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Mutantes de novo

E o Pitchfork mostrou ao mundo a segunda música dos Mutantes no século 21. Felizmente, “Teclar” passa longe da pavorosa “Mutantes Depois“, a primeira música que o grupo – Sérgio Dias, no fim das contas – se empolgou em lançar. Se fosse lançada sem a chancela dos Mutantes, a nova faixa até passaria tranqüila, não é boa, mas também não é ruim – o que, em perspectiva, é uma senhora evolução. E ainda acena para esta nova psicodelia que vem surgindo à medida em que o MGMT deixa de ser assimilado como mera picaretagem de gravadora (a letra e a cítara têm uma vaibe muito cantina de escola de arte). O problema é que, mais do que em insistir no próprio passado como opção de presente, a banda insiste em reveberar a antiga sonoridade dos tempos da Rita Lee para os dias de hoje. Não faz o menor sentido – quer ser psicodélico, seja; mas deixe o passado no passado. O melhor exemplo, nesta nova faixa, é o arranjo de vocais, que tenta emular os belos jogos de voz do grupo, como em “Technicolor”, mas que deixa “Teclar” com cheiro daqueles grupos vocais brasileiros do início dos anos 80 (feliz é você que não conheceu um tempo em que o pop nacional, pré-rock da década de 80, era composto por “bandas de MPB”, como 14 Bis, Boca Livre, A Cor do Som, Rumo e Roupa Nova – e olha que eu gosto dessas bandas…).


Mutantes – “Teclar

20 Comentários
por: Alexandre Matias postado em: Brasil, Loki, MP3, Musica, Pop, Talagadas tags:

20 Comentários

Comentário por Silvio de Carvalho
16 de julho de 2009 às 13h42

Você defeca pela boca. Sua petulancia beira o ridículo. Você que tenta viver o passado quer que Os Mutantes seja uma banda vanguardista nos dias de hoje. Deixe a vanguarda pra nossos contemporâneos.

Ps.: Ouça A Cor do Som antes de falar merda.

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Comentário por ortega
16 de julho de 2009 às 13h48

ah não, esses “mutantes” de sérgio mala dias são MUITA picaretagem.

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Comentário por Daniel
16 de julho de 2009 às 19h10

Tudo bem que os Mutantes de hoje em dia não precisam ser uma banda vanguardista, mas pelo menos podiam ser uma banda boa, né?

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Comentário por fella
16 de julho de 2009 às 19h31

chama tio Arnaldo de volta.

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Comentário por Cebola
17 de julho de 2009 às 9h00

Sabedoria é saber viver no seu próprio tempo.

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Comentário por Pedro Henrique
17 de julho de 2009 às 11h26

Falar que a música não é boa é babaquice tremenda. É simplesmente a melhor música lançada na atualidade, e aposto que será a pior do disco.
Ou vai me dizer que tem alguma música de alguma banda que beira o arranjo, a composição e a letra dessa banda?
Falling Down, do Oasis? O quê? Não entendo esse povo. Picaretagem é criticar sem base.

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Comentário por Lauro Mesquita
17 de julho de 2009 às 11h59

Nossa, parece um Yes versão abertura de novela, né não?

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Comentário por Alexandre Matias
17 de julho de 2009 às 12h44

Babaquice tremenda eh tomar as dores de um idolo e mandar um “simplesmente a melhor musica lancada na atualidade” pra depois emendar com Oasis… E eu nem sei de onde – ou pra q – vc tirou essa musica. “Esse povo” deve ser outro, nao me confunde.

Ouve o MGMT q eu citei na propria comentario primeiro e depois vem falar em “criticar sem base”.

E, Fella, nem Arnaldo salvaria :-/ Mas pensando bem, melhor assim – teremos discos solo do Arnaldo, q pelo menos nao tenta ser os Mutantes de novo.

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Comentário por Pedro Henrique
17 de julho de 2009 às 18h13

Hahaha. Você é pernóstico pra caramba, hem, mocinho? Refutar que é bom, nada. Nem Arnaldo salvaria, entendo… você está com o disco aí na sua casa já? Enfim; ótima matéria.

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Comentário por Alexandre Matias
17 de julho de 2009 às 18h14

Ouviu o MGMT ou nao?

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Comentário por gabriel gubert
17 de julho de 2009 às 18h36

engraçado é que o saudosismo pelo arnaldo é aceitável, mas pelo sérgio dias não. lembrando que arnaldo hoje em dia não consegue cantar uma música sem ter um teleprompter na frente, povo insiste em falar nosenses… dont get me wrong, eu amo arnaldo baptista e na época dos mutantes sérgio dias nem se comparava a ele ou a rita lee.. mas o cara evoluiu pra caralho, agora tem uma voz super treinada e bonita, sem contar um poder de produção/disciplina invejável a qualquer um na indústria. só porque sérgio não é um mártir musical, ele não pode querer continuar com a banda. se fosse o arnaldo+novos integrantes, a coisa ia ser diferente, não tenho dúvidas..

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Comentário por klaus
17 de julho de 2009 às 18h57

Brasileiro e tudo uma merda!!!! até parece que vcs estão servidos de boas bandas pra ficarem criticando como se estivessem acima do bem e do mal!!!! tem banda no mundo fazendo som assim? vocais, cellos, violinos, flautas, percussão,um guitarrista como o SD
vão tomar no cu seus brasileiros de merda. Enquanto isso eles vão tocar aqui na gringa e tem anuncio de show dos mutantes bombamdo aqui de costa leste a oeste!!! sabem pq? pq aqui a galera sabe que não tem nenhuma banda no mundo fazendo esse som!!! aqui todo mundo sabe do peso do arnaldo da rita e o sergio e colocado no new york times ao lado de Santana e Eric Clapton e tem uns bostinhas que criticam o cara!!! que merda vcs são!

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Comentário por Strato
17 de julho de 2009 às 21h00

Fala ~Matias!
Blz?

Leve a mal não, mas MGMT né essa maravilha toda que vc tá falando, não!

Olha que, ouvi a música deles, antes mesmo de ter acesso ao verniz “psicoalucicrazy” deles em termos de imagem… Daqui a 5 anos o MGMT sequer vai ser referência de som alucicrazy, a despeito do que um Stone Roses ainda representa hj com o passar dos anos.

E – particularmente – eu curti o “Mutantes Depois”. Achei bacana, enquanto retomada de discurso décadas e décadas depois… Se quiser, a gente troca idéias a esse respeito.

E além do mais, cara, ver o SD levando esse som novo naquele espacinho no Teatro Municipal de SP foi demais. E acho que isso pesará eternamente em minha opinião a respeito do retorno da entidade na confeccção de material novo.

Além do mais, porra, Sérgio Dias solo por si só já era bom pra caralho – principalmente ao vivo. Como tb tive a oportunidade de ver ao vivo antes do retorno do “monstro”, não pude deixar de achar bacana ver o SD exaltando sua faceta mais pop enquanto “fazedor de música”.

Sem contar que, na moral, o cara ali continua tão “Skrotinho” (Salve o marido da Carol ahahahah) qto devia ser em seus tempos de molecagem…

E sem síndrome de tiete…
abs
PS: Daqui a pouco vou lá ouvir a música nova. Poxa, ficar três dias offline é realmente uma eternidad!

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Comentário por gustavo
17 de julho de 2009 às 21h13

Acho tambem que nem o Arnaldo salvaria um Mutantes anos 00. Os tempos são outros, tudo mudou… E o Let it bed tem lá seus momentos psicodelicos e sem emular aos Mutantes, o que me faz pensar que o Sergio Dias tá de picaretagem com essa banda ai.

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Comentário por Strato
17 de julho de 2009 às 21h16

Acabei de ouvir. Curti, mas gostei mais de “Mutantes Depois” na primeira audição.

Mas é normal, a harmonia de “MD” é mais simples, essa aqui é mais rebuscada, apesar de tb ser simples.

O que acho legal é ver esse disco de inéditas tomando forma. E, na moral, ouvir material novo da “entidade” é melhor que ficar eternamente requentando os mesmos clássicos manjados que qualquer mané conhece e tira onda de expert (o q não é o seu caso, certamente).

Vou ouvir mais e espero que mais músicas novas venham à tona. Quero esse disco em mãos.
abs

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Comentário por Pedro Henrique
17 de julho de 2009 às 23h10

Sérgio Dias sempre foi parte importantíssima da banda. A sonoridade de Caminhante Noturno, quase que o clássico máximo dos Mutantes, é fruto da parceria de CCBD e Sérgio, que originou fuzzes e a primeira guitarra de ouro, Regvlvs, que possui uma sonoridade sem paridade com nenhuma guitarra do mundo.
Sérgio Dias desde O’Seis foi um guitarrista primoroso; se antes não tão técnico, mas inspirado, criativo. Basta ouvir o riff que ele fez aos dezessete anos para umas das mais emblemáticas músicas do Gilberto Gil: Procissão.
A guitarra de Sérgio é uma das coisas que fez o Mutantes ser o que ele é e menosprezá-lo, colocando-o a nível de inferior a Rita e Arnaldo, é uma tremenda injustiça.

Quanto ao comentário de Klaus, apesar de ser ofensivo e extremo, exprime bem a situação atual de toda a cultura sessentista e setentista brasileira: na mão de gringos, que vão atrás de revivals, fazem exposições e conferências equiparando tais obras tupiniquins aos grandes clássicos internacionais; quando nós, os próprios brasileiros, renegamos estas a simples coadjuvantes da história da música, sempre com um complexo de inferioridade.

O Tropicalismo foi muito mais brilhante que a British Invasion. Só o Brasil que não vê, o exterior confessa isso, apesar de veladamente.

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Comentário por Luiz Pattoli
17 de julho de 2009 às 23h21

Concordo, a faixa eh fraca considerando o selo “Mutantes”. O phoda dessa galera eh que eles tentam um eterno retorno, que nao vai mais rolar. Vide Tutti Frutti na Virada Cultural. Uma vergonha.

O que me surpreende eh essa turma que nao pode ler nada contra a bandinha predileta deles. Quinta serie, hein?

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Comentário por Strat
18 de julho de 2009 às 7h53

(Vestindo a carapuça) Minha banda predileta é o Black Sabbath. Em segundo lugar vem o Sonic Youth. Putz, tô lendo a bio recente deles e é DEMAIS!
abs

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Comentário por Luiz Pattoli
18 de julho de 2009 às 22h50

Pô, Strat. Mas tu manteve os comentários numa boa. :>)
Uma coisa é discordar da opinião, outra é xingar quem pensa diferente – vide uma molecada que comentou anteriormente.

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Comentário por Daniel Magalhães
19 de julho de 2009 às 19h18

Discordo completamente. De tudo aliás, até da parte que você diz “feliz é você” de não ter vivido tal fase musical, e logo em seguida ainda diz que “gosto dessas bandas”. Explica isso aí, que não entendi.

Quanto ao resto, sinceramente, parece crítica de quem não entende bosta nenhuma do assunto, com o perdão da palavra. Você não tem bons argumentos, e entrega ao leitor um “achismo” disfarçado de cultura que não engana ninguém. Não nos trate como se fôssemos estúpidos, por favor.

“Teclar” superou todas as minhas melhores espectativas, e a cítara que tu teve a indescência de chamar de “vaibe muito cantina de escola de arte”, está tão melodiosa quanto nos velhos tempos. Tenho certeza de que nenhum fã queria Os Mutantes com cara de banda Indie. Ademais, tu queria o quê, que eles se vestissem de emos e tocassem baladinhas pop? Ainda bem que Os mutantes te desapontaram.

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