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Arquivo: anos 90

“And it looks like we might have made it, yes it looks like we’ve made it to the end…”

Mais um ano chega ao fim…

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Ah, os anos 90…

Só quem viveu sabe.

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A internet em… 1995

Como o tempo passa rápido…

…E como tudo relacionado ao meio digital parece envelhecer mais rápido também, né…

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O último disco dos Screaming Trees

Embora sua discografia tenha sido encerrada com o Dust (o Led III da geração de Seattle), os Screaming Trees de Mark Lannegan ainda ameaçaram um último disco antes de deixar de ser uma banda, mas este foi arquivado. E agora resolvem relançá-lo com o nome de Last Words – e um disco com participação de Josh Homme e Peter Buck não é pouca coisa. Ouça-o abaixo:

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Um dos últimos shows do Nirvana, na íntegra

Mais um da série.

Aproveita enquanto tá no ar!

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Hipster pobre

O Wilson fez uma coletânea só com bandas brasileiras dos anos 90 e chamou uma galera pra ajudá-lo a escolher algumas músicas e escrever sobre elas. Optei pelo single do Doiseu Mimdoisema e expliquei porquê:

“Era um moleque com um tascam num quarto em Porto Alegre, gravando Jovem Guarda com a irmã mais nova em backing vocal como se fosse o Beck pobre. Hipster dos tempos em que o Brasil era terceiro mundo”

A música dá pra baixar na TramaVirtual (baixe a demo toda, é muito foda!) e a coletânea do Wilson tá pra download aqui.

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4:20

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A íntegra do show do Nirvana no Rio de Janeiro, em 1993

E aproveitando essa onda de shows inteiros no YouTube, Bruno descolou a íntegra do show do Nirvana no Hollywood Rock, em 1993. Me lembro direitinho de assistir isso pela TV e lamentar não poder ter ido.

Demais, demais.

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4:20

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Filmes dos anos 70, filmes dos anos 80

Duas camisetas. Quem consegue achar todos os filmes listados?

Por Timo Meyer.

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1991: The Year Punk Broke, finalmente em DVD

Acredite se quiser, mas esse clássico da adolescência de pelo menos uma geração só existia em VHS – e, claro, na internet. Não mais:

For the first time, 1991: The Year Punk Broke will finally make its debut on DVD on September 6, 2011. All footage has been fully restored with audio re-synced and remastered in uncompressed PCM stereo under the supervision of Sonic Youth.

Se você não sabe do que eu tou falando, se liga:

Curtiu? Dá pra ver o filme inteiro aqui:

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“Fazer amor com você vai ser show” x “Take a Toke”

O lado bom dessa versão tosca de “Take a Toke” estar começando a virar hype é que ela joga luz na original, um clássico do romantismo canábico pala. Já fechei muita GB com essa música, seis da manhã…

Olha o revival dos 90 que vocês tanto queriam aí…

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Terça fora

Hoje é terça-feira e decretei feriado pessoal. Fiado, só amanhã. (E eu sei que já postei esse vídeo). Se estiver de bobeira, ouvi uns Vida Fodona aê. Até!

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Depois de uma certa idade…

E cabe uma dúvida: Bart Simpson é mais influente que Kurt Cobain no que diz respeito aos anos 90? Olha que…

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Ronex (1978-2010)


Foto: Eugênio Vieira

Piracicaba já foi terra de rock. Há mais de uma década, a cidade do interior paulista que melhor simboliza o caipira destas paragens respirava ares carregados de eletricidade estática. Culpa de uma única banda, quatro malucos que resolveram encarnar o Sonic Youth antes que a banda de Thurston Moore virasse trilha sonora de volta de skate. Era o Killing Chainsaw, grupo que ligou o interior paulista na tomada na marra e fez que o rock alternativo dos anos 90 ganhasse algum sentido para além da Anhangüera ou da Bandeirantes. E dos nomes que mais prometiam entre as bandas que apareceram no rastro do Killing, uma delas era o Crush Hi-Fi, liderado pelo Ronex, que morreu entre ontem e hoje.

Lembro de quando ele me deu o disquinho, no tempo em que CD-R era novidade entre as bandas novas, que ainda registravam-se na fita K7. MP3? Hahahahaha, boa. Estou falando do final dos anos 90, antes do Napster liberar geral, quando banda larga era apenas um exercício de futurologia e baixava-se uma música em uma hora. Lá estava a banda, novata na cena do interior de São Paulo, que acompanhei neste período, exibindo não apenas um disquinho todo bonitinho no que dizia respeito ao acabamento gráfico, mas também sonoro. Era uma época em que o som que o Slint fazia ainda não tinha sido batizado de pós-rock – e havia um certo verniz de Slint por sobre a base noise característica da cidade-natal da banda.

O Crush Hi-Fi até segurou a bandeira do noise piracicabano por alguns meses, mas em pouco tempo o cenário indie brasileiro, ainda na idade da pedra, começava a mudar. Em poucos anos, cantar em inglês ou fazer barulho já não eram qualidades bem quistas entre este mercado – esta mudança pode ser epitomizada no Los Hermanos, mas era um processo lento, que já vinha se desdobrando desde 95, 96… A chegada da internet como veículo em que as pessoas podiam conhecer música não só acelerou este processo como enterrou de vez a geração Juntatribo, que teve de se virar para seguir fazendo sentido. E foi assim que o Pato Fu assumiu seu lado mais pop, os Raimundos acabaram, D2 saiu sambando em carreira solo, apareceram os Autoramas e o Bidê ou Balde. E foi assim que algumas dezenas de bandas (centenas?) foram varridas para baixo do tapete da história. Entre elas, o Crush Hi-Fi.

Ronex depois mudou-se para São Paulo, mais ou menos na mesma época em que vim para cá (primeira metade da década passada), e era figurinha onipresente nas hoje distantes noites de quinta-feira no Milo – e era companhia das melhores. Largo sorriso no rosto, uma empolgação contagiante e sempre um comentário sobre uma banda nova ou um projeto novo que estava começando. Tentou seguir na música o quanto pode e, depois que voltou para Piracicaba, há alguns anos, transformou seu Royales – uma das muitas encarnações posteriores do Crush Hi-Fi – em banda de baile, em que tocava todas as músicas que gostava – e até arriscava umas próprias.

Há mais de um ano não falava com ele direito, trocava apenas mensagens rápidas via rede social, email ou MSN, cumprimentos sinceros que serviam apenas para azeitar a amizade. Havia sumido da minha rotina faz tempo, mas havia a sensação, quase sempre acompanhada de boas notícias, de que a vida do compadre seguia bem.

Até que hoje cedo o Ronaldo me ligou para dar a péssima notícia (não se culpe, alguém tem de fazê-lo). Nem sei bem do que ele morreu, mas isso não importa. Fica o vazio de uma personalidade tão otimista, de alguém com pique e disposição para fazer o que achava certo, que eletrizava qualquer rodinha de cigarros ou cerveja e que era querido por muitos.

Fará falta, rapá. Fica bem onde você estiver.

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