Eis o primeiro filme inspirado no livro de Lewis Carroll. Vi lá no Lombardi.
E segue o jogo…
Eis o truco dado pelo Vinícius, sua carta “mais alta”, segundo diz, mas eu acho que é blefe:
Tirei até o Javier Bardem que tava na foto (joguei no bagaço, ninguém quer carta de espada ou paus nesse jogo, só copas e ouro, bem vermelhinho). Fingindo pânico (me engana…), ele pergunta quantas cartas a mais eu tenho. Te respondo: quantas você quiser.
No próximo post vem a minha jogada do dia.
Mas tou pensando numa variação mais interessante desse jogo, que já batizei (eis a tag pra quem pediu) de T-Girls.
Opa, continuação de B-13 a caminho. Pra quem não viu, o filme original foi o veículo encontrado por Luc Besson para vender o parkour (esse jeito de sair pulando pelas coisas que a Madonna hypou no clipe de “Hung Up”) e, como a maioria dos filmes de ação que levam a assinatura do sujeito, é bonzaço. Não apenas por começar citando uma cena de Vale Tudo (a novela do Gilberto Braga, sério), mas por pegar o gancho do gênero e optar por dois heróis que raramente usam armas brancas ou de fogo - usando apenas seus próprios corpos e objetos encontrados aleatoriamente como acessórios para a porradaria.
Segue a disputa com o Vinícius. No próximo post tem a minha jogada.
Vou jogar uma “baixa”.
Vai lá, sua vez.
O Vinícius nem esperou eu jogar pra gastar o zap dele, no próximo post segue a minha cartada.
A combinação acima apareceu num post do Freaky Show Business, que ainda incluía um Dom Casmurro desses “filmes brasileiro pós-retomada” que só crítico de cinema suporta. Mas pense bem: Narizinho = Alice? Seria Rabicó um coelho branco dos trópicos? E a Cuca? A Rainha de Copas? Se o Chapeleiro Maluco é o Visconde, logicamente o Gato é Emília - e é só enfileirar os personagens de cada lado e deixar a imaginação fazer a correspondência biunívoca. O problema é que se você pára pra pensar, lembra do Lost Girls do Alan Moore (em que ele faz uma relação entre as viagens de Alice, Dorothy e Wendy com a puberdade feminina) e é inevitável achar que o Sítio é uma grande parábola sobre a iniciação sexual de dois irmãos adolescentes…
Lady Gaga não me incomoda, mas também não me anima. Lembro da primeira vez que a ouvi num mashup de “Just Dance” com “D.A.N.C.E.” do Justice e de pensar que a outra música, que eu não conhecia, era apenas OK. Depois veio “Poker Face”, que é uma mistura de estrofe do Eurhythmics com refrão da Cher, e que sofreu o efeito “Rehab” ao ser descoberta pelo grande público norte-americano meses depois de seu lançamento original. “Poker Face” virou uma bola de neve que ganhou proporções assustadoras a partir da morte de Michael Jackson, quando todo mundo começou a se perguntar que artista atual mais chegava perto da importância que Jacko teve um dia. Surfando na fama, ela transformou-se numa máquina de automerchandising que atinge um novo patamar com este clipe de “Telephone”, gravado com a Beyoncé. São tantas referências, tantas citações e homenagens, tantos nichos e marcas abordados em um clipe que fica no meio termo entre um filme de arte e um comercial, que tudo indica que Lady Gaga tenha feito seu “Thriller”, um clipe que irá ser lembrado por anos e que será decisivo para mais de uma geração. Posso falar bem mais sobre este assunto, mas por enquanto é hora de assistir ao vídeo - repetidamente…
Um segundo de abertura, três segundos de filme, um segundo de fim.
Olha essa fórmula: Freaks and Geeks/Big Bang Theory…
…um herói entre o Harry Potter e o carinha do Adventureland/Zombieland…
…chicks with guns…
…McLovin…
…Nicolas Cage de bigode…
…e se maquiando!
Me diz se um filme desses pode ser ruim…
Ave Mark Millar!
Outro trailer que apareceu esta semana foi o da sequência de Tron, que vem sendo ruminada desde pouco depois do lançamento do primeiro filme (no início dos anos 80) até hoje. O mais legal é que é uma continuação de fato e tem um toque retrô oitentista forte.
E se liga no Dude…
E caso você não tenha visto o segundo trailer do segundo filme do Homem de Ferro, ei-lo:
Impressionante como o Robert Downey Jr. está assumindo o papel de Tony Stark a ponto de inverter as referências.
Baixou um Val Kilmer na menina: ela dispensou ser dublada no papel de Cherie Currie e não fez feio. Se liga, esse é o original:
E essa é a versão dela:
Não que a música seja grande coisa, mas ela até que segura a onda.
O Vinícius mandou essa pequena jóia para contrapor à minha primeira cartada. Páreo duro mesmo. Tou pensando aqui qual vai ser a próxima jogada… Alguém sugere algo?
Como isso pode dar errado?
Boto fé que é melhor que Avatar, hein.
© OESQUEMA/ 2008 | Reprodução permitida após consulta |
Créditos