

Responder

Comentário por Alexandre Matias
24 de outubro de 2008 às 19h18

Tou em casa, trabalho agora, soh segunda…

Responder

Comentário por Eduardo
25 de outubro de 2008 às 0h51

Pô, Alexandre! Você realmente se irritou com o cara? Tava engraçado acompanhar o “bate-boca”. Rs!

Responder

Comentário por Alexandre Matias
25 de outubro de 2008 às 1h04

Nah, Eduardo, eh q eu acho q esse povo q entra em comentario de blog pra xingar sem escrever o proprio nome merece ser escorraçado mesmo.

Aih eh inevitavel esse elemento circo… :P

Responder

Comentário por maíra
25 de outubro de 2008 às 1h36

Matias,
Você critica a arrogância e prepotência do Kenye West, mas quando vc escreve “Tenho pena de quem vive assim…” vc não está sendo tão (ou mais!) prepotente e arrogande que o que o Kenye? Como bem escreveu o Arthur “Presta atenção no que você fala, pô!”

Responder

Comentário por Alexandre Matias
25 de outubro de 2008 às 2h06

Perae, Maira, tu ta me comparando com o Kanye? Sabe qto q eu gastei pra escrever esse texto? Meia hora. Sabe qto vc gastou pra ler? Nada. Compara com o show do Kanye…

Responder

Comentário por Rodrigo James
26 de outubro de 2008 às 22h07

Adoro discordar de você, Matias. E discordo mais uma vez. Não no escopo da coisa (é megalomaníaco sim, é egocêntrico sim, etc). Mas acho que todo mundo está levando isto muito a sério. Se o Kanye leva a sério, problema dele. O Bono também leva e os bonecos infláveis dos shows dos Stones também são coisas sérias pra eles (será mesmo?). Eu sei que não levei tão a sério e me diverti pra caramba.

Responder

Pingback por Trabalho Sujo » Arquivo » OEsquema no Timfa - OESQUEMA
29 de outubro de 2008 às 1h18

[...] Falei da possível importância do show do Kanye West no Brasil horas antes de assistir a uma fuleiragem sub-escola de samba que se passava por “grande espetáculo da Terra&… (que ainda contou com um estranhamento entre os Racionais e D2, no público). The Great Hip Hop [...]

Comentário por Bruno
31 de outubro de 2008 às 5h17

Matias, gosto muito do teu blog. Muito. Mas acho que a galera que acompanha seus textos já assimilou o conceito que você cunhou sobre os parques temáticos sobre si mesmo. Bata menos na mesma tecla. Abraço!

Responder

Comentário por Alexandre Matias
31 de outubro de 2008 às 11h09

Nao ate neguinho APRENDER, hahahaahahah

Valeu, Bruno, abraco.

Responder

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