Quando David Byrne e Brian Eno anunciaram que voltariam a colaborar juntos, o fizeram de sopetão - e, junto com o anúncio do disco, entregavam, de graça, o MP3 de “Strange Overtones”. Byrne e Eno juntos, você sabe, é o equivalente de Gil e Caetano voltando a gravar, por isso, todas as expectativas vinham junto com ressalvas. Mas ao contrário de Tropicália 2 - o primeiro reencontro oficial de Gil com Caetano em disco depois dos dois voltarem da Inglaterra nos anos 70 -, a primeira música divulgada animava: “Strange Overtones” respondia porque os discos solo do ex-Talking Heads pareciam ser bons, mas não eram. Um mínimo cuidado de produção - e em termos de Brian Eno, mínimo é mínimo mesmo - devolvia à uma canção que poderia passar batida todo o suíngue e corpo que fizeram a fama da dupla de colaboradores. O disco, no entanto, não chegou aos pés dessa única faixa, uma pena.
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