22 de junho de 2009 às 14h32
Duas realidades
Boa idéia, essa da Trip. Em vez de repetir de novo a capa do Tropicália (talvez o maior clichê do jornalismo musical brasileiro), eles foram atrás de uma clássica capa de uma antiga Realidade com Milton Banana, Jairzão, Magro do MPB-4, Caetano, Nara, Paulinho da Viola, Toquinho, Chico Buarque e Gil…
…e a recriaram com Junio Barreto, Rômulo Fróes, Ganjaman, Tatá, Catatau, Hélio do Vanguart, Thalma, Kassin e Céu.
Mas em vez da matéria ser mais uma cantinela de viúva da MPB tentando enquadrar novos Caetanos ou as “novas divas” que alimentam cadernos de cultura pelos jornais do Brasil, o texto do Bressane concentra-se em um ponto específico desta geração anos 00 – o perfil colaboracionista, em que todo mundo já tocou com todo mundo. A pauta só peca por insistir nessas de MPB – o atual pop brasileiro (inclusive o que inclui os nove acima) vai muito além da canção e do violão, e inclui hip hop, indie rock, psicodelia, bocas desdentadas, groove latino, bateria eletrônica, guitarra elétrica e versos em inglês.
Mas eu sei como funcionam as revistas…
10 Comentários





Profissão: autobiógrafo.


22 de junho de 2009 às 19h25
Pena que não é o Milton Banana, né? Nem o Toquinho.
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22 de junho de 2009 às 19h27
Nao? ahahahaahaha, peguei isso no site deles :P
Mas o Toquinho ao menos parece, hahaahahahah
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22 de junho de 2009 às 19h33
Ou melhor, me corrigindo: pena que não é o Milton Banana.
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22 de junho de 2009 às 19h37
Deixa de misterinho q diz logo qm eh o outro, po!
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22 de junho de 2009 às 21h38
Como não? São eles mesmo.
Quanto ao uso da sigla MPB… também fiquei na dúvida. Mas enfim, ‘pop brasileiro’ e ‘música popular brasileira’ não dão na mesma?
Observação: os caras não foram escolhidos como autores de canção voz-e-violão, e sim de criadores de composições, que podem usar tudo isso que você falou aí em cima. E foi um trampo chegar nesses nove…
valeo, abrazón
RB
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22 de junho de 2009 às 21h50
Bom, qm disse q o Milton Banana nao era o Milton Banana foi o Terron, tou esperando ele me dizer qm eh…
Minha birra com a sigla MPB eh q ela eh “seria”, “adulta” e “sofisticada” – e assim descarta a possibilidade de vc ser divertido, jovem ou rude. Exemplo: cade o Catra nessa lista? E o Cansei? Podia pegar outros, vc sabe…
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23 de junho de 2009 às 8h48
Coé ~Matias?
Meu melhor comment e vc não publica?
Vou colocar a Fafá de Belém em alto volume. ZOna Oeste, tremei!
“Ouviram do Ipiraaanga as margens plaaaaaácidas…”
Mas blz, saquei a intenção!
Só acho que sempre vale a velha máxima do Marx, saca né?
abs
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23 de junho de 2009 às 8h52
Publiquei, apressadinho. Vai lah fazer cocô agora.
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23 de junho de 2009 às 17h41
Rubinho Barsotti, do Zimbo Trio.
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9 de julho de 2009 às 3h48
Fala ~Matias!
Viu isso aqui?
http://www.oifm.com.br/ronca/
Por falar nisso: er, por gentileza, vc poderia apagar meus comments acima?
heheh
abs
nicho X lixo
voltando ao barco dos novos…
a revista trip tem três versões de capa para a edição que está nas bancas.
uma delas refaz a célebre capa da revista realidade, lançada em novembro de 1966.
como sou um juntador de papel, consegui encontrar a minha cópia…
ambas deitam os cabelos na novíssima safra da música brasileira.
a realidade destaca:
rubinho (batelita do zimbo trio), jair rodrigues, nara leão, paulinho da viola, chico buarque, gilberto gil, toquinho, caetano veloso e magrão (MPB4).
a trip apresenta:
junio barreto, hélio flanders, thalma de freitas, romulo froes, ganjaman, tatá aeroplano, catatau, kassin e céu.
o mundo girou, a lusitana rodou… e não precisamos entrar numas de comparacão.
mas certamente, muita gente vai dar risada ao colocar uma ao lado da outra.
prncipalmente a tchurma do chororô.
mas em 1966, todos esses nomes estampados pela realidade eram exatamente do mesmo “tamanho” dos colegas exibidos pela trip.
só que em seguida ao nascimento da safra, a televisão se encarregou de exibí-la ao máximo.
os festivais monopolizaram a atenção de todos naquele brasil pós revolução…
conhecemos a História.
as gravadoras trataram de montar verdadeiras seleções de instrumentistas, cantores, produtores, técnicos & cia.
as rádios escoavam tudo para os ouvidinhos curiosos!
tudo e todos em seus devidos galhos!
wonderful!
volto a insistir, que por conta do país miserável em que vivemos, se não houver a atenção de veículos importantes em divulgar a nova música tupiniquim, estaremos fadados a viver no colo, apenas, de dinossauros. os de sempre!
ok, a comunicação está fragmentada, setorizada… dividida em nichos.
viver neles (nos nichos) sempre foi minha opção… e sempre será.
já falei aqui da picadura que levei quando estive na fluminense fm de 82 a 85.
o nicho niteroiense chegou ao terceiro lugar no IBOPE durante o rock in rio… e se encarregou de lançar uma penca de nomes que…
vazaram do nicho. viraram MEGA estrelas… confirmando o acerto de nossas escolhas.
e mais, alteramos completamente as conexões sonoras em todos os níveis.
quero “sonhar” alto, muito alto… de novo.
assim como todos que diariamente dão soco em ponta de faca.
manja?
( :
a diferença é que há nichos e nichos… sobretudo no terceiro mundo.
porraqui, eles não deixarão de ser nichos (no mal sentido da expressão) se não houver o tal “reconhecimento”… como o que rolou com aquela geração mostrada pela revista realidade.
ou então, com a assimilação do “espírito” mostrado pela flu fm.
na finlândia, no japão, na escócia, nos USA… os nichos sobrevivem muito bem e não querem mudar de status.
perfeito!
a cena é forte e fértil… e o poder financeiro de seus seguidores garante tudo.
querer transportar esta situação para nossas fronteiras é brincadeira de criancinha.
os exemplos estão nas nossas caras.
em terra de sarney & seus bluecaps, nada cruza a fronteira do “insignificante”… há um tempão.
quem apareceu recentemente fora do âmbito realmente popular?
ok, mallu é um fenômeno!
qual blog/site é referência para muitos leitores que buscam algo fora do padrão?
e rádio?
revistas, jornais, fanzines?
ha ha ha…
tudo amarrado ao tiro no pé desferido pela massificação via web, tão comum em áreas onde graçam analfabetismo, violência, corrupção & similares!
e por favor, não me venha dizer – “prefiro me conectar com 20 ao invés de 2000″
síndrome de vira-lata a essa altura do championship é dose!
calma!
e pior, com o tempo, os nichos vão desaparecendo.
nesta conjuntura, não descarto a possibilidade de ouvir da Oi fm:
- sorry, mauricio… o roNca roNca é muito “nicho” e não temos mais interesse em você!
triste… mas lets go ahead!
portanto, voltando lá pra cima, meu medo é que a gente perca uma geracão de talentos.
mais uma safra de jovens músicos que não encontrarão ouvidos suficientes para seguir adiante.
e que, para meu desespero, transforme o nicho em… lixo!
sem reciclagem!
) :
pra botar a tampa, segura a apresentação dos grumetes feita há 43 aninhos pela realidade, bem no meio da “crise”…
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