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Sobre a importância de Laerte

Já falei: é o maior artista brasileiro vivo

Não canso de falar sobre a importância da fase atual do Laerte para a história da cultura brasileira, independente do impacto popular em nossa época. Já disse que o considero o artista brasileiro mais importante hoje, uma espécie de Millôr total, que transformou a tira de três quadrinhos em seu hai-kai e a proporção retangular em sua tela em branco portátil. Se tem um cara que o Brasil devia bancar para fazer sua arte, este é o Laerte – muito na frente de qualquer cineasta da nova ou velha geração, de qualquer dramaturgo ou medalhão ou nova musa da MPB. Por isso, recomendo o texto que o Nasi escreveu para o Universo HQ cujo título (Sinto muito, mas o Laerte é mais importante do que você) exprime a síntese de sua defesa da atual fase do quadrinista paulistano:

Entendeu?

Não importa. A pergunta a ser feita nesta fase de Laerte é outra: o que você sentiu?

Muitas dessas tiras provocam a introspecção. Mexem com sentimentos que estavam anestesiados.

É um baque para quem espera dar uma risada no último quadro para anuviar dos problemas. Algumas tiras têm o poder de transformar o dia de seu leitor – nem sempre para melhor.

Nasi ainda fala da perseguição que vem acompanhando a nova fase do autor, cada vez mais percebido por uma parcela conservadora de seus leitores como incômodo e experimental demais, para ficar em adjetivos publicáveis.

Aproveito a deixa para sugerir um site que compila boa parte da atual produção do sujeito. Vem por aqui.

14 Comentários
por: Alexandre Matias postado em: Brasil, HQ, Imagem, Loki, Paranoia, Pop, Talagadas, Texto tags:

14 Comentários

Comentário por Ricardo Sanchez
2 de agosto de 2009 às 8h43

Também acho.

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Comentário por Kamille
2 de agosto de 2009 às 13h47

Maior artista brasileiro vivo acho complicado dizer, difícil escolher um, mas sem dúvida é um gênio.

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Comentário por mc
2 de agosto de 2009 às 21h02

Assino embaixo. E, desculpe a pub, um texto antigo pra ele também: http://indecidable.blogspot.com/2008/10/o-humor-e-os-desenhos.html

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Comentário por Daniel
2 de agosto de 2009 às 23h05

A única coisa q justifica a existência da Folha de São Paulo é que eles bancam a publicação diária desse gênio. A gente até atura os “ditabranda” e etc.

Tem uns artistas muito fodas que só quem acompanha HQ tem o privilégio de presenciar. O Alan Moore nos anos 80 foi um, agora o Laerte é outro. Sorte a nossa :)

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Comentário por Tadeu
3 de agosto de 2009 às 13h32

A primeira coisa que leio no dia. Pra alcançar o cara é foda, mas é mais difícil ainda entender que as tiras são geniais!

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Comentário por Padeiro
3 de agosto de 2009 às 13h43

Realmente.

O trabalho do Laerte ja se destacava ja na época do Pitaras, Los tres amigos. Evoluir é o que conta!

O fato de fãs reclamarem de novas fases de seus “idolos” demonstram sua incapacidade de transmutarem suas próprias limitações.

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Comentário por Daniel
3 de agosto de 2009 às 15h04

Tem um link mais legal pra acompanhar o trabalho do sujeito, que é o blog do proprio :) – http://verbeat.org/blogs/manualdominotauro/

É atrasado em relação ao jornal. mas nunca dá os paus que assolam o Camará.

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Comentário por Ulysses
3 de agosto de 2009 às 15h27

Tou contigo e não abro. Laerte e seus hai-kais são a mais pura e a mais bela poesia visual feita atualmente no Brasil e quiçá no Universo. Sem exagero. Grande abraço

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Comentário por Nego Lee
3 de agosto de 2009 às 20h01

Laerte é Deus.

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Comentário por Ricardo Stoco
4 de agosto de 2009 às 18h39

Concordo plenamente. Laerte ainda é mais do que atual e sempre esteve a frente de tudo, seja em traço ou ideias.

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Comentário por Denis
3 de novembro de 2009 às 0h19

Pessoal,

a Camará está publicando todas as tiras do Laerte, desde 2000. Pode ser que demore um pouco para mostrar tudo, mas não é problema, é o peso! São mais de 50Mb. Então tenham paciência. Se encontrarem outros problemas, por favor entrem em contato.

abraços,

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