Cada maluco…
Não pergunte…
E já me perguntaram se eu esqueci de Lost hoje. Como esquecer? Tá certo eu não vou conseguir ver ao vivo (GB hoje, anyone?), mas só deixei pra começar a terça maluca mais tarde pra faixa do Lucas na coletânea não sumir debaixo de uma avalanche de fumaça preta e posts ensandecidos.
Mas é hoje. Episódio do Sawyer, que quase sempre é bom.
Esse outro clipe também é dos Lonely Island, mas merece um post à parte.
Desta vez é Julian Casablancas quem passa pelo tratamento ácido das paródias do Lonely Island (o trio de humoristas que foi cooptado por Lorne Michaels para compor hits para o Saturday Night Live). Composto pelos comediantes Jorma Taccone, Akiva Schaffer e Andy Samberg (o que mais aparece nos vídeos), o grupo já emplacou pelo menos três hits: “I’m on a Boat” (com o T-Pain), “Jizz in My Pants” e “Dick in a Box” - este último, com Justin Timberlake, faturou até um Emmy. O engraçado é que a música parece ter saído do bizarro disco solo oitentista do líder dos Strokes, que aparece fantasiado de Ramones no clipe.
Literalmente…
Você já deve ter ouvido falar deste momento histórico, mas já o assistiu?
O título do post está certo.
Foda, não? Esse cara tem outros vídeos desta série.
A idéia original era uma mixtape de verão, chamando alguns DJs brasileiros para remixar hits gringos naquele final de 2008 hoje distante. Mas já era verão no Brasil e os DJs estavam soltos pelo país - impossível achar alguém que pudesse dar uma certeza sobre a data de entrega das versões, fora a possibilidade de deixar o projeto banguela caso algum artista remixado se incomodasse com o resultado ou com o fato de estarmos deixando sua faixa para download em MP3. Depois de algumas madrugadas pendurados no Gtalk, trocando emails e um ou outro telefone, eu e o Bruno desvirtuamos completamente o conceito original a partir das limitações: em vez de pedir para mexer em músicas alheias, pedimos versões para músicas próprias; em vez de remixes que inevitavelmente daria ao disco um clima meio esquizofrênico, pedimos versões acústicas, minimalistas, usando apenas o violão. E antes de começarmos a pedir músicas para músicos e artistas que são mais amigos e comadres do que propriamente astros e estrelas (prefiro assim), percebemos que o formato acústico tinha mais a ver com aquele verão que ia acabando do que uma mixtape para dançar. Mais do que isso: à medida em que os artistas demoravam para entregar o material (alguns, houve quem entregasse em fevereiro), percebíamos o quanto a compilação ganhava ares de fim de verão, quase outonal. E, ouvindo as faixas no inverno do ano passado, decidimos lançá-la quase na Páscoa, como se o clima das “Águas de Março” de Tom Jobim pudesse ser espalhado por toda uma compilação.
Decidido o nome, chamamos a querida Caroline Bittencourt para bolar uma capa para a coletânea. Ela foi além: propôs um ensaio na oficina de um luthier conhecido dela, o Murilo. Ao vermos as fotos, nem tivemos dúvida: o instrumento era tão central ao trabalho que não havia outro nome para dar à coletânea, juntando artigo e substantivo só para fazer o paralelo com OEsquema. Pelo meio do segundo semestre do ano passado, OViolão estava completo.
OViolão é o terceiro lançamento dOEsquema. Mas não somos um selo, não nos estranhe. Depois de termos lançado discos de amigos - o Bruno sugeriu o Big Forbidden Dance do João Brasil e eu desenterrei o Alguma Coisinha do Dodô, ambos discos coalhados por samples -, resolvemos ampliar o conceito só pelo prazer do lançamento. E apesar de ser um trabalho de dedicação minha e do Bruno, ele vem sendo acompanhado, de perto, por nossos dois outros sócios, Mini e Arnaldo, que sugeriram nomes, fizeram convites e propuseram soluções.
A forma de distribuição dOViolão é simples: durante os próximos dias, despejaremos, tanto no Trabalho Sujo quanto no Urbe, cada uma das faixas da compilação, numa média quase diária. Elas estarão apresentadas tanto num vídeo embedado do YouTube, sempre com uma foto diferente de Caroline, e num link para download da canção. Ao final, juntamos tudo num arquivo compactado para quem quiser ouvir o disco na ordem que imaginamos. Não ganhamos um tostão para fazer isso - nem nós, nem os artistas envolvidos. Pagamos apenas o custo das fotos de Caroline. É um trabalho coletivo feito principalmente com carinho. E nessa época de volume no talo e enxurrada de informações, estamos propondo algo para ouvir baixinho. Sob o sol, mas baixinho. Não tem release, nem rodada de entrevistas com os artistas, não tem foto de divulgação, nem assessoria de imprensa. Vamos blogar e twittar: linka quem quiser, baixa quem tiver vontade. Pra que pressa, né?
Começo a semana com a inédita de Lulina “Mentirinhas de Verão”, gravada em fevereiro do ano passado. Ela explica: “É uma versão com som de fim de verão da música ‘Mentirinhas’, composta por mim e lançada no final do ano passado (2008), no disco caseiro Aos 28 Anos Dei Reset Na Minha Vida. Quem produziu esta nova versão foi Missionário José, nos estúdios da Jardel Music, tocando todos os instrumentos e fazendo um arranjo tão melancólico quanto voltar para a realidade depois de umas boas férias”. O produtor completa dizendo que a faixa “se destaca pelo aspecto Led Zeppelin do final“. Do outro lado da linha, o Bruno apresenta uma inédita da Ava Rocha, veja lá.
E amanhã tem mais.
Lulina - “Mentirinhas de Verão“
Não me culpe após ver o conteúdo do vídeo abaixo: você clicou porque quis.
Essa é pra você que reclama do Brasil hoje: olha como já foi pior.
Lady Gaga não me incomoda, mas também não me anima. Lembro da primeira vez que a ouvi num mashup de “Just Dance” com “D.A.N.C.E.” do Justice e de pensar que a outra música, que eu não conhecia, era apenas OK. Depois veio “Poker Face”, que é uma mistura de estrofe do Eurhythmics com refrão da Cher, e que sofreu o efeito “Rehab” ao ser descoberta pelo grande público norte-americano meses depois de seu lançamento original. “Poker Face” virou uma bola de neve que ganhou proporções assustadoras a partir da morte de Michael Jackson, quando todo mundo começou a se perguntar que artista atual mais chegava perto da importância que Jacko teve um dia. Surfando na fama, ela transformou-se numa máquina de automerchandising que atinge um novo patamar com este clipe de “Telephone”, gravado com a Beyoncé. São tantas referências, tantas citações e homenagens, tantos nichos e marcas abordados em um clipe que fica no meio termo entre um filme de arte e um comercial, que tudo indica que Lady Gaga tenha feito seu “Thriller”, um clipe que irá ser lembrado por anos e que será decisivo para mais de uma geração. Posso falar bem mais sobre este assunto, mas por enquanto é hora de assistir ao vídeo - repetidamente…
A Kei$ha deu a idéia e esses caras resolveram testar:
Se você tem medo de voar, nem clique nesse vídeo. Mas se você, como eu, curte ver tudo de cima, aperta o play.
Japão, um país de contrastes.
Quebra tudo, Eric Clapton.
Mais uma faixa nova do National.
Não dá pra culpar os caras…
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