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A porrada da Mia

Mia volta à ativa com uma música incômoda de mensagem simples, mas “Born Free” já é uma das coisas mais importantes de 2010 só por causa desse vídeo dirigido pelo Romain Gavras (filho do Costa-Gavras), que já tinha dirigido o polêmico “Stress” para o Justice. Se liga:

Mas não há mera polêmica aqui. Sob um verniz quase didático de publicidade-choque Benetton há uma série de paralelos desagradáveis sobre o mundo que vivemos hoje em dia. Não é só o regime militar que maltrata a vida de gente por etnia nem uma Swat americana que faz às vezes de SS ao mesmo tempo que de exército israelense ou polícia de terceiro mundo, com crianças terroristas que poderiam ser palestinas, brasileiras ou irlandesas. É também uma tentativa de fazer a cultura pop voltar a ser crítica, política, militante – e desagradável. Em nove minutos Mia e Romain pulverizam a importância de “Telephone” de Lady Gaga, tornam todo o cinema político do século 21 obsoleto e destratam todo entretenimento cultural como coluna social.

32 Comentários
por: Alexandre Matias postado em: Loki, Musica, Paranoia, Pop, Texto, Video tags: ,

32 Comentários

Comentário por Yan
27 de abril de 2010 às 10h14

Porrada na cara da Lady Gaga e de quem falou que a MIA não era ninguem.

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Trackback por uberVU - social comments
27 de abril de 2010 às 10h33

Social comments and analytics for this post…

This post was mentioned on Twitter by trabalhosujo: A porrada da Mia http://ow.ly/1DBAb #trabalhosujo…

Comentário por Renoir Santos
27 de abril de 2010 às 10h56

Acho que ja passou da hora de nos informarmos melhor, a respeito dessa tal “nova ordem mundial” tão proclamada pelo Obama.
Tenho a impressão que querem nos impor o “admirável mundo novo” e se preciso passando pelo “1984″
A cultura pop precisa deixar de ser subserviente, deixar de agir como agente propagandista dessa corja fascista.

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Comentário por Lucas Creep
27 de abril de 2010 às 11h09

Criar qualidades em um trabalho sendo necessária uma critica agressiva à outra obra, eu considero lamentável.

Quero dizer que o videoclipe da M.I.A é maravilhoso e contém todas as qualidades apresentadas em seu texto. Também acho justa a sua opinião de que é necessário mais obras criticas, políticas, militantes – e desagradáveis. Porém gosto da liberdade de criar, mesmo que seja algo vazio e sem conteúdo. Faz parte da pluralidade cultural saudável.

Não estou defendendo Lady Gaga, apenas acho não necessária a comparação de obras que carregam mensagens tão distintas, com intenções tão diferentes.

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Comentário por Alexandre Matias
27 de abril de 2010 às 11h12

Nao eh isso, Lucas. Citei a Lady Gaga pq ela tinha feito o clipe mais importante do ano… ate esse.

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Comentário por Daniel (outro)
27 de abril de 2010 às 11h48

UOU! Vai se foder, que clipe foda.

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Comentário por Mauro
27 de abril de 2010 às 12h32

Alexandre, o texto falou pouco mas falou tudo!! Sobre o video, achei que a parte das explosoes matou o clipe. Não pelas cenas fortes, mas elas não parecem um pouco mal feitas?

mas vale muito pela atitude. agora vamos esperar a lista de paises que proibirão esse clipe. Para mim este está fadado a ter o mesmo destino de Jeremy, por exemplo.

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Comentário por Eduardo
27 de abril de 2010 às 13h37

é uma pena que as cenas de explosões sejam tão explícitas que ‘matem’ o bom trabalho do restante do clipe. Born Free não conseguirá se livrar dessas cenas. A M.I.A. queria polêmica – e derrubar a Lady GaGa – e conseguiu.

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Comentário por Bruno
27 de abril de 2010 às 14h05

Eu já não vejo tanta diferença assim entre os dois clipes. O objetivo da M.I.A. é justamente o mesmo da Lady Gaga, criar buxixo (prq fazer esse clipe não muda absoltuamente nada). É muita poplitização pro meu gosto. O “Stress” achei bem melhor e relevante.

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Comentário por Harry
27 de abril de 2010 às 14h22

Porrada na cara da Lady Gaga, onde? Por acaso MIA venderá 10 milhoes de copias falando mal de uma das artistas mais famosas do momento – tenho certeza que não. ela que volte a samplear funk da deise tigrona pq é com a funkeira carioca que ela se compara…e não com Lady Gaga. me desculpem

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Comentário por Rocco
27 de abril de 2010 às 15h04

Meu vizinho babaca é um policial linha dura que nem esses escrotos aí. Como Deus é justo, todo dia que ele chega em casa depois do serviço é obrigado a conviver com a filhinha querida de 12 anos dele que está morrendo de câncer….hehehe Bem feito pra ele.

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Comentário por dafne
27 de abril de 2010 às 17h26

ah, bruno, o “stress” é tão poplítico quanto esse “born free”. diferença nenhuma, a não ser gosto pessoal. e outra, nenhum clipe muda nada, nenhuma música muda nada, poucas coisas mudam alguma coisa, e elas não estão no mundo pop, pode ter certeza.
claro que a m.i.a. quer buxixo, todos querem e precisam pra sobreviver, mas ela não é “produto” como a lady gaga é (por isso que gaga vende milhões e a m.i.a. não).enfim, tem um abismo gigante entre as duas.
achei essa música da m.i.a. bem ruim, mas esse clipe realmente é foda. forte, realista, com esse lance dos ruivos que pega na surpresa.
entre mortos e feridos, CHUPA GAGA. hahaha.

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Comentário por geo euzebio
27 de abril de 2010 às 17h43

quero saber que cinema político foi esse que entrou em obsolecência depois desse clipe da MIA?! a idéia da crítica feita no filme – ops! – clipe é válida, mas não deu pra enxergar nele nenhuma mudança/ruptura na rotação do planeta pop.

a cultura pop podia mesmo deixar de ser cuzona. assisto um filme como ‘o homem do braço de ouro’, do otto preminger e penso ‘mas porque foi que o cinema deixou de ser assim, desconfortável, capaz de abalar?”

mas aí eu já to misturando filme e videoclipe como se ambos fossem de uma mesma natureza e tem gente que vai vir aqui chiar, mas é que eu acho essas divisões uma questão total irrelevante, principalmente quando se está pensando algo pra além da técnica.

e será que a gente precisa mesmo separar a lady gaga da MIA?

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Pingback por MIA e Romain Gavras vendem música com tapa na cara da sociedade. Quem compra? | GOMA DE MASCAR!
27 de abril de 2010 às 18h15

[...] atônitas pelas internets ao mostrar ruivos perseguidos e executadas por soldados truculentos. Já está sendo considerada por alguns jornalistas como o clipe mais importante do ano. E me pergunto: importante por [...]

Comentário por Bruno
27 de abril de 2010 às 19h51

não acho não, dafne. o “stress” fala de uma situação real, dos imigrantes de origem muçulmana nos subúrbios de paris, não é uma alegoria. sem contar que o uso da musica do justice para um assunto desses foi muito mais surpreendente do que o da MIA, da qual ja se espera isso mesmo. todo modo, não estou dizendo que gosto muito de um e pouco do outro.

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Comentário por Bruno
27 de abril de 2010 às 19h55

E sobre tamanho/faturamento/vendagem, o show da M.I.A. no Coachella do ano passado mostra rque a menina tá longe de ser uma independente sem arrecadação:

http://www.oesquema.com.br/urbe/2009/04/28/coachella-2009-formatura-no-deserto-completo.htm

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Comentário por Diogo Abdalla
27 de abril de 2010 às 23h57

O clip é uma reprodução do feeling “Guerra ao Terror” só que mais plastificada e mascaga. Muito bom, mas tornar “todo o cinema político do século 21 obsoleto” é pedir esmola por atenção.

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Comentário por Gustavo
28 de abril de 2010 às 1h16

Olha gente, dizer que a M.I.A. fez esse clipe pra criar buxixo não sei não hein, afinal de contas ela é singalesa,do Sri Lanka, que é um país em guerra e recentemente vi numa entrevista que o nome dela tá na lista de uns terroristas de lá, ou seja, ela vive isso na pele, portanto na MINHA humilde opinião não acho que ela fez esse clipe para apenas “criar buxixo”…….

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Comentário por Bufo
28 de abril de 2010 às 10h45

Será que esse clip influenciou o 200º/201º episódio do South Park ou o filho do Costa-Gravas que foi influenciado por Trey Parker & Matt Stone?

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Comentário por @Nandasig
28 de abril de 2010 às 14h13

Faltam mais artistas como a M.I.A que usam o entretenimento como forma de protestar e informar sobre as crueldades do mundo. Acho que é função da arte expressar as diversas realidades.

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Comentário por Luca
28 de abril de 2010 às 19h21

Ok!! Mas a música é ruim para caramba.

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Comentário por FLP
28 de abril de 2010 às 21h07

Yo, também fiz um post sobre esse clipe no meu blog>> Check It Out >> http://daydreamgt.blogspot.com/2010/04/mia-born-free.html

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Comentário por Tamine
29 de abril de 2010 às 9h48

Por curiosidade, fui assistir ao video de Lady Gaga ao ler esse post, pois nao tinha entendido a comparacao.
E ainda nao entendi. É só porque os vídeos têm 9 minutos? Qual é a “crítica social” do clipe da Gaga?
Que mania irritante essa das comparacoes sem fundamento para causar impacto.

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Comentário por Diego
29 de abril de 2010 às 16h00

A comparação com a Lady Gaga, acho que é porque a M.I.A meio que não se bica com ela! Mas é um ótimo paralelo entre o trabalho das duas. Em “Born Free”, a violência é justificável, tem uma mensagem por trás, já “Telephone” foi feito pra chocar… pra aparecer nas notícias de jornal no dia seguinte! Acho que essa equipe Haus of Gaga deveria não só se preocupar na aparência exterior dela, como também na interior… pois o trabalho dela, até agora, não passou nenhuma mensagem – não digo que ela tem que se politizar e tudo mais, mas dá pra ser pop e ao mesmo tempo ter alguma coisa de interessante pra falar (vide: Björk). Quanto ao videoclipe de M.I.A, achei explícito e violento demais… ainda que seja justificável, a mensagem política meio que se perdeu no meio das explosões… por causa disso, a audiência desse vídeo vai ficar muito limitada! Uma pena, pois tem uma mensagem fortíssima e isso vai ficar restrito a um número bem reduzido de pessoas.

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Pingback por Vídeo agressivo. E que faz pensar. | O Grito do Inimigo
29 de abril de 2010 às 17h26

[...] O link pro vídeo é esse: http://www.oesquema.com.br/trabalhosujo/2010/04/26/a-porrada-da-mia.htm [...]

Pingback por Esse clipe vai dar o que falar « Music Pack
29 de abril de 2010 às 20h49

[...] E para terminar, vou deixar aqui esse trecho que diz tudo o que não consegui, mas quis dizer nesse post. Ele é da autoria de Alexandre Matias, Trabalho Sujo. [...]

Comentário por Marilia
29 de abril de 2010 às 23h38

Este blog é tipo aquela banda boa mas que só tem fã mala.

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Comentário por Alexandre Matias
30 de abril de 2010 às 0h48

hehehehehe

Mas eh exagero Marilia. Boa parte dos bons leitores do Sujo fala direto comigo, soh uma pequena turma se manifesta nos comentarios.

Eh q area de comentario, no geral, eh palco pra qm nao tem blog, neh… Dah um desconto…

E q banda boa q nao tem fan mala?

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Comentário por Victor Hugo
1 de maio de 2010 às 16h34

É impressão minha ou a MIA pegou a base da música “Ghost Rider”, do Suicide?

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Comentário por Alexandre Matias
1 de maio de 2010 às 17h48

Eh “!Ghost Rider” ela falou. E a batera eh do Cavalera.

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Pingback por Psicodelia power-point - Trabalho Sujo - OESQUEMA
16 de agosto de 2010 às 14h56

[...] de magazine popular, o exagero digital como estética: eis o novo clipe de M.I.A. – o avesso do primeiro clipe de seu terceiro disco. « Tubléq-tublim! | » Por Alexandre Matias às 9:00 | | Permalink Categorias: [...]

Comentário por Onofre Paiva
13 de setembro de 2010 às 12h58

Tem uma pitada de Declare Independence da Björk (ouvindo só a música, sem o Clip).

A violência explicita um tanto descenessária (ou não), mas deixa claro que a função é chocar e incomodar. Combina com o Conjunto da Obra dela, que estou simpatizando.

Quanto a comparar com GAGA, meio forçado (ainda mais usando a palavra “pulverizar”): O Interessante das mensagens da Gaga é que ela não são explícitas. Isso é bem mais difícil e sofisticado. Mensagens políticas são mais fáceis de serem entendidas e mais apoiadas por intelectuais.

Ambas são filhas de seus contextos.
Ambas nasceram livres. (e que permanecam assim)

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Comentário por Leocádia Little Monster
10 de outubro de 2010 às 1h00

Que merda! Tudo esse povo enfia a GaGa…

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Pingback por O terceiro ato de M.I.A. | M.O.V.I.N [UP]
25 de novembro de 2010 às 13h50

[...] bem, no que vem acontecendo por aí em inúmeros exemplos –  há muito tempo. André Forastieri e Alexandre Matias falaram bem sobre o impacto de “Born [...]

Pingback por M.I.A | Born Free « Brainstorm #9
16 de março de 2011 às 11h48

[...] vou replicar abaixo o texto do Alexandre Matias, no Trabalho Sujo, que resumiu em um só parágrafo a representatividade desse clipe. Um comentário brilhante, que [...]

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