Arquivo: AHAHAH ’
31 de maio de 2010 às 7h13
“Helter Skelter” na miúda
31 de maio de 2010 às 3h37
Comentando Lost: The End
E assim fechamos o Comentando Lost para sempre. Como o episódio foi duplo, usamos a divisão do torrent e separamos as duas partes em dois programas, para não dar problema pra quem baixou dois arquivos separados do episódio final. Satisfeitos com a jornada, eu e Ronaldo comentamos o que os caras quiseram dizer com tudo aquilo, com os flashsideways, com a igreja no final, com o último vôo. Siga-nos. Semana que vem voltamos com outra coisa, completamente diferente, mas bem parecida. Vambora.
Alexandre Matias & Ronaldo Evangelista – “Comentando Lost: The End – Parte 1 e 2“
30 de maio de 2010 às 23h00
O fim de Lost por Chico Barney
Lost seguia a lógica de entretenimento de uma montanha-russa. Quanto mais loopings tivesse um episódio, mais querido pela audiência ele seria. E o último episódio teve tanto disso que muita gente tá vomitando até agora.
O programa foi fiel ao seu preceito mais básico, o de não explicar coisa nenhuma. Desse jeito, as discussões sobre o final da série vão muito além do “gostei / não gostei”, o que condiz bem com o que foi Lost durante essa formidável jornada.
Outro detalhe incrível foi que Lost evidenciou a fraqueza do ensino básico brasileiro, levando em consideração a dificuldade de compreensão a respeito do momento em que os personagens estavam vivos ou mortos.
Para ajudar no brainstorm do Matias, incluo aqui uma canção do grupo Pixote que, no final dos anos 90, já anunciava como seria o final de Lost. Prestem atenção na letra.
* Chico Barney escreveu este texto pra cá.
29 de maio de 2010 às 10h00
O fim de Lost por Claudia Croitor
Será que eu morri, fui para um purgatório e minha punição é ter assistido a esse final de “Lost” e eu só vou entender tudo e conseguir fazer a travessia quando eu ler um comentário de um leitor me xingando e aí a luz vai se abrir para mim e eu vou assistir a um episódio que faça jus a tudo o que “Lost” representou desde 2004? Putz, preciso correr para uma igreja asap.
*
Pera. O final feliz de Lost foi que todos morreram e foram para o céu? O final da série da queda do voo 815 numa ilha que ninguém sabia onde ficava e onde ninguém conseguia chegar (lembra da paraquedista do Widmore? do pêndulo? do avião recriando as condições do voo 815?) por causa de uma energia eletromagnética absurda que foi liberada quando o Desmond parou de apertar o botão a cada 108 minutos, que tinha a Dharma, os Outros, as mulheres que não podiam engravidar, as crianças que sumiam no meio da mata quando apareciam sussurros, que tinha as estações dharma com um cano que levava os diários para o meio do mato, as viagens no tempo, o Faraday, a constante, que teve o Locke que voltou a andar, que tinha o Walt um garoto especial, que tinha Ben que manipulava a todos, que tinha as regras e o Jacob e o Alpert que não envelhecia, o final dessa série foi o PAI MORTO DO JACK ABRINDO A PORTA DE UMA IGREJA PARA TODOS OS PERSONAGENS MORTOS RUMAREM JUNTOS PARA A LUZ??
Para, vai.
Ó, posso falar? Eu derrubei uma lágrima no final. Por pura emoção de ver ali reunidos os personagens que eu acompanhei por anos, com teorias mil, sobre quem eu debati por incontáveis horas e posts, por ver que eu teria que me despedir deles. No more “Previously on Lost”. Triste. Mas foi meio que uma emoção final de novela, aquelas cenas de casamentos coletivos com madrinhas grávidas e vilões mortos. Porque eu estou inconformada que a realidade paralela, que a gente achou que surgiu da bomba explodida no passado (e da ilha no fundo do mar) era na verdade o além. O purgatório. A ante-sala do céu. Chame como quiser. Parece que eles inventaram isso meia hora antes de começar a gravar.
E qual o sentido de no além a galera ter outra vida, casar com outras pessoas? E o filho do Jack é quem, alguém pode me dizer? Um anjinho que foi fazer figuração para o coração do Jack se alegrar? Aí eles encontraram as almas das pessoas que tinham amado na, hã, outra vida e, com um toque mágico, despertam para a realidade, digo, para o além, para onde estavam e ficaram prontos para fazer a travessia, e entenderam que o que viveram na ilha foi a parte mais importante de suas vidas. Era esse o mistério da realidade paralela? Alguém REALMENTE achou isso genial?
Pensa, please. Os caras planejaram a realidade paralela para ser o céu. Eu desisto. E Michael e Walt não merecem ir para o céu? Nem Ana Lucia? Nem o filho da Penny? ah, eles não estavam prontos, olha que resposta ideal.
O Desmond levou o tal choque da energia eletromagnética no aparelho de Widmore e aí teve a visão do paraíso? Tipo numa experiência de quase-morte? “Lost”, no fim das contas, tem mais a ver com a novela “A Viagem” do que a gente imaginou.
Acho que tudo foi um truque, porque diante disso o resto do episódio final da série sem absolutamente nenhuma resposta sobre mistério nenhum até que fez muito sentido. Porque o Desmond era especial, viajava no tempo, conseguia se conectar em épocas diferentes – não que isso faça alguma diferença para a história que eles contaram – mas ele era especial. Por ser especial, ele conseguiu descer na luz sem virar monstro, por ser especial ele conseguiu arrancar a rolha do lago dourado (era essa a rolha do inferno?), isso permitiu que o Locke-capeta fosse morto, aí o Jack colocou a rolha no lagoa de volta e tudo ficou bem.
Mas oi, o Jacob não podia pensar nisso antes? Arruma alguém para descer lá. Precisava de todo esse drama, séculos a fio, vidas destruídas, morte, tudo vai desaparecer se o Locke-capeta deixar a ilha, nossas filhas irão desaparecer?
Poxa, e tudo isso foi um erro do Jacob, como a gente comentou no episódio passado. Porque o irmão dele só queria sair dali e viajar, só isso. Aí Jack arrumou tudo, se sacrificando por um bem maior, Hurley virou o novo Jacob (o segredo é ter um recipente para beber água suja, veja você, e qualquer um vira o novo Jacob. Basta ter um copo ou uma garrafa à mão), numa dupla do barulho com Ben, almoçando aos domingos com o casal Rose e Bernard, ah que bonito.
Pergunta honesta: se o Jack não tivesse descido na rolha do inferno e tivesse dado um jeito de todo mundo entrar no avião e ir embora da ilha, deixando o Locke-capeta lá sozinho, o mundo ia acabar? Ou o Locke-capeta ia ficar lá sentado esperando outro navio chegar?
Percebe onde eu quero chegar? Tenho a terrível sensação de que nada do que a gente viu nas primeiras temporadas tem a ver com a batalha final. Nada, absolutamente nada. Viagens no tempo? Nem. Coincidências no passado dos losties? Zero? Números? Nem vou entrar nessa. Energia eletromagnética? Putz. Dharma? Quem? Comida Dharma chegando na ilha, lembra? No idea. Viagens no tempo? No fim nem a bomba teve a ver com nada, teve? Porque não era uma nova realidade. Era O PURGATÓRIO.
Triste. Muito triste.
*
E a Eloise, que parecia saber de tudo? Serviu para que?
*
Pô, e a Nadia? Ela não era o grande amor do Sayid? E aí quem vai pro céu com ele é a Shannon? Sacanagem.
*
A Claire da ilha não tava mais limpinha nesse episódio?
*
O Aaron não tinha que estar mais velho no céu? Ah é, lá o tempo não existe, foi mal, Christian.
*
A luz da porta da igreja é a luz da ilha? Juro, dúvida honesta. Porque a ilha é a rolha do inferno mas guarda a luz do céu?
*
Por favor, se o episódio fez sentido para você (não vale “me emocionei com todos juntos”, tem que fazer sentido) explica o porquê nos comentários, com clareza e educação. Eu realmente queria ler opiniões de gente que curtiu.
*
Por fim, o que eu tenho a dizer é: por pior que tenha sido essa sexta temporada, e ela foi muito ruim na minha opinião, eu não considero perdido todo o tempo que eu investi nessa série. Em última instância, uma série de TV serve para nos divertir, é entretenimento, e eu me diverti horrores assistindo a “Lost”. Foi divertido demais ficar acordada madrugadas e madrugadas à espera do episódio, dar pause nas cenas para tentar entender os sussurros, fuçar em um milhão de blogs para achar os detalhes escondidos nos quais eu nunca reparava, comprar livros só porque os personagens liam e eu queria ler também, gastar posts e posts escrevendo sobre a série no blog e lendo comentários de leitores e debatendo com meus amigos e debatendo com desconhecidos, lendo entrevistas dos produtores, inventando listas e quizzes (opa, carlão!) divertidíssimos para o Séries Etc.
Para mim, as três primeiras temporadas de “Lost” estão sem dúvida entre as melhores coisas já produzidas na televisão e eu adorei ter acompanhado tudo isso em tempo real, adorei, bem ou mal, ter participado da série mais bombante do século 21, da série que inaugurou um novo jeito de ver TV.
E isso ninguém, nem o Christian Shephard transformado em anjo de luz, vai estragar.
*
Última coisa. As cinco primeiras temporadas não serviram para quase nada, né?
* Claudia escreveu este texto em seu blog.
28 de maio de 2010 às 17h43
Lost e a Caverna do Dragão
28 de maio de 2010 às 17h31
Lost e a seleção brasileira
Algumas comparações e montagens ficaram toscas ou bestas, mas a idéia do Bola nas Costas é bem boa.
28 de maio de 2010 às 17h11
Grêmio Recreativo Unidos de Lost
Lendas e mistérios do misterioso “Lost”
(samba de João João Abrão e Jacó da Cuíca)
Olha a União da Ilha Esquisitona aí, genteeeee!
Numa ilha gloriosa
Lá no meio do oceano
Uma energia majestosa
Existia há muitos anos
E foi lá, ah, foi lá
Que Jacob e seu irmão
Viveram tempo pra cacete
Para um era prisão
Para o outro, palacete
(bis)
Para um era prisão
Para o outro, palacete
Muito tempo se passou
Nessa ilha tropical
Veio barco com o Richard,
Veio a Dharma e o escambau
Jacob juntava a turma
Fumacê fazia o mal
Mar, misterioso mar,
O Jacob quer ficar
Fumacê quer se mandar
Realidade paralela
Deslocamento temporal
Só quem explica “Lost”
É samba de carnaval
E então num belo dia
Um avião caiu ali
Tinha Jack, tinha Sawyer,
John Locke, Kate e Sayid
Tinha coreano e africano
Iraquiano e inglês
Australiano e chicano
E até um que era francês
Na ilha misteriosa
Cheia de enigma fenomenal
Urso polar e alçapão
E gente morta de montão
Que legal, que legal!
Jack saiu da ilha
Mas não teve felicidade
Fumacê entrou no Locke
Pra poder fazer maldade
Viagem no tempo
Universo paralelo
Nem Maurício de Nassau
Me explica esse flagelo
Tinha uma rolha lá na ilha
Que o Jack quis tirar
Fumacê ficou uma pilha
Pois a trolha ia afundar
E todo mundo estava morto
E não adianta reclamar
Mar, misterioso mar,
O Jacob quer ficar
Fumacê quer se mandar
Realidade paralela
Deslocamento temporal
Só quem explica “Lost”
É samba de carnaval
Coisa do Aran.










Profissão: autobiógrafo.


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