Em se tratando de Mallu Magalhães, eu sou indie: prefiro a demo. Explico. É que não só a versão de “Tchubaruba” como boa parte das faixas que a garota havia gravado antes de lançar seu primeiro disco, receberam uma dose de verniz a mais quando ela foi produzida por Mario Caldato. O vocal de Mallu, antes acanhado e bonitinho, estufava agora o peito para segurar notas por mais tempo no ar em vez de engoli-las timidamente. “Tchubaruba” (você sabe o que é “tchubaruba”? Sexo oral? Maconha? Ficar? Masturbação? As teorias se contradizem) foi o hit singelo e preciso que, além de colocar Mallu no mapa do indie e do pop brasileiro ao mesmo tempo, ainda ajudou a começar 2008 com um ar preguiçoso, se misturando aos instrumentos acústicos e vozes femininas que dominaram o verão passado. Mas compare as duas versões da música e perceba o que a versão final de plástico e auto-afirmação, em contraponto com a espontaneidade e graça primeiro MP3 de Mallu que apareceu no MySpace. Depois das duas versões ainda incluà um “edit” com as duas superpostas (a percussão ficou tosca, parece um cavalo arrastando os cascos - o que, pensando bem, tem a ver com o som) - e veja como a voz da segunda versão parece só um vocal de apoio para a Mallu que canta a melodia principal, na versão da demo.
43) “Tchubaruba (versão MySpace)” - Mallu Magalhães
cudo em 11 de dezembro, 2008 Ã s
1:55 pm
bicho, concordo muito com isso aÃ! inclusive em j1, fico com a versão demo também.
Adalberto Madeira em 20 de janeiro, 2009 Ã s
1:04 am
Realmente o demo é melhor… mas não vou deixar de comprar o CD. Ainda bem que temos como baixar as demos com facilidade na web (indie!). Bom, acho que o folk está bem representado. Abraços
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