6 de janeiro de 2009 às 3h20
Tira-trema
Não me peçam pra seguir a tal reforma ortográfica, não consigo cogitar sequer o fim do trema – tão querido -, que dizer escrever “Coréia” sem acento. Mas como nunca me incomodei com quem escreve “êle” com circunflexo, creio que a poucos irei incomodar. Mesmo porque essa tal reforma me lembra aquela história dos kits de primeiros socorros que eram obrigatórios em todo carro – e que depois descobriram que não serviam pra nada. Imagino a quantidade de livros que estão sendo escritos (ou reescritos) para encaixar-se nessa nova regra… E ao mesmo tempo, me pergunto, na ingenuidade: se existem 210 milhões de pessoas que falam português no mundo e a idéia é padronizar o idioma, por que não adotamos as regras de onde está a imensa maioria?
12 Comentários




Profissão: autobiógrafo.


6 de janeiro de 2009 às 6h46
Essa sua sugestão de adoptar “as regras de onde está a imensa maioria” é muito boa (estou a ser irónico), mas gostaria de lhe colocar as seguintes questões:
Quantos dessa grande maioria sabem aplicar, e aplicam de facto, regras de ortografia?
E daqui a 40 anos, quando os jovens passarem a ser a maioria, mudamos para “tiopês”? Ou seguimos o preceito da “imensa maioria” de eliminar as letras mudas”? Começa-s pelas consoants, passa-s plas vogais e logo s vê onde isto vai parar…
Agora fora de brincadeiras: a ideia não é padronizar a língua portuguesa, mas a ortografia do português. Para que quem o lê a si e me lê a mim não ache que um dos dois é analfabeto.
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6 de janeiro de 2009 às 9h17
na verdade, a maioria das palavras que vão mudar com essa reforma são as do portugues de portugal e de outros países, então talvez tenha contado a nossa superioridade numérica
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6 de janeiro de 2009 às 9h28
…porque aos olhos lusitanos isso seria um morticínio da língua pátria, ora pois! rsrsrs
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6 de janeiro de 2009 às 9h36
mas foi exatamente isso que aconteceu. as regras pendem muito mais para o português brasileiro do que para o falado em outros países, como Portugal, por exemplo. eu acho que ficou mais intuitivo, apesar de gostar da trema tbem.
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6 de janeiro de 2009 às 10h21
Aí, vc escreveu “idéia”…
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6 de janeiro de 2009 às 12h48
vamo discutir alguma coisa que realmente valha a pena ser mudada, pufavô…
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6 de janeiro de 2009 às 13h57
a reforma é uma bobeira… se a justificativa dela é também (além da unificação do português) adaptar a forma escrita da forma que se foi habituado a ver (se bem que eu nunca vi idéia, assembléia, fôrma… sem acento) teriam tirado a crase também já que muitas pessoas não usam ou usam de forma errada. pelo menos isso. é, herança tardia do fhc.
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6 de janeiro de 2009 às 17h31
lá fora eu não sei, mas essa é mais uma daquelas regras que existem e ninguém (no brasil) vai cumprir. eu, intencionalmente, farei de tudo para deixá-la caduca. vi um cara na tv dizendo que precisa fortalecer a língua portuguesa no mundo e coisa e tal. só se esqueceu de dizer que isso é um fator muito mais econômico do que por causa da língua em si. antes do inglês o mundo falava francês, daqui 50 anos todo mundo vai falar chinês e segue o baile…
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21 de janeiro de 2009 às 2h12
[...] vocês já sabem o que eu acho da reforma ortográfica, é lógico que já aderi a essa [...]
9 de maio de 2009 às 23h25
eiste algum pais que naum usava o trema antees???
que paises eram esse???
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12 de maio de 2009 às 13h35
TEM ALGUM PAIS QUE NAO USAVA O TREMA ANTES ?
QUE PAIS ?
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21 de maio de 2009 às 18h12
só sei q isto me causou uma grande dor de cabeça, pois tanto faz ter ou nao ter está mudança na ortografia
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