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Arquivo: Cinema

A dancinha do Brad Pitt

E ao falar dos Coen e Tarantino, me lembrei do Brad Pitt. Nunca gostei de suas atuações forçadas, a não ser quando ele assume que tudo é uma piada e ele só um personagem – 12 Macacos, Clube da Luta, Senhor e Senhora Smith e a série Ocean’s Eleven, do Sorderbergh são dos poucos filmes em que ele convence. Mas se em Bastardos Inglórios ele está impecável imitando o Pernalonga, em Queime Antes de Ler, filme menor dos Coen, ele tem um de seus cinco grandes momentos na história do cinema graças a uma mísera dancinha, tão bem sublinhada por essa versão em cinco segundos do filme (que contém spoilers).

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Tarantino x Irmãos Coen

Irmãos Coen ou Tarantino? Atualmente fico com os Coen, mas por milímetros de predileção – Quentin está seedado pra sempre no torrent do meu coração do mesmo jeito que o Bergman no de algumas múmias da cinefilia dantanho. Jovens mestres, os três – os quatro, se somarmos David Lynch – elevaram o cultura white trash à condição de Arte, como Normal Rockwells pós-Nixon. Eletrodomésticos, quadrinhos, discos, carros, armas, drogas, malas cheias de dinheiro, estradas no deserto – elementos de um cenário em que sexo, mentiras, vingança e culpa atormentam personagens, quase sempre solitários – mesmo que sociais – sem rumo. O brasileiro Leandro Braga mashupou os dois à la Eclectic Method.

Fodaço.

Isso me lembra inclusive uma outra coisa que vinha comentando outro dia: como há uma casta de diretores que nasceu no vácuo da geração Coppola/Spielberg que, ratos de cineclube e escolados na técnica, parecem dirigir um grande filme, cortado por diferentes nuances. Além dos Coen, Lynch e Tarantino, completam esse time Woody Allen, Almodóvar e Martin Scorsese (que funciona como um tio mais novo para os outros). Não sei se eles são amigos, se eles se dão bem, se se conhecem (provavelmente sim). Mas seus filmes no século 21 parecem pedaços de um mesmo universo, filmados por diferentes ângulos, com filtros que coagulam emoções distintas. Nesse sentido não deixa de ser irônico o fato do Scorsese ter se transformado num diretor de filmes de época.

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Jessica Alba + Steve McQueen

Vai lá, Vinícius, tua vez.

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Debbie Harry + Doctor X

E por falar no Vinícius, ele finalmente mandou uma carta BOA. É, é isso mesmo que você tá vendo. A resposta vem a seguir.

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Deus é pai, um clássico moderno

Não custa lembrar, né. Vai que tem quem ainda não conheça…

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Lost x Knowing

Alguém assistiu Knowing, aquele filme do Nicolas Cage sobre previsões feitas numa cápsula de tempo que, anos depois, revelavam-se verdadeiras? Eu dormi no meio – isso porque eu gosto de filmes com o Nicolas Cage. Mas a revista inglesa Ultraculture teve a paciência de assistir até o fim e achou uma série de semelhanças com nossa série favorita. Checa lá.

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Impressão digital #0004: Eis o iPad

Minha coluna no Caderno 2 de domingo foi sobre o iPad.

Um player de notícias?
O que a Apple quer com o iPad

Começou. Mais uma vez a Apple se dispõe a reinventar um nicho do mercado digital a partir do lançamento de um aparelho. A empresa já fez isso com o MP3 player e com o telefone celular, ao apresentar os aparelhos ao mercado sob os nomes mágicos de iPod e iPhone.

O primeiro tornava fácil e prática a utilização de um tocador de MP3 portátil graças à interface sofisticada característica dos produtos da empresa. Mas a arma secreta do aparelho era uma loja virtual em que era possível comprar música digital às pencas – ou melhor, às faixas. A iTunes surgiu logo depois que a indústria do disco optou por lutar contra a internet em vez de abraçá-la, no início do século, quando processou seus clientes que baixavam discos de graça graças ao software Napster.

E ensinou ao mercado norte-americano – e, posteriormente, ao mundo – que música online não era sinônimo de pirataria. O que, logicamente, fez com se vendesse cada vez mais iPods.

O mesmo aconteceu com o iPhone, quando a Apple transformou o acesso à internet em um recurso básico para a telefonia móvel. E o iPhone não era apenas um BlackBerry para não-executivos – o aparelho também levava para as massas o conceito de aplicativos, pequenos softwares que fazem operações específicas usando a internet.

E assim o telefone virava um dispositivo que pode encontrar seu carro no estacionamento de um shopping, descobrir que música está tocando na estação do metrô ou quais restaurantes ficam mais próximos do hotel em que você está. Como com o iPod, a Apple também lançou um ambiente virtual para reunir estes aplicativos – a App Store.

E agora, com o iPad, lançado ontem nos Estados Unidos, espera-se que o mesmo aconteça com outros tipos de conteúdo, principalmente editorial. Mas não é uma briga com o Kindle, que segue exemplar para a leitura de livros monocromáticos. O novo aparelho da Apple quebra as barreiras entre livro, site, blog, revista, jornal, rádio e TV e propõe à geração produtora de conteúdo editorial – profissional e amadora – a repensar o ambiente em que nos informamos e nos entretemos. Se irão conseguir é outra história.

Alguém quer brincar de 2001?

O Google é conhecido por suas piadas de 1º de abril, mas elas são amadoras se comparadas às da loja online ThinkGeek.com, que todo ano lança produtos falsos para brincar com seus compradores. Este ano, além de um despertador inspirado na série Lost e de um porta iPad que lembra um fliperama, a loja anunciou este “bonequinho” ao lado – o monólito do filme 2001, de Stanley Kubrick, para colecionadores. Genial.

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4:20

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Kristen Bell + Chewbacca

Essa também é dica de leitor, não lembro quem me passou, mas agradeço a excelente contribuição.Segura, Vinícius!

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Kristen Stewart + Maconha

E o Vinícius lançou duas cartas baixas. Publico apenas a primeira (dica do @Noizyman), que não é baixa devido à protagonista ou ao tema (maconha não é pop? Só faltava essa), mas pelo fato de ela não estar usando uma camiseta, como versa a regra do jogo. A segunda eu nem posto porque todos sabem que Taylor Swift tem aspirações nazistas e vê-la trajando um dos símbolos mais tradicionais do judaísmo é uma afronta à religião dos caras.

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