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Arquivo: alan moore

Alan Moore no movimento Occupy

E o padrinho estético do movimento Occupy (a máscara é de Lloyd, mas o imaginário é 100% Moore) finalmente saiu de sua toca para visitar o acampamento dos Occupy, em Londres, a convite do Channel 4.

“Estou maravilhado, impressionado e até mesmo tocado. As pessoas são maravilhosas. Esse é provavelmente o protesto mais organizado e mais avançado que já presenciei”, disse o mago de Northampton.

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Alan Moore, ciência e religião

E no post em que Alan Moore deseja um feliz 2012 a todos, dois leitores me apontaram que a tradução para o texto já tinha sido feita num post do Omelete, que continha a seguinte entrevista com Alan Moore como mote original:

Aproveito então para deixar traduzido os trechos que o próprio Omelete já disponibilizou (e refaço o convite para quem quiser traduzir a íntegra da entrevista acima):

“Newton era um alquimista, que disse que era um pigmeu sobre os ombros de gigantes. Um deles era o doutor John Dee, que praticamente inventou o Império Britânico. Pessoas como essas eram os cientistas da época, ou filósofos naturais, cujo trabalho era mensurar o imensurável, ou imaginar o inimaginável. Esse trabalho continua até hoje, dividido entre cientistas e artistas.

(…)

(O mundo material e espiritual) …são ambos reais de sua própria maneira. Tudo o que é físico e criado pelo homem começou como um ideia, dentro da cabeça de alguém.

(…)

A racionalidade está sob sitio, em sua maioria por fundamentalistas cristãos americanos. Eles preferem acreditar que Adão e Eva existiram em um tempo em que sabemos que os dinossauros caminhavam sobre a Terra. Isso é assustador. Tudo isso é conhecimento pelo qual lutamos tanto tempo e de forma tão difícil para obter… é um retorno ao abismo da Idade das Trevas. Informação é nosso bem mais precioso e se a perdermos estamos ferrados. Mesmo que percamos tudo o que é físico, contanto que tenhamos a memória de como reconstruir não teremos perdido nada. O problema é que isso aflige tanto os nossos cientistas que eles estão tomando posições que também beiram a religião para defendê-las. Etimologicamente, a palavra religião não tem nada a ver com espiritualidade, mas com união, ligação em torno de algo. Nesse sentido, o Marxismo é uma religião. As várias escolas da Física também o são. O problema é que as religiões, no sentido que conhecemos a palavra hoje, criam dogmas, que são limitações ao pensamento – e isso nunca é uma coisa boa.”

Ave Moore.

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Alan Moore nos deseja um feliz ano novo


Ilustração: Johnathan Edwards

Mas não sem antes falar sobre a importância em se acreditar em deuses de mentira. Via BBC:

Alan Moore”s alternative Thought for the Day (mp3)

Olá todo mundo, meu nome é Alan Moore e eu ganho a vida inventando histórias sobre coisas que nunca aconteceram de verdade.

Quando o assunto são minhas crenças espirituais, talvez seja por isso que eu venere um deus-cobra de cabeça humana do século 2 chamado Glycon, que foi desmascarado como sendo um boneco de ventríloquo há quase dois mil anos. Famoso por todo o Império Romano, Glycon era a criação de um empreendedor conhecido como Alexandre, o Falso Profeta, que é um péssimo nome para os negócios.

O corpo do boneco consistia de jibóia domada, enquanto sua cabeça artificial tinha olhos com pálpebras pesadas e vasta cabeleira loira. Em muitos aspectos, Glycon parecia-se um pouco com Paris Hilton, porém mais simpático e biologicamente mais crível.

Deixando o visual de lado, me interessa um deus-cobra puramente como símbolo, na realidade um dos mais antigos símbolos da humanidade, que pode representar sabedoria, cura ou, de acordo com o antropólogo Jeremy Narby, a própria espiral serpenteante de nosso DNA.

Mas também me interessa um deus que é visivelmente um boneco de ventríloquo. Afinal, é assim que usamos a maioria de nossas divindades. Podemos olhar nos muitos livros sagrados e, ao escolher uma passagem ambígua ou determinada interpretação; podemos fazer que nossos deuses justifiquem nossas próprias agendas atuais. Podemos fazer com que eles falem o que nós quisermos que eles falem.

A grande vantagem em adorar um fantoche de verdade é que, obviamente, se as coisas saem do controle, nós sempre podemos colocá-los de volta na caixa. E você sabe, não importa que eles queiram ou não voltar para a caixa, eles têm que voltar para a caixa.

Em todo o caso, muitíssimo obrigado por ouvir a mim e Glycon, um feliz ano novo a todos vocês!

A transcrição saiu do blog da Forbidden Planet (se alguém se dispor a traduzir, publico e dou crédito) foi traduzida pela Raquel Botelho (valeu Raquel!). O blog da FPtambém separou um trecho de uma entrevista com Alan Moore em que ele fala sobre esse seu deus particular chamado Glycon:

E, há muito tempo, publiquei um texto do Jeremy Narby que ele cita rapidamente ao falar na BBC. Um trecho abaixo:

Após meses de leitura e reflexão, comecei a enxergar coerência nas práticas xamãnicas mundiais. Todos os xamãs trabalham em estados de transe que alcançam de distintas formas, não necessariamente por meio de plantas alucinógenas.Todos os xamãs os acompanham por uma música. Primeiramente, em especial, os xamãs realizam as músicas, tanto cantadas ou por meio de instrumentos. Os xamãs ao redor do mundo associam as essências, ou espíritos, a uma forma que os historiadores de religião chamam de axis mundi, o eixo do mundo, que está formatado tal qual uma escada trançada , ou duas vinhas entrelaçadas , ou uma escada em espiral , as quais eles as descrevem como sendo extremamente longas, tão longas que unem o céu à terra.

A íntegra do texto – parte de um show que Narby fez em 2004 com os Young Gods aqui em São Paulo, quando o entrevistei para a Folhaestá aqui.

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2009: Mais um capítulo da nova saga da Liga Extraordinária de Alan Moore

Mas é pra esperar: tá prometida pra junho do ano que vem.

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Alan Moore x Frank Miller

Na mesma entrevista à Honest, o mago aproveita para desancar os resmungos fascistas de Frank Miller contra o movimento Occupy:

“Well, Frank Miller is someone whose work I’ve barely looked at for the past twenty years. I thought the Sin City stuff was unreconstructed misogyny, 300 appeared to be wildly ahistoric, homophobic and just completely misguided. I think that there has probably been a rather unpleasant sensibility apparent in Frank Miller’s work for quite a long time. Since I don’t have anything to do with the comics industry, I don’t have anything to do with the people in it. I heard about the latest outpourings regarding the Occupy movement. It’s about what I’d expect from him. It’s always seemed to me that the majority of the comics field, if you had to place them politically, you’d have to say centre-right. That would be as far towards the liberal end of the spectrum as they would go. I’ve never been in any way, I don’t even know if I’m centre-left. I’ve been outspoken about that since the beginning of my career. So yes I think it would be fair to say that me and Frank Miller have diametrically opposing views upon all sorts of things, but certainly upon the Occupy movement.

“As far as I can see, the Occupy movement is just ordinary people reclaiming rights which should always have been theirs. I can’t think of any reason why as a population we should be expected to stand by and see a gross reduction in the living standards of ourselves and our kids, possibly for generations, when the people who have got us into this have been rewarded for it; they’ve certainly not been punished in any way because they’re too big to fail. I think that the Occupy movement is, in one sense, the public saying that they should be the ones to decide who’s too big to fail. It’s a completely justified howl of moral outrage and it seems to be handled in a very intelligent, non-violent way, which is probably another reason why Frank Miller would be less than pleased with it. I’m sure if it had been a bunch of young, sociopathic vigilantes with Batman make-up on their faces, he’d be more in favour of it. We would definitely have to agree to differ on that one.”

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Alan Moore + OccupyWallStreet

Finalmente Moore nos deu seu parecer sobre o movimento identificado por um ícone que ajudou a resgatar. Primeiro em entrevista ao Guardian:

“I suppose when I was writing V for Vendetta I would in my secret heart of hearts have thought: wouldn’t it be great if these ideas actually made an impact? So when you start to see that idle fantasy intrude on the regular world… It’s peculiar. It feels like a character I created 30 years ago has somehow escaped the realm of fiction.”

(…)

“That smile is so haunting. I tried to use the cryptic nature of it to dramatic effect. We could show a picture of the character just standing there, silently, with an expression that could have been pleasant, breezy or more sinister. (…) And when you’ve got a sea of V masks, I suppose it makes the protesters appear to be almost a single organism – this “99%” we hear so much about. That in itself is formidable. I can see why the protesters have taken to it.”

(…)

“I think it’s appropriate that this generation of protesters have made their rebellion into something the public at large can engage with more readily than with half-hearted chants, with that traditional, downtrodden sort of British protest. These people look like they’re having a good time. And that sends out a tremendous message.”

Na mesma entrevista, ele riu do fato da Time Warner – que é dona da DC Comics que é dona dos direitos de V de Vingança, o quadrinho que deu origem à máscara – faturar dinheiro com royalties nas vendas do ícone dos Occupy:

“I find it comical, watching Time Warner try to walk this precarious tightrope. It’s a bit embarrassing to be a corporation that seems to be profiting from an anti-corporate protest. It’s not really anything that they want to be associated with. And yet they really don’t like turning down money – it goes against all of their instincts. I find it more funny than irksome.”

Em outra entrevista, à revista Honest, ele diz o ele acha que deva mudar em nosso sistema político:

“Everything. I believe that what’s needed is a radical solution, by which I mean from the roots upwards. Our entire political thinking seems to me to be based upon medieval precepts. These things, they didn’t work particularly well five or six hundred years ago. Their slightly modified forms are not adequate at all for the rapidly changing territory of the 21st Century.

“We need to overhaul the way that we think about money, we need to overhaul the way that we think about who’s running the show. As an anarchist, I believe that power should be given to the people, to the people whose lives this is actually affecting. It’s no longer good enough to have a group of people who are controlling our destinies. The only reason they have the power is because they control the currency. They have no moral authority and, indeed, they show the opposite of moral authority.”

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4:20

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Alan Moore e a máscara de Guy Fawkes como símbolo


Mais um poster do Shepard Fairey

Alan Moore ainda não se pronunciou oficialmente sobre o movimento Occupy, mas em uma velha entrevista à revista Entertainment Weekly, ele já comentava sobre o fato do grupo Anonymous usar a máscara de Guy Fawkes em seus protestos contra a cientologia, em 2008:

I was also quite heartened the other day when watching the news to see that there were demonstrations outside the Scientology headquarters over here, and that they suddenly flashed to a clip showing all these demonstrators wearing V for Vendetta [Guy Fawkes] masks. That pleased me. That gave me a warm little glow.

O que nos leva à seguinte conclusão: será que os recentes movimentos estão aumentando a audiência de V de Vingança – tanto do quadrinho quanto do filme? Será que isso quer dizer que muito mais gente está ouvindo falar, pela primeira vez, de alguns conceitos básicos do anarquismo?

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“…Quando ele for velho, vai parecer o gêmeo mau do Papai Noel”

O texto acima também saiu do Moment of Moore, mas vale o destaque: é como Alan se apresenta para os leitores americanos, em sua estréia na revista do Monstro do Pântano, em 1984. O título do post veio do final do texto…

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Tumblr do dia: Moment of Moore

Um tumblr dedicado ao mestre Alan Moore. Demais.

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“This is Information”, Alan Moore e Melinda Gebbie

A boa reflexão do Forasta em relação ao 11 de setembro foi a deixa para que ele também linkasse essa curta e precisa história do Alan Moore, desenhada por sua mulher Melinda Gebbie, inspirada nos eventos que aconteceram há 10 anos. A história também deu origem a esse curta de um minuto:

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Warren Ellis sobre Alan Moore

Imagine você atender o telefone e, do outro lado, tá o Alan Moore. Warren Ellis passou por isso:

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Watchmen da Silva

Que tal essa “homenagem” ao filme do Watchmen feita pela Globo?

Se for citação é brega, se for plágio é malfeito.

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Alan Moore na televisão

Um programa de 1988, em que o mestre é entrevistado pela falecida Paula Yates.

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A Liga Extraordinária + 30 Rock, por Alex Ross

É muita informação pra uma imagem só. Vi aqui.

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