OEsquema

Frank Miller é contra o Occupy Wall Street

E por uns motivos reaças nada a ver, olha o que ele escreveu em seu blog

Everybody’s been too damn polite about this nonsense:

The “Occupy” movement, whether displaying itself on Wall Street or in the streets of Oakland (which has, with unspeakable cowardice, embraced it) is anything but an exercise of our blessed First Amendment. “Occupy” is nothing but a pack of louts, thieves, and rapists, an unruly mob, fed by Woodstock-era nostalgia and putrid false righteousness. These clowns can do nothing but harm America.

“Occupy” is nothing short of a clumsy, poorly-expressed attempt at anarchy, to the extent that the “movement” – HAH! Some “movement”, except if the word “bowel” is attached – is anything more than an ugly fashion statement by a bunch of iPhone, iPad wielding spoiled brats who should stop getting in the way of working people and find jobs for themselves.

This is no popular uprising. This is garbage. And goodness knows they’re spewing their garbage – both politically and physically – every which way they can find.

Wake up, pond scum. America is at war against a ruthless enemy.

Maybe, between bouts of self-pity and all the other tasty tidbits of narcissism you’ve been served up in your sheltered, comfy little worlds, you’ve heard terms like al-Qaeda and Islamicism.

And this enemy of mine — not of yours, apparently – must be getting a dark chuckle, if not an outright horselaugh – out of your vain, childish, self-destructive spectacle.

In the name of decency, go home to your parents, you losers. Go back to your mommas’ basements and play with your Lords Of Warcraft.

Or better yet, enlist for the real thing. Maybe our military could whip some of you into shape.

They might not let you babies keep your iPhones, though. Try to soldier on.

Schmucks.

Paranóia pouca é bobagem. E isso tudo dito pelo cara que fez essa cena abaixo, como lembrou o Bleeding Cool.

17 Comentários
por: Alexandre Matias postado em: Destaque, HQ, Loki, Paranoia, Pop, Talagadas tags: , ,

17 Comentários

Comentário por Rodrigo
14 de novembro de 2011 às 9h47

É uma pena qdo isso acontece né? Descobrir que o artista que a gente admira é um babaca. Apesar de achar importante separar a obra do artista, a partir de agora tudo o que o cara fez vai parecer manchado de certa forma. Foda.
Aposto que o alan moore está adorando o occupy!

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Comentário por Pedro Noizyman
14 de novembro de 2011 às 10h18

Nossa que babaca. E ele foi o cara que começou um movimento de quadrinistas contra o corporativismo das grandes editoras de quadrinhos nos EUA, e ainda descia a lenha no Comics Code.
Mas bem que eu já achava o 300 meio que uma metáfora pro império americano, numas de ocidente vs. oriente.

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Comentário por Ramon
14 de novembro de 2011 às 10h55

O cara encarnou o ‘Sin City way of life’.

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Comentário por Paulo Diógenes
14 de novembro de 2011 às 11h48

Poizé, faz tempo que o miller anda dando uma de manezão. Esse papo de querer desmerecer um movimento porque seus participantes possuem “iphones, ipads” e devem voltar para seus “lords of warcraft” é ridículo. Miller, vai pro inferno (nem o fato de tu ter escrito hard boiled KKKKK vai te salvar).

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Comentário por Stephanie
14 de novembro de 2011 às 11h56

Por mais que o Miller serja contra o Occupy, o mais chocante é ele não demostrar senso crítico com relação ao fato de que a América está em crise por causa das grandes corporações e do capital especulativo. Porque, ainda que o sujeito acredite na tal ‘guerra contra o terrorismo’, é bem difícil se fazer de cego ao fato de que política econômica americana encubou essa crise durante anos e não seriam os banqueiros a pagar a conta.

A gente precisa aprender a separar a admiração pela obra da admiração pela pessoa. É muito fácil confundir uma coisa com a outra.

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Comentário por YCK
14 de novembro de 2011 às 12h16

O “movimento” não é nada mais que um monte de cú mimado segurando ipods e ipads com um senso de moda feio, os quais deveriam sair do caminho dos trabalhadores e arrumar logo pra si um emprego.
Cruel como Miller é, pode ser que ele até tenha um pouco de razão.

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Comentário por Alexandre Matias
14 de novembro de 2011 às 12h19

Nao tem, pq ele defende a mesma guerra q patrocina o mercado financeiro, q eh qm mais lucra com a guerra. Ou o cara eh um burraldo ou ele tem interesses alem dos expostos.

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Comentário por YCK
15 de novembro de 2011 às 1h20

Ele fala ali de inimigos, e imagino não ser somente o Mercado Financeiro, mesmo porque um mercado financeiro como o dos EUA viabilizou o crescimento de muitas empresas e criou muitos empregos.
Não sei, mas parece que ele pode estar falando do Irã, dos Governos que cooperam com movimentos terroristas, da China. Não acho que o Miller seria tão raso assim, apesar de que eu não conheço o autor, só a obra.

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Comentário por Ian
14 de novembro de 2011 às 14h41

O cara pode ter feito essa cena bacana, mas ele também escreveu 300, aquela coisa horrorosa de forma e conteúdo neo-fascistas (existe tal termo?).

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Comentário por Paulo Rená
14 de novembro de 2011 às 15h24

Decepcionante. Não tem outra palavra.

Ainda bem que o Batman pode viver fora da sombra do Miller. Não precisa nem pensar muito para imaginar de que lado o Morcego Wayne estaria, mesmo sendo parte inegável do 1%. Aliás, isso até poderia dar um argumento bem bacana, um desconforto pessoal do Bruce com os protestos do Occupy. Claro, pelo visto, em mãos outras que não as mãos do Miller.

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Comentário por Bruno
21 de novembro de 2011 às 3h10

O novo Batman teve cenas filmadas no Occupy. A ver.

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Comentário por dafne
14 de novembro de 2011 às 15h46

depois do que ele fez com o Spirit ele só podia ser um cretino mesmo. esse textinho infeliz e burro (de um velho cú mimado) só provou isso.

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Comentário por Tiago Salviatti
14 de novembro de 2011 às 17h30

Quem leu Holy Terror (ou, quem teve o DESPRAZER de ler Holy Terror) vê que o Miller de hoje tá longe do gênio (anarquista?) dos anos 80. Tá um republicaninho de carteirinha, talvez só esperando a proposta pra trabalhar na Fox News…

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Comentário por Daniel Araujo
16 de novembro de 2011 às 13h17

O véio já era mesmo.

Enquanto isso, a máscara que o David Lloyd criou pro gibi do Alan Moore é símbolo do Occupy.

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Comentário por augusto medeiros
19 de novembro de 2011 às 17h56

Fácil para ele falar isso, com o trabalho e a graninha dele garantidos. Esse é um que merecia ficar desempregado e morando num barraco na beira da estrada como tantos americanos atualmente. Talvez só assim Frank Miller entenda o que é a necessidade e o desespero de quem não tem a sorte de ter aquilo que ele tem. E ainda cospe na cabeça e faz pouco do infortúnio dos outros.

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20 de novembro de 2011 às 11h48

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