OEsquema

Lost: The End

Comentem. Eu comento no final do dia.

Atualização (25 de maio):

Meu comentário vai demorar um pouco mais, mas já adianto: adorei o fim da série. Fui gravar o Comentando Lost ontem com o Ronaldo, mas a gente ficou fritando tanto em cima do episódio que achou melhor esperar uns dias pra ficha cair direito. O último programa sobe ao ar ainda essa semana, garanto.

E à medida em que o dia for passando, vou colando comentários, teorias, versões e considerações em sites alheios aqui nesse mesmo post. E conto com a sua participação.

Diz o Diogo:

A idéia de que a redenção é possível para todos, que há um lugar (céu, nirvana, outra vida, planos evolutivos, ou o que quer que a fé de cada um acredite) em que encontraremos as pessoas que foram importantes pra gente nessa vida é muito bela. Por isso gostei bastante do final, mesmo sendo Ateu. Achei incrivel. Mas espero que vcs nao esperassem batalhas épicas de supersyajins no final , nem grandes explosoes e coisas, e q possam ver a beleza da coisa.

E depois acrescentou:

Eu acho que o final na Igreja foi mais simbólico, pra fechar o ciclo. Como no primeiro episódio o Jack tava indo fazer o funeral do pai, nada mais natural que o fim de tudo, o encontro deles em seu lugar especial em que tudo é revelado, fosse nesse funeral que nunca ocorreu em vida. Esse lugar não era o purgatório na minha opinião, o purgatório é uma concepção da Igreja Católica que foi inventada pelo Vaticano como instrumento de manipulação e não está na Bíblia! ja na Igreja do funeral, existe um vitral com símbolos de todas as religiões, ou seja, é um lugar espiritual, que aceita todos. Lembram do céu de Amor Além da Vida onde cada um constrói o seu? É mais ou menos isso, mas não é o céu, e sim um lugar que é a criação conjunta de todos eles. Pra onde eles vão? Não sei, nunca saberemos. Mas foi bonito pacas.

A Melina emenda:

E o recado final do Christian foi pra gente né? Depois de seis anos… Let’s move on.

O Gustavo acha que:

… o clichê Manoel Carlos + Shyamalan foi um modelo necessário para não haver SUICÍDIOS em massa dos fãs ontem, já que o fim é triste, sim. O grande mistério da ilha (”O que é a ilha? De onde vem a luz? Que lógica é essa do Jacob X Mib e por que ela não continua com o Hurley?) não é resolvido, todos morrem sem respostas e sem atingir a “iluminação”, precisando de um mundo de sonho para conseguir viver a vida que queriam por algum tempo, lembrar de tudo e aceitar a morte.

E por isso eu chorei e achei do caralho.

Pena que isso não é bem um spoiler da vida, pois nós vamos apagar igual apagamos quando vamos dormir

A Lili odiou, mas considera:

ficamos sem respostas, sem fim e sem série. pra mim, moving on não é closure. foi um episódio lindo, eles finalmente aprenderam a perdoar, a amar e a fazer as escolhas certas. mas não deveria ter sido o último. eu topava ser enrolada ainda por um bom tempo…

Delfin acrescenta que…

…é um final que tem muito a ver com o PKDick, se os fãs mais radicais pararem para pensar, por exemplo, em Valis e, prncipalmente, em Ubik.

A Ana completa:

Além de tudo, a ideia do flashsideways não ter NADA a ver com a trama principal, ser algo descolado (e espiritual, então a lógica de lá não se aplica ao resto do plot) é bem legal porque permite a validação de certas coisas científicas que foram apresentadas durante a saga na ilha.

A Letícia reclama:

Não fico puta da série ter acabado espiritualmente, ligeiramente religiosa, de querer terminar com um clima de “we’re all going to a better place”. Mas oi? Que tal explicar o RESTO DA SÉRIE e não só os últimos 13 episódios (que pra mim também poderiam ter uma explicação melhor)?

E acrescenta:

Ainda prefiro a teoria mais básica e batida, de que os flash-sideways são um universo paralelo iniciado após a explosão da bomba no final da quinta. Depois de duas horas de finale eles deviam simplesmente ter explodido a ilha e se reencontrado no universo paralelo, enterrado o pai do Jack (que por sinal, todo mundo esqueceu que foi o maior douchebag na vida real, né?) e moved on. VIVOS. A surpresa não teria sido tão grande, mas pelo menos teria feito sentido.

E o Marcio:

O final de LOST foi exatamente igual ao fim de Nárnia e teve o mesmo propósito: mostrar que toda a ação, os dramas e as provações eram mesmo parte de uma grande jornada espiritual. A luz no coração da ilha é, no fim das contas, nosso axis mundi, um canal de comunicação com o transcendente.

Assim, Desmond não era só a chave de segurança da Ilha, mas o guia, o barqueiro que atravessa nossos protagonistas para o Outro Lado. Como n’O Senhor dos Anéis, todos aqueles que tocam a Ilha mudam e tem como último descanso as terras de além mar.

O Roberto divaga bonito:

O principal agente para a validade ficcional é o próprio indivíduo.
Eis o sujeito, dotado de sua mais forte faculdade.
Para a ação, ele buscará, antes, a sustentação.
O embasamento pode estar:
na estrutura narrativa que emirja da lógica que mais o apetecer (cada sujeito organiza como lhe aprouver os fatos relativos);
no conjunto que mais atenda nele sua demanda por realidade, conforme a vigência dos conceitos, quando organizaram satisfatoriamente a existência deste mesmo sujeito-histórico;
no sem-fim de opções (com elas, mais conjuntos) que se imprimem em auto-importância na proporção que o sujeito se incline;
na categoria (pois das diferentes inclinações, as categorizações surgem);
no sujeito, tomado;
no predicado, restando apenas a figura.
“Se a desligar e a ligar novamente, o chocolate irá cair.”

Parabéns, Lost, por colocar a onisciência da habilidade de busca à disposição de seus espectadores.

Bruno, que não assiste à série, aplaudiu:

Lost, a ilha, as provações e loucuras é o que vc quer que seja. Achei fodaço.

Chico Barney também deu seu pitaco:

O episódio foi sensacional, e resolveu a questão fundamental da série.

No final, eles não estavam mais perdidos.

A Geo disse que:

aqui em casa sobrou apenas uma camiseta com o logo dharma e a opinião de que depois de tanto cartucho queimado, prevaleceu a lógica da navalha de ockham.

Hein, navalha de quê? Wikipedia:

A Navalha de Occam ou Navalha de Ockham é um princípio lógico atribuído ao Lógico e frade Franciscano inglês William de Ockham (século XIV). O princípio afirma que a explicação para qualquer fenómeno deve assumir apenas as premissas estritamente necessárias à explicação do fenómeno e eliminar todas as que não causariam qualquer diferença aparente nas predicções da hipótese ou teoria. O princípio é frequentemente designado pela expressão latina Lex Parsimoniae (Lei da Parsimónia) enunciada como:”entia non sunt multiplicanda praeter necessitatem” (as entidades não devem ser multiplicadas além da necessidade). Esta formulação é muitas vezes parafraseada como “Se em tudo o mais forem idênticas as várias explicações de um fenómeno, a mais simples é a melhor”. O princípio recomenda assim que se escolha a teoria explicativa que implique o menor número de premissas assumidas e o menor número de entidades. Originalmente um princípio da Filosofia Reducionista do Nominalismo, é hoje tido como uma das máximas heurísticas (regra geral) que aconselham economia, parcimónia e simplicidade, especialmente nas teorias científicas.

Ahn… E ela completa:

mas, porra, foi emocionante!

Outro Bruno vem…

“…engrossar o caldo dos que ficaram insatisfeito.

Acho toda essa interpretação cheia de misticismo e simbologias muito bonita, mas não convence. Quem é fã esperava mais, e, a primeira vista, o “no final tava todo mundo morto” parece ser o jeito mais facil de se encerrar o ciclo. Um final simples para uma série complexa demais.

Que diabos a Penny estava fazendo na “igreja”? E o Walt, Michael, e todos os outros que não estavam no lugar marcado, não mereceram rendenção?

É complicado, eu não enguli esse final…”

Atualização (26 de maio):

E seguem comentando. O Diego não gostou:

Pra mim ficou claro que eles nao imaginavam tamanho sucesso e alongaram e enrrolaram o maximo que puderam, dai voltaram pra primeira temporada e acabaram tudo.

Na real so teria 3 temporadas, por ai.

Juntaram um bocado de cultura pop, com um pouco de fisica e pronto, foi uma boa serie com um final indecente, melodramatico, meloso e chato.

Nem o Oga:

explicar com “estavam todos mortos”, ou “foi tudo um sonho” ou pior “eram ETs”, é coisa de filme de fiçcão ruim. Achei que o Lost seria diferente…Espero que no box tenham 3 horas de extras pra justificar tanto tempo lost

Regismax adorou:

Lindo! Ficou mais com as teorias de física quantica do que as religiosas. Uma realidade que se resolve, legitimando pra sempre a outra realidade.

Um sem fim de referências, teorias e conceitos…não tente explicar de forma simplista : purgatório ou “todos estavam mortos”.

Um final corajoso, digno de todas as temporadas.

o que aconteceu, aconteceu.

O Eduardo pondera sobre a raiva de quem não gostou do final:

Felizmente curti o desfecho mesmo, mas mesmo que não tivesse gostado, dificilmente algo poderia desabonar a série e tudo que ela representou nessas 6 temporadas. O fato de considerarmos tudo o que aconteceu permite, no meu ver, um final “redentor” (ou novelesco para alguns) como o que vimos.

Para quem definitivamente não gostou do final, seria interessante lembrar de cada comentário engraçado do Hurley, cada expressão misteriosa do Locke, cada chapação do Desmond, cada desenrolar de fatos na ilha (e fora dela) e pensar se um final que tenha desagradado, realmente pode por tudo isso a perder. (meio sentimental esse parágrafo, mas Ok, se J.J. Abrams, Damon Lindelof e Carlton Cuse podem, eu também me dou esse direito, hehe)

O capítulo final inflou ainda mais todo o clima de comoção e (já) nostalgia dos fãs da série. Os insights dos personagens, quando eles se lembravam da “outra vida”, contribuíram muito pra isso, e a cena final foi um primor. Um verdadeiro tributo aos amantes da série.

E no final de tudo, na ilha particular que cada um de nós criou na mente durante esses anos, todos estavam certos e todos errados, porque afinal, o desfecho não atendeu totalmente a teoria do “eles estavam mortos”, apenas criou outro ponto de partida para mais dezenas de teorias, como foi em toda a série.

O comentário do Chico Barney é decisivo: “No final, eles não estavam mais perdidos”. Resumindo, para mim, o ciclo foi muito bem encerrado, mesmo que o “encerrado” seja no melhor estilo Lost.

Felipe é todo dúvidas:

Ainda estou absorvendo todas as informações, mas é inegável que teve sua parcela de decepção… um seriado tão revolucionário, tão foda, teve um final de novela das 8 realmente. Mas acho que para ter uma impressão melhor e mais clara, preciso rever mais umas três vezes.

Agora o que já sei que faltou responder e que me deixou fulo é:

- Afinal qual é a porra do poder/efeito especial/talento/dom/divindade do Walt? Afinal passamos metade de uma temporada ouvindo aquela desgraça do Michael gritando Waaaalllt, Waaaallt… afinal porque aquela peste foi capturada?? Alguém sabe me responder!?

- Outros pontos que eu não gostei… Wildmore era o fodedo durante todo o tempo, e morre assim sem mais nem menos (tudo bem a vida real é assim, mas ali não era vida real)? A participação dele nesta temporada final foi tão boa quanto a do personagem do Santoro…

Enfim, ainda tem muita coisa para observar.

Sergio emenda:

Como muitos achei piegas um pouco a reunião na igreja e acharia muito pior se não estivessem todos mortos, mas fiquei extremamente satisfeito de entender que tudo que aconteceu na ilha aconteceu mesmo. Que todo sacrifício de todos não era fruto de alguma imaginação, sonho ou engodo qualquer…

E o truque de desviar nossa atenção com a realidade paralela, fazendo todo mundo acreditar que de algum modo mais uma vez o destino corrigiria o caminho levando todos de volta pra ilha me parecia mais um inferno do que o céu onde todos encontraram paz no final…

é tudo meio bobo, ingênuo, solução fácil? Pode ser, mas acho que amarrou bem a história e afinal, todo mundo morre mesmo né?! depois de acompanhar tantos anos os personagens, mais triste seria um final seco. Acho que muita gente não aguentaria. Afinal o coração precisa de alento. Precisa acreditar que no fim tudo dá certo. Se não aqui, em algum outro lugar. Pelo menos.

E tão bela a cena final, quando Vincent sai da floresta, vai até Jack, lambe sua cara e deixa ao seu lado. O cão deita em companhia e Jack fica pronto pra morrer. Lindo.

Se não responderam os mistérios… paciência. Nenhuma resposta seria mesmo satisfatória. Let´s move on.

Any não quer conversa:

O seriado foi excelente, mas o “The End” foi sim uma bosta.

Na verdade ele seria bom SE os roteiristas tivessem pensado nesse final nada original (como vocês sabem essa premissa é bem antiga, desde os anos 80) desde o início da série, coisa que eu duvido muito.

Aí foi o seguinte: Os roteiristas se perderam com tanto mistério, que ficou difícil explicar, números em todo lugar, mecânica quântica, viagens temporais, tudo isso seria difícil explicar em tão pouco tempo, os caras aproveitaram a deixa de muita gente que desde o inicio do seriado já havia levantado essa hipótese (que os roteiristas negaram na época, alegando que o seriado era de pura ciência) e usaram o tal final ridículo e nada original (repito).

Ninguém venha dizer que quem não gostou foi porque não entendeu que não é verdade, assim como quase 100% dos fãs esperavam realmente muito mais (e não estou falando em todas as respostas mastigadas não), nada tão fácil como misticismo.

Assim é fácil: Junte um monte de mistérios sem nenhuma ligação aparente e quando muita gente estiver fazendo conjecturas e você não tiver explicação (ninguém teria mesmo), você lança uma resposta Deus Ex Maquina, e quem não gostar é porque não entendeu.

Agora sejam sinceros e digam se esperavam mesmo o suposto final de Caverna do Dragão? Duvido.

George Lucas estava certo.

O Eder não gostou, mas menos:

Acho que me decepcionei com o final “Scooby Doo” porque espera que a razão de tudo fosse lógica e não espiritual. Dá uma sensação de que todo o jogo com o tempo foi em vão, todas as teorias a respeito da física foram nulas, pois a teoria que venceu foi uma das primeiras (quem, já na primeira temporada, não cogitou a possibilidade de que eles estivessem mortos e que a ilha era uma espécie de purgatório? Muita gente pensou isso logo após o primeiro episódio). Acho que tudo isso não pode ser confirmado (o que torna o final menos decipicionante) é fato de que não ficou claro “quando” eles morreram, pois não dá pra afirmar que eles morrem logo na primeira queda, já que a realidade palela (um quase-céu?) só passou a existir após a explosão (todos morreram na explosão? se sim, porque toda essa lenga lenga de homem preto? Se não, como diabos conseguiram sobreviver a uma explosão daquelas?). Essas e tantas outras questões é que fazem valer a pena, que tornam o que Lost é, um fenômeno. O final foi brega,mas foi bonito, uma despedida que não foi muito honesta conosco, mas que tratou com carinho esses personagem que nós, ao longo de 6 anos, aprendemos a gostar como se fossem reais.

Arthur vai além:

A primeira impressão foi o que o final tinha sido digno, apenas digno, com o legado da série.

Mas após umas duas horas de sono na madrugada o episódio não saía da cabeça, era assustador… Preciso ver de novo, mas agora já acho o episódio fantástico, de uma coragem ímpar que será lembrado para sempre depois dessa chuva de críticas prematuras. O caminho que os caras escolheram não podia ser mais condizente com esta 6a temporada. E a escolha sobre o final dividiu os espectadores entre aqueles que compraram ou não a ideia, entre quem é cético e quem tem fé (independente de religião, fé em alguma coisa que não se precisa saber o que)

Se é ciência ou religião, no fundo, pra mim pouco importa. A série sempre foi baseada em mitologia e falsa-ciência. Acho que todos precisamos acreditar em algo que não precisa de interpretação, de fundamentos, de respostas. Lost mesmo e outras obras-pop ensinaram que as respostas não importam tanto, mas sim a interpretação que cada um faz das perguntas.

Chega de sobre-analisar tudo: quem gostou, aproveite; quem não, “let it go”.

Rafael segue cético:

Justamente por ser Lost a série mais imprevisível entre todas que eu assisti, já desconfiava que, qualquer que fosse o final, seria “broxante”. E justamente por isso não me enchi de expectativas, pois sabia que o único jeito de “o fim” me agradar seria, se existisse, um modo de aumentar ainda mais as dúvidas ao invés de tentar respondê-las. Mas enfim, aparte essa “Novela Mexicana”, em que quase todos os parzinhos se encontram, eu achei o final satisfatório. Afinal, não deixar margem para o mistério e para a dúvida, na minha opinião faria o final ter sido bem pior.

Carlos lamenta:

A série representa bem o lado negativo de ser nerd, ficar hipotetizando mil coisas que não correspondem com a realidade, só existem na cabeça da criatura… O tempo q os nerds mais hardcore poderiam ter usado para aprender a se sociabilizar foram pelo cano.

E completa:

Só quero ver um video do Hitler falando a respeito desse final e de quem se prestou a acompanhar a série inteira…

Gabriel se revolta:

Fala sério, quer dizer que tem gente que fica 6 anos acompanhando uma série SÓ PRAVER O FINAL??? E se você se divertiu por 6 anos e não gostou do final, foi tudo uma perda de tempo? Que investimento do seu tempo mais infeliz, hein? Repensem seu entretenimento. Deixem de assistir séries, vejam só filmes, assim quando o final não agradar vocês só perdem umas duas horas. Ou então assistam Além da Imaginação, é meia horinha e acabou. Se não gostarem de um episódio não vão nem rever os personagens.

O Terron ironizou:

Eu achei legal. Eles estavam morando na letra de “Imagine”, do Lennon:

*”Imagine there’s no Heaven / It’s easy if you try / No hell below us”

Apesar de todos os personagens terem “falhas no caráter”, algo que fizeram questão de reforçar o tempo todo, ninguém foi pro inferno no fim.

*”Above us only sky”

A cena final, com o Jack olhando para cima

*”Imagine all the people / Living for today”

No fim, quando o Christian diz que o tempo é irrelevante naquele lugar

*”Imagine there’s no countries / It isn’t hard to do / Nothing to kill or die for / And no religion too / Imagine all the people / Living life in peace”

Essa é fácil: todo mundo, de todos os países (coreia, iraque, eua) e de todas as religiões acaba junto, em paz, no mesmo lugar

*”You may say that I’m a dreamer / But I’m not the only one / I hope someday you’ll join us
And the world will be as one”

Aqui é sobre como todos achavam que poderia ser um sonho do Jack. Mas no final ele não estava sozinho, todos estava lá com eles. E o mundo deles só foi criado, como explicou o Christian, quando todos chegaram

*”Imagine no possessions / I wonder if you can / No need for greed or hunger / A brotherhood of man / Imagine all the people / Sharing all the world”

Essa é a apoteose final, quando todos abandonam seus problemas da Terra e partem para a paz espiritual.

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Sim, eu estou zoando.

O Pablo se emocionou:

Confesso que me emocionei uma meia dúzia de vezes. E acho que justamente era esse o intuito da coisa toda. Fazer o público ter contato com seu lado espiritual, ou se confrontar com a pergunta mais sem resposta de todas (mais do que qualquer mistério de Lost): o que acontece depois da morte?

Os criadores de Lost sabem que essa pergunta jamais terá uma solução, então se penduraram nela para criar toda a trama da série. Todo o resto, as referências a ficção-científica, foi tudo perfumaria para nos manter ocupados durante seis anos. Conseguiram, né?

Foi assim – a bomba explodiu e acabou pro Jack (e pra vários outros). O que vemos na sexta temporada é o rito de passagem do herói para “o outro lado”. Na realidade paralela, vemos o que “poderia ter sido” se todos fossem bons, bacanas e honestos. Na ilha, acompanhamos a luta de Jack pela redenção espiritual. Quando ele enfim cumpre sua “missão”, está pronto para partir. Como não existe temporalidade no “outro lado”, todas as pessoas importantes para Jack aparecem juntas na igreja. Mas não quer dizer exatamente que todas morreram juntas quando a bomba explodiu ou coisa parecida. Elas foram morrendo ao longo dos anos, e se juntaram todas ali na “igreja” para juntas pularem para o outro lado.

Os criadores de Lost sabiam que se equilibrassem ciência com fé, seria a combinação perfeita para nos manter ligados. O desfecho inteiramente baseado na fé não pode ser considerado uma enganação, ou simplesmente uma “solução fácil”. Não foi nada fácil nos manter acompanhando esse tempo todo. Eles se arriscaram, e no fim, tiveram sucesso. O público queria que houvesse uma explicação científica ou lógica para as grandes questões da existência humana, mas o fato é que ninguém tem essas respostas – nem os roteiristas de Lost. Todas essas questões não respondidas servem como metáfora para os grandes mistérios que o homem jamais conseguirá resolver na vida terrena.

Mas claro, isso sou só eu falando.

O Jairo não gostou:

Eles não explicaram o sentido da vida ou o segredo do universo mas me deixaram triste. E hoje eu to me sentindo bem mais triste pois o significado do fim que eles apresentaram é em certa medida tremendamente desesperançoso, tem o impacto do abandono, da solidão absoluta.

Não sei se Jack e os outros losties foram para um outro plano espiritual mas não consigo parar de pensar na completa falta de sentido da vida. Escuridão e pó? A morte é apenas uma noite longa? Não há nada lá? Ó Deus, exista!!!

Tiago gostou:

Pra mim, o final foi coisa linda. A parte da igreja é aberta demais – o que é uma delícia e não poderia ser diferente sendo Lost o que é (foi).

Na real, eu acho esse lance de purgatório meio balela. vejo essa realidade paralela como um espaço onde essas pessoas (que viveram intensamente aquilo na ilha) precisavam relembrar do que viveram, para enfim seguir. Só isso.

e, pq tem a realidade paralela? por causa da porra da bomba, ou todo mundo esqueceu disso?

O problema de encaixar aí é: e o pai do Jack vivo?

Ahhhhh, fode minha cabeça, Lost!

Igor não gostou:

Legal a parada espiritual (apesar de que animes japoneses como Akira e Evangelion fizeram finais parecidos e muito melhores) mas eu realmente achava que estávamos construindo algo aqui, não precisava nem explicar friamente, era só mostrar que tudo faz sentido, e isso não aconteceu.

O final de Lost foi como um final de temporada, e acredito que não era isso que esperávamos. Lost acabou e não deixou nem sequer uma base sólida para que criássemos as nossas próprias teorias.

A minha impressão é que Lost foi uma série feita por amadores.

E o Mateus:

Lost tô eu. Acabei de ter um flashback de Twin Peaks, Arquivo X, Matrix e BSG… com um Q de Caverna do Dragão. Isso é bom? Ruim? Let go…

Atualização (27 de maio):

Diz o Luiz Benedito:

Foi um ótimo final de temporada, mas, na minha opinião, ganhou o prêmio Arquivo X de pior final de série.
Pra mim, os redatores/produtores mandaram a real pros fãs, quanto às suas expectativas quanto o final da série, em duas frases:
“Uma pergunta só vai levar a outra pergunta”
“Let it go.”

O Cassiano pondera:

Achei muito bom o final de Lost, mas como muitos fans que assitiram desde o início, não ter as respostas de muitos enigmas me incomodou um pouco. Do que se mostrou, todas peças se encaixam, mas parece q sobraram peças. E é por isso que entendo a raiva de muitos, pois as peças que sobraram são todas relacionadas aos enigmas que os fizeram despertar interesse pela série. Quem não assistiu aquele monte de viral que eles criaram entre a segunda e terceira temporada, dando total foco no que seria o DHARMA, o sentido daqueles números. Enfim, boa parte dos que viraram fans, foi pq achavam q um dia iriam entender todo esse mistério. Volto a repetir que o desfecho de Lost foi épico, mas compreendo a indignação dos que não gostaram.
Fico na espera de um novo seriado: Dharma Initiative… hahah

Diz a Lulu:

Primeiramente, queria agradecer o Alexandre por só agora fazer um post mesmo sobre o final. Como minha internet é lerda, decidi aguardar um sofrido dia e meio para assistir na televisão. E mesmo tentando me segurar, eu entrava no seu blog, mas fui forte o suficiente para só agora depois de assistir, checar os 64 comentarios.

Bem, achei emocionante. Achei muito “fica comigo” quando rolava os beijos mucho lokos. Foi muito fofo.
Achei divertida a cara do Hurley de “fudeu” quando o Jack passou a função pra ele.

Só que fiquei chateada com o finalzinho. De tantas possibilidades, foi logo essa? Concordo com quem escreveu que o “move on” do pai do Jack foi para os fãs. Eles vão precisar…

Mas sério, pelo menos, explicar os poderes do Walt eu já ía agradecer.

Mas no geral, foram fudidas as últimas três temporadas. E aja imaginação e fôlego!

Diz o Dani:

acho que a ilha não segue porque a “redenção”, se é que se pode chamar de redenção, foi só do jack, era dele que se tratava, ele não parecia aceitar o que havia ao seu redor (”you don´t have a son”). eu eu chorei bastante, lírico e simples, sem que ninguém precise explicar muito, porque morte é algo que todos intuímos e é isso aí.

Aí vem o Vinícius com seus dois centavos:

Quem comprou a idéia de que o passado seria mudado errou porque já sabiamos que nada poderia ser feito. A série cansou de falar nisso. A linha do tempo é única e acabou, acabou.

Ainda não entendo bem porque a necessidade contar essa história pós-morte, mas acabou se tornando uma narrativa necessária para amarrar a série.

Ah, fanáticos, – caso apareçam – estou simplificando bem minhas impressões, que fique claro. Não vai dar pra ficar escrevendo horas e horas… infelizmente.

Por fim, vi toda a série, aproveitei toda a experiência que foi possivel – lendo, navegando, ouvindo podcast, comentando em blog – e foi divertido. E o fim foi digno com tudo e de qualidade. Só fico na dúvida se empolgo de rever. Quem sabe mais tarde, com outras idéias e tal.

O Zanan pira fundo:

Senhores, discutir a cor da casca do ovo, sua textura e composição nos impede te chegar ao cerne da questão. E por sua própria natureza, a Série Lost continuará a ser um ovo cuja casca não conseguimos quebrar e ficamos a imaginar o que está dentro contido.

Sendo asim, tudo que quiserem, será. São os inúmeros universos paralelos dentro do universo de cada um. Para saberem mais, digitem Urantia e abram a mente.

A Cristina não gostou:

Como assim, aquele final super novelesco? Como assim essa redenção de todos os personagens. Me poupe! Tanta intensidade de sentimentos pra chegar no final e ficar aquele “beijinho, beijinho, tchau, tchau”? Não gente. Eu sei que deve ter gente aqui que realmente gostou. Mas será que alguns não estão simplesmente só tentando ver o lado bom pra não diminuir a imporância da série? Isso não é necessário. Ela já tem seu lugar ao sol e vai deixar saudades de qualquer jeito. Só acho que todos nós fããs merecíamos um final melhor. Um final a lá Twin Peaks, que não deixou pedra sobre pedra. Era isso que eu esperava e era isso que a gente merecia.

O André vai em outra linha:

Eu ainda não sei se gostei, e ler as opiniões de outras pessoas ajuda a manter minha opinião em aberto. Isso porque não entendi tudo e o que entendi ganha outras interpretações aos olhos dos outros.
Algumas explicações são muito ruins, como o lance da rolha na caverna. A cena final é muito boa, beleza de sacada.
E como bom fã de Arquivo X eu já não esperava muitas respostas, então isso não me incomodou… muito.

Daniel vai longe:

rapaz, foi do caralho! Foi triste, desesperançoso e melancólico prá cacete. E tenho uma teoria!

Sempre achei que LOST era sobre contar histórias. O cara que tava contando aquela história de viagens no tempo, mistérios e sofrimentos era o Jacob. Um cara meio coxinha, cheio de recalques, com pouca consideração pelas pessoas e com uma mania por jogos e por complicar desnecessariamente as coisas. Depois dele foi o Jack, que só contou um pedacinho, o da morte do MIB. Depois foi o Hurley (AAÊE!). Hurley era o “dono da história” agora (com uma ajuda do Ben), e na história dele – um cara que se preocupa com todo mundo e quer todo mundo feliz – não tem daddy issues, as pessoas não morrem tragicamente, os casais ficam juntos, as crianças não estão órfãs e todo mundo está contente – não é o final triste e desesperançoso que vimos. O flashsideways não é uma realidade paralela ou um purgatório / paraíso, o flashsideways é o fim da história contado pelo Hurley!

Pô, o Ben deu a deixa lá! “Não dá prá sair da Ilha!” “Ah, isso era só a maneira do Jacob de fazer as coisas. Claro que dá.” Ou seja, a história é da maneira que você contá-la. O próprio Ben queria reescrever a história: quando ele matou o Widmore ele disse “Ele não salva a filha dele no final”. E não podemos esquecer que no flashsideways o Hurley é o cara MAIS fodão. Rico, poderoso e com a loira.

É isso. LOST foi do caralho. E acompanhar LOST aqui no SUJO também foi foda.

Vennícius responde bem algumas perguntas sem resposta. Tem umas boas:

- O que é a ilha?
R: É um espaço de terra cercado de água por todos os lados.

- Para que apertar o botão?
R: Para deixar o locke doidão.

- O que o vincent comia?
R: Restos mortais.

- Para que servia a Dharma
R: Era uma organização de narcotráfico, que tentou desenvolver uma nova droga luminosa. Seus efeitos são: Flashbacks, Viagens no tempo, e Visões de mortos.

- Qual a importancia do Walt?
R: Nenhuma, tanto que sumiu.

- Por que Jacob viajava livremente para fora da ilha?
R: Porque ele ganhou o passe livre da ilha, jogando com o irmão. Seu jogo, suas regras.

- O que é a luz?
R: O coração da ilha! Ooohh =D

- O que eram os números?
R: A lendária constante do numero pi.

- Quem construiu aquela estátua, e os templos?
R: Pedreiros.

- Como Ben tinha a lista dos passageiros?
R: Google.

- Por que o irmão de jacob virou a fumaça preta?
R: drogas.

- Quem era a mãe de Jacob e MIB?
R: Dercy Gonçalvez.

- Para onde foi o avião que Lapidus pilotou?
R: Caiu no mar, por falta de combustível, 15 minutos após decolar.

- Qual o prato favorito do Desmond?
R: Penny ao molho funghi.

- Como funcionava o sistema para mover a ilha?
R: Aparentemente ao girar a roda, a agua luminosa era canalisada fazendo com que a ilha toda se movesse…. e então… o tempo…. eh… então a agua… e…. é isso.

- Por que Charles queria tanto voltar para a ilha?
R: Depois de ver o que a ex-mulher virou.. até eu iria.

- O que eram as injeções que deram na Claire?
R: Vacina para evitar Influenza (FLU)

- Por que a fumaça matou o Mr Eko?
R: “Ele olhou torto para mim” diz a fumaça em entrevista exclusiva para a NewYorkTimes

O Deivison retoma a discussão:

O episódio final de Lost me fez ficar martelando por horas em quem estaria na minha ante-sala pra “seguir em frente”. Só uma série histórica poderia nos proporcionar isso. Ainda bem que vive isso tudo!

Atualização (28 de maio):

Tiago reclama:

Independente de gostar ou não (eu particularmente não gostei), esse fim nos faz chegar a uma conclusão. Diferente do que os roteiristas afirmavam desde o inicio da serie, que eles já sabiam como a serie, esse final com eles na igreja, realidade paralela, passagem pra outro plano, foi totalmente improvisado.

Como se chega a essa conclusão? Não existe nenhum gancho durante a serie pra esse desfecho, diferente do final da historia ´´original´´. Em across the sea, os produtores deixam explicito a ligação de adão e eva. A cena do jack com o vicent no bambuzal foi filmada a anos, deixando claro que os roteiristas, ja sabiam desse rumo da historia.

Já a realidade paralela só foi inserida da historia na sexta temporada, nao tem ligação com mais nada, nem com a historia da ilha na sexta temporada. Ou seja, é uma historia totalmente paralela. se fosse excluida a serie se fecharia da mesma forma.

Pra mim, isso foi uma tentativa dos roteiristas de desviar a atenção da historia furada que eles tinham na mão, e funcionou, ja que muitos adoraram o final.

Pra aqueles que gostaram, um exercicio mental (não me crucifiquem, isso é um ponto de vista), analisem a serie inteira sem a RP, e vejam como a serie foi furada, dependendo desse retalho improvisado pra se fechar.

E o Cadu disse que:

A história desta última temporada foi exatamente igual a história do livro Ubik, de Philip K. Dick, como o Delfin bem citou. Aliás, K Dick está entre os autores mais referenciados em Lost (seja direta ou indiretamente). E ainda que essas referências sejam legais, principalmente pra quem curte o autor, como eu, bem que o roteiristas de Lost poderiam não ter ficado tão preso as idéias dele, e ousassem uma outra solução pro final da série. Afinal, Lost ficou famosa por ser justamente uma história que inovava nas soluções narrativas, mas no fim, apelou pras mesmas soluções já usada por K. Dick, ao invés de tentar algo próprio.

Outro Cadu acrescentou:

Acho q a ideia dos produtores foi usar a ilha como uma alegoria entre céu e inferno, exatamente como disse jacob: uma rolha. mas ainda assim acho q não era o purgatório. Era uma ilha real. Acho meio impossível negar a relação bíblica da série dadas as milhoes de referencias. Inclusive tem um vídeo no youtube do JJ dizendo que a teoria do purgatório foi a teoria inventada por fãs que ele mais gostava.

Uma coisa que me chamou a atenção foi o ator que interpreta o Jack dizer, no programa do jimmy kimmel, que tudo que se passou fora da ilha pós queda do avião (flashback, foward e sideways) pode ter sido um sonho do Jack uma vez que ele foi o ultimo a aceitar que estava morto. Segundo ele, isso pode ter durado anos ou pode ter durado um nanossegundo. Ou seja todo esse lance do pessoal se abracando na igreja, da cirurgia do Locke, do filho dele, do lance com o pai, de “precisar” voltar para ilha etc aconteceu durante aquele ultimo momento onde ele vê o avião partindo da ilha. Essa cena aliás foi uma metáfora do momento que ele realmente “let go. moved on”. Não houve segundo avião, foi tudo parte do processo de aceitação.

monstro, bomba, urso polar etc podem ter sido nanossegundos da “passagem” de cada um dos outros personagens, já que todos tinham pendências a resolver. Se aceitarmos a teoria do sonho, tudo é possível.

O único sobrevivente do acidente foi o cachorro que, ao contrario dos humanos, sabia o que tinha que ser feito: mostrou amor ao próximo ate o ultimo momento. Este foi o karma que os outros personagens tiveram que entender e superar. O que importa é o que você faz em vida. E o cão cumpriu sua função.

PS: Um dia depois do season finale assisti dois episódios da primeira temporada (acho q os eps 2 e 3) e já dava para perceber que o Locke, em alguns momentos, já era o Black Smoke até a cena em que o javali aparece. A partir desse momento, sabe-se lá porque, foi visível a mudança do Locke num cara místico pois as pernas dele pararam de funcionar novamente por alguns segundos e ele percebeu que fora tocado de alguma forma pela Ilha, mas nao sabia que era o Black Smoke ainda. Ou seja, o Mib não estava certo de que o Locke era o candidato certo e começou a testar os outros personagens aparecendo como o pai morto do Jack ou o urso polar, por exemplo. Ou seja, já sabiam como a série ia acabar desde o começo.

PS2: como alguém disse no twitter, os produtores optaram por um jogo de espelhos com a audiencia. O desfecho define quem nós somos. Quem é mais racional e cético odiou. Quem acredita em coisas mais místicas achou o final lindo. A controversia foi intencional.

O LucasCM engrossa o coro:

não dava pra não gostar. era lost acabando.
e eu ainda acertei que o jack morre e o hugo assume o jacobismo :)

achei o final da realidade-ilha muito bom.
teria feito, mesmo na saida que eles deram, muitas coisas (mortes de jin, sun e sayid) antes, mas acho que ficou de bom tamanho.

o fora da ilha é foda, pq podia ser qualquer coisa. tinham umas 90 teorias na internet que fariam sentido.
e até que não achei mal. eles deram um jeito de fazer a primeira coisa que todo mundo achou que era (o lance de estarem todos mortos) sem que ninguém desconfiasse. palmas para eles.

minha grande critica é que eu gostava mais da série quando seus problemas eram mais simples.
primeiro era losties x ilha (física, não mística)

depois losties x outros
depois ben x widmore
depois jacob x fumacinha
depois ninjas-hippies x fumacinha
que culmina nos clichês fist-fighting e tiro-seguido-de-comentário-sagaz.

mas eu gostava do hatch. gostava dos numeros. da torre da rousseau. dos hieróglifos. da dharma. e isso tudo, no final das contas, nao era nada. ok, quase nada.
e dava pra ter um pano de fundo “grandioso” (fé x ciência, destino x livre arbítrio e por aí vai…) com estes temas.

talvez tivesse gostado mais se o foco do programa caísse mais pra essas coisas.
mas não é pq não foi que não curti.

outra coisa: geral propagandeia como os caras são uber-fodas por terem criado uma “rede de lost”, no torrent, no lostpedia, no twitter, no raio que o parta.
mas não sei até que ponto isso foi intencional e/ou mérito dos caras.
não podemos esquecer que lost era um show da ABC. e um show bem caro, se não me engano foi o piloto mais caro da história.
e desconfio que a ABC tenha perdido uma boa grana com isso tudo. não vi nenhum episódio na TV.
fortaleceu a “marca” lost? sem dúvida. mas e daí? como isso reverteu pra ABC? você comprou uma caneca com a cara do hurley e um suéter escrito “dude, we’re lost”? eu não comprei…

imagina o JJ / CC / DL chegando na emissora e falando: “ó, vamos fazer o maior show da história. o star wars da geração 00. vamos mudar a forma de consumir conteúdo, vamos entrar pro zeitgeist de uma geração. vamos estar no livros das faculdades… mas essa nerdaiada toda vai ver o show via torrents piratões”.
acha que saíam de lá com o go-ahead?

pra terminar, uma das poucas coisas que li sobre o “the end”. não sei se é verídico, mas achei bem legal: http://bit.ly/bK5GOD

Vale ler o link sugerido. Mas, sim, a ABC faturou dinheiro vendendo Lost, veja. E o José Lopes comenta o que o Lucas disse:

os mistérios existiram e vão continuar existindo…Mas eu queria dizer aqui que eu gostei… e cada dia que passa, pensando mais um pouco, gosto ainda mais. O que comporta, dentro do contexto da série, qual é o nome real do MIB? Por que ele tinha se transformado em fumaça? São questões que não importam, creio eu. Cada temporada teve suas ânsias próprias, seus conflitos próprios e o que importa é que, no final, todos ficam juntos.

Me lembrou muito o fim do livro “O Pêndulo de Foucault” do Umberto Eco: os três personagens buscam nas 600 páginas do livro respostas sobre sociedade secretas, entidades do mal, demônios, filho de Jesus, templários e sobre todos os seus mistérios. Dois deles morrem justamente por aqueles que acreditam nesses mistérios. No final, o terceiro personagem que restou, depois de alguns acontecimentos, passa a pensar no filho, na esposa e, contemplando o pôr-do-sol, chega à conclusão que não existem mistérios….não há nada para ser descoberto.

A cena do Jack olhando o avião partir é linda…

E o Felipe Martins conversou com a ironia do Terron:

O Terron ironizou, mas me lembrou de uma música do beatles para explicar, explicar não, mas sim contextualizar, a realidade alternativa/limbo/ceú/sala de espera que acompanhou a em paralelo a história da ilha:

In my life

There are places I remember all my life,
Though some have changed,
Some forever, not for better,
Some have gone and some remain.

All these places had their moments
With lovers and friends I still can recall.
Some are dead and some are living.
In my life I’ve loved them all

Though I know I’ll never lose affection
For people and things that went before,
I know I’ll often stop and think about them,
In my life I’ll love you more.

Though I know I’ll never lose affection
For people and things that went before,
I know I’ll often stop and think about them,

Ainda preciso assistir mais uma vez para cair a ficha do que aconteceu. Mas eu achei muito bom o episódio, ainda não sei se achei bom o final da série, mas o episódio foi fodástico!

Bufo, ouvinte número 2 do Comentando Lost, segue:

A ilha é real (assim como tudo que aconteceu com os personagens), mas também é um purgatório como o flashsideways (vide os sussurros). A diferença é que são estágios diferentes, a ilha é a porta de entrada e o flashsideways a saída. Ou um é o purgatório-inferno e outro purgatório-paraíso. No último, os mortos não sabem que estão mortos, os problemas que tiveram em vida continuam, mas de forma mais amena já que cada um tem algo que alivia (Jack tem o filho, Kate a convicção de inocência, Locke tem Helen, etc), alem de terem uns aos outros como ajuda para superar essa etapa e alcançar a iluminação.

Porém na ilha, a situação é diferente: os mortos tem consciência que estão mortos, se lembram de quando eram vivos, sabem que estão presos em um lugar real, assim como podem contatar o mundo real, seja através dos sussuros, seja através de pessoas que são sensíveis a isso como Hurley e o menino de preto. Também é um lugar de sofrimento, onde eles pagam o sofrimento que causaram em vida. Mas ao invés de pagar seus pecados, eles contemplam voltar a viver, manipulando os vivos para que destruam a ilha.

Ao se transformar em monstro de fumaça, o MiB virou a personificação desses mortos, mas é evidente que eles já estavam agindo antes, com a aparição da mãe verdadeira ao menino de preto e revelando os segredos da ilha para ele adulto. Por isso que impedir que ele saísse da ilha era impedir que nosso mundo acabasse como os filmes do George Romero (a sétima temporada “zumbi” que eles tanto faziam piada no podcast).

Fala Vitor:

Eu acho que eles erraram quando filmaram o Flash sideways na esperança de ninguém se ligar do que estava acontecendo, e no final explicar: olha, não é realidade paralela é só o pós vida, algo que já repudiamos na primeira temporada. (cá entre nós, eles criaram esse preconceito na primeira temporada)

Os fans assistiram pensando “pera, não faz sentido, a vinheta do season finale da 5ª ficou branca, alguma coisa mudou… CAR#@*$!! o avião não caiu?!?! Isso é algum tipo de REALIDADE PARALELA!!” Pronto, foi definido assim e assim ficou até o final. Até a fatídica decepção.

E se tivesse terminado com todos morrendo (no mesmo esquema de que um dia todos morrem, o hurley demorando mil anos pra morrer e o jack logo depois nos bambus), e de repente eles despertassem na realidade paralela, com a ajuda do Desmond, vivendo essa realidade paralela no entanto conscientes do que ocorreu na ilha. E no lugar de terminar com a reunião na igreja terminasse numa, sei lá, “festa de fim de ano” HAUHAUAHUA…

Pensa que legal que seria, estariamos discutindo que no fim das contas eles conseguiram sair da ilha, da maneira MAIS LEGAL EVER, levando a memória pra outra realidade. Aliando a fé de querer sair da ilha com a física absurdista dos livros do Hawking. (esse final teria me feito reassistir a série religiosamente)

Eu não estou dizendo que não gostei do fechamento, eu gostei, mas foi fraco. Foi o que meus professores chamam de A PRIMEIRA IDÉIA.

O Jairo ainda abre outra dúvida:

Eu ainda não vi novamente o episódio final mas me lembro que tinha um esqueleto na caverna da rolha, não tinha? De quem seria? Significa que outros tentaram destampar a parada e falharam? Mais uma pergunta para LOST.

E você, achou o quê?

E, em tempo, como eu disse no domingo, essa semana é quase de recesso aqui no Trabalho Sujo. Rolam atualizações sim, mas beeem devagar. E esse post (com a discussão sobre o fim da série) segue sendo o mais recente, todo dia.

Atualização final deste post (28 de maio):

Stop.

104 Comentários
por: Alexandre Matias postado em: Ficcao Cientifica, Loki, Paranoia, Pop, Talagadas, TV tags:

104 Comentários

Comentário por Diogo Barbieri
24 de maio de 2010 às 6h31

Tudo na ilha foi real, o que foi explicado, foi. As coisas que ficaram
sem explicações vão ficar assim mesmo. Faltaram respostas? Sim, mas
quem disse que há respostas para tudo na vida? Hugo terminou como novo
guardião e desempenhou essa função com Ben por muito tempo, o que fica
ilustrado na igreja qdo o hugo fala pro ben: YOU WERE A GREAT NUMBER
TWO, BEN: VOCE FOI UM GRANDE NUMERO 2 , BEN. Ao que o Ben responde que
o HUrley foi o melhor numero 1. ou seja, eles desempenharam esse papel
juntos por muito tempo. e Jack morre no final. Se os Losties que
estavam no avião conseguiram fugir, fica a cargo da imaginação de cada
um, provavelmente sim, pq o jack viu o aviao saindo da ilha antes de
morrer.

O fato é que um dia, todos morreram (isso acontece com algumas pessoas
às vezes) e se encontraram num outro plano espiritual (para os
espíritas) ou “Céu” para os católicos e afins. Existe a idéia de que,
após a morte aqui na terra, vamos para outros planos , segundo essa
mesma doutrina, muitos espíritos ficam confusos após a morte nessa
vida, e leva um tempo para despertar no outro plano. O “despertar” de
cada um foi acontecendo em tempos diferentes, Jack foi o últimos que
vimos entender a morte.

Para aceitar esse final, tenho que acreditar que a realidade que
chamávamos de “Paralela” não tem nenhuma ligação do que aconteceu com
a Ilha. Lembro que a série foi toda feita em tempos diferentes. A
“Realidade Paralela” era apenas a vida após a morte, o lugar que eles
construiram juntos pra se encontrar depois. mto bonito isso.

A idéia de que a redenção é possível para todos, que há um lugar (céu,
nirvana, outra vida, planos evolutivos, ou o que quer que a fé de cada
um acredite) em que encontraremos as pessoas que foram importantes pra
gente nessa vida é muito bela. Por isso gostei bastante do final,
mesmo sendo Ateu. Achei incrivel. Mas espero que vcs nao esperassem
batalhas épicas de supersyajins no final , nem grandes explosoes e
coisas, e q possam ver a beleza da coisa.

Responder

Comentário por Alexandre Esposito
24 de maio de 2010 às 8h32

Muita gente detestando, e a maioria detestando porque não entendeu.

Mas foi lindo.

Responder

Comentário por Melina
24 de maio de 2010 às 9h00

Vi que teve muita gente falando mal, mas eu me senti recompensada… Gostei das referencias à primeira temporada, da reaparição de Lapidus e apesar do clima novela das 8 com todo mundo se abraçando no final (troque funeral por casamento e taí) achei emocionante… E o recado final do Christian foi pra gente né? Depois de seis anos… Let’s move on.

Responder

Comentário por Locke
24 de maio de 2010 às 9h59

Me desculpem, mas 6 temporadas depois pra engolir essa idéia de “purgatorio” é de fuder, tem que ser mto otário para achar tudo lindo e maravilhoso.

Responder

Comentário por R
24 de maio de 2010 às 10h23

FODA, esperava um episódio muito pior, com um final muito melhor, achei o episódio inteiro fantástico, com um final razoável, que fez muito bem o que lost sempre fez, assim que acabou 30 mil perguntas e respostas diferentes na cabeça de todo mundo, ficar puto com a resposta mas ao mesmo tempo extasiado.

Responder

Comentário por thahy
24 de maio de 2010 às 10h30

@Diogo perfeito… obrigada…

Responder

Comentário por Lucius
24 de maio de 2010 às 10h30

Esse final me tirou a vontade de rever a série. E não era realidade paralela? Os produtores não disseram que o mais interessante seria saber o que aconteceria se alguém morresse na paralela? Michael não teve direito a redenção e Ben teve? Nenhuma referência ao Walt? A saída no avião foi tosca. Só para justificar o Lapidus não ter morrido? Melhor seria no barco. Se queriam final meloso, que mostrassem eles no barco olhando pra ilha e chorando hehehehe. Final de novela da Globo não dá. Para não ver esse tipo de coisa que vejo série. O melhor da noite foram os comentários ao longo da transmissão. Hugo a nova rolha hehehehe

Responder

Comentário por Guilherme Fernandes
24 de maio de 2010 às 10h42

Pra mim o final provou que eles não tinham a menor idéia de como explicar as coisas que improvisaram no decorrer da série. Parece os trapalhões, o desenrolar dos quadros, com os improvisos, eram bem melhor que os desfechos.

Responder

Comentário por Gustavo Gitti
24 de maio de 2010 às 10h47

Eu não teria feito melhor.

Acho que o clichê Manoel Carlos + Shyamalan foi um modelo necessário para não haver SUICÍDIOS em massa dos fãs ontem, já que o fim é triste, sim. O grande mistério da ilha (“O que é a ilha? De onde vem a luz? Que lógica é essa do Jacob X Mib e por que ela não continua com o Hurley?) não é resolvido, todos morrem sem respostas e sem atingir a “iluminação”, precisando de um mundo de sonho para conseguir viver a vida que queriam por algum tempo, lembrar de tudo e aceitar a morte.

E por isso eu chorei e achei do caralho.

Pena que isso não é bem um spoiler da vida, pois nós vamos apagar igual apagamos quando vamos dormir.

Abraço.

Responder

Comentário por Diego
24 de maio de 2010 às 11h00

Melina,

ninguém morreu na realidade paralela porque estava todo mundo morto mesmo, pô!

Responder

Comentário por Lili
24 de maio de 2010 às 11h02

poatz, odiei.
mau humor eterno.

mas agora, pensando com mais calma, acho que odiei porque acabou. na verdade, porque acabou e não teve fim. se eles não morreram na queda do avião da oceanic, se tudo na ilha foi real, o avião da ajira airways conseguiu sair mesmo da ilha? hurley fica lá pra sempre mesmo? ‘você decide’? quero o próximo episódio!

ficamos sem respostas, sem fim e sem série. pra mim, moving on não é closure. foi um episódio lindo, eles finalmente aprenderam a perdoar, a amar e a fazer as escolhas certas. mas não deveria ter sido o último. eu topava ser enrolada ainda por um bom tempo…

Responder

Comentário por Delfin
24 de maio de 2010 às 11h07

Eu não tive como me sentir recompensado após um final desses, que ressalta a importância de se privilegiar todas as linhas narrativas possíveis durante a série.

É claro que há quem debata se aquilo era realmente um paraíso ou se, como num universo tangente, era uma realidade paralela que valia apenas para o “Living Receiver” (Jack) que era guiado pelos “Manipulated Dead” (todos os outros, cada um a seu tempo). A primeira, claro, prevalece pelo simples fato de muitas histórias sequer passarem perto da de Jack.

Mas é um final que tem muito a ver com o PKDick, se os fãs mais radicais pararem para pensar, por exemplo, em Valis e, prncipalmente, em Ubik.

Responder

Comentário por Delfin
24 de maio de 2010 às 11h08

Eu não tive como NÃO me sentir recompensado. Foi o que quis dizer.

Responder

Comentário por Paulo Rená
24 de maio de 2010 às 11h58

Purgatório: a realidade do purgatório só existiu depois da bomba explodir. Só apareceu na 6a temporada e no episódio final pagou de grande mistério a ser resolvido. Mas não é. E até essa temporada nunca foi. Toda a idéia do purgatório foi uma enganação, desonesta, desnecessária para a história. Uma enchessão de linguiça muito da sem vergonha.

Muitos mistérios sérios ficaram sem a menor resposta e o episódio final se limitou a ser uma boa história. Aliás, toda a 6a temporada foi uma história completa, começo meio e fim, que embora revele muito sobre os mistérios anteriores, ficou muito aquém do esperado.

Senti-me decepcionado. Sabe quando a história do Homem-Aranha entrou naquela onda de clone que não era clone que era clone que morre que volta que era clone? Depois de um ano, voltou tudo ao que era antes e a saga ficou sem nenhuma relevância. É isso. LOST perdeu ao tentar manter o mistério.

Tá, vai ficar aberto pra sempre, muita gente não entendeu, lararalá, mas o que há para entender não é a explicação de um monte de coisa que precisava ser explicada. A sensação final é a de que PERDIDO foi o meu tempo nesses 6 anos.

Responder

Comentário por dafne
24 de maio de 2010 às 12h02

eu tava assistindo uma reprise do Sai de Baixo, hehehehehe

Responder

Comentário por Ana
24 de maio de 2010 às 12h45

Se alguém morre na realidade paralela, que NÃO É UM PURGATÓRIO (bem como a ilha tbm não é, a ilha realmente existiu), essa pessoas simplesmente não está pronta pra continuar. Como Ben não estava! Ele tinha coisas a resolver, ele disse, mesmo tendo a consciência da morte. E como Ana Lucia não estava. Ou a Ms. Hawking, que veja bem, estava lá há um bom tempo e sabia de tudo. O Diogo, lá em cima, soube dar com maestria a interpretação que eu tive do final. E eu gostei, muito; me emocionou, e a ideia de redenção em um lugar desses, de poder estar junto de quem a gente gosta, o despertar pro que a gente viveu… quando eu terminei de ver, fiquei bem embasbacada, assim. Não de um jeito ruim, mas fiquei sem saber o que pensar. As coisas foram fazendo sentido agora de manhã, quando uma pessoa me pediu pra explicar pra ela.

Além de tudo, a ideia do flashsideways não ter NADA a ver com a trama principal, ser algo descolado (e espiritual, então a lógica de lá não se aplica ao resto do plot) é bem legal porque permite a validação de certas coisas científicas que foram apresentadas durante a saga na ilha.

Sério, não esperava nada parecido, mas a maneira como essas coisas foram postas, no fim… não deu pra não me sentir recompensada, concordo com o Delfin.

Responder

Comentário por Cris
24 de maio de 2010 às 13h24

Comecei a assistir a série na segunda temporada. Assim que ela terminou vi as duas de uma vez. Daí passei a acompanhar através dos links que disponibilizavam os “magos” das conversões e legendas. Além de buscar mais informações e as respostas dos enigmas que surgiam na rede. Não tinha como ser diferente: ontem fiquei grudado no PC pra acompanhar ao vivo o final da série de maior impacto na era da interatividade.
Achei ótimo o “The end” até a última parte. O povo lembrando do que rolou na ilha, cada um em seu momento, ajudados ou não por aqueles que já tinham “se tocado”. O desfecho na igreja, abraços e sorrisos… não curti. Acho que, em vista de tudo o que aconteceu, não só na reta final, mas na série inteira, poderia ter um final melhor elaborado.
Mas gostei da idéia de um modo geral e, embora não tenha curtido muito o lance da igreja, talvez tenha sido uma boa maneira de tirar quaisquer dúvidas sobre a vida e a morte dos “nossos heróis”.

Bad robot!

Responder

Comentário por Leticia
24 de maio de 2010 às 13h28

OK. O episódio foi lindo, sim, blá, blá, blá. Mas NÃO EXPLICOU NADA. Explicou o que eram os flash-sideways, e só. Não explicou o que é exatamente a ilha, porque ela é tão importante, qual é a do Widmore e porque todo mundo quer ter poder sobre ela, qual é a do Man in Black e porque ele não pode sair da ilha, etc etc. O final simplesmente explicou a sexta temporada, mas ignorou os outros CINCO ANOS que a gente passou acompanhando a série. O fato dos flash-sideways terem começado depois da explosão da bomba no final da quinta nem foi relevante, porque aquilo era o além e a gente poderia ter começado a acompanhá-los na primeira temporada, depois da morte do Boone.
Não fico puta da série ter acabado espiritualmente, ligeiramente religiosa, de querer terminar com um clima de “we’re all going to a better place”. Mas oi? Que tal explicar o RESTO DA SÉRIE e não só os últimos 13 episódios (que pra mim também poderiam ter uma explicação melhor)?

Responder

Comentário por Márcio Moreira
24 de maio de 2010 às 13h31

O final de LOST foi exatamente igual ao fim de Nárnia e teve o mesmo propósito: mostrar que toda a ação, os dramas e as provações eram mesmo parte de uma grande jornada espiritual. A luz no coração da ilha é, no fim das contas, nosso axis mundi, um canal de comunicação com o transcendente.

Assim, Desmond não era só a chave de segurança da Ilha, mas o guia, o barqueiro que atravessa nossos protagonistas para o Outro Lado. Como n’O Senhor dos Anéis, todos aqueles que tocam a Ilha mudam e tem como último descanso as terras de além mar.

Confesso que esperava bem mais do fim de LOST. Achei que o simbolismo perderia um pouco de força em favor de uma trama mais sólida envolvendo os flash-sideways. Ainda assim, não dá pra dizer que as coisas não fazem sentido e o desfecho tenha sido quase natural, considerando toda a carga mitológica da última temporada (escrevi sobre isso e mandei pro Matias até. vai sair?)

Ainda assim, o episódio foi fodaço. Jack e Locke lutando no penhasco, Hurley tornando-se o protetor da Ilha, Ben fazendo o que sempre quis e Jack dizendo a Desmond “see you in another life” me deixaram arrepiado e o fim… Acho que na minha cabeça, nem acabou ainda.

Responder

Comentário por Diego
24 de maio de 2010 às 13h33

Sorry, o meu comentário era pro Lucius :)

Responder

Comentário por Roberto
24 de maio de 2010 às 14h09

Defesa de “Lost – The End” (diretamente tributária à foto da máquina de doces):

O chocolate caiu.

O principal agente para a validade ficcional é o próprio indivíduo.
Eis o sujeito, dotado de sua mais forte faculdade.
Para a ação, ele buscará, antes, a sustentação.
O embasamento pode estar:
na estrutura narrativa que emirja da lógica que mais o apetecer (cada sujeito organiza como lhe aprouver os fatos relativos);
no conjunto que mais atenda nele sua demanda por realidade, conforme a vigência dos conceitos, quando organizaram satisfatoriamente a existência deste mesmo sujeito-histórico;
no sem-fim de opções (com elas, mais conjuntos) que se imprimem em auto-importância na proporção que o sujeito se incline;
na categoria (pois das diferentes inclinações, as categorizações surgem);
no sujeito, tomado;
no predicado, restando apenas a figura.
“Se a desligar e a ligar novamente, o chocolate irá cair.”

Parabéns, “Lost”, por colocar a onisciência da habilidade de busca à disposição de seus espectadores.

RR.

Responder

Comentário por Bruno
24 de maio de 2010 às 14h40

Lost, a ilha, as provações e loucuras é o que vc quer que seja. Achei fodaço.

Responder

Comentário por trepanado
24 de maio de 2010 às 15h56

fui ingênuo de imaginar que eles teriam culhão de terminar de maneira similar à Twin Peaks, sem um finalzinho cheio de dentes. pior que isso só se tudo fosse um sonho do Hurley.

a não ser que o Jack tenha se tornado a fumaça preta – mas como o Vincent serviu de psychopompos dele, duvido.

Responder

Comentário por Delfin
24 de maio de 2010 às 16h11

Esqueci de contar que fui dormir, como muitos, só depois do JKL! Aloha to Lost. E eu sonhei, embrenhado que eu estava, que eu participava de uma festa secreta de despedida do elenco, no qual apenas convidados especiais estavam. Muitos segredos e respostas rolaram nessa festa, que só foi estragada (e, nossa, como eu lembro dessa frase do sonho) quando um convidado do Nestor Carbonell chegou pra mim e disse: “Agora estragou a festa, chegou o Santiago Nazarian”. Eu nem conheço ele, mas a sensação de realidade era tanta que eu acredito mesmo que ela tenha acontecido e que, depois desse evento, que foi seguido pela invasão de penetras em profusão, o elenco todo vazou e, quando percebi que o Jorge Garcia me chamou pra ir embora também, eu acordei.

E foi aí que, pra mim, acabou finalmente Lost.

Responder

Comentário por Versignassi
24 de maio de 2010 às 16h53

Imaginem que, nas últimas semanas da novela das 8, abre uma realidade paralela em que os personagens não se conhecem. Aí o Tony Ramos toca a Suzana vieira e lembra que eles viveram um grande amor. E a mesma coisa vai acontecendo com os outros casais… No último capítulo, durante uma festa, fica revelado que a realidade paralela era o purgatório. Aí todo mundo se abraça enquanto toca Amigos para Sempre, do Robertão. Fim.
Seria um final ruim ATÉ pra uma novela!

Responder

Comentário por Bia Pattoli
24 de maio de 2010 às 17h24

Diogo, vc conseguiu sintetizar o que eu tava tentando encaixar na minha cabeça.

O episódio foi lindo.

Responder

Comentário por dunha
24 de maio de 2010 às 17h35

alguem aí tem a receita de bolinho de chuva?

Responder

Comentário por Fernando Coelho
24 de maio de 2010 às 18h03

O fato de muitos mistérios não terem sido explicados não é surpresa nenhuma. Na verdade, era o esperado para quem acompanha a série. Penso que que vem muita coisa no BOX de DVD desta temporada – faz parte da própria essência de Lost sair espalhando as coisas. Já rola algum site com a listas das coisas que não foram explicadas?

Responder

Comentário por Rodrigo Hermann
24 de maio de 2010 às 18h14

Tipo o q eu falei no twitter: Manuel Carlos precisa aprender com os roteiristas do LOST, afinal, foi fodaço!

Emocionante ver os zilhoes de quotes e flashbacks relembrando as temporadas passadas. A Juliette falando numa vending machine qualquer pro Sawyer “It worked” foi de cair o queixo.

Sei lá, to embasbacado até agora.

Responder

Comentário por Uni
24 de maio de 2010 às 18h41

É foi lindo mesmo, 6 anos para acabar como a Cavarna do Dragão, parabéns a todos

Responder

Comentário por Diogo Barbieri
24 de maio de 2010 às 19h12

Eu acho que o final na Igreja foi mais simbólico, pra fechar o ciclo. Como no primeiro episódio o Jack tava indo fazer o funeral do pai, nada mais natural que o fim de tudo, o encontro deles em seu lugar especial em que tudo é revelado, fosse nesse funeral que nunca ocorreu em vida. Esse lugar não era o purgatório na minha opinião, o purgatório é uma concepção da Igreja Católica que foi inventada pelo Vaticano como instrumento de manipulação e não está na Bíblia! ja na Igreja do funeral, existe um vitral com símbolos de todas as religiões, ou seja, é um lugar espiritual, que aceita todos. Lembram do céu de ” Amor Além da vida” onde cada um constrói o seu? É mais ou menos isso, mas não é o céu, e sim um lugar que é a criação conjunta de todos eles. Pra onde eles vão? Não sei, nunca saberemos. Mas foi bonito pacas.

Enfim, Valeu Lindelof, J.J, e atores. see ya in another life brothas

Responder

Comentário por Werner
24 de maio de 2010 às 19h32

Digerindo tudo, chego a triste conclusão que a série começou a se perder desde que o Ben girou uma roda (que não foi explicada!!)e a ilha sumiu(!!)…Uma pena, porque tudo o que a série construiu de misterios, experiencias e fundação cientifica secreta , deu lugar a um enredo com personagens que parecem terem saído de filmes de fantasia, onde pessoas comuns se encontram num universo “magico” e têm uma missão delegada por um ser, uma entidade… vide Nárnia e Alice…
Eles poderiam ter elaborado melhor a ultima temporada, mas parece que ficaram com preguiça…uma pena…

Responder

Comentário por chico barney
24 de maio de 2010 às 19h38

O episódio foi sensacional, e resolveu a questão fundamental da série.

No final, eles não estavam mais perdidos.

abraços!

Responder

Comentário por Thiago Augusto
24 de maio de 2010 às 19h58

Confesso que curti e me emocionei em quase todos os minutos. Cada vez que um dos personagens se “lembrava” era sensacional e várias referências a outros capítulos. Porém, o final a la romance da Zíbia Gasparetto ou ao Nosso Lar acabou com a magia. Leveram o “Te vejo em outra vida, Brotha” ao pé da letra.

A única coisa que TALVEZ salve é a ideia que o Diogo e Jimmy Kimmel abordaram. Era uma realidade de passagem, se o Diego fala em conjunto, o Kimmel sacou que pode ser a realidade do Jack.

Mas, mesmo assim, teve várias paradas durante esses 06 anos que não se relacionaria com essas teorias. Vários acontecimentos externos. Enfim, conversa de bar que dá pano para manga.

“Everything Happens For a Reason”?

PS: Alexandre, agradeci no Twitter e agradeço de novo os links para o ao vivo. Abração.

Responder

Comentário por Leticia
24 de maio de 2010 às 20h15

Quanto mais eu leio comentários, na internet em geral, mais eu fico abismada com a quantidade de gente que achou o final suficiente para uma série do calibre de Lost. Ao que tudo indica os escritores conseguiram fazer um último episódio tão bonito que distraiu milhões de pessoas do principal: não explicou nada. De novo, esse foi um bom final para a SEXTA temporada, pois explicou os flash-sideways, não para a série inteira, que foi baseada em muito mais. E não adianta falar “mas não tinha mesmo como eles explicarem tudo”, porque há diferença em não explicar algumas coisas, e SÓ explicar algumas coisas.

Ainda prefiro a teoria mais básica e batida, de que os flash-sideways são um universo paralelo iniciado após a explosão da bomba no final da quinta. Depois de duas horas de finale eles deviam simplesmente ter explodido a ilha e se reencontrado no universo paralelo, enterrado o pai do Jack (que por sinal, todo mundo esqueceu que foi o maior douchebag na vida real, né?) e moved on. VIVOS. A surpresa não teria sido tão grande, mas pelo menos teria feito sentido.

Responder

Comentário por geo euzebio
24 de maio de 2010 às 20h22

matias, tu sabes uma das coisas que vão fazer falta? chegar aqui no trabalho sujo e consumir uma cacetada de informações sobre lost. várias possibilidades de ‘ler’ a série que eu nunca teria paciência de sair procurando.

aqui em casa sobrou apenas uma camiseta com o logo dharma e a opinião de que depois de tanto cartucho queimado, prevaleceu a lógica da navalha de ockham.

mas, porra, foi emocionante!

abraços!

Responder

Comentário por Bruno Duarte
24 de maio de 2010 às 20h42

Venho engrossar o caldo dos que ficaram insatisfeito.
Acho toda essa interpretação cheia de misticismo e simbologias muito bonita, mas não convence. Quem é fã esperava mais, e, a primeira vista, o “no final tava todo mundo morto” parece ser o jeito mais facil de se encerrar o ciclo. Um final simples para uma série complexa demais.
Que diabos a Penny estava fazendo na “igreja”? E o Walt, Michael, e todos os outros que não estavam no lugar marcado, não mereceram rendenção?
É complicado, eu não enguli esse final…

Responder

Comentário por Diego Albuquerque...
24 de maio de 2010 às 21h04

clichê Manoel Carlos + Shyamalan HAHAHAHAHAHAHHA

Pra mim ficou claro que eles nao imaginavam tamanho sucesso e alongaram e enrrolaram o maximo que puderam, dai voltaram pra primeira temporada e acabaram tudo.

Na real so teria 3 temporadas, por ai.

Juntaram um bocado de cultura pop, com um pouco de fisica e pronto, foi uma boa serie com um final indecente, melodramatico, meloso e chato.

Responder

Comentário por Oga Mendonça
24 de maio de 2010 às 21h16

Eu não gostei nem um pouco desse final…explicar com “estavam todos mortos”, ou “foi tudo um sonho” ou pior “eram ETs”, é coisa de filme de fiçcão ruim. Achei que o Lost seria diferente…Espero que no box tenham 3 horas de extras pra justificar tanto tempo “lost”, deculpe não pude me conter…rs.

Responder

Comentário por Regismax
24 de maio de 2010 às 21h45

Adorei o final! Lindo! Ficou mais com as teorias de física quantica do que as religiosas. Uma realidade que se resolve, legitimando pra sempre a outra realidade.

Um sem fim de referências, teorias e conceitos…não tente explicar de forma simplista : purgatório ou “todos estavam mortos”.

Um final corajoso, digno de todas as temporadas.

o que aconteceu, aconteceu.

Responder

Comentário por The Lulous
24 de maio de 2010 às 21h45

Ufa, depois de muita gente achando tudo lindo, achando que tudo valeu a pena, apareceu a Leticia (@cherry_tree) concordando comigo: o final foi lindo até tipo 1h45 de episódio. Se tivesse acabado depois que o Hurley fala com o Ben, com o Jack entrando na igreja, olhando todos ali, sorrindo e ENTERRANDO FU***NG CHRISTIAN SHEPARD, tinha sido fantástico! Nem tudo teria sido respondido, mas eles não teriam estragado tudo com essa história de “MORREU TODO MUNDO, QUE LINDO, BEIJOMELIGADOCÉU”. Cara. Esses minutinhos depois que o CS apareceu ManoelCarlorizaram todo o seriado, e tiraram a graça de personagens como o Widmore, o Jacob, o Man in Black – e ainda me deixaram %$#$#$# com o Jack ter levado geral de volta pra ilha! Levou geral pra todo morrer, depois que eles já tinham voltado e GOTTEN A LIFE? Que raiva! Vou fazer com os meus filhos que nem a vó da Phoebe fazia com ela e mostrar o último episódio de Lost só até o Jack encostar no caixão e lembrar das coisas. Ponto.

Responder

Comentário por Márcio Moreira
24 de maio de 2010 às 21h52

Caraca, acabei de ver que o Matias publicou esse post às 4:20h!

Responder

Comentário por Eduardo Martinez
24 de maio de 2010 às 21h54

Olha, gostei muito do final de Lost. Entendo que algumas pessoas tenham ficado insatisfeitas com a falta de respostas para certas questões, mas estranho seria se tudo fosse sumariamente respondido. Felizmente curti o desfecho mesmo, mas mesmo que não tivesse gostado, dificilmente algo poderia desabonar a série e tudo que ela representou nessas 6 temporadas. O fato de considerarmos tudo o que aconteceu permite, no meu ver, um final “redentor” (ou novelesco para alguns) como o que vimos.

Para quem definitivamente não gostou do final, seria interessante lembrar de cada comentário engraçado do Hurley, cada expressão misteriosa do Locke, cada chapação do Desmond, cada desenrolar de fatos na ilha (e fora dela) e pensar se um final que tenha desagradado, realmente pode por tudo isso a perder. (meio sentimental esse parágrafo, mas Ok, se J.J. Abrams, Damon Lindelof e Carlton Cuse podem, eu também me dou esse direito, hehe)

O capítulo final inflou ainda mais todo o clima de comoção e (já) nostalgia dos fãs da série. Os insights dos personagens, quando eles se lembravam da “outra vida”, contribuíram muito pra isso, e a cena final foi um primor. Um verdadeiro tributo aos amantes da série.

E no final de tudo, na ilha particular que cada um de nós criou na mente durante esses anos, todos estavam certos e todos errados, porque afinal, o desfecho não atendeu totalmente a teoria do “eles estavam mortos”, apenas criou outro ponto de partida para mais dezenas de teorias, como foi em toda a série.

O comentário do Chico Barney é decisivo: “No final, eles não estavam mais perdidos”. Resumindo, para mim, o ciclo foi muito bem encerrado, mesmo que o “encerrado” seja no melhor estilo Lost.

Responder

Comentário por Felipe Gomez
24 de maio de 2010 às 22h06

Ainda estou absorvendo todas as informações, mas é inegável que teve sua parcela de decepção… um seriado tão revolucionário, tão foda, teve um final de novela das 8 realmente. Mas acho que para ter uma impressão melhor e mais clara, preciso rever mais umas três vezes.

Agora o que já sei que faltou responder e que me deixou fulo é:

- Afinal qual é a porra do poder/efeito especial/talento/dom/divindade do Walt? Afinal passamos metade de uma temporada ouvindo aquela desgraça do Michael gritando Waaaalllt, Waaaallt… afinal porque aquela peste foi capturada?? Alguém sabe me responder!?

- Outros pontos que eu não gostei… Wildmore era o fodedo durante todo o tempo, e morre assim sem mais nem menos (tudo bem a vida real é assim, mas ali não era vida real)? A participação dele nesta temporada final foi tão boa quanto a do personagem do Santoro…

Enfim, ainda tem muita coisa para observar.

Responder

Comentário por Sergio
24 de maio de 2010 às 22h48

Como muitos achei piegas um pouco a reunião na igreja e acharia muito pior se não estivessem todos mortos, mas fiquei extremamente satisfeito de entender que tudo que aconteceu na ilha aconteceu mesmo. Que todo sacrifício de todos não era fruto de alguma imaginação, sonho ou engodo qualquer…

E o truque de desviar nossa atenção com a realidade paralela, fazendo todo mundo acreditar que de algum modo mais uma vez o destino corrigiria o caminho levando todos de volta pra ilha me parecia mais um inferno do que o céu onde todos encontraram paz no final…

é tudo meio bobo, ingênuo, solução fácil? Pode ser, mas acho que amarrou bem a história e afinal, todo mundo morre mesmo né?! depois de acompanhar tantos anos os personagens, mais triste seria um final seco. Acho que muita gente não aguentaria. Afinal o coração precisa de alento. Precisa acreditar que no fim tudo dá certo. Se não aqui, em algum outro lugar. Pelo menos.

E tão bela a cena final, quando Vincent sai da floresta, vai até Jack, lambe sua cara e deixa ao seu lado. O cão deita em companhia e Jack fica pronto pra morrer. Lindo.

Se não responderam os mistérios… paciência. Nenhuma resposta seria mesmo satisfatória. Let´s move on.

Responder

Comentário por Any
24 de maio de 2010 às 22h58

“Me desculpem, mas 6 temporadas depois pra engolir essa idéia de “purgatorio” é de fuder, tem que ser mto otário para achar tudo lindo e maravilhoso.”

Esta coberto de razão.

O seriado foi excelente, mas o “The End” foi sim uma bosta.

Na verdade ele seria bom SE os roteiristas tivessem pensado nesse final nada original (como vocês sabem essa premissa é bem antiga, desde os anos 80) desde o início da série, coisa que eu duvido muito.

Aí foi o seguinte: Os roteiristas se perderam com tanto mistério, que ficou difícil explicar, números em todo lugar, mecânica quântica, viagens temporais, tudo isso seria difícil explicar em tão pouco tempo, os caras aproveitaram a deixa de muita gente que desde o inicio do seriado já havia levantado essa hipótese (que os roteiristas negaram na época, alegando que o seriado era de pura ciência) e usaram o tal final ridículo e nada original (repito).

Ninguém venha dizer que quem não gostou foi porque não entendeu que não é verdade, assim como quase 100% dos fãs esperavam realmente muito mais (e não estou falando em todas as respostas mastigadas não), nada tão fácil como misticismo.

Assim é fácil: Junte um monte de mistérios sem nenhuma ligação aparente e quando muita gente estiver fazendo conjecturas e você não tiver explicação (ninguém teria mesmo), você lança uma resposta Deus Ex Maquina, e quem não gostar é porque não entendeu.

Agora sejam sinceros e digam se esperavam mesmo o suposto final de Caverna do Dragão? Duvido.

George Lucas estava certo.

Responder

Comentário por Eder
24 de maio de 2010 às 23h50

Acho que me decepcionei com o final “Scooby Doo” porque espera que a razão de tudo fosse lógica e não espiritual. Dá uma sensação de que todo o jogo com o tempo foi em vão, todas as teorias a respeito da física foram nulas, pois a teoria que venceu foi uma das primeiras (quem, já na primeira temporada, não cogitou a possibilidade de que eles estivessem mortos e que a ilha era uma espécie de purgatório? Muita gente pensou isso logo após o primeiro episódio). Acho que tudo isso não pode ser confirmado (o que torna o final menos decipicionante) é fato de que não ficou claro “quando” eles morreram, pois não dá pra afirmar que eles morrem logo na primeira queda, já que a realidade palela (um quase-céu?) só passou a existir após a explosão (todos morreram na explosão? se sim, porque toda essa lenga lenga de homem preto? Se não, como diabos conseguiram sobreviver a uma explosão daquelas?). Essas e tantas outras questões é que fazem valer a pena, que tornam o que Lost é, um fenômeno. O final foi brega,mas foi bonito, uma despedida que não foi muito honesta conosco, mas que tratou com carinho esses personagem que nós, ao longo de 6 anos, aprendemos a gostar como se fossem reais.

Responder

Comentário por Arthur A/
25 de maio de 2010 às 0h10

A primeira impressão foi o que o final tinha sido digno, apenas digno, com o legado da série.

Mas após umas duas horas de sono na madrugada o episódio não saía da cabeça, era assustador… Preciso ver de novo, mas agora já acho o episódio fantástico, de uma coragem ímpar que será lembrado para sempre depois dessa chuva de críticas prematuras. O caminho que os caras escolheram não podia ser mais condizente com esta 6a temporada. E a escolha sobre o final dividiu os espectadores entre aqueles que compraram ou não a ideia, entre quem é cético e quem tem fé (independente de religião, fé em alguma coisa que não se precisa saber o que)

Se é ciência ou religião, no fundo, pra mim pouco importa. A série sempre foi baseada em mitologia e falsa-ciência. Acho que todos precisamos acreditar em algo que não precisa de interpretação, de fundamentos, de respostas. Lost mesmo e outras obras-pop ensinaram que as respostas não importam tanto, mas sim a interpretação que cada um faz das perguntas.
Chega de sobre-analisar tudo: quem gostou, aproveite; quem não, “let it go”.

Responder

Comentário por jophy
25 de maio de 2010 às 3h43

O que deu pra entender foi o seguinte: Eles estavam mortos no mundo paralelo tentando aceitar a morte, era a vida que eles queriam ter antes do acidente, ex: Jack bem sucedido e com um filho perfeito, Sawer em vez de ser o golpista é um policial bem honesto, Locke se da bem com o pai e aceita a cadeira de roda, Ben uma pessoa boa que cuida da filha. Beleza e as outras duvidas? O que é a ilha realmente? O que aconteceria se o homem de preto escapasse da ilha? Como Jack e o resto da galera conseguiram voltar pra ilha na temporada anterior? A kate passou o seriado inteiro dando mole pro Sawer e no final acaba com Jack? Por que so no final o homem de preto podia ser morto, sera que ele falou “É… acho que ta na hora de morrer”? Que tava no avião escapou ou não? Pqp e isso é só o começo das pergunatas.

Responder

Comentário por Rafael Almeida
25 de maio de 2010 às 7h47

Justamente por ser Lost a série mais imprevisível entre todas que eu assisti, já desconfiava que, qualquer que fosse o final, seria “broxante”. E justamente por isso não me enchi de expectativas, pois sabia que o único jeito de “o fim” me agradar seria, se existisse, um modo de aumentar ainda mais as dúvidas ao invés de tentar respondê-las. Mas enfim, aparte essa “Novela Mexicana”, em que quase todos os parzinhos se encontram, eu achei o final satisfatório. Afinal, não deixar margem para o mistério e para a dúvida, na minha opinião faria o final ter sido bem pior.

Responder

Comentário por Angelita
25 de maio de 2010 às 8h44

Lost…um final deslumbrante…emocionante…procuramos em nossas vidas respostas mas nem sempre a gente consegue, é simples…Lost é mais do que ficção cientifica, falava das pessoas, do companheirismo, da união..por isso um final daqueles..de arrepiar.Parabéns a Lost!!!!

Responder

Comentário por Flavio
25 de maio de 2010 às 8h50

Me senti assistindo o Matrix 3. Mais uma decepção……Todo mundo esperando explicações e vem aquele episodio broxante, com uma estorinha melosa e final fácil.
Terrível. Ia assistir todas as temporadas novamente e agora não vou mais, falando nisso alguém quer comprar?

Responder

Comentário por Carlos
25 de maio de 2010 às 9h09

…Campo eletromagnéticos, espaço tempo dobrado outra dimensão entre milhares de outras teorias foram usadas pelos lotsmaniacos para explicar q jossa estava acontencendo, recursos de roteiro para manter as pessoas interessadas blogando a respeito blergh

A série representa bem o lado negativo de ser nerd, ficar hipotetizando mil coisas que não correspondem com a realidade, só existem na cabeça da criatura… O tempo q os nerds mais hardcore poderiam ter usado para aprender a se sociabilizar foram pelo cano.

Fãs nerds de Lost vcs foram ferrados direitinho, o final foi tão original qto o hipotetico final do Cavernado Dragão…

Responder

Comentário por Carlos
25 de maio de 2010 às 9h13

Só quero ver um video do Hitler falando a respeito desse final e de quem se prestou a acompanhar a série inteira…

Responder

Comentário por Gabriel
25 de maio de 2010 às 10h48

Fala sério, quer dizer que tem gente que fica 6 anos acompanhando uma série SÓ PRAVER O FINAL??? E se você se divertiu por 6 anos e não gostou do final, foi tudo uma perda de tempo? Que investimento do seu tempo mais infeliz, hein? Repensem seu entretenimento. Deixem de assistir séries, vejam só filmes, assim quando o final não agradar vocês só perdem umas duas horas. Ou então assistam Além da Imaginação, é meia horinha e acabou. Se não gostarem de um episódio não vão nem rever os personagens.

Responder

Comentário por PT
25 de maio de 2010 às 10h54

Eu achei legal. Eles estavam morando na letra de “Imagine”, do Lennon:

*”Imagine there’s no Heaven / It’s easy if you try / No hell below us”

Apesar de todos os personagens terem “falhas no caráter”, algo que fizeram questão de reforçar o tempo todo, ninguém foi pro inferno no fim.

*”Above us only sky”

A cena final, com o Jack olhando para cima

*”Imagine all the people / Living for today”

No fim, quando o Christian diz que o tempo é irrelevante naquele lugar

*”Imagine there’s no countries / It isn’t hard to do / Nothing to kill or die for / And no religion too / Imagine all the people / Living life in peace”

Essa é fácil: todo mundo, de todos os países (coreia, iraque, eua) e de todas as religiões acaba junto, em paz, no mesmo lugar

*”You may say that I’m a dreamer / But I’m not the only one / I hope someday you’ll join us
And the world will be as one”

Aqui é sobre como todos achavam que poderia ser um sonho do Jack. Mas no final ele não estava sozinho, todos estava lá com eles. E o mundo deles só foi criado, como explicou o Christian, quando todos chegaram

*”Imagine no possessions / I wonder if you can / No need for greed or hunger / A brotherhood of man / Imagine all the people / Sharing all the world”

Essa é a apoteose final, quando todos abandonam seus problemas da Terra e partem para a paz espiritual.

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Sim, eu estou zoando.

Responder

Comentário por Pablo Miyazawa
25 de maio de 2010 às 11h24

Cheguei a brigar ontem para reforçar minha teoria.

Confesso que me emocionei uma meia dúzia de vezes. E acho que justamente era esse o intuito da coisa toda. Fazer o público ter contato com seu lado espiritual, ou se confrontar com a pergunta mais sem resposta de todas (mais do que qualquer mistério de Lost): o que acontece depois da morte?

Os criadores de Lost sabem que essa pergunta jamais terá uma solução, então se penduraram nela para criar toda a trama da série. Todo o resto, as referências a ficção-científica, foi tudo perfumaria para nos manter ocupados durante seis anos. Conseguiram, né?

Foi assim – a bomba explodiu e acabou pro Jack (e pra vários outros). O que vemos na sexta temporada é o rito de passagem do herói para “o outro lado”. Na realidade paralela, vemos o que “poderia ter sido” se todos fossem bons, bacanas e honestos. Na ilha, acompanhamos a luta de Jack pela redenção espiritual. Quando ele enfim cumpre sua “missão”, está pronto para partir. Como não existe temporalidade no “outro lado”, todas as pessoas importantes para Jack aparecem juntas na igreja. Mas não quer dizer exatamente que todas morreram juntas quando a bomba explodiu ou coisa parecida. Elas foram morrendo ao longo dos anos, e se juntaram todas ali na “igreja” para juntas pularem para o outro lado.

Os criadores de Lost sabiam que se equilibrassem ciência com fé, seria a combinação perfeita para nos manter ligados. O desfecho inteiramente baseado na fé não pode ser considerado uma enganação, ou simplesmente uma “solução fácil”. Não foi nada fácil nos manter acompanhando esse tempo todo. Eles se arriscaram, e no fim, tiveram sucesso. O público queria que houvesse uma explicação científica ou lógica para as grandes questões da existência humana, mas o fato é que ninguém tem essas respostas – nem os roteiristas de Lost. Todas essas questões não respondidas servem como metáfora para os grandes mistérios que o homem jamais conseguirá resolver na vida terrena.

Mas claro, isso sou só eu falando.

Responder

Comentário por Jairo
25 de maio de 2010 às 14h11

Eu escrevi um texto e enviei pro Matias no domingo pela manhã, falando da minha expectativa sobre LOST. Lá eu falo mais ou menos sobre esse ponto de vista levantado pelo PABLO MIYAZAWA aí em cima.

Um trecho: “Verdadeiramente eu esperava muito, mas muito mesmo desta 6ª temporada e não aceitarei nada menos que um desfecho avassalador, daqueles que explique o sentido da vida, o segredo do universo e tudo mais.”

Eles não explicaram o sentido da vida ou o segredo do universo mas me deixaram triste. E hoje eu to me sentindo bem mais triste pois o significado do fim que eles apresentaram é em certa medida tremendamente desesperançoso, tem o impacto do abandono, da solidão absoluta.

Não sei se Jack e os outros losties foram para um outro plano espiritual mas não consigo parar de pensar na completa falta de sentido da vida. Escuridão e pó? A morte é apenas uma noite longa? Não há nada lá? Ó Deus, exista!!!

Responder

Comentário por Tiago
25 de maio de 2010 às 15h08

Pra mim, o final foi coisa linda. A parte da igreja é aberta demais – o que é uma delícia e não poderia ser diferente sendo Lost o que é (foi).

Na real, eu acho esse lance de purgatório meio balela. vejo essa realidade paralela como um espaço onde essas pessoas (que viveram intensamente aquilo na ilha) precisavam relembrar do que viveram, para enfim seguir. Só isso.

e, pq tem a realidade paralela? por causa da porra da bomba, ou todo mundo esqueceu disso?

O problema de encaixar aí é: e o pai do Jack vivo?

Ahhhhh, fode minha cabeça, Lost!

Responder

Comentário por Igor
25 de maio de 2010 às 16h48

Tudo bacana, tudo lindo, conversa do Christian com o Jack, numa sala que explica varias coisas, foi demais, tava bem legal o final, até que de repente…LOST.

Acabou. Fiquei desesperado, explicaram a 6ª temporada e esqueceram de explicar muita coisa do passado, coisas que nós, fãs, nos importamos.

Legal a parada espiritual (apesar de que animes japoneses como Akira e Evangelion fizeram finais parecidos e muito melhores) mas eu realmente achava que estávamos construindo algo aqui, não precisava nem explicar friamente, era só mostrar que tudo faz sentido, e isso não aconteceu.

O final de Lost foi como um final de temporada, e acredito que não era isso que esperávamos. Lost acabou e não deixou nem sequer uma base sólida para que criássemos as nossas próprias teorias.

A minha impressão é que Lost foi uma série feita por amadores.

Responder

Comentário por Mateus Reis
25 de maio de 2010 às 17h32

Lost tô eu. Acabei de ter um flashback de Twin Peaks, Arquivo X, Matrix e BSG… com um Q de Caverna do Dragão. Isso é bom? Ruim? Let go…

Responder

Pingback por cineorly » Lost: acabou chorare.
25 de maio de 2010 às 19h42

[...] Bacana chegar em casa no dia do orgulho nerd e ver que o Matias agregou minha citação sobre a lógica da navalha de ockham no mega-post colaborativo do Trabalho Sujo sobre o final de Lost. [...]

Comentário por Gustavo
25 de maio de 2010 às 20h27

Lost chegou ao fim e umas das teorias iniciais sobre a série se confirmou: a ilha é um grande purgatório e todos estão mortos. Como diz Christian Shepard ao filho Jack quando esse último descobre estar morto “This a place you made up together so you could all find each other”. Jack, que antes do Oceanic 815 cair tinha uma vida regada a álcool, problemas com o pai, com a mulher, com a profissão, teve a chance da redenção no purgatório, encontrou a tal da luz branca interior e assim estava finalmente livre. Jack virou na ilha o que não foi quando vivo: herói, inspirador e para isso passou por todos aqueles testes absurdos. No fim simbólico, quando ele opera Locke no universo paralelo e o faz andar, está a tal da confrontação racional x coração que Locke fala desde o começo e permeia a vida de Jack antes da queda do avião: como num passe de mágica o doutor acredita poder “consertar” Locke e assim racional e coração se misturam, tudo vale quando se acredita. Enfim, todos os personagens buscaram suas redenções na ilha para que pudessem finalmente se libertar e serem livres. A ilha não foi nada mais que um grande teste para todos eles. Nada mais. E isso no fim foi decepcionante. Teorias e mais teorias irão surgir sobre esse final, sobre a simbologia de Jacob e Black Smoke, sobre a luz branca (o coração da ilha), sobre Hurley aceitar tomar conta da ilha e Ben ser o seu fiel escudeiro. Tudo o que está no meio é cheio de discussões, mas o que ficou no fim não é. O que aconteceu, aconteceu. E eles morreram. Fim.

Responder

Comentário por Alexandre Matias
25 de maio de 2010 às 20h46

A ILHA NAO EH UM PURGATORIO! ELA ECZISTE!

Responder

Comentário por Diogo Barbieri
25 de maio de 2010 às 21h29

Pelo jeito, o pessoal continua insistindo na idéia que estão todos mortos. Foda isso. Não sei como o povo não entende

Responder

Comentário por Diogo Barbieri
25 de maio de 2010 às 21h32

ops, mandei o comentario incompleto. Recomeçando:
Pelo jeito, o pessoal continua insistindo na idéia que estão todos mortos. Foda isso. Não sei como o povo não entende. Preguiça de pensar? Ou vontade de criticar e falar que é ruim?

Para os que não curtiram, vou deixar uma dica de seriado. Assistam Fringe, do próprio JJ Abrams e que ja foi comentada nesse site. Lá existem mistérios e um enredo forte, mas tudo é explicado claramente, vcs iam gostar muito.

Agora chega dessa história de purgatório vai, isso aí é uma ofensa à inteligência coletiva.

Responder

Comentário por Luiz Benedito
25 de maio de 2010 às 23h47

Foi um ótimo final de temporada, mas, na minha opinião, ganhou o prêmio “Arquivo X” de pior final de série.
Pra mim, os redatores/produtores mandaram a real pros fãs, quanto às suas expectativas quanto o final da série, em duas frases:
“Uma pergunta só vai levar a outra pergunta”
“Let it go.”

Responder

Comentário por FLP
25 de maio de 2010 às 23h52

Pô concordo contigo Matias, a ilha não é um purgatório!

Se ela fosse como é que poderiamos explicar a chegada da Dharma lá?

A ilha existe fisicamente!!!! É isso!!

Responder

Comentário por FLP
26 de maio de 2010 às 0h37

Ok, agora lá vai o que eu entendi:::

A ilha não é um purgatório!!!!!! Ela existe fisicamente, e todos ali ainda estão vivos.

Os losties não morreram todos de uma vez como muita gente ta ´pensando. Provavelmente Katie, Sawier conseguiram ter uma vida normal durante anos depois de sair da ilha. E aquela outra realidade em que vimos eles não tem nada a ver com a bomba de hidrogênio.

Eu iria escrever muito mais sobre isso mais tô com uma puta vontade de chorar!!!!

Carai ki bagui lindo!!!!

Responder

Comentário por Cassiano
26 de maio de 2010 às 1h07

Achei muito bom o final de Lost, mas como muitos fans que assitiram desde o início, não ter as respostas de muitos enigmas me incomodou um pouco. Do que se mostrou, todas peças se encaixam, mas parece q sobraram peças. E é por isso que entendo a raiva de muitos, pois as peças que sobraram são todas relacionadas aos enigmas que os fizeram despertar interesse pela série. Quem não assistiu aquele monte de viral que eles criaram entre a segunda e terceira temporada, dando total foco no que seria o DHARMA, o sentido daqueles números. Enfim, boa parte dos que viraram fans, foi pq achavam q um dia iriam entender todo esse mistério. Volto a repetir que o desfecho de Lost foi épico, mas compreendo a indignação dos que não gostaram.
Fico na espera de um novo seriado: Dharma Initiative… hahah

Responder

Comentário por lulu
26 de maio de 2010 às 1h11

Primeiramente, queria agradecer o Alexandre por só agora fazer um post mesmo sobre o final. Como minha internet é lerda, decidi aguardar um sofrido dia e meio para assistir na televisão. E mesmo tentando me segurar, eu entrava no seu blog, mas fui forte o suficiente para só agora depois de assistir, checar os 64 comentarios.

Bem, achei emocionante. Achei muito “fica comigo” quando rolava os beijos mucho lokos. Foi muito fofo.
Achei divertida a cara do Hurley de “fudeu” quando o Jack passou a função pra ele.

Só que fiquei chateada com o finalzinho. De tantas possibilidades, foi logo essa? Concordo com quem escreveu que o “move on” do pai do Jack foi para os fãs. Eles vão precisar…

Mas sério, pelo menos, explicar os poderes do Walt eu já ía agradecer.

Mas no geral, foram fudidas as últimas três temporadas. E aja imaginação e fôlego!

abs

Responder

Comentário por dani
26 de maio de 2010 às 3h17

acho que a ilha não segue porque a “redenção”, se é que se pode chamar de redenção, foi só do jack, era dele que se tratava, ele não parecia aceitar o que havia ao seu redor (“you don´t have a son”). eu eu chorei bastante, lírico e simples, sem que ninguém precise explicar muito, porque morte é algo que todos intuímos e é isso aí.

Responder

Comentário por dani
26 de maio de 2010 às 3h21

ah, e só se decepcionou quem não conhece a máxima do sábio chinês, que um dia sonhou que era uma borboleta e, quando acordou, não sabia se era um sábio chinês que sonhou que era uma borboleta, ou se era uma borboleta sonhando que era um sábio chinês… (dá-lhe rrrrrrrraaaaaaaaaaauuuuuuuullllllllll) qual das realidades era a paralela, mesmo????

Responder

Comentário por rafael
26 de maio de 2010 às 9h19

bicho, foi lindo, mas foi final de novela da globo. e isso é inapropriado. mas tá tranquilo, eu já esperava que seria raso, pois a temporada inteira sinalizou um finale fraco. por isso não fiquei puto. tampouco importa, a questão maior é: porque o Locke estava usando touca antes da operação de coluna?!

Responder

Comentário por Vinicius Bracin
26 de maio de 2010 às 9h23

A ilha era real. Todas as viagens no tempo, Jacob, aquele absurdo todo, rolou – e se você esperava que no fim esse mistério morresse é porque não viu a série.

Jack morreu, Hurley ainda guardou a ilha por muito tempo e quem saiu dali, saiu; ou morreu tentando.

E a realidade paralela ficou como o que parecer ser uma espécie do tão comentando purgátório, onde, por conta do Desmond, todos se reuniram após despertarem pra essa realidade.
Como o pai do Jack diz no fim, a história deles juntos foi forte demais e por isso eles estão juntos nesse momento – explicando a exclusão dos personagens secundários no momento.

Quem comprou a idéia de que o passado seria mudado errou porque já sabiamos que nada poderia ser feito. A série cansou de falar nisso. A linha do tempo é única e acabou, acabou.

Ainda não entendo bem porque a necessidade contar essa história pós-morte, mas acabou se tornando uma narrativa necessária para amarrar a série.

Ah, fanáticos, – caso apareçam – estou simplificando bem minhas impressões, que fique claro. Não vai dar pra ficar escrevendo horas e horas… infelizmente.

Por fim, vi toda a série, aproveitei toda a experiência que foi possivel – lendo, navegando, ouvindo podcast, comentando em blog – e foi divertido. E o fim foi digno com tudo e de qualidade. Só fico na dúvida se empolgo de rever. Quem sabe mais tarde, com outras idéias e tal.

Responder

Comentário por Zanan de Sorriso-MT
26 de maio de 2010 às 10h19

Sabe galera… é bom ver como se divaga sobre o nada composto por uma série de fractais dispoersos em pontos sincreticamente emaranhados em um espaço-tempo improvável, desconexo, dilexico e anacrônico.

Semióticamente falando, vemos uam infinidade de estereótipos e arquétipos dando sustentação à argumentação não-linear proposta pelo autores. Um finalque embora promova um “fecha” mantém aberta a interpretação, a assimilação e a compreensão da mensagem final. Como já disseram é um novo padrão de comunicação em TV a finada série Lost.

Devo Ressaltar, que já vimos isso antes, não atoa muita gente que me antecedeu comentou finais em aberto como LOTR e também em Nárnia, mas alguém se lembra da série D&D de desenhos animados e o famigerado capítulo final nunca gravado?

É o mesmo caso. Senhores discutir a cor da casca do ovo, sua textura e composição nos impede te chegar ao cerne da questão. E por sua própria natureza, a Série Loste continuará a ser um ovo cuja casca não conseguimos quebrar e ficamos a imaginar o que está dentro contido.

Sendo asim, tudp que quiser será. São os inúmeros universos paralelos dentro do universo de cada um. Para saberem mais, digitem Urantia e abram a mente.

Saudações cordiais a todos os fãs

Responder

Comentário por Cristina Lima
26 de maio de 2010 às 10h37

Queridos companheiros seguidores de Lost. Eu adorei essa série e aguardava anciosamente esse final. Muito embora já achasse que eles poderiam me decepcionar. Já acostumada com os finais sem sentido de outros produtos pop queridos como Heroes, Matrix (que por sinal a luta de Locke e Jack me lembrou muito aquele duelo na chuva de Neo e Mr. Smith, não sei se algu[em já comentou.) e Star Wars (Ep. I, II, III).
Mas eles realmente conseguiram me supreender na baixa qualidade do episódio final. Como assim, aquele final super novelesco? Como assim essa redenção de todos os personagens. Me poupe! Tanta intensidade de sentimentos pra chegar no final e ficar aquele “beijinho, beijinho, tchau, tchau”? Não gente. Eu sei que deve ter gente aqui que realmente gostou. Mas será que alguns não estão simplesmente só tentando ver o lado bom pra não diminuir a imporância da série? Isso não é necessário. Ela já tem seu lugar ao sol e vai deixar saudades de qualquer jeito. Só acho que todos nós fããs merecíamos um final melhor. Um final a lá Twin Peaks, que não deixou pedra sobre pedra. Era isso que eu esperava e era isso que a gente merecia.

Responder

Comentário por Thiago
26 de maio de 2010 às 11h14

Final fraquíssimo, os roteiristas se perderam, a proposta do seria durante as primeiras temporadas foi excelente, mas tbm se perdeu completamente… um final com dialogos vagos e inexplicáveis deixando claro q tudo foi deixado de lado e q perdeu a importancia (Dharma, ilha “magica da disney”, fumaça, misterios e mais misterios, etc) transformando o final em algo estremamente aberto para as diversas interpretaçoes q a gente lê em foruns e blogs.
“Tudo é aceitável, nada é explicável”

Claramente Frustrante.

Responder

Comentário por André
26 de maio de 2010 às 12h40

Eu ainda não sei se gostei, e ler as opiniões de outras pessoas ajuda a manter minha opinião em aberto. Isso porque não entendi tudo e o que entendi ganha outras interpretações aos olhos dos outros.
Algumas explicações são muito ruins, como o lance da rolha na caverna. A cena final é muito boa, beleza de sacada.
E como bom fã de Arquivo X eu já não esperava muitas respostas, então isso não me incomodou… muito.

Responder

Comentário por Daniel
26 de maio de 2010 às 13h00

Fala Matias!

Primeiro, valeu por publicar o texto e a ilustra. Maior honra participar do Trabalho Sujo!

Agora sobre O Fim: rapaz, foi do caralho! Foi triste, desesperançoso e melancólico prá cacete. E tenho uma teoria!

Sempre achei que LOST era sobre contar histórias. O cara que tava contando aquela história de viagens no tempo, mistérios e sofrimentos era o Jacob. Um cara meio coxinha, cheio de recalques, com pouca consideração pelas pessoas e com uma mania por jogos e por complicar desnecessariamente as coisas. Depois dele foi o Jack, que só contou um pedacinho, o da morte do MIB. Depois foi o Hurley (AAÊE!). Hurley era o “dono da história” agora (com uma ajuda do Ben), e na história dele – um cara que se preocupa com todo mundo e quer todo mundo feliz – não tem daddy issues, as pessoas não morrem tragicamente, os casais ficam juntos, as crianças não estão órfãs e todo mundo está contente – não é o final triste e desesperançoso que vimos. O flashsideways não é uma realidade paralela ou um purgatório / paraíso, o flashsideways é o fim da história contado pelo Hurley!

Pô, o Ben deu a deixa lá! “Não dá prá sair da Ilha!” “Ah, isso era só a maneira do Jacob de fazer as coisas. Claro que dá.” Ou seja, a história é da maneira que você contá-la. O próprio Ben queria reescrever a história: quando ele matou o Widmore ele disse “Ele não salva a filha dele no final”. E não podemos esquecer que no flashsideways o Hurley é o cara MAIS fodão. Rico, poderoso e com a loira.

É isso. LOST foi do caralho. E acompanhar LOST aqui no SUJO também foi foda.

Abração!

Responder

Comentário por Vennicius
26 de maio de 2010 às 15h53

Respostas definitivas de lost.

- O que é a ilha?
R: É um espaço de terra cercado de água por todos os lados.

- Para que apertar o botão?
R: Para deixar o locke doidão.

- O que o vincent comia?
R: Restos mortais.

- Para que servia a Dharma
R: Era uma organização de narcotráfico, que tentou desenvolver uma
nova droga luminosa. Seus efeitos são: Flashbacks, Viagens no tempo,
e Visões de mortos.

- Qual a importancia do Walt?
R: Nenhuma, tanto que sumiu.

- Por que Jacob viajava livremente para fora da ilha?
R: Porque ele ganhou o passe livre da ilha, jogando com o irmão.
Seu jogo, suas regras.

- O que é a luz?
R: O coração da ilha! Ooohh =D

- O que eram os números?
R: A lendária constante do numero pi.

- Quem construiu aquela estátua, e os templos?
R: Pedreiros.

- Como Ben tinha a lista dos passageiros?
R: Google.

- Por que o irmão de jacob virou a fumaça preta?
R: drogas.

- Quem era a mãe de Jacob e MIB?
R: Dercy Gonçalvez.

- Para onde foi o avião que Lapidus pilotou?
R: Caiu no mar, por falta de combustível, 15 minutos após decolar.

- Qual o prato favorito do Desmond?
R: Penny ao molho funghi.

- Como funcionava o sistema para mover a ilha?
R: Aparentemente ao girar a roda, a agua luminosa era canalisada
fazendo com que a ilha toda se movesse…. e então… o tempo….
eh… então a agua… e…. é isso.

- Por que Charles queria tanto voltar para a ilha?
R: Depois de ver o que a ex-mulher virou.. até eu iria.

- O que eram as injeções que deram na Claire?
R: Vacina para evitar Influenza (FLU)

- Por que a fumaça matou o Mr Eko?
R: “Ele olhou torto para mim” diz a fumaça em entrevista exclusiva
para a NewYorkTimes

Responder

Comentário por Deivison Zotino
26 de maio de 2010 às 16h10

O episódio final de Lost me fez ficar martelando por horas em quem estaria na minha ante-sala pra “seguir em frente”. Só uma série histórica poderia nos proporcionar isso. Ainda bem que vive isso tudo!

Responder

Comentário por Tiago rfm
26 de maio de 2010 às 17h07

Independente de gostar ou não(eu particularmente não gostei), esse fim nos faz chegar a uma conclusão. Diferente do que os roteiristas afirmavam desde o inicio da serie, que eles já sabiam como a serie, esse final com eles na igreja, realidade paralela, passagem pra outro plano, foi totalmente improvisado.
Como se chega a essa conclusão? Não existe nenhum gancho durante a serie pra esse desfecho, diferente do final da historia ´´original´´. Em across the sea, os produtores deixam explicito a ligação de adão e eva. A cena do jack com o vicent no bambuzal foi filmada a anos, deixando claro que os roteiristas, ja sabiam desse rumo da historia.
Já a realidade paralela só foi inserida da historia na sexta temporada, nao tem ligação com mais nada, nem com a historia da ilha na sexta temporada. Ou seja, é uma historia totalmente paralela. se fosse excluida a serie se fecharia da mesma forma.
Pra mim, isso foi uma tentativa dos roteiristas de desviar a atenção da historia furada que eles tinham na mão, e funcionou, ja que muitos adoraram o final.
Pra aqueles que gostaram, um exercicio mental(não me crucifiquem, isso é um ponto de vista), analisem a serie inteira sem a RP, e vejam como a serie foi furada, dependendo desse retalho improvisado pra se fechar.

Responder

Comentário por Cadu Simões
26 de maio de 2010 às 18h56

A história desta última temporada foi exatamente igual a história do livro Ubik, de Philip K. Dick, como o Delfin bem citou. Aliás, K Dick está entre os autores mais referenciados em Lost (seja direta ou indiretamente). E ainda que essas referências sejam legais, principalmente pra quem curte o autor, como eu, bem que o roteiristas de Lost poderiam não ter ficado tão preso as idéias dele, e ousassem uma outra solução pro final da série. Afinal, Lost ficou famosa por ser justamente uma história que inovava nas soluções narrativas, mas no fim, apelou pras mesmas soluções já usada por K. Dick, ao invés de tentar algo próprio.

Responder

Comentário por Cadu
26 de maio de 2010 às 20h42

Pelo que eu entendi, todos morreram na queda do primeiro aviao, cada um no seu momento. O que reforça este argumento foi a cena final mostrando os destroços do primeiro avião com pegadas na areia meio que reafirmando que aquilo de fato aconteceu.

Tudo o q aconteceu na ilha pode de fato ter existido: a queda do avião, o monstro de fumaça, o urso polar… (ei, é uma obra de ficcional lembra aí).

Mas acho q a ideia dos produtores foi usar a ilha como uma alegoria entre céu e inferno, exatamente como disse jacob: uma rolha. mas ainda assim acho q não era o purgatório. Era uma ilha real. Acho meio impossível negar a relação bíblica da série dadas as milhoes de referencias. Inclusive tem um vídeo no youtube do JJ dizendo que a teoria do purgatório foi a teoria inventada por fãs que ele mais gostava.

Uma coisa que me chamou a atenção foi o ator que interpreta o Jack dizer, no programa do jimmy kimmel, que tudo que se passou fora da ilha pós queda do avião (flashback, foward e sideways) pode ter sido um sonho do Jack uma vez que ele foi o ultimo a aceitar que estava morto. Segundo ele, isso pode ter durado anos ou pode ter durado um nanossegundo. Ou seja todo esse lance do pessoal se abracando na igreja, da cirurgia do Locke, do filho dele, do lance com o pai, de “precisar” voltar para ilha etc aconteceu durante aquele ultimo momento onde ele vê o avião partindo da ilha. Essa cena aliás foi uma metáfora do momento que ele realmente “let go. moved on”. Não houve segundo avião, foi tudo parte do processo de aceitação.

monstro, bomba, urso polar etc podem ter sido nanossegundos da “passagem” de cada um dos outros personagens, já que todos tinham pendências a resolver. Se aceitarmos a teoria do sonho, tudo é possível.

O único sobrevivente do acidente foi o cachorro que, ao contrario dos humanos, sabia o que tinha que ser feito: mostrou amor ao próximo ate o ultimo momento. Este foi o karma que os outros personagens tiveram que entender e superar. O que importa é o que você faz em vida. E o cão cumpriu sua função.

_______

PS: Um dia depois do season finale assisti dois episódios da primeira temporada (acho q os eps 2 e 3) e já dava para perceber que o Locke, em alguns momentos, já era o Black Smoke até a cena em que o javali aparece. A partir desse momento, sabe-se lá porque, foi visível a mudança do Locke num cara místico pois as pernas dele pararam de funcionar novamente por alguns segundos e ele percebeu que fora tocado de alguma forma pela Ilha, mas nao sabia que era o Black Smoke ainda. Ou seja, o Mib não estava certo de que o Locke era o candidato certo e começou a testar os outros personagens aparecendo como o pai morto do Jack ou o urso polar, por exemplo. Ou seja, já sabiam como a série ia acabar desde o começo.

PS2: como alguém disse no twitter, os produtores optaram por um jogo de espelhos com a audiencia. O desfecho define quem nós somos. Quem é mais racional e cético odiou. Quem acredita em coisas mais místicas achou o final lindo. A controversia foi intencional.

Chega. Acho que já falei bosta de mais. Ahahaha.

Responder

Comentário por LucasCM
26 de maio de 2010 às 22h33

eu gostei.
não dava pra não gostar. era lost acabando.
e eu ainda acertei que o jack morre e o hugo assume o jacobismo :)

achei o final da realidade-ilha muito bom.
teria feito, mesmo na saida que eles deram, muitas coisas (mortes de jin, sun e sayid) antes, mas acho que ficou de bom tamanho.

o fora da ilha é foda, pq podia ser qualquer coisa. tinham umas 90 teorias na internet que fariam sentido.
e até que não achei mal. eles deram um jeito de fazer a primeira coisa que todo mundo achou que era (o lance de estarem todos mortos) sem que ninguém desconfiasse. palmas para eles.

minha grande critica é que eu gostava mais da série quando seus problemas eram mais simples.
primeiro era losties x ilha (física, não mística)
depois losties x outros
depois ben x widmore
depois jacob x fumacinha
depois ninjas-hippies x fumacinha
que culmina nos clichês fist-fighting e tiro-seguido-de-comentário-sagaz.

mas eu gostava do hatch. gostava dos numeros. da torre da rousseau. dos hieróglifos. da dharma. e isso tudo, no final das contas, nao era nada. ok, quase nada.
e dava pra ter um pano de fundo “grandioso” (fé x ciência, destino x livre arbítrio e por aí vai…) com estes temas.

talvez tivesse gostado mais se o foco do programa caísse mais pra essas coisas.
mas não é pq não foi que não curti.

outra coisa: geral propagandeia como os caras são uber-fodas por terem criado uma “rede de lost”, no torrent, no lostpedia, no twitter, no raio que o parta.
mas não sei até que ponto isso foi intencional e/ou mérito dos caras.
não podemos esquecer que lost era um show da ABC. e um show bem caro, se não me engano foi o piloto mais caro da história.
e desconfio que a ABC tenha perdido uma boa grana com isso tudo. não vi nenhum episódio na TV.
fortaleceu a “marca” lost? sem dúvida. mas e daí? como isso reverteu pra ABC? você comprou uma caneca com a cara do hurley e um suéter escrito “dude, we’re lost”? eu não comprei…

imagina o JJ / CC / DL chegando na emissora e falando: “ó, vamos fazer o maior show da história. o star wars da geração 00. vamos mudar a forma de consumir conteúdo, vamos entrar pro zeitgeist de uma geração. vamos estar no livros das faculdades… mas essa nerdaiada toda vai ver o show via torrents piratões”.
acha que saíam de lá com o go-ahead?

pra terminar, uma das poucas coisas que li sobre o “the end”. não sei se é verídico, mas achei bem legal: http://bit.ly/bK5GOD

Responder

Comentário por Ghilardi
27 de maio de 2010 às 11h24

De acordo com o Simpsons, Tudo o que vimos em Lost era um sonho do cachorro. Gênio. E vamos dar seqüência pois ainda existe Breaking Bad para animar.

Responder

Comentário por greco
27 de maio de 2010 às 13h37

Quase off-topic

Viram essa coleção de camisetas?

http://www.cotygonzales.com/2010/05/17/108-lost-t-shirts-to-celebrate-the-end-including-20-you-cant-buy/

Responder

Comentário por José Lopes
27 de maio de 2010 às 14h58

Sobre o comentário acima do LucasCM, eu tinha olhado a página que foi colocada como link. É bem interessante para quem quiser saber “os mistérios” da ilha de LOST.

Mas os mistérios existiram e vão continuar existindo…Mas eu queria dizer aqui que eu gostei… e cada dia que passa, pensando mais um pouco, gosto ainda mais. O que comporta, dentro do contexto da série, qual é o nome real do MIB? Por que ele tinha se transformado em fumaça? São questões que não importam, creio eu. Cada temporada teve suas ânsias próprias, seus conflitos próprios e o que importa é que, no final, todos ficam juntos.

Me lembrou muito o fim do livro “O Pêndulo de Foucault” do Umberto Eco: os três personagens buscam nas 600 páginas do livro respostas sobre sociedade secretas, entidades do mal, demônios, filho de Jesus, templários e sobre todos os seus mistérios. Dois deles morrem justamente por aqueles que acreditam nesses mistérios. No final, o terceiro personagem que restou, depois de alguns acontecimentos, passa a pensar no filho, na esposa e, contemplando o pôr-do-sol, chega à conclusão que não existem mistérios….não há nada para ser descoberto.

A cena do Jack olhando o avião partir é linda…

Responder

Comentário por Felipe Martins
27 de maio de 2010 às 21h16

O Terron ironizou, mas me lembrou de uma música do beatles para explicar, explicar não, mas sim contextualizar, a realidade alternativa/limbo/ceú/sala de espera que acompanhou a em paralelo a história da ilha:

In my life

There are places I remember all my life,
Though some have changed,
Some forever, not for better,
Some have gone and some remain.

All these places had their moments
With lovers and friends I still can recall.
Some are dead and some are living.
In my life I’ve loved them all

Though I know I’ll never lose affection
For people and things that went before,
I know I’ll often stop and think about them,
In my life I’ll love you more.

Though I know I’ll never lose affection
For people and things that went before,
I know I’ll often stop and think about them,

Ainda preciso assistir mais uma vez para cair a ficha do que aconteceu. Mas eu achei muito bom o episódio, ainda não sei se achei bom o final da série, mas o episódio foi fodástico!

Abs

Felipe Martins (Mendigo)

Responder

Comentário por Bufo
27 de maio de 2010 às 23h12

A ilha é real (assim como tudo que aconteceu com os personagens), mas também é um purgatório como o flashsideways (vide os sussurros). A diferença é que são estágios diferentes, a ilha é a porta de entrada e o flashsideways a saída. Ou um é o purgatório-inferno e outro purgatório-paraíso. No último, os mortos não sabem que estão mortos, os problemas que tiveram em vida continuam, mas de forma mais amena já que cada um tem algo que alivia (Jack tem o filho, Kate a convicção de inocência, Locke tem Helen, etc), alem de terem uns aos outros como ajuda para superar essa etapa e alcançar a iluminação.

Porém na ilha, a situação é diferente: os mortos tem consciência que estão mortos, se lembram de quando eram vivos, sabem que estão presos em um lugar real, assim como podem contatar o mundo real, seja através dos sussuros, seja através de pessoas que são sensíveis a isso como Hurley e o menino de preto. Também é um lugar de sofrimento, onde eles pagam o sofrimento que causaram em vida. Mas ao invés de pagar seus pecados, eles contemplam voltar a viver, manipulando os vivos para que destruam a ilha.

Ao se transformar em monstro de fumaça, o MiB virou a personificação desses mortos, mas é evidente que eles já estavam agindo antes, com a aparição da mãe verdadeira ao menino de preto e revelando os segredos da ilha para ele adulto. Por isso que impedir que ele saísse da ilha era impedir que nosso mundo acabasse como os filmes do George Romero (a sétima temporada “zumbi” que eles tanto faziam piada no podcast).

Responder

Comentário por Comentador Malhuco
28 de maio de 2010 às 0h27

O Adamastor acorda do coma e comenta o fim de Lost: http://punhetinhadeverao.tumblr.com/

Responder

Comentário por Vitor B.
28 de maio de 2010 às 10h03

Eu acho que eles erraram quando filmaram o Flash sideways na esperança de ninguém se ligar do que estava acontecendo, e no final explicar: olha, não é realidade paralela é só o pós vida, algo que já repudiamos na primeira temporada. (cá entre nós, eles criaram esse preconceito na primeira temporada)

Os fans assistiram pensando “pera, não faz sentido, a vinheta do season finale da 5ª ficou branca, alguma coisa mudou… CAR#@*$!! o avião não caiu?!?! Isso é algum tipo de REALIDADE PARALELA!!” Pronto, foi definido assim e assim ficou até o final. Até a fatídica decepção.

E se tivesse terminado com todos morrendo (no mesmo esquema de que um dia todos morrem, o hurley demorando mil anos pra morrer e o jack logo depois nos bambus), e de repente eles despertassem na realidade paralela, com a ajuda do Desmond, vivendo essa realidade paralela no entanto conscientes do que ocorreu na ilha. E no lugar de terminar com a reunião na igreja terminasse numa, sei lá, “festa de fim de ano” HAUHAUAHUA…

Pensa que legal que seria, estariamos discutindo que no fim das contas eles conseguiram sair da ilha, da maneira MAIS LEGAL EVER, levando a memória pra outra realidade. Aliando a fé de querer sair da ilha com a física absurdista dos livros do Hawking. (esse final teria me feito reassistir a série religiosamente)

Eu não estou dizendo que não gostei do fechamento, eu gostei, mas foi fraco. Foi o que meus professores chamam de A PRIMEIRA IDÉIA.

Responder

Comentário por Aline
28 de maio de 2010 às 10h31

Simplismente D++++++, Lost acaba e eu amei o final da série!!!! Para quem não gostou eu só lamento, pois para assistir uma série como esta tem que ter a mente aberta, isso é fato!!!
Realidade alternativa, que acompanha Ghost Whisperer, ou assistiu Amor além da vida, ou ainda O sexto sentido entenderia facilmente o final de Lost.
Vou sentir saudades da série!!!!!!

Responder

Comentário por Jairo
28 de maio de 2010 às 10h58

Eu ainda não vi novamente o episódio final mas me lembro que tinha um esqueleto na caverna da rolha, não tinha? De quem seria? Significa que outros tentaram destampar a parada e falharam? Mais uma pergunta para LOST.

Responder

Pingback por Lost: tá quase - Trabalho Sujo - OESQUEMA
29 de maio de 2010 às 2h31

[...] ritmo de postagem. E se você não assina o RSS, entrou aqui todo dia e não viu nada além do post Lost: The End, dê uma sacada nos posts anteriores – e no próprio post, que foi crescendo à medida que o povo [...]

Comentário por Juliana Rocha
30 de maio de 2010 às 14h26

1. O que prestou em Lost:
- ter sido feito em tempos de internet e depois da popularização do vídeo on demand. Assisti a seis anos de série em pouco mais de três meses, sem ter que perder madrugada ou sono para achar nenhum episódio.
- ter começado a assistir, claro, quando estava para acabar
- tirar sarro de todo nerd ou jornalista que perdeu seis anos esperando, ansiando por um novo episódio.

2. O que não prestou de Lost
- ter ganhado a fama de ser “O” fenômeno televisivo, que reinventou o jeito de assistir TV e blah, blah quando, na verdade, só surfou uma onda que já vinha se configurando há anos com diversos outros filmes/seriados/games/RPGs.
- ter que aturar a Kate em posição de destaque até o último episódio. “Mulezinha” chata, pqp.
- não ser amiga dos roteiristas. Aposto que eles estão dando gargalhadas com o fim da série e torrando os tubos graças à série.

Responder

Comentário por Ruy
3 de junho de 2010 às 7h46

Lost foi a única série que consegui assistir completamente.

Eu apreciei cada episódio, repletos de drama, comédia, e principalmente: romance, aventura e suspense.
Acho que desde a segunda ou terceira temporada, percebemos que há algo sobrenatural. (O que me fez não esperar um final lógico). Eu estava certo, a explicação de tudo é bem sobrenatural, porém, emocionante.
Mesmo sendo ateu, eu amei o último episódio, (assim como os outros).

*Normalmente quem diz “odeio Lost” são pessoas que não têm paciência para pensar.

Responder

Comentário por marcial
21 de junho de 2010 às 20h45

Lost(perdido) foi o meu tempo assistindo essa merda de série ,nunca mais assisto nada desses diretores.

Responder

Comentário por robson
3 de julho de 2010 às 17h58

ok!!! varias teorias , mas sabe todas essas coisas podem se explicar: primeiro – estão todos mortos , e eles procuram uma “razão” na sua vida para poder descançar em paz no céu! ou seja é um purgatório!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! rdiculo

Responder

Pingback por Antes de falar de Inception - Trabalho Sujo - OESQUEMA
9 de agosto de 2010 às 7h49

[...] aí embaixo. Depois eu vou juntar tudo num mesmo post, que vai se atualizando durante a semana, como eu fiz no final de Lost. Mas se você ainda não assisti, nada tema: o pouco que contei do filme nesse texto de [...]

Pingback por Sobre o final de Lost | isaac.adm.br
16 de outubro de 2010 às 8h09

[...] na rede. Dentre elas, destaco os textos que li nos blogs TV Squad, Dark UFO, Let’s Blogar e Trabalho Sujo, que jogam alguma luz nos mistérios. Mas que, no final das contas, são substratos para que cada [...]

Comentário por Thiago Mendes
10 de fevereiro de 2011 às 3h23

Olá Pessoal…
Acabei de terminar a séria com a minha namorada, quase brigamos a respeito se era bom ou não!… mas concluimos q haveriam inumeras possibilidades de finais mais elaborados, mas como eu disse a ela “Não mudaria nada do começo ao fim!”. Alguns ainda podem perguntar “como?!?!;tinha tantos enigmas!?!?!; e o q depois?!?!; etc!”. Mas dai entra a resposta “Q explicação científica esperavas numa ficção?”… “A Dharma esteve ali a mais de 30 anos, com cientistas, trabalhadores brassais, Phds e etc; e morreram, TODOS, com pouquissimas descobertas e explicações.”… “Ficou claro q entre os personagens OUTSIDERS ou LOST, q ,com exceção do DANIEL (Fisicista) q morreu, se não me engano, na última temporada, nenhum deles tinham conhecimento sobre qualquer matéria diferente de saúde, militar ou caça!”.
Se acharam q foi inventado ou “A PRIMEIRA IDÉIA”, seria muito pior se conseguissem explicar colocando um personagem extra q morreria rápido.
Entre os motivos de não se ter resolvido todos os mistérios, dá a entender q civilizações mais antigas q o próprio JACOB e MIB estiveram ali e trabalharam ali. Ex: aquela estátua enorme q se tornou um santuário para o JACOB, se não me engano, é de origem egípsia, ou seja, na época do império egipsio já houve a intenção de se estabelecer um território, e com todas aquelas escrituras, sendo q muitas devem ser da mesma origem da estátua, possivelmente teria-se descoberto algo a mais com um tradutor, MAS EU NÃO ENGULERIA ESTA: /!!!.
E como desde a 5ª temp. começaram a dar mais foco pros personagens do q para a própria ilha, ja dava para ter uma idéia do quão claro ficaria a ilha para nós fãs. E numa boa… cético querendo explicação científica numa série… quer dizer então q eu me torno um médico pq assisti “Plantão Médico” ou assisto “House”!!!
Menos né?!

Bom ta ai meu post!

Responder

Comentário por Mateus Marinho
19 de março de 2011 às 11h28

O final pode não ter sido o que a maioria das pessoas esperavam, e por mais que deixaram mistérios sem a resposta, eu gostei, digo, AMEI a série.
O final supostamente “fraco” não pode apagar o que eles construíram nas outras temporadas.
O vínculo que criamos com o mundo de Lost e as personagens ao longo dos anos foi simplesmente lindo, eu duvido que tenha alguem que não se identificou com a personalidade de alum personagem.

O último episódio foi emocionante e Lost vai ficar para sempre nos nossos corações, tenho certeza!

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