5 de novembro de 2010 às 23h45
6 de novembro de 2010
Que tal uma pequena paranóia antes de dormir? Ah, conspiradores… Que personagens!
Que tal uma pequena paranóia antes de dormir? Ah, conspiradores… Que personagens!
O Filipe comentou comigo que estava revendo Arquivo X esses dias e olha quem ele descobriu no elenco…
Mais outras duas pessoas comentaram sobre isso comigo de ontem pra hoje, do nada. How bizarre.
Fringe foi outro seriado que estreou essa semana nos Estados Unidos e desde que o piloto de dez milhões de dólares apareceu na rede, também há quase seis meses, eu tou prometendo falar sobre ele. É o novo do J.J. Abrams, o criador do Lost, com a mão da dupla que escreveu o Transformers.
Mas já adianto: não parece Arquivo X à toa.
Arquivo X 2, ao que parece, é só um prelúdio da segunda vinda da série
Fui ver o Arquivo X 2 ontem e o filme é razoável. Não recomendo pra quem não gosta da série – ou pra quem não tem as referências -, porque, assim, o filme é apenas fraco. É basicamente um filme sobre o reencontro entre Mulder e Scully – com um caso que não faz parte da mitologia oficial da série. Mas o fato de ser um filme ruim não quer dizer que a série vá parar por aí: muito pelo contrário.
No tempo de Arquivo X, a mídia que utilizávamos para assistir séries depois que elas passavam na TV era a fita VHS e para acompanhar um seriado no exterior você tinha que ter um amigo bem gente boa que gravasse e mandasse, pelo correio, essas fitas periodicamente – como alguns jornalistas que cobriam TV no Brasil faziam, no começo dos anos 90 – ou esperar por compilações em vídeo que reuniam alguns episódios na tentativa de atrair novos espectadores para o seriado.
Pois é, não havia DVD muito menos temporadas inteiras de séries à venda ou para alugar. Baixar um episódio pela internet era uma espécie de lenda urbana que todo mundo já tinha ouvido falar (“um amigo meu deixou o computador ligado por duas semanas e baixou um filme!”) mas longe da realidade e as séries americanas não eram tão importantes quanto os filmes de Hollywood (ou mais, como hoje – outro dia eu falo disso).
O fato é que Arquivo X passou assim por um bom tempo e as pessoas realmente grudavam no aparelho na hora em que ia começar. Tinha uma reprise, mas era religioso – e algo em torno de seis meses depois de exibido nos EUA.
Falando assim, parece a Idade Média.
Corta pra 2008, quando séries – traduzidas e legendadas – são exibidas informalmente no dia seguinte da sua transmissão para todo o planeta e o que é Arquivo X? Uma enorme pilha de DVDs esperando para ser assistida!
Arquivo X foi o seriado que deu origem a esse novo formato que consumimos hoje. Em vez de pequenos filmetes toda semana que terminam sempre numa boa, as aventuras de Mulder e Scully eram um enorme filme que assistíamos aos poucos. O marco-zero desta novidade é o Twin Peaks de David Lynch, mas Chris Carter, o criador do Arquivo X, transformou o clima freak e de fantasia da cidadela do noroeste americano em um saga de paranóia e explicações pseudo-científicas, misturando razão e fé em dois personagens que, se não funcionavam sozinhos, faiscavam quando colocados juntos.
E eis aí os dois agentes do FBI de volta num filme em que nada acontece. Inocência? Pé frio? Tudo errado?
Longe disso. A impressão que eu tenho é que Arquivo X, o segundo filme, reabre a série para um novo público, sem expectativa de revival. É uma retomada, de fato. As nove temporadas da série não só já foram relançadas em DVD como já estão – todas elas – entre os cem DVDs mais vendidos da Amazon, além de estar nas prateleiras das principais megastores do Brasil – e, provavelmente, do mundo. Já já o filme sai do cinema e moverá-se em direção da TV, o que inevitavelmente fará a série voltar à programação – tanto da TV a cabo como da aberta. E aí sim, veremos um terceiro filme que, certamente, terá alienígenas e vários dos personagens consagrados na primeira vinda da série – além de outros, novíssimos.
Acho que ganhamos mais tempo para falar daquela conexão entre Lost, Indiana Jones e Arquivo X, portanto. (Mas a conexão do filme com o Fringe é mais do que evidente, perceba.)
E se você for assistir ao filme no cinema, fique até os créditos começarem a passar. O gelo derreterá, surgirá um oceano e você verá uma cena hilária.
Acho que vou assistir o filme do Arquivo X mais tarde, mas confesso que esse comercial pra TV americana me deixou ainda mais constrangido…
"Even science fiction is now very far behind what's actually happening." - Marshall McLuhan. Desde 1995
Profissão: autobiógrafo.
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alexandrematias [@] gmail.com


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