E o blog da loja Amoeba lembrou de Alex Chilton nem pelo Big Star nem pelos Box Tops, mas por seu disco homônimo de 1970, que ninguém - tirando tarados por disco como os caras da loja californiana - lembra. Alex Chilton 1970 foge tanto do iê-iê-iê dos Box Tops quanto do rock perfeito do Big Star: a pegada é pantanosa, raunchy, country rock como se ele pudesse ter feito parte de um Creedence Clearwater Revival ácido o suficiente para compor músicas com títulos como “I Wish I Could Meet Elvis”, “The EMI Song” e “All I Really Want is Money”. O disco pode ser encontrado neste link e esta versão para “Jumpin’ Jack Flash” (menos caipira que a média do disco) é uma boa amostra do que dá para esperar dele.
Alex Chilton - “Jumpin’ Jack Flash“
Antes do Big Star, Chilton fez parte dos one-hit wonders Box Tops. E o único hit, no caso, é “The Letter”, interpretada acima no programa Upbeat.
Nossas vidas foram melhores por causa de suas canções.
Foda. :~
Vamos lá com a faixa do dia da nossa coleta de fim de verão, cantada pelo mestre Frank Jorge, um hino jovem guarda sobre o cool e o anticool que atira para todos os lados numa espécie de “Arrombou a Festa” dos anos 00, trocando nomes e celebridades por rótulos e hypes. Frank Jorge, né… O Bruno, por sua vez, chama o Momo.
Frank Jorge - “São Tantas Tendências”
Big Star é uma das minhas bandas do coração e ler sobre a passagem de um ídolo que eu não vi ao vivo machucou o início desta manhã. Sabe tudo aquilo que escrevem sobre o Wilco? Pois: o Big Star é tudo o que o Wilco queria ser. Se você só conhece uma música deles (e você conhece), recomendo - óbvio - os três primeiros discos da banda. Se você já conhece, a dica é a caixa que saiu ano passado, cheia de versões demo dos clássicos da banda. Se você já conhece, compartilhe portanto seu luto comigo. Ao menos ele volta a ter com Chris Bell, velho parceiro que bateu as botas ainda nos anos 70.
E justo agora que um documentário vinha aí (abaixo, um programa de rádio sobre a banda que a Babee pinçou dia desses.
Falou em Alice, eu lembro de miss Lessa - fui lá no blog dela pra ver se ela tinha postado a continuação da entrevista com a Bat for Lashes que ela havia prometido e lá estava.
Eis o primeiro filme inspirado no livro de Lewis Carroll. Vi lá no Lombardi.
A Spin já foi a revista de música mais importante dos Estados Unidos, quando a Rolling Stone assumiu o ar yuppie e fingia que o rock inglês era um modismo passageiro. Do meio dos anos 80 até quase o fim dos anos 90, a revista não só detectava tendências como consagrava nomes em ascensão, além de ser editada com uma verve estritamente pop, sem pretensões intelectuais, jornalísticas ou deslumbradas. Ela consolidou tanto o rock alternativo dos EUA quanto o pop inglês no início dos anos 90 e tornou-se o contraponto ideal para a caretice da Rolling Stones. Depois, já neste século, se perdeu entre o R&B e o new metal (como o tablóide inglês NME, que só agora parece sair dessa crise), até arriscou um flerte com o indie mainstream, mas perdeu completamente a mão. O melhor é que a revista fechou com o Google Books e agora todas suas edições estão disponíveis online - e de graça.
E segue o jogo…
Eis o truco dado pelo Vinícius, sua carta “mais alta”, segundo diz, mas eu acho que é blefe:
Tirei até o Javier Bardem que tava na foto (joguei no bagaço, ninguém quer carta de espada ou paus nesse jogo, só copas e ouro, bem vermelhinho). Fingindo pânico (me engana…), ele pergunta quantas cartas a mais eu tenho. Te respondo: quantas você quiser.
No próximo post vem a minha jogada do dia.
Mas tou pensando numa variação mais interessante desse jogo, que já batizei (eis a tag pra quem pediu) de T-Girls.
21) Lucas Santtana - Sem Nostalgia
22) La Roux
“Brasileira”… Normalmente não curto essas bichices, mas a letra dessa versão ficou boa (”tou vendo a CET” foi foda).
Vi na Bia.
Depois do Phoenix, é a vez de Lady Gaga passar pelo crivo do coral PS22.
Ficou bem massa.
Opa, continuação de B-13 a caminho. Pra quem não viu, o filme original foi o veículo encontrado por Luc Besson para vender o parkour (esse jeito de sair pulando pelas coisas que a Madonna hypou no clipe de “Hung Up”) e, como a maioria dos filmes de ação que levam a assinatura do sujeito, é bonzaço. Não apenas por começar citando uma cena de Vale Tudo (a novela do Gilberto Braga, sério), mas por pegar o gancho do gênero e optar por dois heróis que raramente usam armas brancas ou de fogo - usando apenas seus próprios corpos e objetos encontrados aleatoriamente como acessórios para a porradaria.
O astro de hoje é o homem, o mito, o incansável, o ilustre, o espírito santo da cena mashup brasileira que, ao ser inquirido com a possibilidade de fazer uma música só no violão (e eu torcendo por uma “Baranga” unplugged), ele optou por jogar o mashup pras seis cordas e o resultado é esse abaixo. Enquanto isso, o Bruno aciona o Burro Morto.
João Brasil - “Orgasmadance“
Desde a primeira cartada já estava implícito que qualquer coisa de cultura pop valia, né? Tua vez, Vinícius.
Segue a disputa com o Vinícius. No próximo post tem a minha jogada.
Bem legal essa escultura de papelão da artista plástica mexicana Ana Serrano. Tem outras lá no site dela.
Lembrei de “I Wish“, do Skee-Lo.
Que bobagem, ahahahaha. Bia quem me falou disso.
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