OEsquema

Arquivo: ana freitas

Você já ouviu falar no Codex Seraphinianus?

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Atenção para estas imagens:

O Codex Seraphinianus foi concebido pelo artista italiano Luigi Serafini em 1981 e reúne 400 páginas de um gênese inexplicável escrito em uma linguagem indecifrável – segundo seu autor, transmitida psicograficamente por seu gato. A Ana explica isso melhor em matéria que escreveu no site da Galileu – e se a curiosidade atiçar ainda mais, saca só o vídeo abaixo feito apenas com páginas do livro (que volta a ser publicado este mês, na Itália).

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Berlim: “The snake is gonna smoke”

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Aí embaixo tem mais fotos da manifestação a favor do protesto no Brasil que aconteceu neste domingo, feitas pela Ana. Alguém faz uma camiseta com essa frase, por favor!

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Amy Cuddy: Fake it till you make it?

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Um TED sobre expressão corporal – e como seu corpo pode mudar sua mente, como sua mente pode mudar seu comportamento e como se comportamento pode mudar seus resultados.

Vi na Ana, que explica melhor porque você precisa ver este vídeo.

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Impressão Digital #131: Saindo do Link Estadão


A última encarnação do Link que comandei (em sentido horário a partir da esquerda): eu, Camilo, Thiago, Murilo, Vinícius, Carol, Filipe e Tati. sdds glr :~

Minha coluna de despedida da edição do Link. A coluna segue no caderno, toda segunda, mas desde a sexta-feira passada eu não frequento mais os corredores do sexto andar do prédio ocre perto da ponte do Limão na Marginal Tietê. Foi foda – saio com dorzinha no peito por perder determinadas convivências diárias, mas com a sensação de dever cumprido. Depois eu escrevo mais sobre isso…

Jornalismo, tecnologia, web e o que eu tenho a ver com isso
Sou feliz de trabalhar com quem trabalhei

Foi num jornal diário que comecei minha carreira e tomei gosto pelo jornalismo. A redação em que diferentes egos e perspectivas conversam e se chocam é um ambiente fantástico, circo-hospício seríssimo. Os assuntos mais pedestres trombam com as Grandes Questões da Humanidade, tudo correndo contra o relógio do fechamento, segundos contados para terminar o texto, chegar a foto, tratar a imagem, exportar a arte, pensar na página.

A primeira redação em que trabalhei tinha acabado de aposentar as máquinas de escrever e as trocado por PCs, mas não havia e-mail nem internet. Filmes eram revelados. Fumava-se na redação. Parece Mad Men, mas era 1994.

Lembro do primeiro PC com acesso à internet na redação, abandonado na sala de produção, ao lado dos computadores com matérias das agências de notícias, faxes e até uma máquina de telex. Eu era o único jornalista que me dedicava mais do que meia hora online, fuçando sites, listas de discussão e e-zines, antes de ter acesso à web em casa. Não à toa instiguei o próprio jornal a ter sua própria página na rede, ainda em 1996.

Mudei para a redação do jornal concorrente e tornei-me editor do caderno de cultura no mesmo ano em que o Napster popularizou o MP3. Foi quando percebi que internet não era só tecnologia – era cultura. Que baixar MP3 era o primeiro indício da transformação que o meio digital trazia. Não era só uma forma nova de “consumir cultura”, mas uma nova camada de experiência que atravessaria nosso cotidiano em breve.

E aconteceu: vieram os blogs, o Google cresceu, depois o YouTube, as redes sociais e o celular passou a acessar a internet. Passei por outras redações e cheguei a esta do Estadão no mesmo ano em que Steve Jobs mostrou seu iPhone. Novamente num jornal diário, mas o digital se impunha: fatos podiam ser checados online, fontes e personagens podiam ser descobertos em redes sociais, repórteres mandavam informações por celulares, todo mundo tinha e-mail, uma parte (pequena) da redação tinha blog. Ainda havia a máquina de fax e não era possível fumar no computador, mas ainda havia o fumódromo.

Quando comecei no Link, ainda editor-assistente, era relativamente fácil separar quem cobria que área no caderno. Mas os assuntos se misturaram e, ao ser promovido a editor em 2009, implodimos essas barreiras. Como passamos a escrever tanto para um caderno semanal quanto para um site diário – em vez de separar quem é do impresso com quem é do online. A mesma equipe também assumia o caderno em outras plataformas, que experimentou com as redes sociais antes do próprio jornal ter suas contas. Falamos do Twitter, do Marco Civil, do Facebook, da pirataria política e de impressão 3D antes de esses assuntos entrarem na pauta brasileira.

Mas a melhor coisa nestes cinco anos e meio de Link, que terminam nesta edição (estou deixando o Estadão esta semana) foi estar junto a pessoas ótimas, amigos dispostos a encarar desafios e a aprender, sempre de bom humor. Pessoalmente é a principal dívida que tenho com o jornal: ter trabalhado com pessoas tão fodas que vocês conhecem pelo nome e sobrenome, mas que me refiro como amigos – Filipe, Tati, Camilo, Murilo, Carol, Vinícius, Thiago, Helô, Carla, Rafa, Fernando, Ana, Fred, Rodrigo, Bruno, Ju, Lucas, Gustavo, Marcus. Juntos, transformamos não apenas o suplemento de tecnologia em um caderno central para o jornal como aceleramos a mudança na cobertura de tecnologia no Brasil. Além de termos aprendido e nos divertido muito, neste processo.

Quis o destino que meu último Link viesse na mesma semana em que o primeiro jornal que trabalhei acabou; o Diário do Povo, de Campinas, parou de circular no primeiro domingo deste mês. Mas isso não significa que o impresso irá acabar – estamos começando a ver uma transformação bem interessante no que diz respeito ao jornalismo, à tecnologia e, claro, à cultura humana. Vamos ver o que virá.

Saio da redação, mas sigo nestas páginas. A Impressão Digital segue aqui, toda segunda. Foi muito bom, aprendi muito. E não se esqueçam: só melhora.

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Como foi a Noite Trabalho Sujo com a Ana Freitas

Ana me ajudou a destruir a pistinha da sexta passada no Alberta com estilo – como podem ver nas fotos que a querida Bárbara, de volta às lentes da festa, tirou durante a noite. E a próxima sexta-feira é com a Babee! Prepare-se!

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Noites Trabalho Sujo apresenta Ana Freitas

Nessa sexta-feira quem me ajuda a destruir a pistinha do Alberta é a minha querida Ana Freitas, do Olhômetro, que aproveita a festa para marcar sua despedida – ela vai pra Alemanha no mês que vem, sem planos para voltar. E quem conhece a Ana sabe que ela fica entre o pop mais escrachado e o rock mais adolescente possível – e eu ajudo-a com a minha parte de clássicos e hits de todas as épocas e lugares. Você já sabe o que precisa para ir para a festa, né? Se não sabe, veja no site do Alberta ou na página do evento no Facebook. E se quiser incluir seu nome na lista, é só mandar um email para noitestrabalhosujo@gmail.com, até às 20h. Vamo lá?

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Os novos blogs dOEsquema

Quem já pousou o mouse de bobeira sobre a palavra “blogs” no cabeçalho do site já deve ter se ligado que começamos a estréia dos novos blogs dOEsquema sem muito alarde. E agora que os quatro primeiros já começaram a se habituar com a casa nova, é hora de apresentá-los. Pedi para cada um dos novos blogueiros descrever sobre o que é o site deles. Primeiro a Ana, observadora natural que voltou da Holanda e retoma o blog a partir de São Paulo:

O Olhômetro foi criado pra ser um observatório de coisas interessantes – na música, no showbiz, no mundo das notícias engraçadas, na internet, no dia-a-dia. A idéia é falar de tudo que acontece e o que eu acho disso, mas de um jeito pretensiosamente engraçado. Isso já tira toda a graça da coisa, mas acho que ninguém liga mais.

O blog estreou em 2007 e desde então segue meio esquizofrênico, mas isso é só um reflexo de como eu mudei nos últimos quatro anos, então nada mais natural.

Eu sempre fui péssima pra nomes, mas meu irmão diz que Olhômetro é bom, então tudo bem. Eu também gosto, mas certa vez me dei conta que poderia estar roubando um nome incrível para um blog de fotografia. Uma pena.

Depois a Babee, um dos melhores parâmetros pra bom gosto musical no Brasil hoje (apesar de ela curtir Pantera). Minha conterrânea é dona do Boo Monster Bop (ou apenas Boombop), também mora em São Paulo e seu Boombop Shuffle é meu podcast favorito:

Boo Monster Bop é um blog sem firulas, feito para aqueles que amam música e procuram novidades nada óbvias. Além de vídeos e pôsteres, tem também a mixtape semanal Boombop Shuffle, criada a partir do shuffle do iPod e que traz uma sequência de músicas novas e (quase sempre) desconhecidas.

A Rafa é carioca mas tá há um tempo em Londres. E explica seu Patchwork:

O Patchwork é uma colcha de retalhos formada por pedacinhos de informação sobre arte, ciência, fotografia, música, ecologia e o que mais me der na telha. Conexão Brasil – Londres, o blog é movido à curiosidade e admiração pela criatividade, em todas as suas formas, tamanhos, cores e texturas – sem preconceitos e com direito a algumas nojeiras e esquisitices (afinal, a beleza está nos olhos de quem vê, né não?).

E o Chico Dub, também do Rio, agitador cultural (ele tá produzindo o melhor menor festival do Brasil, que acontece nesse fim de semana, o Novas Freqüências) e estudioso dos graves, como entrega seu “sobrenome”:

Por 6 anos, de 2002 a 2008, tive um blog sobre dub e música jamaicana. Posso categoricamente afirmar que o “Dub Blogger” foi nos seus primeiros três anos uma das principais fontes de notícias sobre dub e os novos sons inspirados no bass jamaicano. Depois de escrever anos e anos sobre Jamaica, Londres, Berlim e afins, de ter participado da criação do principal documentário sobre o dub já produzido no mundo (junto com o mais que parceiro Bruno Natal), de ter tocado em festas a rodo, e de ter contribuído para a divulgação de uma música que é muito maior do que falam que ela é, me sinto hoje com o dever cumprido. Surgiu então, em 2009, a Dancing Cheetah, um movimento em prol de ritmos latinos, africanos, caribenhos, asiáticos. Com um foco mais contemporâneo, batizado por alguns especialistas de global guettotech (por conta das misturas com música eletrônica), a Dancing Cheetah já tem quase 3 anos de existência. Foi a primeira festa assumidamente desse estilo no país. E é muito bacana ver outras idéias como a nossa (divido a labuta com o João Brasil e o Pedro Seiler) surgindo no Brasil todo.

Bom, toda essa looooonga introdução se justifica para falar do meu blog atual, o “Chico Dub”. Criei o tamagotchizinho nos primeiros dias de 2011 para ser uma plataforma que mesclasse todas as fases musicais da minha vida recente dando prioridade ao que acontece HOJE dentro da música – os últimos lançamentos, as tendências, os festivais. Ter o blog em menos de um ano hospedado dentro do OEsquema, lugar de máximo respeito e que eu simplesmente entro todo santo dia, me enche muito de orgulho. Não poderia estar em melhor lugar e com melhores companhias.

Por isso, podem dar as boas vindas aos quatro novos integrantes dOEsquema: Olhômetro, Boo Monster Bop, Patchwork e Chicodub. Tratem-os bem e fucem seus arquivos – são blogs com anos de bagagem, tem muita coisa legal escondida nos meses passados. Como não poderia deixar de ser, é só gente de primeira. Gente que fala, mas que também faz. E faz bonito.

E não são os únicos. Daqui a pouco estreamos mais outra leva de blogs quando, finalmente, concluímos a tão alardeada evolução para a fase 2 dOEsquema. Juro que não demora.

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E na marcha da liberdade de sábado, quem vai?

Enquanto isso, a boa de sábado é ver o que vai acontecer na marcha da liberdade que foi proibida pela justiça (há uma poesia bizarra e triste nessa frase). Os organizadores dão as coordenadas para quem quer se defender de possíveis ataques, o Camilo dá dez motivos para ir à marcha e a Ana linka o manifesto da esquerda festiva para quem quiser entrar no clima.

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Viajando com Ana Freitas

Tem horas que bate uma saudade da Ana… Não que a gente fosse super broder, que ela frequentasse a minha casa ou saíssemos pra almoçar por puro esporte, mas conviver mais com um ano diariamente do lado dessa menina (puxei ela pra trabalhar comigo no Link, pra quem não a conhece – e hoje ela tá na Holanda) era uma constante fonte de inspiração. Aí quando bate a saudade eu baixo no blog dela, mesmo que pra ler uns textos velhos de novo, só pra imaginar ela falando e mexendo os braços ao mesmo tempo em que a voz dela dava loopings de timbres e ela fazia caras e bocas pra contar histórias loucaças de um jeito completamente amalucado, arregalando os olhos e erguendo as sobrancelhas como estivesse entretendo um bebê. E agora, na Europa, ela não para de viajar – e eu curto o jeito que ela viaja:

Quando eu viajo, eu costumo ser uma companhia frustrante pra maioria das pessoas que viajam comigo. É que eu não sinto vontade, exatamente, de visitar os pontos turísticos “imperdíveis”. Na verdade, eu acho a maioria deles bem perdíveis.

Só que isso geralmente provoca indignação nas pessoas que me perguntam o que eu fiz e onde fui. Na verdade, elas parecem achar meus programas bem entediantes. E acaba que eu fico meio sem graça de contar o que eu fiz, porque pra algumas pessoas, se eu não fui no museu, no bairro dos turistas ou nos monumentos históricos, eu não fiz nada que valesse a viagem.

Acontece que, quando eu viajo, meu barato é ler um pouco sobre a cidade, aprender duas dúzias de expressões, mais meia dúzia de pratos típicos, pegar o mapa e sair andando. Se possível, de bicicleta ou de skate. E aí eu vou vendo as pessoas e os lugares, aprendendo a me locomover, olhando os nomes das ruas, vez ou outra parando em um ou outro ponto turístico que cruzar meu caminho. Gosto de comprar umas tranqueiras, de parar pra comer algo e pedir alguma coisa que eu nunca provei antes na vida.

Nessas, vale ler os posts que ela escreveu sobre o carnaval da Holanda, sobre onde fazer compras no Panamá e sobre o fim de semana que ela passou em Berlim.

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12 crianças mortas com tiros na cabeça

Daí, segue um vídeo ou entrevista em texto com um pesquisador em educação ou violência e um jornalista procurando um padrão em um caso que é, claramente, uma exceção bizarra. É fora da curva, gente. Não adianta tentar analisar a situação como um fenômeno social, não é. O assassino era doente mental, fez uma barbaridade, mas felizmente é uma exceção. Certamente, não é com esse tipo de violência em escolas que devemos nos preocupar – a violência que acontece em colégios como padrão é outra, uma que de tanto a gente ler por aí nem é mais notícia.

Aí tem sempre alguém culpando o fato de o Wellington ter conseguido entrar na escola sem ser funcionário ou professor, e esquecendo que a escola é um espaço público, comunitário, e que o ponto não é ele ter entrado ou não na escola – afinal, ele é ex-aluno, provavelmente conseguiria entrar de um modo ou de outro. No entanto, ninguém questiona o fato de que o problema é ele entrar na escola ARMADO COM TRÊS PISTOLAS E MUNIÇÃO PRA MATAR TRÊS CRIANÇAS.

Ontem, tínhamos elementos até humorísticos na cobertura. Na Record, parece, rolou um GC (gerador de caracteres, aquela faixa que vai embaixo da tela explicando o que tá acontecendo) escrito URGENTE: DILMA CHORA.

À distância (ela tá na Holanda), Ana consegue observar alguns detalhes de como a tragédia que aconteceu no Rio de Janeiro está sendo coberta por aqui. O slideshow acima eu tirei do blog Coluna Extra.

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