Um dos momentos mais “que porra é essa?” do novo disco do Weezer (que, de novo, é o hit cercado por dezenas de canções insossas), sem dúvida, é sua quarta faixa. A colaboração do grupo com o rapper Lil Wayne, que veio pela conexão com um dos produtores do disco, o guru do R&B Jermaine Dupri - mostrando que o papo que ele cantava em “Pork & Beans” (sobre trabalhar com o Timbaland) não era ironia.
Ele comentou a inusitada parceria numa entrevista à MTV: “Nós adoramos o disco vermleho, mas agora é 2009, é hora de fazer algo completamente diferente. Por isso procurei alguns amigos em gêneros diferentes: Jermaine Dupri, por exemplo, o rei do R&B - escrevi uma música com ele chamada “Can’t Stop Partying”. “Foi um desafio para mim”, continuava, na mesma entrevista, explicando sobre como pegar a contribuição de Dupri “que é uma festa R&B, e dar alguma noção de extremo, alguma escuridão, fazendo-o funcionar com o rock e com o Weezer”.
Weezer e Lil Wayne - “Can’t Stop Partying“
A colaboracão remete ao disco Weezyer (de subtítulo emblemático - What Lil’ Wayne’s Rock Album Should Sound Like), que o DJ de mashup Mole Star lançou no início deste ano, colidindo o rapper e a banda indie. A improvável conexão neste caso foi estabelecida graças ao apelido de Lil Wayne, Weezy, que deu a idéia para a fusão, responsável por pérolas como essa:
Mole Star - “Stuntin’ Like My Daddy in Beverly Hills“
Dá pra baixar o disco todo aqui.
E antes que você grunha alguma infâmia sobre a colagem que ilustra esse post, reclame com o Pitchfork - e não reclame antes de ver a capa do Weezyer…
Paulo Torres em 26 de outubro, 2009 às
10:52 am
A Spinner fez um concurso de montagens sobre a capa do Raditude - e a banda curtiu, e até deu um prêmio ao mais votado: http://www.spinner.com/2009/09/11/weezers-raditude-cover-is-doggone-awesome/
Rodrigo Leme em 26 de outubro, 2009 às
12:06 pm
Discordo um pouco do “hit cercado de canções insossas”. Acho que as músicas do Raditude são muito boas (mesmo sem serem à altura do hit, claro). Porém, há sim um claro descompasso do hit em relação ao resto do disco, em termos de forma e conteúdo.
Acho que o Rivers Cuomo tem um acordo com a gravadora onde ele promete um hit e no resto do disco ele faz o que der na telha. Admiro o fato dele tentar coisas novas, mesmo que aqui e ali não funcione. Algumas coisas no disco novo funcionam muito bem.
Claro, estou ouvindo-o desde sábado, ainda é cedo, mas é um disco bacana.
matheus sena xavier em 24 de novembro, 2009 às
4:02 pm
quem foi o filha da puta que botou esta foto ai porra tira esta foto daí.
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