Como se fosse grandes coisas (eu acho, mas foda-se o que eu acho). Vi lá no Lombardi.
Instituíram que hoje é dia do rock e o pessoal do Radioteca, da rádio Oi, me convidou pra caçar três exemplares desta espécie e exibi-los no rádio. Além de seu correspondente querido, a rádio também convidou bambas do naipe do Arnaldo Baptista, Cardoso, Curumin, BNegão, Allan Sieber, entre outros, pra fazer suas escolhas. O programa vai ao ar neste domingo, às 15h, e dá pra ouvir online (mas não sei se reprisa).
- Liniers vem para SP;
- Hermes e Renato: Também Sou Hype;
- Laranja Mecânica de brinquedo;
- Eleições americanas: Tina Fey, uma maverick, general Zod para presidente dos EUA e todo mundo tipo Obama;
- Música: João Brasil remixa Vanguart, novo do Cure e Astral Weeks ao vivo, Mallu na Bravo, R.E.M. em 1983, horários do Planeta Terra 2008, Beatles ilustrados, Ringo não quer dar mais autógrafos, Of Montreal ainda repele indies, uma mixtape pra Dani, olha a cabeleira do Justice, Elliot Smith entrevista Lou Barlow, Radiohead jazz, mais uma do Little Joy, a volta de Jeff Mangum, 500 músicas escolhidas pelo Pitchfork, música brega do Pará é auto-suficiente e Portishead no beatbox;
- Cultura Inútil: o poster do próximo filme do Tarantino, Allan Sieber e o Brasil, não dê arma na mão de bebês, Battlestar Galactica + Simpsons e essa camerita? Disseram que os ETs viriam mas até agora nada, desastres para montar em papel, TED em português, porta-copos para baba-ovos do iPhone, gatos dando descarga, pessoas minúsculas e lugares que cabem na mão, segue a confusão entre J.J. Abrams e William Shatner, como George Lucas e Steven Spielberg estupraram Indiana Jones (e os brindes de sua versão em DVD no exterior), um sanduba de três quilos, capa pra HD externo, filme do Dragon Ball Z e como os Trapalhões previram seu futuro há vinte e cinco anos;
- O Link fala de alta do dólar e eletrônicos, Tokyo Game Show e Ning, além de tocar Panda Riot, Fireman e Little Joy. No Vida Fodona tem Oranger, Paul, Phoenix, De Leve e Kassin;
- Uma sexta-feira, um mashup: Pink Floyd com The Wiz, Cinco Vídeos para o Meio da Semana: MGMT, N*E*R*D + M.I.A., Burro Morto, Franz Ferdinand e Benoit Pioulard, Palavras para o Domingo: Mr. Garrison explica o Darwinismo, Mixtape de sábado: Costa a Costa;
- Leitura Aleatória números 164, 165, 166, 167, 168, 169, 170 e 171.
Não é bem um resumo, mas dá uma boa idéia da merda que nós estamos (e do que precisamos nos livrar para melhorarmos). Do Allan Sieber.
Sieber lança “Santa de Casa”, curta-celebração da carioquice
Filme está na programação de hoje do festival Anima Mundi, no Memorial
“Quando eu me mudei pro Rio em 99, fiquei dois meses sem sair do apartamento – sério! –, odiando tudo…”, ri o gaúcho Allan Sieber, cujo curta “Santa de Casa” será exibido hoje, no Anima Mundi (dentro da seção Curtas 6, que acontece às 20h na Sala I do Memorial). “Mas depois fui sacando a cidade e realmente gostando daqui. Tem outro acordo entre as pessoas, bem diferente do Sul. Hoje me sinto mil vezes mais em casa aqui do que em Porto Alegre”.
Tudo isso para concluir que o curta baseado no conto “Santinha Milagrosa”, de Aldir Blanc, é “uma homenagem mesmo à cidade e seus habitantes. Tem coisas hediondas como os governantes e essa miséria epidêmica, mas enfim…”.
Ilustrado ao lado do chargista Léo (seu parceiro de “F.”, a revista de humor que agora é distribuída pela editora Conrad), o curta se passa durante diferentes carnavais cariocas e conta a história de uma promessa feita por uma menina que sempre se cumpre durante a festa momina. Tudo desculpa para desfilar a fauna da Cidade Maravilhosa pelos blocos e bares de desenho animado.
“A idéia era homenagear a geração do Pasquim, caras como Jaguar, Fausto Wolff, Fortuna, Ivan Lessa, Aldir, Millor, caras que realmente quebraram a banca na época deles e o mais importante de tudo – continuam destruindo ainda, gênios absolutos. Esses caras na minha cabeça de gaúcho tapado sempre estiveram atrelados ao Carnaval - blocos, bebedeiras, Banda de Ipanema - , então além de colocá-los como personagem no curta resolvemos caprichar na bizarrice do bloco”, explica Sieber, que publica a tira “Preto no Branco” aos domingos na Folha. “Eu queria que o filme tivesse um clima de cruzamento entre ‘Vai trabalhar Vagabundo’ e ‘A Lira do Delírio’, uma coisa bem anos 70, inclusive nos diálogos, se você for ver não tem as óbvias piadas grosseiras que eu sempre uso, é mais uma tentativa de emular aqule clima e o humor da época”.
Outra materinha que saiu na Folha da sexta.
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