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Caçando Bob Dylan em Copacabana

Jotabê entrou numa pilha de encontrar o mestre enquanto ele estava no Rio de Janeiro – e acabou encontrando-o. E de touca!

Pouco antes das 16h, saída pela esquerda, já abastecido de uma refeição que custava metade do couvert do Fasano, tomando o rumo da Avenida Nossa Senhora de Copacabana, para o táxi final antes do show. Ao menos no show ele dará as caras, e a torcida é para que essa noite promova novamente um encontro com a sua música mutante que inaugurou uma nova perspectiva para a arte contemporânea. “Aquele cara de touca e casaco ali parece o Dylan”, ela diz, desencanadamente. Só o que me faltava, um sósia a essa hora, eu pensei. Mas aí o sujeito se virou para a avenida e o sangue gelou nas veias.

“A máquina! A máquina! A máquina! É ele! É ele MESMO!” Os segundos pareciam horas, a avenida parecia mais larga, e Dylan olhava para um lado e para o outro sem se decidir, parado na frente da banca de jornais da Rua Inhangá. “No direction home”, como sempre. Se for para o outro lado, vai pegar mal correr atrás dele, pensei. Mas aí ele veio para o nosso lado, tranquilamente, como se fosse parte da paisagem, sem causar nenhuma curiosidade dos velhinhos e dos cães de estimação de Copacabana. Caminhando resoluto, com as mãos nos bolsos. Fez uma careta quando viu a máquina fotográfica, mas não parou, continuou andando na direção da lente, e passou por nós aceleradamente.

Continua .

1 Comentário
por: Alexandre Matias postado em: AHAHAH, Brasil, Destaque, Loki, Musica, Pop, Talagadas tags: , , ,

1 Comentário

Comentário por Obrigatorio
18 de abril de 2012 às 17h05

Ta todo mundo comentando essa matéria, varios blogs de jornalistas que cobrem cultura elogiando… Não vi ninguém falando do fato do reporter ter mentido para a fonte, dizendo que a foto era para o Facebook. Não era. A foto era para o jornal e para o site do jornal. Ah, mas porque ele é fã do Bob Dylan, ai pode mentir né? E a ética no jornalismo fica onde nessa hora?

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