31 de julho de 2009 às 6h46
Sobre a importância de Laerte
Já falei: é o maior artista brasileiro vivo
Não canso de falar sobre a importância da fase atual do Laerte para a história da cultura brasileira, independente do impacto popular em nossa época. Já disse que o considero o artista brasileiro mais importante hoje, uma espécie de Millôr total, que transformou a tira de três quadrinhos em seu hai-kai e a proporção retangular em sua tela em branco portátil. Se tem um cara que o Brasil devia bancar para fazer sua arte, este é o Laerte – muito na frente de qualquer cineasta da nova ou velha geração, de qualquer dramaturgo ou medalhão ou nova musa da MPB. Por isso, recomendo o texto que o Nasi escreveu para o Universo HQ cujo título (Sinto muito, mas o Laerte é mais importante do que você) exprime a síntese de sua defesa da atual fase do quadrinista paulistano:
Entendeu?
Não importa. A pergunta a ser feita nesta fase de Laerte é outra: o que você sentiu?
Muitas dessas tiras provocam a introspecção. Mexem com sentimentos que estavam anestesiados.
É um baque para quem espera dar uma risada no último quadro para anuviar dos problemas. Algumas tiras têm o poder de transformar o dia de seu leitor – nem sempre para melhor.
Nasi ainda fala da perseguição que vem acompanhando a nova fase do autor, cada vez mais percebido por uma parcela conservadora de seus leitores como incômodo e experimental demais, para ficar em adjetivos publicáveis.
Aproveito a deixa para sugerir um site que compila boa parte da atual produção do sujeito. Vem por aqui.
14 Comentários






Profissão: autobiógrafo.


2 de agosto de 2009 às 8h43
Também acho.
Responder
2 de agosto de 2009 às 13h47
Maior artista brasileiro vivo acho complicado dizer, difícil escolher um, mas sem dúvida é um gênio.
Responder
2 de agosto de 2009 às 21h02
Assino embaixo. E, desculpe a pub, um texto antigo pra ele também: http://indecidable.blogspot.com/2008/10/o-humor-e-os-desenhos.html
Responder
2 de agosto de 2009 às 23h05
A única coisa q justifica a existência da Folha de São Paulo é que eles bancam a publicação diária desse gênio. A gente até atura os “ditabranda” e etc.
Tem uns artistas muito fodas que só quem acompanha HQ tem o privilégio de presenciar. O Alan Moore nos anos 80 foi um, agora o Laerte é outro. Sorte a nossa :)
Responder
3 de agosto de 2009 às 13h32
A primeira coisa que leio no dia. Pra alcançar o cara é foda, mas é mais difícil ainda entender que as tiras são geniais!
Responder
3 de agosto de 2009 às 13h43
Realmente.
O trabalho do Laerte ja se destacava ja na época do Pitaras, Los tres amigos. Evoluir é o que conta!
O fato de fãs reclamarem de novas fases de seus “idolos” demonstram sua incapacidade de transmutarem suas próprias limitações.
Responder
3 de agosto de 2009 às 15h04
Tem um link mais legal pra acompanhar o trabalho do sujeito, que é o blog do proprio :) – http://verbeat.org/blogs/manualdominotauro/
É atrasado em relação ao jornal. mas nunca dá os paus que assolam o Camará.
Responder
3 de agosto de 2009 às 15h27
Tou contigo e não abro. Laerte e seus hai-kais são a mais pura e a mais bela poesia visual feita atualmente no Brasil e quiçá no Universo. Sem exagero. Grande abraço
Responder
3 de agosto de 2009 às 20h01
Laerte é Deus.
Responder
4 de agosto de 2009 às 18h39
Concordo plenamente. Laerte ainda é mais do que atual e sempre esteve a frente de tudo, seja em traço ou ideias.
Responder
Pingback por São coisas como essas me fazem perceber que eu sou um merda: Laerte – Na Prática a Teoria é Outra
18 de setembro de 2009 às 15h54
[...] bem disse o Alexandre Matias, Laerte é o mais importante artista brasileiro da [...]
Pingback por Laerte « Palpitaria Brasil
26 de setembro de 2009 às 9h40
[...] Laerte faz parte da minha leitura diária, não passo um dia sem ir lá no Manual do Minotauro. Muita gente o considera o artista mais imprtante do Brasil. Como autor de quadrinhos, está entre os melhores do mundo. Eu acho ele genial desde os Palhaços [...]
3 de novembro de 2009 às 0h19
Pessoal,
a Camará está publicando todas as tiras do Laerte, desde 2000. Pode ser que demore um pouco para mostrar tudo, mas não é problema, é o peso! São mais de 50Mb. Então tenham paciência. Se encontrarem outros problemas, por favor entrem em contato.
abraços,
Responder
Pingback por O filme do Piratas do Tietê e a fase existencialista de Laerte - Trabalho Sujo - OESQUEMA
25 de abril de 2010 às 14h48
[...] agarrar a referências ao cinema marginal brasileiro – brincar em cima da transgressão. E esse existencialismo atual do Laerte é genial. Já tem um argumento, usando as tiras mais atuais: vamos usar várias fases dessas [...]