Tag: alan moore


quinta-feira, 12 de novembro, 2009

4:20

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segunda-feira, 26 de outubro, 2009

E por falar em Alan Moore…

Um dos roteiristas mais importantes de Hollywood hoje em dia (pra você ver o nível…), Akiva Goldsman está se estabelecendo como um dos principais nomes da indústria ao fazer filmes corretos e esquecíveis (como as duas adaptações para os livros de Dan Brown, Uma Mente Brilhante - que lhe garantiu o Oscar - e as adaptações recentes de Eu, Robô e Eu Sou a Lenda), mas ele entrou nesse jogo mostrando credenciais nerds que lhe fizeram escrever o roteiro do quarto filme do Batman (o deplorável Batman & Robin, que eu considero o melhor filme da primeira fase do homem-morcego no cinema, por ser uma reverência ao seriado dos anos 60 mais do que ao quadrinho original) e produzir a bomba que foi o remake de Perdidos no Espaço.

Mas mesmo se tornando cada vez mais certinho e coxinha, ele não largou sua nerdice (não é à toa que JJ Abrams o convidou para dirigir e escrever o episódio de estréia da segunda temporada de Fringe) e está envolvido nas adaptações de Lobo (que vai ser dirigido pelo Guy Ritchie - e isso pode ser bem bom) e de Jonah Hex para o cinema, além de um filme que, mais uma vez inspirado em uma obra de Alan Moore, pode arriscar mexer com os paradigmas do cinema de super-herói - para logo depois voltar atrás. Mas em uma longa entrevista para o LA Times, Akiva conversou um pouco sobre o que pode ser o Monstro do Pântano no cinema:

“We want a film with real Southern, dark horror overtones, a little bit like a classic Universal horror film,” Goldsman said, knowing full well that his presence on the project will stir controversy — it’s a character that filmmaker Guillermo del Toro has called one of the “few remaining Holy Grails” in comics.

Pode ser fodão, mas na mão de quem tá, é mais provável que um filme do Monstro do Pântano mais uma vez seja vítima da maldição de Alan Moore - e gere um filme que até instigue algum interesse próximo ao da obra original, mas que vá fracassar drasticamente em termos comerciais.

Postado por Alexandre Matias às 23:16 | Sem comentários | Permalink

A volta de Alan Moore

O mago, que é um dos principais autores vivos, prepara sua volta, desta vez capitaneando aquilo que ele chama de “o primeiro fanzine underground do século 21″, chamado Dodgem Logic. Segue um trecho do release, assinado pela filha de Moore, Leah:

As cheap and beautiful as a heartbreaking teenage prostitute, Dodgem Logic has a cover price of £2.50, with its content similarly tailored to the fiscal toilet-bowl that we are currently engaged in sliding down. Regular columnists provide delicious, inexpensive recipes, wide-ranging medical advice, simple instructions for creating stylish clothing and accessories from next to nothing, guides to growing your own dinner by becoming a guerrilla gardener, and, in the first of Dave (The Self-Sufficient-ish Bible) Hamilton’s environmental columns, a bold experiment in living with no money. The same approach to helping readers deal with socio-economic meltdown and a blitz of repossessions is there in upcoming features on the present-day resurgence of the squatters’ movement, or in our communiqués from the Steampunk/ Post-Civilisation gang on how to start rebuilding culture and society before those things have broken down completely and our children are reduced to battering each other to a bloody pulp with their now-useless X-Boxes in a dispute over the last tub of pot noodles.
Not only seeking to give practical advice on getting through a rough stretch, Dodgem Logic is also committed to alleviating the attendant sense of anguish and despair by brightening the world with the astonishing cartoon-work of League of Extraordinary Gentlemen’s sublime Kevin O’Neill or that of underground legend Savage Pencil; the musings of Father Ted, The IT Crowd and Black Book’s own Graham Linehan or of the nation’s sweetheart, the implacably positive Josie Long; even a delirious commemoration of the lunar landing’s anniversary by the masterful Steve Aylett. In addition to a variously-hosted women’s column launched by Lost Girls co-creator and erstwhile underground cartoon artist Melinda Gebbie, Mr. Moore will himself be contributing a lead feature on the history of underground subversive publishing from its origins in the thirteenth century, along with various illustrations and words of advice. All these and many other sterling features, including a free CD of magnificent home-grown Northampton music over fifty years, will be contained in the historic premiere issue, sporting an hallucinatory front cover by digital artist Tamara Rogers and debuting this November. Wake up and smell the fairground ozone! No ramming!

A revista sai em novembro, pela Knockabout. Vi lá no CBR.

Postado por Alexandre Matias às 19:28 | Sem comentários | Permalink

quarta-feira, 18 de março, 2009

E eis que voltamos a Watchmen

Mais notícias da série em quadrinhos que deu origem ao tão falado filme: vocês sabiam que existe um RPG inspirado na HQ, que foi lançado logo depois de sua primeira edição? E mais: que Alan Moore aprovou esse RPG? Não é brincadeira, não: dá uma sacada neste post do Once Upon a Geek.

Postado por Alexandre Matias às 20:10 | Sem comentários | Permalink

terça-feira, 17 de março, 2009

Magick, c’est chic


Foto:bluelephant

“To me, all creativity is magic. Ideas start out in the empty void of your head – and they end up as a material thing, like a book you can hold in your hand. That is the magical process. It’s an alchemical thing. Yes, we do get the gold out of it but that’s not the most important thing. It’s the work itself. That’s the reward. That’s better than money.”

Mestre Alan Moore em uma das poucas entrevistas que deu após o lançamento de Watchmen, explicando a natureza de seu trabalho.

Postado por Alexandre Matias às 14:59 | 1 Comentário | Permalink

segunda-feira, 16 de março, 2009

E já que tocamos nesse assunto…

Já o leu o Watchmen em quadrinho? Tá com um tempo? Ouve bem em inglês? Então saca só esse episódio da clássica série The Outer Limits, dos anos 60. Há quem diga que o seriado seria uma resposta institucional a outro líder de audiência, Além da Imaginação, uma vez que seu criador Leslie Stevens, ao que consta, seria um agente do governo norte-americano dentro da emissora ABC. Neste episódio, The Architechs of Fear, vemos a criação e execução de um plano Veidtiano até dizer chega - ainda mais no sentido original de Watchmen - que pode ter sido a inspiração original para o próprio Alan Moore (que cita o episódio no encerramento da série). O episódio tem quase 50 minutos, vale assistir.

Postado por Alexandre Matias às 16:03 | Sem comentários | Permalink

quarta-feira, 4 de março, 2009

Ainda infilmável

Por que Watchmen de Zack Snyder não é Watchmen - O Filme, e por que nenhum será

Há muito tempo, quando o filme de Watchmen ainda era considerado uma espécie de lenda urbana, uma das principais curiosidades dos fãs era como eles iriam representar a história do Cargueiro Negro. Para quem não sabe nada sobre Watchmen, Contos do Cargueiro Negro, uma revista em quadrinhos sobre piratas, é um dos títulos do formato mais lidos no mundo paralelo da saga - afinal, num mundo em que super-heróis fazem parte da rotina, por que quadrinhos de super-heróis fariam sucesso?

Mas os tais contos, pelo menos do ponto de vista de Watchmen, não são nos mostrados, à exceção de um. Este surge lido por um personagem completamente alheio à qualquer história das muitas acompanhadas na série. Um garoto negro, chamado Bernie (o mesmo nome de seu único interlocutor na série, o dono da banca de jornais), recostado na esquina que veria o final monstruoso da série se materializar em sua última edição, calmamente lê o quadrinho, completamente alheio à qualquer história que realmente importe em Watchmen, à exceção da revista que lê. Nela, ele acompanha a trajetória do único sobrevivente de um naufrágio, que tem de tomar providências desesperadas - e mórbidas - se quiser continuar vivo.

A história é um dos muitos exercícios de narrativa que Alan Moore exibe como se pudesse dançar com a linguagem que domina. Começamos a ler as passagens da história através da ótica do guri sem sermos perguntados, quadrinhos do conto de terror marítimo superpostos sobre os quadrinhos da história central que fazem o leitor perguntar o que diabos essa porra de história tem a ver com as calças. Até que, como um mágico, Alan Moore tira seu coelho de uma cartola que sequer havíamos avistado - e os quadrinhos começam a conversar entre si, a história ficcional em alto mar e a história real dos super-heróis em crise. Um toque magistral, uma homenagem à força e importância dos quadrinhos, seja linguagem, formato ou narrativa.

Daí a dúvida dos fãs naquele tempo remoto. Será que vão colocar o garoto em frente a uma vitrine de lojas vendendo TVs e alternar as cenas umas às outras? Ou - à medida em que o século digital começou a ver o filme Watchmen tornando-se realidade - será que vão colocá-lo assistindo ao filme ao mesmo filme num PlayStation portátil? Ou será que o diretor vai deixá-lo lendo seu gibi e fazer a câmera “entrar” na história, dando movimento e textura orgânica a imagens estáticas e bidimensionais?

A solução que Zack Snyder optou foi a de transformar o conto em uma animação - e lançá-lo fora do filme. Mas mesmo que em sua versão Ultimate Director’s Cut de cinco horas lançada daqui a dois anos (alguém duvida?) mescle a animação com o filme, a história vai parecer estranha e continuará distante do impacto dos quadrinhos.

Muito pelo fato de Watchmen ser, verdadeiramente, infilmável. Por mais que a direção de arte do filme tenha se esmerado em reproduzir os cenários e personagens desenhados por Dave Gibbons à perfeição (talvez só o Dr. Manhattan, com seu lápis de olho egípcio, olhos sempre bucólicos e benga gigante balangando não tenha ficado tão convincente), a narrativa está longe da burilada por Moore. E olha que Zack Snyder se esforçou para contar tudo: a história paralela dos Minutemen (contada, rapidamente, em uma memorável cena de abertura ao som de “The Times They Are A-Changin’ e em flashbacks) quanto as diversas cenas que acontecem paralelamente e que constroem a história principal e os contrapontos rápidos com a época em que os super-heróis ainda não tinham se tornado ilegais, são histórias superpostas, numa linha do tempo não-linear que alterna câmera lenta, explosão, vísceras e vôos.

Mas Watchmen não tem movimento. A ausência ou excesso de expressões nos rostos dos personagens são detalhados ou caricaturais. Não tem som. A voz de Rorschach e a do Dr. Manhattan soam exatamente como a do narrador da história do pirata, o locutor do telejornal ou do presidente Nixon, pois são vozes ouvidas dentro da cabeça do leitor. Suas cores berrantes são ainda mais berrantes - e suas sombras, menos escuras. Balões de diálogo se alternam com manchetes de jornais, logotipos na rua ou em legendas de narração.

Por isso, por mais que alguns trechos do filme realmente se pareçam com as cenas lidas no quadrinho, elas funcionam mais como homenagem do que como leitura fiel de Watchmen. Porque só há uma leitura fiel de Watchmen: nos quadrinhos. Nisso Alan Moore está coberto de razão ao brigar não apenas com as adaptações de suas obras para a telona mas como ao reclamar que quadrinhos não funcionam no cinema. Parecem que funcionam, mas são mídias opostas, apesar de terem uma série de elementos em comum. Quadrinhos e cinema fazem parte da narrativa histórica do século passado, da forma como aprendemos a ler o mundo e entender o que acontece com ele sem precisarmos nos contentar com livros, rádios, televisão ou jornais.

Então por isso o filme é ruim? Por mais que torçam os detratores, não - sejam eles de Zack Snyder, de filmes de ação ou de histórias de super-herói. Muito pelo contrário. Watchmen é didático e épico ao mesmo tempo, um feito que poucas produções de Hollywood conseguem realizar (Titanic e Gladiador são os únicos que me vêm à memória - ambos, para mim, piores que Watchmen). Como filme de ação, é denso e deprimente, sem nunca deixar a adrenalina cair - seja na tensão ou na pressão. E, mais importante do que qualquer impacto que possa ter, ele está fazendo as pessoas lerem e relerem a obra original (só em 2007, quando o auê em torno do filme começava a ganhar corpo, Watchmen liderou a venda de quadrinhos naquele ano - em relação a todos outros títulos à venda, novos ou velhos). Só por isso, o filme já merecia existir.

E aposto que quando os cheques dos direitos autorais das vendas do quadrinho pingam na conta do Alan Moore, ele sorri escondido. Pode até amaldiçoar, mas…

Postado por Alexandre Matias às 17:21 | 4 Comentários | Permalink

sábado, 7 de fevereiro, 2009

Hoje só amanhã: a quinta semana de 2009

Amanhã não, segunda - nesse domingo não tem Trabalho Sujo.

A volta do Legião Urbana
Gravações raras de João Gilberto ressurgem na internet: tanto as gravações que fez na casa do fotógrafo Chico Pereira em 1958 (o técnico de som Christophe Rousseau fala mais sobre o assunto), quanto o show ao lado de Tom Jobim, Os Cariocas e Vinícius de Moraes em 1962 e as gravações do tempo do Garotos da Lua, em 1950 (que repercutem) •
Lost: Jughead
Sílvio Santos portátil
Dakota Fanning, 15 anos
Little Joy em São Paulo
Moleque chapa no dentista, é remixado e vira desenho
Entrevista: Matt Mason (Pirate’s Dilemma)
Vazou o disco de Lily Allen
Trailers novos: Transformers 2 e Jornada nas Estrelas (com menção ao Cloverfield) •
Rick Levy se aposenta da naite
50 anos do dia em que a música morreu
Banda Calypso é indicada ao Nobel da Paz
Lux Interior (1948-2009)
Legendas.tv fora do ar (e hackers sacaneiam o site da APCM - deu no G1) •
A história do Kraftwerk
Krautrock dance
Emma Watson, 18 anos
Paul’s Boutique comentado pelos Beastie Boys
Soulwax faz set só com introduções de músicas (uma idéia que o Osymyso já tinha tido) •
Alan Moore e a televisão do século 21 (que aproveita para falar de sua participação nos Simpsons) •
Phelps dá pala, devia ter respondido assim, mas é punido; Ronaldo sai em sua defesa
Um herói candango
Vocalista do Gogol Bordello já agitou feshteenha no Rio e vai tocar no carnaval do Recife com Mundo Livre e Manu Chao
Saiu a escalação do festival de Boonnaroo
Forgotten Boys sem Chucky
Comentando Lost: The Lie
A história do krautrock
Entrevista: Lawrence Lessig
Comentando Lost: Jughead
Kraftwerk 1970
Oito episódios para o fim de Battlestar Galactica
Of Montreal tocando Electric Light Orchestra
Fubap de cara nova
“Friday I’m in Love” sem palavras
Todas as mortes em Sopranos
Christian Bale estressa com produtor e é remixado
Montage papai
As calcinhas da Kate do Lost são brasileiras
Lykke Li 2009
Cansei de Ser Sexy x Chromeo
Visita à discoteca Oneyda Alvarenga
Moleque do dentista e Christian Bale são remixados

Postado por Alexandre Matias às 8:13 | 3 Comentários | Permalink

terça-feira, 3 de fevereiro, 2009

Alan Moore sobre os Simpsons

A imagem que ilustra o post anterior é de um episódio dos Simpsons sobre quadrinhos em que não só Alan Moore quanto Art Spiegelman (do Maus) e Dan Clowes (do Eightball) também aparecem. Graças à caça à “pirataria” no YouTube, infelizmente não dá pra achar nenhum trecho de Husband and Knives online (cadê o site dos Simpsons no esquema do site do site do South Park? Vacilo…) sem ter que recorrer aos torrents ou arquivos megapesados. E é bem boa essa entrevista com o Moore, feita no ano passado. Essa parte dos Simpsons é a nona, as outras partes (01, 02, 03, 04, 05, 08 e 10) estão aí no parêntese. As partes 06 e 07 eu não achei.

Postado por Alexandre Matias às 10:40 | 2 Comentários | Permalink

Alan Moore vê TV

A Wizard entrevistou o Alan Moore sobre seus televisão e ele falou sobre alguns dos seriados favoritos aqui. Ele curte The Wire e South Park, não gostou do Family Guy ter pego leve com o Guerra nas Estrelas (”uma sátira aprovada!”, reclama), não gosta de Lost e Heroes e tem um mau presságio sobre o fim de Battlestar Galactica, além de comentar como funciona parte do entretenimento antes.

THE WIRE (HBO)
“It’s probably one of the best pieces of television I’ve ever seen. The only problem with it is that it makes everything else looks kind of sad and poorly written and poorly conceived. The fact is, that as, I think [series creator] David Simon justifiably says somewhere on the closing extra features,’ ‘Everything we raised, we resolved.’ And just that simple statement explains why ‘The Wire’ is so far ahead of any other television that I’ve seen. Every tiny little thing, even inconsequential things that were raised in the first series, were incredibly, dramatically resolved by the end of the fifth. It bears going back and watching again, probably several times.”

BATTLESTAR GALACTICA (Sci Fi)
“I have seen the first half of the final series of ‘Battlestar Galactica.’ It’s well done, but I’ll reserve judgment until I’ve seen the final episodes, because it could, as with so many of these things, end up as a bit of a mess. It seemed that they got a bit self-conscious about making some kind of political analogies that ended up being a bit confusing and ham fisted and perhaps spoiling. I feel that the big problem with most of these programs is that people start off with the good beginnings of an idea. That is disastrous because that is enough to get a show commissioned. So you’ve got the beginnings of a good idea and if it’s not brought to its conclusion properly, it won’t be a good idea at all; it’ll be a waste of everybody’s time. It’ll be a waste of the creator’s time, and more importantly it’ll be a complete waste of the audience’s time. I mean, if you have been following a show expecting it to have a kind of payoff and you’ve been following it for three or four seasons and then at the end, it turns out Bobby Ewing comes out of the shower and one of the characters wakes up and says, ‘Oh, Bobby, I’ve just had the most strange dream!’ You know? There’s a lot of hours, days of your life that you’re never gonna get back again, you know? So if people are gonna invest this much time and enthusiasm, genuine enthusiasm, in these shows, I really think that they ought to pay off. The writers ought to know what the end is; at least the important parts of it before they start and not do anything that is gonna turn out to be irrelevant, pointless or just a confusing red herring.”

LOST (ABC)
“I saw the first few episodes and there were already so many inconsistencies where all the writer would have had to have done was check back to the previous episode. I have no confidence in them knowing where they are going. I think they’re just thinking of weird things week by week.”

SOUTH PARK (Comedy Central)
“I’m very much enjoying the editions of ‘South Park’ that I’ve seen. I think that those guys have got real moral integrity, you know? They really have. They’re kind of fearless. I wouldn’t agree with everything that they say, but God bless them for saying it. I think [Trey] Parker and [Matt] Stone are real troopers. They’re really good.”

FAMILY GUY (Fox)
“I enjoy ‘The Family Guy’ and ‘American Dad’ stuff that I see. We only get them in dribs and drabs. You do tend to sigh a little bit when it gets to, ‘Boy, this is almost as bad as the time when Peter…’ blah, blah, blah fill in the clip. But at the same time, they do some bits that are kind of wonderful. I thought that the soft shoe shuffle of the Dumpster Babies ['Airport '07' episode] was a memorable moment. On the other hand, I did watch the first five or ten minutes of that ‘Family Guy: Blue Harvest,’ and I thought it was rubbish. It was too cozy with George Lucas. It was an approved satire, and how toothless is that? But they’ve had their moments. They’ve done some good stuff. You can’t expect people to do brilliant stuff all the time. Although, actually, I still do.”

HEROES (NBC)
“I saw the last episode of Season One where the flying superhero [Peter Petrelli] and his brother, the exploding superhero [Nathan Petrelli], have a little moment and a bit of a hug and then the flying guy takes the exploding guy up into the atmosphere above New York where he undergoes a nuclear explosion to the great relief of all the spectators. You know, again, it wouldn’t have taken much. All you’d have had to do, as I understand it, and I speak as somebody who doesn’t actually have an Internet connection and has very little idea what an Internet connection is, but I understand there is this thing called ‘Google’ and that apparently you just have to put a couple of words into it and magically it will provide all your reference for you. You don’t even have to get up out of your seat. If you’d have just put, ‘nuclear explosion,’ say, into Google then I’m sure that somewhere in that it would have explained that an air burst is much, much, much, much, much, much worse than a ground burst. I hope that if that unlikely situation should ever come about, I hope that the superpowered beings who will presumably be around to save us from it are perhaps a bit more intelligent, otherwise we’re doomed. So no, I’m not a big fan of ‘Heroes,’ got to say.”

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terça-feira, 20 de janeiro, 2009

Tem gente querendo ver o Alan Moore morrer de desgosto…

Lancheira do Watchmen? Putaqueospa!

Postado por Alexandre Matias às 7:01 | 2 Comentários | Permalink

domingo, 18 de janeiro, 2009

Leitura Aleatória 245


crazyBobcat

1) E a Capitol segue ganhando grana com o Radiohead - vai lançar versões esticadas dos três primeiros discos da banda
2) Disco novo do Sonic Youth à vista
3) Consultor jurídico da ABPD diz que P2P é a desgraça do direito autoral e que falta boa-fé ao Creative Commons
4) Samuel L. Jackson pode não ser mais Nick Fury
5) Seth Rogen vai escrever um episódio dos Simpsons
6) Manu Chao no Brasil
7) Revistas americanas sentem no bolso a diminuição de anunciantes
8) Porque Alan Moore devia deixar de frescura e assistir Watchmen
9) Fox cancela Prison Break
10) 95% dos downloads de música são ilegais, diz indústria

Postado por Alexandre Matias às 17:15 | Sem comentários | Permalink

sábado, 10 de janeiro, 2009

Hoje só amanhã: a primeira semana de 2009

Eu falei que a partir desse ano não tem Sujo no sábado, lembrou?

Lost
[REC]²
Gomorra
Angelitos
Jaydiohead
Heidi Klum
Nova do Franz
Zumbis nazistas
Nova do Eminem
Plágio do Justice?
Apple & Nintendo
Entrevista: Angeli
O que a Apple fez
Vida Fodona #138
Jay Z + Studio One
Pintando no iPhone
Trabalho Sujo 2009
Reforma ortográfica
O que indies dançam
Justice nos Simpsons?
Plágio do Kanye West?
Little Joy em São Paulo
Paul McCartney reggae
A história do videogame
Bastidores do Watchmen
Easy Riders, Raging Bulls
Ron Asheton (1948-2009)
Computador sem teclado?
Paul McCartney tecnobrega
20 anos de Paul’s Boutique
Britney + Madonna x Pixies
Trailer japonês do Watchmen
Midnights Juggernauts remix
A Decade Under The Influence
Beastie Boys - Paul’s Boutique
Documentário sobre o Paebirú
O que a Apple poderia ter feito
Watchmen lido por Alan Moore
The Pains of Being Pure at Heart
Alan Moore fala sobre Watchmen
Metronomy remixa Cansei de Ser Sexy
Pedro Bial e o cúmulo da vergonha alheia
Metronomy remixa Midnight Juggernauts

Postado por Alexandre Matias às 11:12 | Sem comentários | Permalink

quarta-feira, 7 de janeiro, 2009

Alan Moore fala sobre Watchmen

Ainda no clima do filme de super-herói mais esperado do ano, o Edilson me mandou essa entrevista em que o mestre Alan Moore em que ele fala sobre a natureza de sua minissérie.

Postado por Alexandre Matias às 17:02 | 1 Comentário | Permalink

E mais Watchmen

Lembra que eu falei do livro do Gibbons? A Aleph vai lançar no Brasil.

O trecho abaixo fala do início das conversas sobre o que se tornaria Watchmen e do primeiro trabalho de Gibbons ao lado de Moore, a história O Homem que Tinha Tudo:

Eu tinha ido a uma convenção em Nova York, em 1973, como fã, mas aquela era minha primeira aparição nos EUA como convidado profissional. Eu continuava sentindo um fã ao encontrar tantas pessoas que eu conhecia anteriormente apenas pelo nome. De lendas como Julius “Julie” Schwartz a contemporâneos como Jerry Ordway.

Na segunda noite do evento, a DC deu uma festa e eu imaginei que aquela seria minha chance de falar com Dick Giordano sobre as linhas gerais de Alan. A conversa foi curta:

“Dick, sobre a proposta de Alan Moore sobre os personagens da Charlton. Eu gostaria de desenhar.”
“E o que o Alan acha disso?”
“Ele quer que eu faça.”
“Ok, Dave. É seu.”

Saindo meio zonzo dessa vitória fácil, topei com Julie Schwartz. E outra breve conversa se sucedeu:

“Então, Dave? Quando você vai desenhar um Superman para mim?”
“Que…? Ah, quando você quiser, Julie. Quem vai escrever?”
“Quem você quer que escreva?”
“Hã, Alan Moore.”
“Ótimo. Pode começar!”

As convenções de quadrinhos não melhoraram muito mais do que Chicago foi para mim naquele ano. Ao passar por Nova York, telefonei para Alan da mesa de Julie. Ele ficou tão entusiasmado quanto eu. Não somente porque podíamos começar o que viria a ser Watchmen, como também pela chance de trabalhar com o Superman sob o manejo editorial de Julie. Nós dois tínhamos crescido na fila de gibis que ele cuidava, e o Supeman era, definitivamente, a jóia da coroa dos personagens de super-heróis.

Essa história mesmo é o melhor tira-gosto do que se pode esperar de Watchmen, levando em consideração que é uma obra escrita com os principais heróis da DC - o Super-Homem, a Mulher Maravilha e Batman - e vai fundo na psicologia do Super. A história acontece no aniversário do Super-Homem, quando Batman, Robin e a Mulher Maravilha encontram o sujeito em estado vegetal com um parasita grudado no corpo. O lance é que esse parasita permite que o hospedeiro possa viver seu coma vivendo seu maior sonho, que, no caso do cara, é que Krypton nunca tenha explodido e que ele pudesse ter uma vida normal. Aí Moore pega dois fios condutores paralelos - o delírio do Super-Homem e a luta dos super-amigos para livrá-los do parasita - e vai contrapondo cena a cena, com o traço preciso, fino e sofisticado de Gibbons. A história é curtinha, mas é uma pequena obra-prima e dá pra baixar aqui.

Postado por Alexandre Matias às 11:45 | 3 Comentários | Permalink

Watchmen lido por Alan Moore

Aproveitando que falei sobre o filme, lembra que eu falei da Watchmen Motion Series, aqueles pequenos curtas animados que faziam os quadrinhos de Alan Moore e Dave Gibbons se mexer que nem aqueles desenhos antigos da Marvel? Esta série, que funcionava como uma espécie de aperitivo para quem quisesse se ambientar com a minissérie, originalmente estava disponível para download gratuito para quem tivesse conta no iTunes. Mas, aos poucos, os clipes começaram a aparecer no YouTube - e um desses caras fez um mashup de trechos do Watchmen Motion Series com o mesmo texto lido por ninguém menos que o próprio Alan Moore - que, como vocês sabem, é contra o filme baseado em sua obra.

Postado por Alexandre Matias às 11:21 | 1 Comentário | Permalink

sábado, 6 de dezembro, 2008

Leitura Aleatória 211


Foto: phocassa

1) Fãs de Madonna acampam em frente ao Morumbi duas semanas antes de shows
2) Estúdios continuam brigando sobre o lançamento de Watchmen
3) CAI A MÁSCARA: Obama usa um ZUNE
4) Bryan Singer não pode falar se está envolvido ou não no próximo filme do Super-Homem
5) Bettie Page, símbolo das modelos pin-up, sofre ataque cardíaco nos EUA
6) Críticos acusam Apple de bloquear concorrentes do iTunes
7) Heroes poderia ser salva com spin-offs que substituiriam a série?
8) 8 coisas que aprendi sobre vampiros em Garotos Perdidos
9) Obama promete banda larga para todos nos EUA
10) Revista Mad de dezembro satiriza a menina Maísa

Postado por Alexandre Matias às 16:16 | Sem comentários | Permalink

terça-feira, 2 de dezembro, 2008

O fim está próximo!

E por falar em Watchmen, eis que surge o primeiro dos desgostos ao mestre Alan Moore - como se adaptar sua obra-prima para o cinema já não fosse uma ofensa para ele (ele gosta, você sabe…), surgem as primeiras imagens do game inspirado na graphic novel. A revista EGM deste mês trouxe alguns screenshots do jogo Watchmen: The End is Nigh, que conta as aventuras de Rorscharsch e Nite Owl, em 1972, era em que alguns fatos isolados eram apenas assinalada pelo quadrinho original, sem tanta influência para a história final. O estúdio dinamarquês Deadline Games ficou encumbido de bolar o jogo que, como a obra de Moore, é dividido em episódios e vai ser lançado em versão online, pouco antes do filme estrear, em março do ano que vem. O desenhista Dave Gibbons ajudou na concepção dos gráficos enquanto Len Wein - o sujeito que criou o Wolverine e o Monstro do Pântano e que foi o editor de Moore quando ele escrevia Watchmen - foi chamado para desenvolver a história. Resta saber como um jogo de ação vai sintonizar-se com uma história de super-herói que tem pouquíssima ação pela frente.

Postado por Alexandre Matias às 12:33 | 2 Comentários | Permalink

Watchmen para preguiçosos

O título original do link é Watchmen for Dummies, mas a versão em paintbrush pro clássico de Alan Moore e Dave Gibbons é mais para quem não tem paciência para ler doze edições de quadrinho do que propriamente uma edição “facilitada”… Dica do Rodolfo - e pra ler tudo, clique aqui.

Postado por Alexandre Matias às 11:50 | Sem comentários | Permalink

segunda-feira, 24 de novembro, 2008

Enquanto eu estive fora…

Guns’n'Roses, Lost, Astroboy, Paul McCartney, Jornada nas Estrelas, Britney, Tim Burton, 007, Mallu e Camelo, Monty Python, Irmãos Coen, Watchmen, [Rec] ,João Brasil x Cansei de Ser Sexy e SP Noise…

Havia um tempo em que não acontecia nada em meros dez dias. Era suspender as atividades e retorna a elas logo em seguida - e a sensação de que nada havia fugido da rotina era perene. Não é mais o caso - não que eu esteja reclamando (quem sou eu…). Pois veja o que aconteceu nos dez dias em que eu me dei uns bons dias de descanso (entre shows, filmes, vôos, rangos e países):

Pra começar, Chinese Democracy foi oficialmente lançado e o Guns colocou todo o disco para audição no MySpace (o Paul também fez isso, só que num esquema paralelo, com seu disco “eletrônico” do projeto Fireman, que estréia hoje online e é bonzão). E sabe o que é mais estranho? Pra começar, o disco não é propriamente ruim (não o quanto parecia ser) - pelo contrário, parece um disco imaginado, de tão bizarro e improvável. Fora que fez muita gente voltar a ouvir um disco na íntegra, algo que fora da rotina de audição da maioria das pessoas há anos. Prometo que falo mais sobre ele ainda essa semana. E, conforme o prometido, o Dr. Pepper cumpriu seu viral e distribuiu refri de graça nos EUA.


Guns’N'Roses - “Chinese Democracy

Falando no Sir, Paul também ameaçou lançar a “Carnival of Light”, faixa perdida dos Beatles gravada em 1967, que George Harrison nunca quis lançar por considerar “vanguarda demais”. Será?

Esta, claro, não é a música em si, e sim uma das muitas candidatas a enganar apressadinhos via YouTube. Paul fala mais um pouco sobre a versão de 14 minutos que ele tem da faixa:

“I like it because it’s the Beatles - free!”. Deu pra sacar, né…

Outro disco que apareceu online foi o novo de Britney, Circus, e, olha só, lá vem ela fazendo outro disco bom…


Britney Spears - “Circus

Tudo bem, é formulaico, mas é pop. As músicas ficam na cabeça depois de ouvidas. Artigo raro neste 2008…

Enquanto isso, alguns boatos indicam que o Coldplay pode acabar ano que vem- e antes que você comemore, imagine o que pode ser a carreira solo de Chris Martin…

E Mallu Magalhães aos poucos explanou seu affair com Marcelo Camelo. Primeiro, colocou um desenho que o hermano fez dos dois em seu MySpace para depois entregar o ouro com a Kátia, declarando-se “loucamente apaixonada” pelo camelão - até deixar-se fotografar com ele, numa noite dessas… E o que não falta é veneno derramado sobre a menina ou sobre o hermano, mas, na boa?, deixa eles… Ou será que ninguém cogitou a possibilidade de isso ser viral pro disco de Mallu que acabou de aparecer nas lojas (brincadeira, hahahah)? Até criaram um Twitter pra menina!

O Monty Python deixou os atravessadores de lado e estreou seu próprio canal no YouTube:

Outro que tem um canal lá é o Bob Dylan. Eu nem sabia, Fred que disse.

E apareceu mais um trailer do Watchmen:

Massa. Aparentemente, o final alternativo bolado para o cinema parece não corromper as cenas originais que Zack Snyder está adaptando. E a cada novidade do filme, Watchmen parece pronto para fazer com o formato filme de super-herói o que a graphic novel original fez com os quadrinhos - transformando-os em um gênero sério. Muitos advogam que isso ocorreu com o quase bilionário Batman deste ano, que, por mais sério que pareça, ainda chafurda na caricatura quando o Batman fala com aquela voz de monstro.

Outro trailer que pintou foi o primeiro do novo Jornada nas Estrelas, do J.J. Abrams:

Pelo ritmo, o cara basicamente transformou o Jornada nas Estrelas num Guerra nas Estrelas, invertendo dois pólos de clássicos da ficção científica. A Wired também gostou.

Falando no JJ, ainda apareceram mais dicas do que pode acontecer na quinta temporada de Lost no clipe novo do Fray (já falei várias vezes - se Lost tem um grande defeito, este é sua breguice).

Além de cenas que entregam todo o final da quarta temporada (já tou desconsiderando o spoilerismo, hein - se você ainda não viu tudo, não merece mais ser preservado do que todos já sabem) e de imagens que já havíamos visto (como o Hurley armado), o clipe ainda traz cenas que mexem com pontos cruciais da série para os fãs - como os sobreviventes da ilha fugindo de algo, Sawyer dando a entender que ficou com Juliet e o logotipo das linhas aéreas Ajira surgindo feito mensagem subliminar lá pelos 3/4 de duração do vídeo.

Enquanto isso, Heroes vai lentamente indo pro saco. E qual foi a reação do criador Tim Kring sobre mexer no próprio seriado? Ele falou que o formato atual de uma audiência que assiste episódios online é mais difícil para quem faz série (será que é por que aumenta o público?), além de sair xingando os próprios fãs do seriado.

E falando em spoilers, vocês viram esses dois contando o final de cem filmes em cinco minutos, né?

Outro trailer que parece legal é o do Astroboy. Mas por que vestiram o menino?

Ainda sobre animação, outro trailer novo é o de Coraline, baseado no quadrinho de Neil Gaiman.

Pelo que deu pra sacar, a história perdeu um tanto do lirismo e doçura do original, muito pela influência do diretor Henry Sellick, o mesmo de O Estranho Mundo de Jack, que está comemorando quinze anos de aniversário esse ano e eu só vi a versão em 3D na semana passada. Um clássico moderno, sem dúvida.

E por falar em revival do final dos anos 80, outro trailer que apareceu foi o de The Wrestler, o novo do Aronofsky, que recauchuta a carreira de Mickey Rourke. Parece bom, mesmo com elogios da crítica cinematográfica.

Falei no Burton e esqueci de comentar, vocês viram a primeira foto de Johnny Depp como o Chapeleiro Louco do novo Alice?

E por falar nos filmes que eu vi nessas minhas férias, o novo 007 é até OK, mas parece um “Bourne na América Latina”, como alguém já disse (embora o Craig ainda esteja longe de parecer o personagem original - mas a Bond girl, a Olga Kurylenko, é gata, dizaê):

O Rock’n'Rolla do Guy Ritchie é melhor que a encomenda (e é o primeiro de uma trilogia - rá!) e o Toby Kebell (que faz o empresário do Joy Division no Control) mata a pau. O espanhol [REC] é cinema montanha-russa, um pequeno Cloverfield ambiente num prédio (tente não ler nada sobre o filme ou seu remake antes de assisti-lo e o faça no cinema, um filme desses em casa é vacilo). Olha as reações do público, pra ter uma idéia do tipo de filme.

É um filmaço pra assistir rindo o tempo todo, enquanto se toma uns sustos bem dos previsíveis - foda-se, cinema, pra mim, é diversão e ponto. Outro que também mata a pau nesse sentido é o novo dos Coen, Queime Depois de Ler (quando é que estréia mesmo no Brasil?), que tem uma grande atuação do Brad Pitt, um cara que só atua bem quando faz papel de mongol.

Teve ainda a versão paulistana do Goiânia Noise Festival, o SP Noise - só consegui ir no segundo dia, quando tiveram shows do Helmet (que só valeu por “Unsung”, Vaselines - que foi massa - e Black Lips - roque!).


Vaselines - “Sex Sux (Amen)”


Helmet - “Unsung”


Black Lips - “Hippie Hippie Hoorah”

No mesmo dia inda teve Duran Duran na Via Funchal - eu até queria ter ido (dá uma sacada nos setlist dos caras e perceba: só HIT). Mas fora isso, o Banco do Brasil comprou a Nossa Caixa e virou o segundo maior banco do país, Michael Jackson virou muçulmano, o parlamento da Rússia aprova ampliação do mandato presidencial para 6 anos, Globo adapta Dom Casmurro, o Vaticano perdoa os Beatles, o casamento de Amy Winehouse chega ao fim, o Pedro Cardoso perdeu a noção e o inferno congela. Tudo rumo a um bom 2012, como previsto.

Fora a volta da lambada, via João Brasil. Foi a vez do mito entortar “Left Behind” a pedido do próprio Adriano, que, sem pestanejar, tascou um “BEST REMIX EVER” em cima do resultado:

E eu curti esse formato de post, creio que vou adotar: em vez de escrever posts rápidos sobre assuntos diferentes, vou juntar vários destes comentários num mesmo texto, às vezes acrescentando informações no decorrer do dia.

Agora voltamos à nossa programação normal.

PS - Cariocas: Gente Bonita no Cine Claro, sábado que vem. Bora lá, hein!

Postado por Alexandre Matias às 10:49 | Comments Off | Permalink

quarta-feira, 29 de outubro, 2008

Rascunho do Watchmen

Aproveitando a chegada do filme, Dave Gibbons - sem nenhum pudor como o de Alan Moore - aproveita para faturar um troco lançando o livro Watchng the Watchmen, que traz os bastidores da série.

O Guardian publicou uma galeria com algumas imagens do livro, como alguns rascunhos da obra, como esses.

Postado por Alexandre Matias às 9:19 | Sem comentários | Permalink

quarta-feira, 22 de outubro, 2008

Watchmen de novo

Eis o novo trailer, exibido no Scream Awards, que amplia aquele primeiro e termina com a primeira cena do quadrinho. Vai ser foda, mesmo com o final sendo ligeiramente modificado.

Postado por Alexandre Matias às 19:38 | Sem comentários | Permalink

sexta-feira, 26 de setembro, 2008

Leitura Aleatória 149


Foto: Klips

1) Dois milhões de jovens vão à escola sem saber ler e escrever, mostra IBGE
2) Morrissey e Marr voltam a se falar para nova coletânea dos Smiths
3) Johnny Depp está confirmado no novo Piratas do Caribe
4) China não terá mais endereços de IP em pouco tempo
5) 10 clássicos da literatura que poderiam se tornar sucessos de bilheteria em Hollywood
6) Novo Bootleg Series do Dylan poderá ser ouvido online a partir da semana que vem
7) Campus Party 2009 terá conexão de 10GB e lugar para 6 mil participantes (mas acontecerá no meio do nada)
8) A volta de Sarah Michelle Gellar à TV
9) É claro que Alan Moore não vai gostar de Watchmen, o filme
10) Bill Murray começou a se empolgar com Caça-Fantasmas 3

Postado por Alexandre Matias às 16:11 | Sem comentários | Permalink

terça-feira, 23 de setembro, 2008

“Eu sou Will Eisner”

Frank Miller, super-heróis e cinema

O Slashfilm descolou umas fotos do próximo filme do Frank Miller, que está adaptando o Spirit de Will Eisner para a telona. Saca só:

As fotos tão muito coloridas pro tom dark que o filme devia inspirar, mas Miller sabe o que faz. Apesar de muita gente ter torcido o nariz para a versão cinematográfica de Sin City, o filme que marcou sua estréia na direção (ao lado de Robert Rodriguez, cuja importância poderia ser resumida só por chamar Miller para fazer cinema) tinha o mesmo ritmo e tom que as histórias que colocava nos quadrinhos - só que os “cinéfilos” (ô raça, esses indies do cinema) o desclassificaram como pueril (normal, neguinho que nem lê quadrinho, né… Já viu…) e o filme passou meio batido.

Só que Frank Miller não sabe apenas da própria importância para a história da HQ como é devoto de São Eisner, além de talvez ser a melhor pessoa no mundo para qualificar o peso que é a adaptação da primeira obra séria feita no formato história em quadrinhos imaginada pelo mesmo sujeito que inventou o conceito de graphic novel. No livro Eisner/Miller, deleite para quem curte HQ e talvez a melhor e mais competente introdução para a história da mídia, ele encara Will Eisner não apenas como um mestre, mas de igual para igual, assumindo o papel de porta-voz de uma geração que inclui nomes como Alan Moore e Neil Gaiman - o que, sabemos, não é pouco.

Então é natural que ele seja o porta-estandarte deste enorme passo que estamos assistindo na entrada do século 20. Ampliando o escopo de atuação e jogando com um pouco de perspectiva histórica, toda essa enxurrada de filmes de super-herois (que, acredite, nem começou de verdade) antecipa a jornada que toda a mídia quadrinho fará rumo ao audivisual, se estabelecendo como máquina de criação de grifes. Já vimos filmes com os principais super-heróis da história e vamos começar a ver adaptações com heróis de segundo escalão ao mesmo tempo em que as principais obras dos quadrinhos chegarão à telona.

Por isso é natural que Miller se veja como o Will Eisner de uma geração que também ampliou a importância do formato quadrinho. Eisner pegou uma mídia esquizofrênica e amalucada, que sobrevivia entre tiras de jornal e revistas feitas para crianças, e lhe deu seriedade e sobriedade com The Spirit. Mais tarde criou, em Um Contrato com Deus, o formato adulto que não precisava ser comprado na banca toda semana. Se hoje vemos prateleiras e prateleiras de quadrinhos de capa dura nas megastores pelo planeta, a culpa é de Will Eisner, que, por duas vezes, ousou subir o nível do cenário que habitava.

Frank Miller foi um dos protagonistas da reinvenção dos quadrinhos nos anos 80 e deu um salto de maturidade e energia semelhante ao que Eisner deu com o Spirit. Mas ele foi além de Moore, Gaiman ou Morrison - e apostou na própria mitologia dos quadrinhos para fazer sua obra central. Os outros três proclamaram sua maturidade com personagens secundários para, depois, criar seus próprios cânones. Alan Moore escrevia para o Monstro do Pântano e, em vez de revisitar os heróis da Charlton como havia proposto, os reinventou como seus próprios Watchmen - e partiu para a não-ficção com seu maior superlativo, From Hell, sobre os assassinatos de Jack o Estripador. Depois de Orquídea Negra, Neil Gaiman usou um conto de fadas e todas as mitologias e religiões do mundo para criar a série de horror Sandman (você até pode alegar que Sandman era um super-herói, mas, convenhamos, não é a mesma coisa, cê sabe). Grant Morrison virou o Animal Man do avesso antes de partir para os Invisíveis. Frank Miller, não. Mirou num dos integrantes mais nobres do triunvirato do Olimpo super-herói (a saber, Batman, Super-Homem e Homem-Aranha) e fez sua obra-prima (O Cavaleiro das Trevas - não confundir com o filme lançado no meio do ano) usando um dos principais personagens do século vinte. Só ele chamou para si o papel de porta-voz da história dos quadrinhos, ao contar uma história em que, depois que Gotham City entra em colapso, o Batman sai da aposentadoria, velho e fascista, para mostrar que não morreu.

E agora, ao mesmo tempo em que a Marvel vira um estúdio de cinema, e todo mundo quer fazer o próximo filme do Super-Homem ou ser o vilão do próximo Batman, Frank Miller volta para a história mostrar como eram as coisas no tempo em que quadrinho era coisa de criança - e super-herói era só uma fantasia juvenil. Se hoje sabemos que o conceito de super-herói é o formato mais pop da ficção científica e que este gênero tende a crescer cada vez mais, Spirit tem um papel didático e formal. Não espero, no entanto, obra-prima - Miller é esperto e está usando a homenagem a Eisner como exercício para o seu Contrato com Deus: a adaptação do próprio Cavaleiro das Trevas, a minissérie que reinventou o Batman, para o cinema - em um futuro não muito distante.

Postado por Alexandre Matias às 10:15 | 4 Comentários | Permalink

segunda-feira, 15 de setembro, 2008

Wanted

Mark Millar e o futuro do super-herói

Tou pra falar desse filme há um tempão, mas sempre vou deixando passar. O Procurado - um título sem graça, mas ao menos não é um clichê e se aproxima do título original sem precisar simplesmente ser mantido em inglês - parece ser só mais um filme de ação desses pra executivos de Hollywood faturarem um troco no meio da temporada, mas por trás daquilo que parece ser mais um blockbuster que o cinemão americano produz sem precisar ter um protagonista convincente (James McAvoy é um anônimo, ainda mais se o compararmos com seus coadjuvantes, Angelina Jolie e Morgan Freeman) há uma história e tanto.

Não apenas a história contada na tela. Originalmente uma minissérie em quadrinhos (Wanted, escrita por Mark Millar), ela poderia ser mais um dos vários casos de autores originais que se frustram com adaptações de suas obras para o cinema americano. Afinal, a história original do gibi fala de uma fraternidade secreta de supervilões que, em comum acordo, exterminam os super-heróis e passam a conduzir uma série de assassinatos para escrever a História ao seu dispor. No cinema, esta irmandade torna-se secular e com outras motivações - e só isso já seria motivo para muito escritor espernear.

Millar, não. Ainda viu, sem medo, sua história transformada em filme simplesmente abolir as referências a mitologia de super-heróis. No Wanted em quadrinhos, cada personagem era uma citação de um herói ou vilão estabelecido, às vezes com mais de uma personalidade fundida em sua descrição - o líder da fraternidade originalmente era uma mistura de Lex Luthor com Dr. Silvana, por exemplo. No cinema, tudo isso se foi. E Millar, em vez de lamentar e chutar o sofá de raiva, preferiu contemplar a mudança de mídia. Entrou como produtor no filme e deixou o diretor Timur Bekmambetov (”o David Fincher russo”, como ele sublinha) reescrever sua saga para virar um filme de ação.

E, orra, que filme. Wanted é de assistir inteiro às gargalhadas, de tanto que as cenas de ação são exageradas. Mas isso não é ponto negativo - a correria desenfreada e a ação fantasiosa são pontos a favor do filme, que é pra ser visto no cinema, com suas perseguições e balas que fazem curva sendo acompanhadas na telona, com som cheio. É uma homenagem ao movimento superlativo levado às últimas conseqüências, no mesmo tipo de megalomania-desastre do quarto Duro de Matar, por exemplo - só que com a velocidade de um Matrix.

Divertidíssimo, é claro que o filme não vai agradar o pessoal da “profundidade” cinematográfica. Vão ficar dizendo que as cenas são impossíveis, como se a história de um moleque zero à esquerda que descobre, do nada, que ele é um super-herói, fosse algo plausível, pronto para acontecer todo dia. Se você quer realismo, vai passear na rua - cinema é só diversão.

E Wanted tira onda nesse quesito. É um filme tão divertido quanto o último Batman ou o primeiro Homem de Ferro, sem precisar das grifes de Nolan ou Downey Jr. ou sequer das próprias lendas dos super-heróis. Ele inventa uma mitologia própria, que o Millar ousa dizer que foi “melhorada” pelo diretor.

É claro que ele não está dizendo isso de graça - e sim, tá levando grana. Mas eis um novo paradigma: em vez de um estúdio parceiro de uma franquia de quadrinhos para reinventar super-heróis do passado, temos um autor conversando com um estúdio para criar super-heróis para os dias de hoje. O escocês Mark Millar é um dos escritores de quadrinhos mais importantes da atualidade e nasceu sob o signo de dois mestres: Alan Moore e Grant Morrison (foi contratado pela DC nos anos 90 para escrever o Monstro do Pântano ao lado de Morrison e assumiu o texto de Authority quando Grant Warren Ellis saiu). Ele é responsável por uma das histórias mais fodas do Super-Homem (Red Son, que cogita que o meteoro de Krypton caiu na União Soviética) e fez os Ultimate X-Men e os próprios Ultimates, que é versão fodona para os Vingadores da Marvel (foi ele quem transformou o Nick Fury no Samuel L. Jackson, ainda em quadrinho, fazendo Jon Favreau acatar a idéia no final do filme do Homem de Ferro), além de já ter escrito para o Homem-Aranha, Quarteto Fantástico e criado os Marvel Zombies, a Guerra Civil Marvel e o boato de que o Orson Welles faria um filme do Batman.

Não bastasse isso, desde que o século virou ele anda criando sua própria grife, que inclui Wanted. Além dela, que ele apostou com o estúdio que teria seqüências caso faturasse mais de 50 milhões de dólares, Millar ainda é autor de Kick-Ass (com John Romita Jr.), que foi lançada em abril deste ano e já está com um filme em produção; Unfunnies e Chosen, que ele diz ser a continuação da Bíblia. Todos os títulos estão sendo negociados para virar filme e Millar ainda pode virar consultor num possível filme dos Vingadores. Fora a história dele com o Super-Homem, que eu conto daqui a pouco.

Mas quando você ver o protagonista de Wanted se vingando do pseudo-amigo que come sua namorada enquanto ele estar no trabalho, você vai entender porque o nome de Millar tende a crescer. E muito.

Postado por Alexandre Matias às 14:06 | 5 Comentários | Permalink

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