13 de fevereiro de 2009 às 14h01
Da importância de um produtor
Tava lendo esse artigo no NME sobre o papel de um produtor num disco de uma banda (ou melhor, sobre a importância que um artista deve dar a esta escolha) e me deparei com algo que nunca imaginei ouvir: a demo de “Live Forever”, do Oasis. Nunca gostei do Oasis de verdade, o primeiro disco deles é bem bom, mas o resto, pra mim, é regurgitação de uma fórmula besta – fora que o vocal de Liam Gallagher (o timbre do Ozzy e o sotaque do Johnny Rotten) nunca me desceu. Tudo bem, o Noel é bom guitarrista e sabe compor, mas a banda começa a patinar a partir de “Wonderwall” – e tudo que ouvimos até hoje é só conseqüência dessa derrapada original. Aí cada disco do Oasis é que nem o disco novo do Bowie pra quem era adolescente nos anos 80: “O camaleão do rock está de volta”. Rola sempre aquela torcida do “agora vai” – e nunca mais foi.
Mas “Live Forever” é um primor, uma balada com aspiração ao posto de clássico do rock, coisa que os anos 90, até ali, sequer haviam cogitado (minto – tanto o Kurt quanto o Corgan faziam isso, um cheio de culpa e outro cheio de si). Só que no tal artigo eles linkam um vídeo com a demo da música:
Que música frouxa, fuleira – bem o tipo de Oasis que o povo fã de Pearl Jam gosta. Mas tinha um hit aí – e o produtor Owen Morris não deixou barato. O resultado tem a mesma aspiração à eternidade que prega a faixa:
Resume bem o tema defendido pelo NME no tal texto.
12 Comentários



Profissão: autobiógrafo.


13 de fevereiro de 2009 às 14h36
concordo em tudo (principalmente nos parentesis que vc abre para dar sua opiniao sobre cobain corgan pearl jam bowie etc), mas neste caso do oasis, pra mim, soou praticamente a mesma coisa.
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13 de fevereiro de 2009 às 15h34
po, cheguei atrasado pra dizer que no exemplo oasis utilizado a merda me pareceu a mesma nas duas versões.
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13 de fevereiro de 2009 às 15h55
Poxa, a forçada na relação Oasis/Pearl Jam só serve mesmo pra cutucar quem gosta da banda de Seatle. Nada a ver.
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13 de fevereiro de 2009 às 16h12
Pode reparar: qdo o sujeito gosta de Pearl Jam e Oasis sempre acha q o proximo disco da segunda banda serah “a volta à boa forma”.
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13 de fevereiro de 2009 às 16h19
eu só me toquei da importancia do produtor qdo ouvi umas demos do Unicorns – pensei que quem conseguiu ver o potencial ali e transformar a musica numa coisa foda devia ser muito bom.
eu gosto de pearl jam e nao sou chata assim nao, nem acho q eles vao “voltar à boa forma”. banda tem é que mudar mesmo, nao ficar repetindo o q fez no primeiro cd (ou no cd que levou ao sucesso).
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13 de fevereiro de 2009 às 16h20
O Lewis sempre com novidades.
A demo da Live Forever tinha ficado legal.
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13 de fevereiro de 2009 às 16h37
Essa música é bem boa e tem mais umas quatro desse disco. Depois… Gosto de “Masterplan”.
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13 de fevereiro de 2009 às 16h46
O tradicional fã de Oasis ou Pearl Jam é uma espécie de “framenguista” ou “curintiano” do mundo do rock. É o tipo de consumidor de perfil conservador paca, mas que acha que ouve música de “atitude”… Deu pra entender bem a analogia, inclusive a parte em que cita o Bowie nos 80 e sua pasmaceira tecnopop pasteurizada chata paca.
O legal de comparar a demo com a versão upgrade é poder constatar o que um estúdio fodão pode fazer com uma música bacana, que num primeiro momento soa anêmica. Mas mesmo na demo, é possível facilmente sacar que essa música (“Live Forever”) é ótima — é uma das poucas coisas que realmente prestam no Oasis, além do mau humor rabugento e escrachado em pleno Reino Unido e sua pompa estilosa. abs
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13 de fevereiro de 2009 às 16h50
Ah, eu acho – e eu falo isso na boa – é que faltou um dos irmãos Oasis morrerem depois do 2 disco. Aí entravam pra história e não ficariam batendo essa mesma bronha interminável.
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14 de fevereiro de 2009 às 11h15
Já é uma grande música na versão demo – letras, vocais e solos permaneceram idênticos – e não acho que precise ser um gênio para reparar o potencial da coisa. Já uma demo do Nirvana…
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14 de fevereiro de 2009 às 16h00
Fala Bruno!
Sério que vc não conseguia sacar o potencial nas demos do Nirvana?
Caramba, até pensei em comentar isso, mas sempre achei as demos da banda sensacionais.
Até colecionava, assim como tb de várias outras bandas/artistas…
E a comparação com essa do Oasis não é nem pela execução idêntica, mas sim pela ambiência sonora retratada.
Outra banda que considero boa de demos é o Smashing Pumpkins, inclusive existe um site que há pouco tempo tinha reunido milhões de demos em toda história da banda: http://smashingpumpkins.com
abs
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30 de setembro de 2009 às 1h17
Live forever – Canção eterna do rock britânico
sem as melancolias e palhaçadas do kurt
o cara que nao soube lidar com o sucesso e enfiou um balaço na boca
tosco.
finalmente alguem fazia algo otimista e com uma visão diferente dos camisas xadrez de seattle.
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