9 de dezembro de 2008 às 16h34
Os 50 melhores discos de 2008: 44) KL Jay – Fita Mixada em 33 Rotações
Se Wale usou o Seinfeld como metáfora para fazer uma mixtape sobre o estado atual do hip hop americano (afinal de contas, o seriado de Seinfeld é sobre “nada”), o DJ dos Racionais reuniu duas gerações do hip hop brasileiro para fazer um diagnóstico do gênero por aqui. De um lado, a primeira geração, diretamente influenciada pelos Racionais e pelo gangsta rap (Xis, SNJ, MV Bill, SP Funk, Gog, 509E); do outro, a geração que começou a aparecer neste milênio, que vinha de encontro à cara amarrada do gangsta para colorir o rap nacional com tons mais old-skool (Aori dos Inumanos, Slim Rimografia, Costa a Costa, Kamau, Gaspar do Z’África Brasil, Max B.O., Potencial 3, De Leve); e no meio, novos nomes como a dupla Andrômeda, Maloka S/A, Livia Cruz e Os Camaradas. Juntas, ambas safras cantam a principal preocupação desta época de maturidade – e crise – do rap nacional: como retratar a periferia e a vida difícil sem cair na lamentação ou na apologia ao crime? KL Jay, um dos principais DJs do Brasil, costura essa crise de identidade reunindo músicas novas e clássicos do gênero (a passagem de “Se Tu Lutas Tu Conquistas” do SNJ para “Vida Loka” dos Racionais é cinematográfica e poderia tranqüilamente estar em um filme que se passasse em São Paulo na virada do século). Se 2008 foi ruim para o pop nacional, para o rap foi mais um ano de reflexão. E a fita de KL Jay resume o clima do ano.
44) KL Jay – Fita Mixada em 33 Rotações
Maloka S/A – “Humilde Mas Ligeiro“




Profissão: autobiógrafo.


10 de dezembro de 2008 às 15h04
olá matias. quando vc diz que a primeira geração do hip hop brasuca veio depois do racionais, vc tá deixando de fora toda uma geração que veio ANTES do racionais. thaíde & dj hum, claro, e mais mc jack, credo, código 13, blau são alguns que já faziam hip hop aqui no brasa antes do surgimento do racionais. aliás todos esses participavam dos encontros das gangues de break na estação são bento já em em meados dos anos 80, que tinham entre seus expoentes a back spin e a nação zulu. no mais, parabéns, a listinha tá boa à beça. grande abraço!
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10 de dezembro de 2008 às 16h57
Vc ta certissimo, Pedro. Na verdade, qdo falo em “primeira geracao”, tou me referindo mais ao primeiro grupo de artistas q conseguiu uma exposicao nacional ao mesmo tempo em q o rap comecava a deixar de ser visto, no Brasil, como uma novidade (ou estrangeirismo ou “isso nao eh musica”, dependendo do ponto de vista), mas como um genero q aos poucos ia tornando-se brasileiro.
Bati um papo com algum dos protagonistas dessa historia aqui, oh:
http://www.oesquema.com.br/trabalhosujo/2006/06/19/kl-jay-dj-hum-grandmaster-ney-nutz-e-dj-king/
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10 de dezembro de 2008 às 17h43
pô, bem legal a entrevista com os caras. eu participei do sub club que foi uma das primeiras festas black fora do circuito tradicional de bailes. rolava no porão do columbia, na esquina da augusta com a estados unidos. acabava às 4 da manhã e aí começava o hell’s. a gente tinha uma banda chamada unidade móvel, que era uma cia. de dança também. época bem legal aquela…
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