OEsquema

Tá, Matias, deixa de onda…


Alexandre Matias por Fred Leal, no Recife

Hmmmm, deixa ver…


Alexandre Matias por Vitor Leite em São Paulo

Tem gente que me acha com cara de bravo, tem gente que não me leva a sério de jeito nenhum, tem gente que acha que eu tenho voz de locutor e tem gente que por alguma motivo achava que eu era baixinho antes de me conhecer. Corto o cabelo uma vez por ano, faço a barba uma vez por mês e vivo com um fone saindo de dentro da camisa rumo às orelhas, você já deve ter visto. Sou muito bem casado, brasiliense, beatlemaníaco, jornalista, corintiano, capricorniano e carnívoro, necessariamente nessa ordem. Não me convide para uma cerveja ou para um boteco – saí dessa fase há anos. Me chame para um café, um suco, um sorvete, um almoço – de noite, prefiro um uísque. Não gosto de gente que vive reclamando e de frio, gosto de dormir até tarde e da conjunção sol, praia & mar (nessa conjuntura, até cerveja cai bem). Aí tem as coisas que eu faço por puro lazer – misturando uma espécie de TOC com automitologia e usando desculpas para exercitar manias, distrações e formatos, e manter um pouco de sanidade nas horas vagas.


Alexandre Matias e Ronaldo Evangelista, por Eugenio Vieira

O Trabalho Sujo deixou de ser a coluna sobre música pop que era e, ao virar um site, tornou-se um moto-contínuo feito para conectar algumas partes soltas: uns parafusos a mais, o botão do foda-se, a válvula de escape, o óleo nas engrenagens, a embreagem para suportar as mudanças de ritmo. Parte devaneio beatnik sem culpa, parte autobiografia disfarçada de crônica digital, o site não deve ser levado ao pé da letra nem lido com tanta convicção. Nem espere jornalismo – aqui até o factual é subjetivo e a opinião reina suprema. Recomendo ler os textos em voz alta, de preferência num dia de sol, perto da praia, para um público feminino. Funciona.


Alexandre Matias por Gisele Klein em Florianópolis

A versão musical do Sujo é o podcast-satélite Vida Fodona, em que tento organizar as idéias enquanto falo, sem roteiro, no improviso. É um bom exercício – tem a ver tanto com a minha paixão pelo formato rádio (cheguei a ter um programa na rádio Cultura de Campinas, o Beatbox, e o próprio Link tinha uma versão na rádio Eldorado que depois virou um boletim diário na rádio Estadão – atualmente, apresento o Boletim Galileu na rádio CBN) quanto com o mesmo tipo abordagem que dou ao texto no Sujo, só que centrado na voz. Tenho a convicção que o texto falado tem mais impacto do que o texto lido e uso o Vida Fodona como um laboratório, um ensaio aberto – como é o próprio Sujo, no que diz respeito ao texto. E fora que no VF é o meu gosto que comanda a trilha sonora, então pode confiar. Só no ad lib…


Festa do primeiro aniversário da Gente Bonita, por Mariana Moreira

Fechando o ciclo, também discoteco, desde a adolescência, mas comecei a colocar festas na prática ainda em Campinas, tocando black music ao lado de três amigos (Roni, Serjão e William). Mudei-me para São Paulo e segui tocando, mais de brincadeira que de verdade, quando, em 2006, criei a festa Gente Bonita Clima de Paquera com o Luciano Kalatalo. A bandeira da festa é o mashup – o que é uma desculpa para o vale-tudo musical que debulhamos sobre a pista. No fundo, no fundo, é um jeito que a gente arrumou de ir numa festa legal que tocasse o que a gente quisesse. Se tem mais gente que gosta, ótimo. E têm gostado – já tocamos em oito capitais brasileiras e em dois festivais. Atualmente, a Gente Bonita está hibernando e hoje capitaneio a Noite Trabalho Sujo, todas as sextas, no Alberta #3, a casa noturna do Ivan e da Thea.


Alexandre Matias por Juliana Alves

Quer mais? Hmmm, ainda tem essa parte em vídeo.

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